invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114Preparação para a COP30, evento será realizado em Belém, com abrangência em todo o território nacional
De 08 a 10 de outubro, Belém sediará a Amazon Trade, uma rodada internacional de negócios híbrida que vai conectar empresários de até 60 empresas brasileiras da indústria de Alimentos e Bebidas (A&B) derivados da bioeconomia amazônica e brasileira a até 12 compradores internacionais. Realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA/CIN), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o evento tem o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a colaboração de 16 Federações de Indústrias do país. Além da rodada, a iniciativa prevê visitação in loco a indústrias locais. As inscrições já estão abertas, com vagas limitadas e podem ser feitas pelo link: https://bit.ly/AMAZONTRADE. Informações pelo e-mail secretaria.cin@fiepa.org.br, ou pelo telefone (91) 4009 – 4996.
A Amazon Trade é direcionada a empresas do setor de A&B derivados da bioeconomia amazônica e brasileira que já exportam ou que desejam se inserir no mercado internacional. Após o cadastro, as empresas passarão por uma avaliação de perfil de acordo com os requisitos exigidos nessa modalidade de negócios. A rodada será no formato híbrido, com um dia de negociações presenciais durante a Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, e dois dias por meio da plataforma on-line Connect Americas, do BID, com encontros de até 30 minutos. Para orientar sobre o funcionamento da rodada, a FIEPA/CIN promoverá antes do evento webinars para as empresas participantes.
De acordo com o Centro Internacional de Negócios da FIEPA, o setor de alimentos e bebidas paraense exportou US$ 2,9 bilhões em 2023. Entre os principais destaques estão a soja, a carne e o milho, que tiveram como principais destinos a China, Espanha, Rússia e Estados Unidos. O setor de A&B representa aproximadamente 13% de tudo que é exportado pelo Estado.
Dados da Associação Brasileira do setor (Abia) mostram que o Brasil é o maior exportador de alimentos industrializados do mundo em volume e o 5º em valor. A indústria de Alimentos e Bebidas gera quase 2 milhões de empregos diretos e formais no país, sendo responsável por 10,8% do PIB nacional. Em 2023, o país registrou US$ 62 bilhões em exportação, com destaques para os sucos de laranja, açúcar, carne bovina, carne de aves, café solúvel e óleo de soja.
Segundo a coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios do Pará da FIEPA, Cassandra Lobato, o objetivo é fortalecer a indústria da bioeconomia brasileira. “Com esse projeto, que também inclui visitas in loco a indústrias paraenses, nós queremos dar ainda mais visibilidade aos nossos produtos no mercado internacional e maximizar seu desempenho durante as rodadas de negócios. Servirá também como um exercício importante para a COP 30, que acontecerá no próximo ano, em Belém, permitindo que os empresários desenvolvam habilidades essenciais em negociações internacionais, networking e estratégias de mercado global para a exportação de produtos que possuem origem e identidade geográfica dos biomas brasileiros, em especial da Amazônia”, afirma Lobato.
Data: 08 a 10 de outubro
Local: Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia
Inscrições online: https://bit.ly/AMAZONTRADE
Informações: secretaria.cin@fiepa.org.br | (91) 4009 – 4996
O projeto ‘Na Fábrica’ realizou no dia 30/08 uma visita às novas instalações da Palamaz, indústria de processamento de açaí localizada no município de Abaetetuba. Foi a retomada do projeto, que tem como objetivo fortalecer o diálogo do governo estadual com o setor produtivo, para assegurar um ambiente de negócio atrativo e competitivo às empresas paraenses. O ‘Na Fábrica’ é promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e a Companhia de Desenvolvimento do Pará (Codec).
Contemplada com incentivo fiscal pelo Estado, a Palamaz, empresa totalmente automatizada, tem capacidade instalada para processar até 200 toneladas de produto acabado por dia, além de infraestrutura para armazenagem de mais de 6 mil toneladas. O proprietário da empresa, Francisco Ferreira, diz que a aproximação de agentes com poder de decisão é fundamental para a expansão dos negócios na região. “A gente faz de tudo pra fazer o melhor, pra colocar o Pará na vanguarda da produção industrial, então essas concessões dadas pelo Governo é um fator preponderante para a nossa competitividade, pois permite que a gente reinvista esse recurso na melhoria da indústria, gerando mais empregos, gerando mais renda e fazendo circular mais dinheiro no estado, inclusive, indiretamente, contribuindo com a arrecadação de impostos”, destaca o empresário.
