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Admin FIEPA – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Produção de petróleo na Margem Equatorial brasileira pode criar quase 52 mil empregos no Pará, projeta CNI https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/05/07/producao-de-petroleo-na-margem-equatorial-brasileira-pode-criar-quase-52-mil-empregos-no-para-projeta-cni/ Tue, 07 May 2024 21:21:28 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13234
Levantamento do Observatório Nacional da Indústria prevê acréscimo de R$ 10,7 bilhões ao PIB do Estado

Estudo inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre os impactos econômicos e sociais da produção de petróleo na Margem Equatorial brasileira mostra que a atividade tem o potencial de criar 326.049 novos empregos formais. Os dados levantados pelo Observatório Nacional da Indústria da CNI apontam também que a extração pode adicionar R$ 65 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional e acrescentar R$ 3,87 bilhões à arrecadação indireta.No Pará, localizado na área de abrangência do projeto, o estudo estima cerca de 52 mil empregos e um acréscimo de 6,2% ao PIB, o equivalente R$ 10,7 bilhões.

Os cálculos tiveram como base o sistema de contas regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019, para isolar eventuais distorções por causa da pandemia. A simulação considerou que cada estado produzirá as máquinas e equipamentos necessários para a produção de petróleo, demandando quantitativos de mão de obra de acordo com o volume de produção de cada estado. Além disso, assumiu-se que todo petróleoobtido será exportado.

Para a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o estudo comprova os impactos positivos da atividade, que deverá gerar oportunidades para que o Estado do Pará avance econômica e socialmente. “A exemplo do que ocorre em outras regiões, acreditamos que essa operação industrial deverá movimentar toda a economia, em diversos setores, com estímulo para a criação de novos negócios, geração de emprego e renda e fortalecimento de fornecedores locais com a internalização das compras dentro do próprio Estado”, afirma o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.

Os recursos obtidos com a produção de petróleo da Margem Equatorial podem contribuir para reduzir as desigualdades socioeconômicas crônicas das regiões Norte e Nordeste, que concentram o maior volume de pessoas em situações de pobreza e de extrema pobreza. “Nossa expectativa é que os incrementos em infraestrutura, logística, capacitação de mão de obra local, aumento da arrecadação de impostos e geração de royalties contribuam para mudar a realidade do nosso Estado e sirva para equalizar as diferenças regionais que historicamente nos mantém em uma condição de atraso em comparação com outras regiões, como sul e sudeste do país”, avalia Carvalho.

“A produção de petróleo na margem equatorial viabilizará recursos que poderão melhorar a segurança energética do Brasil, abrir caminhos de transição para a economia verde e a descarbonização, além de promover avanços sociais e na infraestrutura dos estados que compõem a Margem. É importante dizer que isso dependerá da capacidade de o país construir uma governança dos recursos que garanta transparência, metas e fiscalização da aplicação da riqueza obtida a partir da exploração”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Rafael Lucchesi.

Um caminho para a transição energética – As reservas da Margem Equatorial são a principal aposta da Petrobras – companhia que, inicialmente, ficará responsável pela exploração – para manter o nível de produção de petróleo a partir da década de 2030 e para a descarbonização e segurança energética durante a transição para uma economia verde. Segundo a Petrobras, o plano de negócios para o período de 2023 a 2027 prevê a perfuração de 16 poços na região. A companhia vai destinar para a região 49% dos investimentos exploratórios no período, que somam ao todo US$ 6 bilhões.

“Os valores obtidos poderão ser investidos em tecnologia para o desenvolvimento de novas formas de produção de energia verde e sustentável, uma vez que o petróleo é finito, para viabilizar a transição energética tão necessária. Mas, até que os combustíveis mais sustentáveis, como o hidrogênio verde, tenham escalabilidade industrial e sejam economicamente viáveis, o petróleo continuará sendo usado”, diz Lucchesi.

Impacto econômico e social por estado da Margem Equatorial – Para cada estado que compõe a Margem Equatorial, entre eles, o Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá, a CNI projetou os impactos econômicos e sociais da produção de petróleo. Considerando a estimativa de exploração de um poço por estado, com capacidade de 100 mil barris por dia, ao preço do barril de US$ 80 e assumindo uma taxa de câmbio de R$ 4,93.

No Amapá

  • Valor adicional ao PIB de R$ 10,7 bilhões, um acréscimo de 61,2%
  • Criação de 53.916 empregos

No Pará

  • Valor adicional ao PIB de R$ 10,7 bilhões, um acréscimo de 6,2%
  • Criação de 51.706 empregos

No Maranhão

  • Valor adicional ao PIB de R$ 10,9 Bilhões, um acréscimo de 12,2%
  • Criação de 56.626 empregos

No Piauí

  • Valor adicional de R$ 10,7 bilhões ao PIB, um acréscimo de 21,5%
  • Criação de 52.828 empregos

No Ceará

  • Valor adicional de R$ 10,9 bilhões, um acréscimo de 7,2% no PIB
  • Criação de 56.669 empregos

No Rio Grande do Norte

  • Valor adicional ao PIB de R$ 10,8 Bilhões, um acréscimo de 15,9%
  • Criação de 54.304 empregos

Texto: Gecom/FIEPA e Agência de Notícias da Indústria

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Nova Indústria Brasil fomentará neoindustrialização na Amazônia https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/05/07/nova-industria-brasil-fomentara-neoindustrializacao-na-amazonia/ Tue, 07 May 2024 21:10:16 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13228

O Governo Federal lançou a Nova Indústria Brasil (NIB), uma nova política industrial com metas para impulsionar o desenvolvimento do setor até 2033. Serão R$ 300 bilhões para financiamentos destinados ao plano até 2026. Além dos R$ 106 bilhões anunciados na primeira reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), em julho, outros R$ 194 bilhões foram incorporados de diferentes fontes de recursos e redirecionados para dar suporte ao financiamento das prioridades do programa.

Nos moldes do Plano de Retomada da Indústria, entregue pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao governo no ano passado, a Nova Indústria Brasil define metas para cada uma das seis missões que norteiam os trabalhos até 2033. Foram definidas áreas prioritárias para investimentos e um conjunto de ações que envolvem a união dos integrantes do CNDI, tanto governo como setor produtivo.

Para a CNI o governo brasileiro está no caminho certo ao lançar uma nova política de neoindustrialização. “Esse é o anúncio de uma política pública moderna, que redefine escolhas para o desenvolvimento sustentável, com mais investimento, produtividade, exportação, inovação e empregos, por meio da neoindustrialização”, afirmou o vice-presidente da CNI e representante da entidade na cerimônia de lançamento, Léo de Castro.