O ‘Na Fábrica’ iniciou em 2020 e, de lá pra cá, já atendeu diversas indústrias, de variados segmentos e regiões do Estado. A iniciativa consiste em visitas às unidades fabris, com a intenção de conhecer e entender a estrutura produtiva e de competitividade de cada uma. A partir daí inicia-se um canal de relacionamento para que as ações de políticas públicas sejam efetivadas na região. “As inovações nessa indústria já são resultado do programa, a partir dos incentivos fiscais fornecidas pelo Governo do Estado. O mais importante é a gente vê que todo o maquinário da empresa é desenvolvido pela própria empresa, o que ajuda a fomentar a geração de emprego e renda para o Estado”, diz Carlos Ledo, Secretário Adjunto da Sedeme.
“A cada nova edição do Projeto ‘Na Fábrica’, confirmamos ainda mais a importância dessa iniciativa, que estreita os laços entre empresários e o governo estadual. Isso fortalece o Sistema FIEPA na defesa do setor e na proposição de políticas públicas alinhadas às necessidades reais. A inovação tecnológica apresentada hoje na Palamaz demonstra que, com apoio, nossas empresas são competitivas”, conclui José Maria Mendonça, presidente do Conselho de Infraestrutura da FIEPA.
Estado foi o líder em exportações na Região Norte no primeiro semestre. Variação na exportação nacional cresceu 3,08% em comparação ao mesmo período de 2023
O Pará encerrou o primeiro semestre deste ano com um acumulado de US$ 10.754.043.353 bilhões em exportações provenientes de 981 produtos, crescimento de 45% em relação ao desempenho no mesmo período do ano passado. A quantidade de produtos exportados, no entanto, apresentou uma variação negativa de -95% em comparação com o mesmo período de 2023. Os dados são do Ministério da Economia, analisados e divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA/CIN).
No contexto da Região Norte, onde as exportações no período foram de US$ 14.540.245.219 bilhões (+141% em comparação com 2023), o Estado permaneceu como o principal exportador, contribuindo com 64,2% do total.
No comparativo com os demais estados da Amazônia Legal, o Pará ocupou a segunda posição nas exportações, atrás apenas do Mato Grosso. Já no ranking nacional, a participação nas exportações passou de 6,2% para 6,4%, crescimento que manteve o estado como o sexto maior exportador nacional.
Os resultados observados no primeiro semestre mostram ainda um saldo de US$ 9.855.394.614 bilhões, valor que manteve o Pará na terceira colocação no país, atrás de Mato Grosso e Minas Gerais.
Setores – O setor mineral manteve-se como carro-chefe da Balança Comercial do Estado, respondendo por 81,71% das exportações paraenses. Foram 143.265.561 toneladas (t) que resultaram em um valor de US$ 8.787.614.279 bilhões no período, com destaque para o minério de ferro bruto, minério de cobre, alumina calcinada e alumínio não ligado e derivados.
A análise da FIEPA/CIN destaca também a geração de uma receita de exportação de US$ 245.937.170 milhões referente a produtos tradicionais, que levaram a uma variação positiva de 39,1% em comparação com o mesmo período no ano anterior, liderados por sucos de frutas, madeira e pimenta “piper”, que juntos representaram US$ 207.113.995.
Entre os produtos não convencionais, o destaque foi para as carnes bovinas e soja, que totalizaram US$ 1.405.750.684 bilhão dos US$ 1.651.810.476 bilhão exportados no setor de produtos não tradicionais, o que, na avaliação da FIEPA/CIN, ressalta a robustez das exportações paraenses desses produtos em destaque.
Municípios – Quanto à distribuição geográfica das exportações, o interior do Pará permanece na dianteira, representando 84% do total, enquanto a região metropolitana contribuiu com 16%, o que significa um total de US$ 1.753.949.321 bilhão.
Na avaliação geral dos municípios do Pará, a capital Belém ocupa o 10º lugar no ranking das exportações, com US$ 106.575.201 milhões no período.
Entre as cidades paraenses que se destacaram nas exportações, Canaã dos Carajás manteve-se na liderança, com um total de US$ 3.262.983.458 bilhões, seguido de Parauapebas, com exportações no valor de US$ 2.800.912.050 bilhões, principalmente de minérios de ferro e cobre.