“A indústria brasileira precisa de instrumentos modernos e semelhantes aos que promovem a indústria nas nações líderes. É preciso recolocar a indústria no centro da estratégia de desenvolvimento, para que possamos retomar índices de crescimento maior e poder ofertar um caminho consistente e alinhado com o que os países desenvolvidos fazem”, completou.

Indústria da Amazônia – Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, a Nova Indústria Brasil também atende aos anseios do setor produtivo da Amazônia. “Essa ação do Governo Federal é extremamente necessária para propiciar mais investimentos para a indústria brasileira e converge com as pautas que a FIEPA tem defendido para fortalecer a indústria da Amazônia. Em meio a este cenário de emergência climática no qual vivemos, a indústria precisa aperfeiçoar seu processo fabril, com vistas a uma economia de baixo carbono, com redução das emissões e direcionada também à redução das desigualdades sociais”, avaliou Alex Carvalho.

Para a FIEPA, a modernização do parque industrial permitirá que as empresas da região aperfeiçoem seus processos produtivos, reduzam as emissões e consigam atender aos compromissos globais pela descarbonização.

“Acreditamos que essa nova política de financiamento que prevê recursos direcionados à modernização do parque industrial, à pesquisa e tecnologia, à qualificação de mão de obra e à melhoria da infraestrutura, será fundamental para que possamos atender aos compromissos globais pela descarbonização por meio da bioeconomia e a transição energética, componentes fundamentais para garantir uma industrialização mais inclusiva, sustentável, inovadora e justa, em sintonia com a conservação ambiental, a competitividade, o desenvolvimento econômico e o bem-estar social”, garantiu o presidente da FIEPA.

Conheça as seis missões anunciadas pelo CNDI

Missão 1: Cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética

Para alcançar as metas dessa missão, algumas das prioridades são a fabricação de equipamentos para agricultura de precisão, máquinas agrícolas para a grande produção, e a ampliação e a otimização da capacidade produtiva da agricultura familiar para a produção de alimentos saudáveis.

Missão 2: Complexo econômico industrial da saúde resiliente para reduzir as vulnerabilidades do SUS e ampliar o acesso à saúde

A meta é ampliar a participação da produção no país de 42% para 70% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, entre outros, contribuindo para o fortalecimento do SUS e a melhoria do acesso da população à saúde.

Missão 3: Infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis para a integração produtiva e bem-estar nas cidades

Uma das propostas é ampliar em 25 pontos percentuais a participação da produção brasileira na cadeia da indústria do transporte público sustentável. Para se ter uma ideia, hoje representa 59% da cadeia de ônibus elétricos.

Missão 4: Transformação digital da indústria para ampliar a produtividade

Para que 90% do total das empresas industriais brasileiras (hoje são 23,5%) sejam digitalizadas e a participação da produção nacional nos segmentos de novas tecnologias seja triplicada, é preciso investir na indústria 4.0, no desenvolvimento de produtos digitais e na produção nacional de semicondutores, entre outros.

Missão 5: Bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para futuras gerações

Um dos objetivos para a transformação ecológica na indústria é aumentar o uso da biodiversidade pela indústria e, ainda, reduzir em 30% a emissão de carbono da indústria nacional, que tem 107 milhões de toneladas de CO2 por trilhão de dólares produzido.

Missão 6: Tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacionais

A meta é conseguir autonomia na produção de 50% das tecnologias críticas para fortalecer a soberania nacional. Assim, a prioridade será para ações voltadas ao desenvolvimento de energia nuclear, sistemas de comunicação e sensoriamento, sistemas de propulsão e veículos autônomos e remotamente controlados.

Com informações da Agência de Notícias da Indústria (CNI)

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Empresas paraenses podem participar do programa Brasil + Produtivo https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/05/07/empresas-paraenses-podem-participar-do-programa-brasil-produtivo/ Tue, 07 May 2024 20:47:08 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13220

Até o final do ano, empresas paraenses de micro, pequeno e médio portes do setor industrial poderão se inscrever no programa Novo Brasil Mais Produtivo. De iniciativa do Governo Federal e executado no estado pelo SENAI, o Programa visa otimizar processos, aumentar a produtividade e promover a transformação digital nas empresas.

A expectativa é chegar a um total de 96 empresas atendidas, apenas no Pará, até o final de 2024. O programa prevê destinar, nos próximos quatro anos, R$ 2 bilhões para investir na melhoria da produtividade das micro, pequenas e médias (MPME) empresas nacionais.

Lançado em novembro do ano passado, o programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em uma parceria inédita entre o SENAI, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa Brasileira de Inovação Industrial (Embrapii) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).

Na indústria, a retomada do Programa Brasil Mais Produtivo está associada ao movimento da neoindustrialização, proposto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo MDIC. O objetivo é trabalhar para assegurar a retomada do processo de modernização e evolução da indústria, enfatizando inovação, compromisso ambiental e integração com cadeias produtivas internacionais.

As empresas interessadas em participar dessa jornada de transformação digital poderão participar do novo Brasil Mais Produtivo por meio do site do MDIC (https://brasilmaisprodutivo.mdic.gov.br/), onde serão direcionadas para as modalidades do programa.

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Óleo de palma é essencial para a economia do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/02/10/oleo-de-palma-e-essencial-para-a-economia-do-para/ Sat, 10 Feb 2024 18:14:00 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13169

O óleo de palma está mais presente na vida do brasileiro do que é possível imaginar. Ele faz parte de cerca de 50% dos produtos consumidos no país, como alimentos, cosméticos, biocombustível e até na geração de energia elétrica. Por trás dessa presença tão marcante e versátil, há uma grande indústria composta por diversas empresas Brasil afora, muitas delas aqui no Pará.

É daqui que sai a maior parte da produção nacional. O estado é responsável por 85% de todo o óleo de palma consumido no Brasil, de acordo com dados do Sindicato das Indústrias de Óleos e Azeites Alimentícios do Pará (Sinolpa). O setor gera cerca de 20 mil empregos diretos no Estado – mil deles foram criados só no primeiro semestre de 2023. Além disso, aproximadamente R$ 3 bilhões são pagos em salários e benefícios ao ano. Só para se ter uma ideia dos impactos desses números na economia do Pará, em alguns municípios, a indústria do óleo de palma contribui com cerca de 25% do circulante financeiro total.

“A atividade está protegida por um robusto arcabouço legal que busca garantir condições adequadas de trabalho e dignidade. É um segmento que evita o êxodo rural e incrementa o PIB de diversos municípios amazônicos”, enumera a presidente do Sinolpa, Marcella Araújo. Segundo o Sinolpa, a estimativa é que a produção nacional chegue a 555.148 toneladas de óleo ao ano e a quase 5,7 milhões de toneladas de cachos de fruto fresco – sendo a quarta maior do mundo.

ORIGEM E APLICAÇÃO

O óleo vegetal mais comercializado e consumido no mundo vem de uma espécie conhecida como palma de óleo ou dendezeiro – uma palmeira que pode chegar a 15 metros de altura. Originária da região oeste da África, a palma se adaptou muito bem ao solo e ao clima da Amazônia brasileira e apresenta, pelo menos, dois grandes diferenciais. O primeiro é justamente o alto rendimento do óleo, que pode ultrapassar em até dez vezes o obtido por tonelada com a soja. O outro é que a planta possui um longo ciclo produtivo, que pode chegar a trinta anos.

Esse óleo serve de matéria-prima para diversas indústrias que utilizam a gordura vegetal como ingrediente. Por manter suas propriedades em diferentes temperaturas, o óleo é utilizado para dar uma textura mais macia a margarinas, sorvetes, pães e recheios de biscoitos, por exemplo. Em alguns casos, pode substituir a manteiga de cacau em chocolates ou ser utilizado em frituras e molhos. Pratos típicos brasileiros, como o vatapá e o acarajé, possuem o azeite de dendê como ingrediente.

A indústria cosmética também utiliza os derivados da palma. O óleo hidrata, ajuda na formação de espumas e no amolecimento de outros compostos, dando uma textura mais suave aos produtos, sem influenciar no cheiro. Maquiagem, creme dental, sabão e detergente também são aplicações possíveis do óleo de palma.

Por fim, o produto também é insumo para o biodiesel, um combustível alternativo ao óleo diesel de origem fóssil, que pode ser utilizado para geração de energia elétrica e em veículos, reduzindo as emissões de gases do efeito estufa. Com tantas aplicações, estima-se que cada pessoa consuma cerca de oito quilos do produto ao ano.

DESTINO DA PALMA PARAENSE
  • 80% Alimentos
  • 10% Cosméticos
  • 10% Outros
IMPORTANTE ALIADO PARA A CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

A palma de óleo ou dendezeiro, planta de origem africana, tem se mostrado uma alternativa viável para ajudar na implantação de medidas contra as mudanças climáticas. De acordo com o Sinolpa, há estudos que indicam que a palma de óleo possui um dos menores impactos em relação à mudança do uso da terra no país, pois, para garantir a produção, não há a necessidade de desmatar nenhum hectare de floresta nativa, bastando aproveitar as áreas que já tiveram outras atividades econômicas.

A legislação brasileira para o cultivo de palma é considerada uma das mais rigorosas do mundo. A produção dessa cultura é gerida pelo Zoneamento Agroecológico da Palma de Óleo, de acordo com definições do Governo Federal e que está no Decreto 7.172 de maio de 2010. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um estudo e definiu quais são as áreas aptas ao cultivo sustentável da palma de óleo na região amazônica.

“É importante frisar que uma fazenda não é só composta por plantação. Todas as empresas precisam ter pelo menos 50% de área de preservação, a chamada reserva legal. E aí, todos os anos temos que comprovar a preservação dessa reserva, que inclusive é monitorada por satélite. Só assim conseguimos liberar documentos como licenças e cadastros rurais. A cultura da palma apresenta consideráveis benefícios econômicos e ambientais, especialmente no Pará”, acrescenta Marcella Araújo.

O LADO SOCIAL DA PALMA

O cultivo e o beneficiamento da palma têm contribuído para melhorar a qualidade de vida das comunidades, em diversos municípios do Estado, gerando emprego, renda, qualificação profissional e oportunidades ao longo de toda a cadeia produtiva.

Em pouco mais de um ano trabalhando na Agropalma como operadora de produção, Maria Barbosa da Costa, de 42 anos, já está conquistando alguns objetivos, como fazer pós-graduação e tirar a carteira de motorista. Moradora da Vila Olho d’Água, na PA-150, no município de Moju, ficou sabendo da vaga por meio de uma amiga. “Eu estava procurando emprego, então surgiu essa oportunidade na safra e aí fui chamada para fazer a entrevista e estou lá até hoje”, revela. Formada como pedagoga e técnica em agropecuária, Maria já traçou seu plano de carreira. “Minha expectativa é continuar na empresa e crescer dentro dela”, projeta.

Já a família de Leona Stefanes, de 44 anos, mora na vicinal Vila Israel. Nascida em Paragominas, mudou-se para Moju com a família há mais de 20 anos, e mantém um cultivo de palma no projeto Calmaria 2 junto com o marido, Daniel Stefanes. No local, há vários produtores de palma que receberam insumos e capacitação técnica de indústrias para iniciar sua produção. “No começo de tudo, para quem não tem recursos para comprar as mudas por conta própria, esse tipo de parceria é muito importante, essencial, especialmente para o produtor que está iniciando, porque possui a terra, mas não tem condições de fazer o preparo da área”, ressalta Leona. Segundo ela, uma das indústrias prestou orientações também sobre obtenção de financiamento. Outro ponto importante é que os agricultores familiares têm clientes garantidos, uma vez que várias empresas do setor compram toda a produção.

PRODUÇÃO DO PARÁ EM NÚMEROS
  • 85% da produção nacional
  • 29 municípios paraenses fazem parte da cadeia produtiva
  • 535 mil hectares de área total (incluindo plantio, infraestrutura e reservas ambientais)
  • 255 mil hectares apenas de plantio
PRINCIPAIS MUNICÍPIOS PRODUTORES
  • 19% – Tomé-Açu
  • 18% – Tailândia
  • 17% – Moju
  • 15% – Acará
  • 5% – Bonito
  • 4% – Igarapé-Açu
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Resultado das exportações no Pará em 2023 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/01/30/resultado-das-exportacoes-no-para-em-2023/ Tue, 30 Jan 2024 18:50:40 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13185

Em 2023 o Estado do Pará exportou um valor acumulado de US$ 22.258.128.915 bilhões, fechando o período com uma variação positiva de 3,45% em relação ao ano anterior. Ao todo, foram exportadas 179 milhões de toneladas. Foi o maior exportador da Região Norte e segundo maior da Amazônia Legal. No ranking nacional, o Estado ficou na terceira colocação em saldo, com US$ 20.345.715.389 bilhões, atrás dos Estados de Mato Grosso e Minas Gerais, e manteve a sétima posição em valor exportado. Nas importações ficou na 17ª posição no país, com um valor de US$ 1.912.413.526 bilhões, 3.693.086 milhões de toneladas e queda de -30,19%. Os dados são do Ministério de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, analisados e divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (CIN/FIEPA).

De acordo com a coordenadora do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (CIN/FIEPA), com base nos resultados apresentados durante todo o ano, o consolidado de 2023 demonstrou uma recuperação da balança no período. “Foi um período difícil para o comércio exterior em função de diversos fatores, entre os quais o de que o mundo ainda sente alguns reflexos da pandemia, no qual os países se voltaram mais para o seu mercado interno, valorizando seus produtos nacionais. Além disso, tivemos a crise interna no setor imobiliário pela qual passou a China, que é o nosso principal hoje comprador Internacional; além do cenário de guerra que gera incertezas e impacta negativamente a relação comercial entre os países. Apesar desses problemas, o Estado conseguiu fechar o ano com um resultado positivo, ainda que com uma margem pequena, nos surpreendendo positivamente”, afirma Lobato.

Mineração – No período, o setor mineral manteve 84% de participação nas exportações paraenses. Os destaques foram para o minério de ferro, que exportou mais de US$ 12.9 bilhões, apresentando uma variação positiva de 1,45% e mais de 161 milhões de toneladas que tiveram como principal destino a China; e o cobre que exportou mais US$ 2.452 bilhões e teve um crescimento de 41,15%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, tendo como principal comprador a Alemanha.

Além da mineração, os outros produtos que fecharam em alta em 2023 foram a soja, que exportou US$ 1.657.078.513 bilhão, com 3.198.506 toneladas vendidas principalmente para a China, com um crescimento de 18,55% no período; o palmito, que apresentou uma variação positiva de 4,59%, com um volume de US$ 739.406 mil exportados principalmente para os Estados Unidos; e as sementes de gergelim, que apresentaram um crescimento de 355,28%, com um valor exportado de US$ 59.876.121 milhões, tendo como principal destino a Índia.

Para o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, apesar dos números positivos na exportação, os resultados poderiam ser potencializados com uma maior verticalização da produção e por meio de investimentos em infraestrutura, pesquisa, inovação e qualificação de mão de obra. “Entendemos que os resultados das exportações são positivos e trazem divisas importantes para o nosso Estado. Entretanto, do ponto de vista do setor industrial, não poderíamos deixar de lamentar o fato de que a economia paraense ainda é composta, quase que unicamente, pela venda de commodities, que são produtos de baixo valor agregado para o mercado internacional. São riquezas naturais do nosso Estado que poderiam estar sendo transformadas em bens de consumo com retornos altamente relevantes para a nossa economia. Como temos dito sempre, precisamos urgentemente avançar na melhoria da infraestrutura do nosso Estado, encampando outras políticas públicas, a começar pela regularização fundiária, que o tornem mais atrativo para a implantação de novas indústrias e que propiciem a verticalização da produção local, ampliando a oferta de produtos com melhor valor agregado e internalizando mais as nossas riquezas”, analisa Carvalho

“Verticalizar a produção é extremante importante e isso passa pela necessidade de termos uma indústria fortalecida, inovadora e em harmonia com o meio ambiente. Então, essa também é uma oportunidade para introduzirmos em nossos processos fabris conceitos como o da bioeconomia, para que possamos aproveitar todo o potencial natural existente na região, de forma responsável e sustentável, e levar aos territórios mais desenvolvimento, por meio de emprego, renda ou de parcerias que propiciem os aportes necessários para áreas prioritárias como saneamento básico, saúde e educação na região avalia o presidente da FIEPA.

Principais destinos – Os principais destinos das exportações do Pará, de janeiro a dezembro de 2023, foram a Ásia, União Europeia, América do Norte e Oriente Médio, com um volume de negócios de mais de US$ 20 bilhões. Da Ásia, o país que mais comprou do Pará está a China, com US$ 11.186.158.808 bilhões; do bloco da União Europeia, a Alemanha apresentou um acumulado de US$ 683.867.135 milhões; da América do Norte, os Estados Unidos importaram US$ 794.682.482 milhões; e do Oriente Médio, Omã foi responsável por US$ 273.578.668 milhões.

No cenário nacional, impulsionadas pelo setor mineral, as cidades paraenses que mais exportaram foram Parauapebas, com US$ 6.750 bilhões, e Canaã dos Carajás, com US$ 6.400 bilhões, ficando atrás apenas das cidades do Rio de Janeiro (RJ), Duque de Caxias (RJ) e Paranaguá (PR). Além destas, também aparecem Barcarena (US$ 2.680 bilhões), Marabá (US$ 2.109 bilhões) e Paragominas (US$ 749 milhões). A capital Belém ficou em 12º lugar no ranking Brasil, com US$ 206.364.348 milhões, no seu valor total exportado no período de janeiro a dezembro de 2023.

No consolidado do ano, fecharam em baixa a madeira, com -39,39% e US$ 212.858.782 milhões exportados; os sucos de Frutas, com -1,14 % e US$ 73.287.463 milhões exportados; os peixes, com US$ 69.286.633 milhões exportados e queda de -11,49%. Outro produto que registou baixa foi a carne de bovinos, com -22,09% no período, e valor exportado de US$ 505.792.914 milhões.

Para Daniel Freire, vice-presidente executivo da FIEPA e presidente do Sindicato da Carne e Derivados do Estado do Pará (Sindicarne), o resultado acompanhou a queda do preço da arroba do boi, aliada às variações que a commodity carne costuma apresentar no mercado internacional. “Além disso, tivemos também o autoembargo da nossa carne à China quando deixamos de embarcar carne para lá no primeiro trimestre. Apesar da variação de preços dessa commodity, existem mercados mais atrativos do que outros, então para blindar o setor das grandes oscilações, precisamos acessar o maior número de países possíveis para a carne do estado, assinando protocolos sanitários de formas a liberar essa exportação, esse é o nosso foco e temos contado com o forte apoio do governo do estado já que a indústria paraense é umas das mais modernas do país, com os mais altos níveis de processo sanitário e seguindo os mais exigentes critérios socioambientais”, analisa Freire.

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Novo PAC: expectativas de novas oportunidades para a indústria https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/01/23/novo-pac-expectativas-de-novas-oportunidades-para-a-industria/ Tue, 23 Jan 2024 18:31:00 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13179

No início do segundo semestre deste ano, o Governo Federal anunciou investimentos da ordem de R$ 1,7 trilhão no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em todo o país, sendo R$ 1,4 trilhão até 2026 e R$ 320,5 bilhões após 2026. Ao Pará, serão destinados valores superiores a R$ 76,5 bilhões este ano para investimentos e projetos. O anúncio do programa era bastante esperado pelos diversos segmentos da economia brasileira e gera boas expectativas aos setores produtivos e na população de um modo geral.

Os investimentos contemplam ações em programas de transferência de renda como o Bolsa Família, saúde, educação, cultura, esporte e infraestrutura. No pacote de investimentos do PAC estão inclusas a retomada de obras que estavam paradas Novo PAC: expectativas de novas oportunidades para a indústria e a aceleração de outras em andamento, além de novos empreendimentos. Entre os investimentos em infraestrutura no Pará, destacam-se as seguintes obras e serviços: ponte sobre o Rio Xingu BR-230, duplicação da BR-316 (Castanhal – Trevo de Salinas), pavimentação da BR-308 (entre Viseu e Bragança); derrocagem do Pedral do Lourenço e moradias do programa Minha Casa, Minha Vida.

Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Dias Carvalho, o anúncio veio como uma boa notícia para a indústria, sobretudo por conta das obras de infraestrutura que devem aumentar a competitividade do setor e da movimentação das cadeias de fornecimento. “O PAC não só melhora a infraestrutura, como movimenta toda uma cadeia da economia, que envolve aquisição de equipamentos, materiais, bens e serviços, além de impulsionar geração de emprego e qualificação de mão de obra necessária para as ações previstas. Outro destaque importante são os investimentos em áreas como educação, saneamento e acesso à internet, vitais para o desenvolvimento do Estado e do país”, reforça.

Contudo, o presidente da FIEPA destaca que esses projetos, para que de fato se concretizem em benefícios, não podem ficar travados em burocracias que desconsiderem as necessidades da própria região. “Nossa expectativa é que as obras de fato não esbarrem em outros entraves ou burocracias, pois, uma vez paradas, se tornam uma janela para o desperdício de recursos e impedem que a população tenha acesso a todas essas melhorias que o PAC deve trazer por meio dos investimentos previstos”, disse Alex Carvalho.

Ainda relacionado à infraestrutura, o Programa contemplou obras voltadas para melhorias na urbanização das cidades, como as relacionadas a serviços sanitários, de abastecimento de água, resíduos sólidos e construções para os setores da saúde, educação, cultura e esporte.

José Maria Mendonça, presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA, ressalta a importância de algumas obras previstas no Novo PAC para a economia e competitividade do setor produtivo. “Destaco como fundamental a Ferrogrão, porque vai permitir que os grãos do Mato Grosso saiam pelo Arco Amazônico através do Porto de Vila do Conde. Isso é um ganho muito considerável para o Estado, porque leva a uma política do ganha-ganha em toda a região Oeste do Pará. Outra obra de infraestrutura importante é o derrocamento do Pedral do Lourenço, porque permitirá que a hidrovia do Tocantins funcione normalmente nos 12 meses do ano, já que as eclusas estão prontas. Existem apenas pequenos pontos de dragagem que foram contemplados também nesse PAC”, pontua.

EFEITO DOMINÓ NA ECONOMIA

Quando a indústria cresce, os demais setores da economia são impulsionados. Esse “efeito dominó” ou multiplicador, reforça a importância do setor para o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Isso porque é a indústria que fornece insumos para outras áreas da economia, além de desenvolver inovação e tecnologia. “Toda vez que se impacta a indústria, ela atinge fundamentalmente o serviço e o comércio. No caso particular, os investimentos que serão feitos pelo Novo PAC vão atingir a agricultura também, porque a Ferrogrão vai passar por uma região do Pará que já tem um certo avanço agropecuário, o qual é o plantio de soja, que está subindo ali margeando o Tapajós e a gente acredita que tem um impacto em todos os setores. Pontuando, toda vez que existe um crescimento industrial, ele é abrangente, abraça todos os setores”, analisa José Maria Mendonça.

Saiba por que as obras contempladas são importantes para o Pará
PAVIMENTAÇÃO DA BR-308

Uma obra muito aguardada e que deverá ser retomada é a pavimentação da rodovia BR-308 no trecho BragançaViseu. O asfaltamento da via facilitará o trânsito dos moradores, a integração do estado e o escoamento da produção e transporte de mercadorias.

PONTE SOBRE O RIO XINGU

A obra de 750 metros de extensão vai facilitar a travessia de passageiros e o escoamento da produção na BR-230, a Transamazônica. Isso porque se tornará uma alternativa rodoviária à travessia de balsa entre Altamira e Anapu. De acordo com o projeto, será construída uma ponte estaiada, com 424 metros de vão central, para diminuir o tempo de viagem e proporcionar mais segurança aos moradores da área de influência.

DERROCAGEM DO PEDRAL DO LOURENÇO

Após a conclusão da obra será possível a navegação na extensão dos rios Araguaia e Tocantins. A quebra e remoção das rochas localizadas ao longo de mais de 30 quilômetros de rios tem o objetivo de permitir a construção da hidrovia Araguaia-Tocantins, no município de Itupiranga, no sudeste do Pará. O projeto está em licenciamento ambiental e as obras estão previstas para começar em 2024. Depois da conclusão, a região de Marabá deverá entrar para a restrita lista das regiões brasileiras a ter quatro modais logísticos: rodoviário, ferroviário, aeroviário e hidroviário

FERROGRÃO

Apesar do avanço com o Novo PAC, ainda há demandas em estudo. Entre elas estão o Plano de Monitoramento Hidroviário (PMH) dos rios Tocantins (trecho de Cametá e Tucuruí) e Tapajós (trechos de Santarém e Itaituba), além da Ferrogrão, via férrea para ligar o Porto de Miritituba, em Itaituba, no sudoeste do Pará, ao município de Sinop, no Mato Grosso

DUPLICAÇÃO DA BR-316

Após paralisações anteriores, a continuação da duplicação da BR-316 beneficiará municípios da Região Metropolitana de Belém e da Região Nordeste do Pará, como Castanhal, Igarapé-Açu, São Francisco do Pará e Santa Maria do Pará. As obras de duplicação da BR-316 foram iniciadas em 2020 e abrangem um trecho de 45 km, entre Castanhal e o trevo de acesso a Salinópolis. A duplicação proporcionará maior segurança para o trânsito ao longo da via

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Bioeconomia – Em 10 anos, cadeia de fibra de malva https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/11/28/bioeconomia-em-10-anos-cadeia-de-fibra-de-malva/ Tue, 28 Nov 2023 18:57:01 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13191

Com a proximidade da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que será realizada em Belém, em 2025, uma das discussões que vêm à tona é a colaboração da bioeconomia para que o Brasil consiga atingir suas metas de descarbonização. Estudos indicam que ela vai evitar o lançamento de 21 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera até 2050 e que o PIB do Pará referente à bioeconomia pode alcançar R$178 bilhões.

Um exemplo desse potencial da nossa bioeconomia é a da cadeia da fibra de malva no Pará, representada pela Companhia Têxtil de Castanhal (CTC), que em 10 anos capturou mais de 18 mil toneladas de CO2 da atmosfera. A empresa está enviando para serem distribuídas pelo SEBRAE, durante um evento com ministros e secretários de meio ambiente, 300 bolsas exclusivas de malva Amazônica.

Essa fibra vegetal da região é uma cultura de várzea, totalmente integrada ao seu bioma. Com adubação natural deixada pelo húmus acumulado durante as cheias dos rios, sem uso de agrotóxicos e sem causar desmatamento, ela utiliza água da chuva para irrigação, além de gerar renda para milhares de pessoas no coração da região amazônica.

“Sua agregação de valor, da semente de malva aos nossos manufaturados, é toda na Região Norte do Brasil, em uma cadeia com pegada de carbono negativa, resultando em produtos têxteis 100% biodegradáveis distribuídos no Brasil e exterior, no melhor exemplo de economia circular”, afirma Flávio Junqueira Smith, diretor da CTC, empresa que tem fábrica em Castanhal, no Pará, e filiais em Manacapuru (AM) e na cidade de São Paulo (SP).

Em 2022, em parceria com o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (CETIQT) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a CTC realizou um estudo que comprovou a atuação da cadeia – que vai da semente ao produto manufaturado – como fixadora de carbono, ou seja, ela contribui para a redução da concentração do CO2 na atmosfera.

Ao longo das análises realizadas pelo SENAI CETIQT, foi comparado o desempenho das embalagens confeccionadas com malva e fibra de juta com aquelas confeccionadas com papel e outros materiais sintéticos, e comprovou-se que o produto Castanhal é o único capaz de fixar carbono.

Comércio justo – Além de contribuir para a fixação de carbono, a cadeia da malva também valoriza a comunidade local. O Projeto Sementes Castanhal capacita famílias agricultoras para se tornarem produtoras de sementes, transformando uma atividade extrativista em uma cultura profissionalizada com investimento em conhecimento, tecnologia e inovação. Está garantida para eles a compra de 100% da colheita e remuneração justa. “Isso ajuda a fixar esses trabalhadores e suas famílias em suas próprias terras, trabalhando em uma atividade que gera renda nas regiões com poucas alternativas econômicas”, aponta Flávio Junqueira.

Além disso, a empresa emprega mais de 1.100 colaboradores diretos em constante treinamento e desenvolvimento, entre trabalhadores, técnicos de segurança, administradores, agrônomos e diversas outras funções.

De acordo com Flávio, a Amazônia deve ser vista por sua fauna e flora e pelas pessoas que aqui habitam. “São cerca de 30 milhões de habitantes mantendo a floresta em pé, preservando sua enorme biodiversidade. A defesa da Amazônia faz parte da defesa de toda a economia brasileira, especialmente aos olhos dos consumidores das novas gerações que estão chegando em cada vez maior número ao mercado mundial”, observa, acrescentando que é preciso gerar valor para a Amazônia, e o caminho é pelo fomento da bioeconomia.

Fabricação consciente – Na fábrica, as fibras são processadas apenas com aditivos orgânicos e vegetais. Dela, saem sacos de juta agrícolas, ecobags utilizáveis, fios para artesanato, fios para calçado, tabaco, decoração, moda e outros. A Castanhal prioriza o uso de energia solar, além de contratar a carga energética necessária ao funcionamento de sua fábrica e filiais diretamente do mercado livre, de usinas ambientalmente sustentáveis.

Pedaços de tecido excedente são transformados em sacolas ecológicas confeccionadas por mais de 300 artesãos treinados pela Castanhal em parceria com o governo do Pará no projeto socioambiental Usinas da Paz, um dos mais importantes do Brasil. Retalhos maiores viram embalagens para fardos e bobinas e os menores são transformados em feltro para a indústria automobilística, que os utiliza em peças como tampas de porta-malas em substituição a materiais sintéticos.

“Temos que construir um modelo econômico inédito para a região, através do diálogo entre a sustentabilidade social e ambiental. Se não estimularmos ou introduzirmos no mercado mundial os produtos de baixo carbono, positivamente integrados à essa economia amazônica, falharemos na defesa da floresta e seus habitantes. Muitos desses sistemas já existem na região há muitas décadas, de forma abrangente e verticalizada, como a cadeia da fibra de malva”, finaliza Flávio.

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Pará abriga a maior vendedora de energia elétrica do país https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/10/10/para-abriga-a-maior-vendedora-de-energia-eletrica-do-pais/ Tue, 10 Oct 2023 19:09:50 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13197

No primeiro semestre deste ano, a Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no município de Vitória do Xingu, foi apontada como a maior vendedora entre todas as fontes de energia do país, renováveis e não renováveis. De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Considerando o mercado livre e o regulado, a empresa comercializou 4.412 MW médios, o equivalente a 19.165 GWh, registrando, assim, um resultado bem próximo ao certificado de Garantia Física (GF) da usina, que é de 4.571MW.

A excelente colocação da Norte Energia reflete a nova estratégia de venda que a empresa passou a adotar em 2022. Segundo Paulo Roberto Ribeiro Pinto, diretor presidente da empresa, a UHE Belo Monte é a quinta maior hidrelétrica do mundo e a maior usina hidrelétrica 100% brasileira, e que tem importância estratégica para a segurança energética do país. “Temos 70% da nossa energia voltada para contratos de longo prazo com distribuidoras, além de 10% para autoprodutores e 20% para negociação no mercado livre. Esse posicionamento diferenciado no mercado se deve à nossa tônica de adoção das melhores estratégias, negociação, procura permanente dos bons clientes com garantia, com segurança”, ressalta Paulo Roberto Pinto. A produção de Belo Monte no primeiro semestre deste ano correspondeu a 9,4% (29.125 GWh) de toda a energia utilizada no país, o equivalente ao consumo de 30 milhões de residências.

PEÇA-CHAVE PARA A SEGURANÇA ENERGÉTICA

Além de empregar 1.800 pessoas, entre colaboradores diretos e indiretos, o Complexo Hidrelétrico Belo Monte é estratégico para o setor elétrico nacional. Isso porque 70% dos reservatórios das hidrelétricas do país estão no Sudeste e Centro-Oeste e dependem de um bom volume de água para gerar a energia necessária para essas regiões. Em períodos de seca, quando esses reservatórios precisam ser poupados para que voltem aos níveis ideais de água, a usina paraense está no período úmido da Amazônia. Isso significa dizer que, enquanto Belo Monte gera o máximo das suas turbinas e injeta energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), os reservatórios das demais bacias armazenam água para atender ao mercado nacional durante o período seco.

“Para você ter uma ideia, em 2021, quando houve uma ameaça ao fornecimento de energia, a Norte Energia contribuiu com um terço do enchimento dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste. Então, ela tem um papel fundamental para a segurança do sistema interligado”, comenta o diretor-presidente da Norte Energia. A energia gerada pela UHE Belo Monte atende a 6% de todo o consumo nacional. A maior parte, 70%, é comercializada para 45 distribuidoras espalhadas por todos os estados brasileiros e 10% é destinada aos autoprodutores, sócios diretos ou indiretos da Companhia. Dos 20% remanescentes, a maior parte é comercializada para o mercado livre e uma pequena parte compensa perdas sistêmicas naturais.

Hoje, caso não existisse a UHE Belo Monte, o Brasil teria que acionar fontes não renováveis de energia com mais frequência, recorrendo às usinas termoelétricas, que consomem combustíveis fósseis. Esse tipo de energia, além de custar mais caro, é responsável por emissões significativas de gases que contribuem para o aquecimento global. “Eu imagino, hoje, que, se não tivéssemos Belo Monte no sistema, nós teríamos que colocar uma termoelétrica rodando, o que poderia representar de quatro a seis milhões de metros cúbicos de CO2 na atmosfera”, avalia Pinto.

Belo Monte é a hidrelétrica que mais gerou energia renovável e limpa para o Brasil no primeiro semestre de 2023. “Mais do que nunca, o mundo tem debatido a importância de fontes renováveis para abastecer os grandes centros urbanos, movimentar a economia e garantir o funcionamento dos serviços públicos essenciais sem comprometer o meio ambiente”, diz Pinto.

RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL

A Norte Energia atua na região de Belo Monte por meio de uma Política de Sustentabilidade pautada em três pilares estratégicos: desenvolvimento socioeconômico regional, geração de energia renovável e proteção ambiental da Bacia do Rio Xingu.

Entre as iniciativas de desenvolvimento socioeconômico, destaca-se a contratação de mão de obra local e o investimento em programas de aprendizagem e trainee, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em Altamira, voltado para pessoas da própria região. “Hoje, 40% do quadro da empresa é próprio e os serviços terceirizados de mão de obra de apoio e segurança são todos locais. Resolvemos primarizar toda a operação da usina. Além disso, acabamos de fazer um programa de trainee só para pessoas da região com nível médio. Foram 26 vagas preenchidas, das quais, nove por mulheres. Eles acabaram de se formar na parte teórica, agora estão aprendendo a prática com o pessoal mais experiente da usina, também já estão recebendo plano de saúde e um salário que deverá ser triplicado a partir do ano que vem, com a conclusão da formação”, enumera Paulo Roberto Pinto.

Já na parte de investimentos em preservação ambiental, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Norte Energia, Energisa e Fundo Vale lançaram, em setembro deste ano, o edital Xingu no âmbito do programa Floresta Viva, que destinará até R$ 26,7 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos de restauração de áreas degradadas e fortalecimento de cadeias produtivas da bacia hidrográfica do rio Xingu, na região amazônica. O edital, que será executado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), vai apoiar até nove projetos. Além disso, na ocasião dos estudos ambientais prévios sobre a Usina, uma matriz de impactos foi gerada e foram previstas medidas para monitorar e mitigar a ocorrência de tais impactos, junto com a participação e orientação do órgão ambiental competente, que fiscaliza e acompanha, bem como direciona a forma de implementação dos projetos e medidas de compensação. A Norte Energia já realizou investimentos socioambientais na região do Xingu da ordem de R$ 6,8 bilhões.

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Inteligência artificial aumenta produtividade e segurança na indústria https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/08/21/inteligencia-artificial-aumenta-produtividade-e-seguranca-na-industria/ Mon, 21 Aug 2023 19:31:20 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13203

Hoje, uma dúvida entre os profissionais é se um dia serão totalmente substituídos por máquinas em suas funções e se tornarão obsoletos e sem emprego. É fácil entender esse pensamento quando, nos últimos anos, a tecnologia de ponta tem se tornado mais acessível e eficiente, levando empresas a investirem cada vez mais em ferramentas como a Inteligência Artificial (AI) e robôs, para melhorar resultados de automação e os processos produtivos.

A inteligência artificial, pertencente ao campo da ciência da computação, busca criar sistemas e algoritmos capazes de realizar tarefas onde normalmente se exigiria o intelecto humano. Sua utilização envolve principalmente o desenvolvimento de algoritmos de aprendizagem de máquina e redes neurais, capazes de serem treinados em grandes quantidades de dados para realizarem tarefas complexas, tornando-as menos repetitivas e mais eficientes.

Segundo o artigo “Inteligência Artificial: o uso da robótica na indústria 4.0” — publicado em 2021 pelos pesquisadores Hudson Amaral e Angelita Gasparotto na Revista Interface Tecnológica — em países como o Brasil e o México, os robôs industriais possuem grande utilidade e são até mesmo responsáveis por mudar significativamente a cadeia produtiva, transformando projetos, fabricação de produtos, estrutura das empresas e a comunicação entre clientes e fornecedores. A robótica no ambiente fabril também tem sido usada para evitar a permanência humana em locais perigosos e insalubres.

No atual cenário, as automações adquiridas por meio da IA e da robótica nos setores industriais não representam a substituição total da mão de obra humana, mas sim uma soma de eficiência e eficácia para os processos nos quais essas tecnologias são empregadas. No Pará, onde a indústria é responsável por 34,3% do PIB do Estado, essa relação amistosa entre humanos e tecnologia está se tornando realidade. Um dos exemplos é a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que está implantando tecnologia de ponta no resfriamento de suas turbinas. Outro caso de sucesso é a utilização da inteligência artificial pela indústria mineral, importante atividade econômica do Estado.

UHE DE TUCURUÍ

Para modernizar e digitalizar os processos no sistema de resfriamento das unidades geradoras de energia, em Tucuruí, a central hidrelétrica está implementando o Sistema de Resfriamento Inteligente (SiRI). O projeto foi idealizado em novembro de 2020, durante a I Maratona de Inovação Tecnológica da Diretoria de Operação da Eletronorte, em parceria com o SENAI e o Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM), que conta com uma equipe de Indústria 4.0 especializada em criar softwares e algoritmos de inteligência artificial, seguindo as exigências do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica da ANEEL.

Iniciado em fevereiro de 2022, o projeto piloto será executado durante três anos. Ao ser instalado, o sistema atuará diretamente em quatro turbinas para evitar o superaquecimento dos ativos, desligamentos forçados, impactos na geração de energia e o desgaste prematuro dos equipamentos. A tecnologia emitirá ainda informações em tempo real, permitindo a realização da manutenção preditiva, ou seja, antes do problema ocorrer.

“O uso de inteligência artificial no desenvolvimento e resultado do projeto proporcionará um ambiente controlado, muito mais eficiente e seguro aos equipamentos, trabalhadores e processos de resfriamento”, considera Camila Corassa de Ávila, gerente do projeto pela Eletronorte.

Segundo o diretor do ISI-TM, Adriano Lucheta, o sistema de resfriamento permitirá a antecipação de falhas e vai garantir mais segurança operacional e aumento da produtividade. “Aqui, no Instituto, projetos com uso de inteligências artificiais são voltados principalmente para as áreas de gestão e manutenção, como é o caso da Eletronorte. Mas é também possível fazer o emprego dessas ferramentas para garantir a saúde e a segurança do trabalhador, algo de extrema importância para qualquer empresa”, explica Lucheta.

IA E MINERAÇÃO

No campo da mineração, as inteligências artificiais já são recursos fundamentais nas etapas de extração, processamento e venda dos produtos. Isso se dá pela maior interação entre trabalhadores e a tecnologia, que proporciona benefícios como eficiência e segurança no trabalho. É possível, por exemplo, usar um equipamento para monitorar um processo na mina sem estar presencialmente em meio às grandes máquinas de britagem, reduzindo risco de acidentes. Tarefas como carregamento de caminhões, navios ou trens, que antes eram diretamente executadas por pessoas, hoje são feitas de forma remota via computadores, o que resultou em uma maior otimização de tempo e, consequentemente, maior lucratividade para a indústria.

O cientista do ISI-TM, Bruno Ferreira, destaca que o uso da Inteligência Artificial possibilita processar dados acumulados, analisar informações e criar métricas capazes de entender os novos cenários. “Muitas empresas possuem planilhas de Excel preenchidas manualmente. Então, a Indústria 4.0 chega para otimizar legados de 10 ou 20 anos que estão acumulados, por exemplo, para fazer análise de como era no passado, como tem evoluído e, talvez assim, tentar prever o futuro”, afirma.

Para o engenheiro de controle e automação do ISI-TM, Tarcísio Pinheiro, uma das principais características da Indústria 4.0 é a captação na nuvem. “Com essas tecnologias, você pode transferir os dados para que eles não fiquem mais restritos a determinados locais ou empresas. Eles saem de lá e acabam sendo compartilhados para melhorar logística e resolver gargalos de produção”, explica.

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Instituto de inovação do Senai é oficializado como unidade Embrapii na Região Norte https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/07/13/instituto-de-inovacao-do-senai-e-oficializado-como-unidade-embrapii-na-regiao-norte/ Thu, 13 Jul 2023 20:10:54 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=10927

O Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM), localizado em Belém, foi um dos quatro centros de pesquisa da região Norte credenciados pela EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial e Inovação). O anúncio foi feito durante a 27ª Conferência do Clima da ONU (COP-27), no Egito, e a assinatura do termo de cooperação ocorreu no final de maio, durante o “Inova+ Indústria Digital e Sustentável | Bioeconomia Florestal”, evento realizado pela EMBRAPII e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em Belém.

Serão destinados R$ 9,6 milhões para projetos de inovação industrial sustentável desenvolvidos no Norte do país. Os recursos são oriundos de parcerias estabelecidas pela EMBRAPII com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com os Ministérios de Ciência e Tecnologia, Educação e Economia. Estarão disponíveis para investimento em soluções inovadoras nas áreas de bioeconomia florestal e economia circular.

O credenciamento do ISI-TM possibilitará o desenvolvimento de projetos mais robustos para o setor mineral, principalmente quanto à implementação dos conceitos de economia circular e sustentabilidade na mineração, através da reutilização e valorização de resíduos e estéreis da mineração como matérias-primas para o desenvolvimento de novos produtos para a agricultura, construção civil, siderurgia e outras cadeias industriais.

Para o diretor Regional do SENAI Pará, Dário Lemos, o credenciamento do ISI-TM pelo EMBRAPII fortalece a inovação na região Norte do país. “É uma conquista que nos dá a oportunidade de estar trabalhando o desenvolvimento da região amazônica através da economia circular, dentro do conceito da sustentabilidade, alinhado com o que os demais Institutos SENAI realizam em todo o Brasil”, diz o diretor. “O SENAI tem toda a estrutura física e humana para desenvolver os projetos atendidos pela EMBRAPII, além de ter a expertise de saber atender as empresas. E é isso que nós precisamos, de instituições com a capacidade de entregar inovação na ponta”, complementa o diretor de Planejamento e Relações Institucionais da Embrapii, Fábio Stallivieri.

Sobre o ISI-TM

O ISI-TM atua na execução de Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) para empresas do setor mineral. Parte da rede nacional de 28 Institutos SENAI de Inovação (ISI), dos quais 18 são credenciados como Unidade Embrapii. O objetivo é oferecer soluções inovadoras, de forma ágil e orientada pelos interesses da Indústria.

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