Veja abaixo a lista dos dez municípios paraenses com maior destaque nas exportações do primeiro semestre de 2024:
Mercados – A coordenadora da FIEPA/CIN, *Cassandra Lobato*, explica que o Pará tem se mostrado atrativo para os países asiáticos como China, Malásia e Japão. Segundo ela, esses países importaram pouco mais de US$ 6 bilhões em produtos do estado, com destaque para os minérios de ferro.
Ao observar os blocos econômicos, constata-se que a Ásia registrou uma variação de 94,5% durante o período analisado, mantendo sua posição como principal destino das exportações, com mais de 60% de participação. Em segundo lugar está a União Europeia, que no mês de junho importou US$ 1.745.731.177 bilhões, registrando uma participação de 16,23%.
Os Países Baixos (Holanda) e Alemanha destacam-se como os principais compradores, importando US$ 372.262.517 milhões e US$ 324.163.106 milhões, respectivamente. A América do Norte contribuiu com 7,82% das exportações, com os Estados Unidos se destacando como os maiores importadores dentro do subcontinente, com um valor total de cerca de US$ 397.672.796 milhões.
Portos – Na avaliação do volume exportado pelos portos da região, o Porto de São Luís (MA) permanece como o principal ponto de exportação do Pará, registrando um montante de US$ 7.590.060.045 bilhões, tendo o minério de ferro e o cobre como principais cargas. Já o Porto de Belém manteve-se em segundo lugar, com US$ 2.560.566.128 milhões, exportando principalmente alumina calcinada, mas com uma queda de -12,99% nas toneladas desse produto em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo semestre – A coordenadora da FIEPA/CIN, *Cassandra Lobato*, avalia a expectativa para as exportações no segundo semestre de 2024. “É no segundo semestre que se inicia a safra do açaí e isso com certeza já significa um aumento no volume exportado do estado do Pará. Além disso, também no segundo semestre começa o ciclo de corte da madeira, um produto tradicional. São dois produtos que monitoramos e percebemos que contribuem bastante para a Balança Comercial”, destaca.
“Há ainda produtos que a gente chama de ‘não tradicionais’, como a carne bovina e a soja, que também vêm contribuindo muito com a Balança Comercial, tanto na diversificação da pauta quanto com a consolidação de um comprador que até então era muito tradicional dos minérios, que é a China”, completa.
Cassandra assinala ainda a atuação da agroindústria, com destaque para a cadeia da carne nas exportações do Pará para o mercado asiático. “Nós observamos a agroindústria muito forte dentro do processo de internacionalização, que contribui muito para a diversificação da pauta. Um desses produtos que mencionei, a carne, recebe o beneficiamento – o que aumenta o seu valor agregado. Há também o esforço da cadeia da carne no estado para que esteja de acordo com as normas sanitárias de modo a atender o mercado asiático”, conclui.
Importações paraenses apresentaram queda de quase 20%
Em relação às importações, o Pará recebeu cerca de US$ 898.648.739 milhões em produtos importados, totalizando 2.085.312 milhões de toneladas, uma redução de -19,88% em relação ao ano anterior. A análise da FIEPA/CIN destaca que esses produtos têm origem majoritariamente “das três principais potências comerciais: os Estados Unidos, a Rússia e a China, que têm sido os principais fornecedores do Pará.”
Na avaliação referente à Região Norte, o estado do Amazonas foi o principal importador, contribuindo com US$ 8.008.926.433 bilhões dos US$ 10.081.565.064 bilhões importados pela região, o que, segundo a FIEPA/CIN, pode ser explicado em grande parte pela presença das empresas montadoras localizadas na Zona Franca de Manaus.
O Pará permanece em segundo lugar na região, importando um total de US$ 898.648.739 milhões, com uma variação negativa de -19,88%. Entre os principais produtos importados no estado estão produtos químicos como hidróxido de sódio, cloretos de potássio e ureia, utilizados em diversos processos para a agroindústria.
Bolsas criadas a partir de resíduos industriais e móveis escolares produzidos de madeira que iria para o lixo são exemplos cotidianos de upcycling, conceito que, apesar de não ser novo, vem ganhando destaque por conta das técnicas sustentáveis e processo ambientalmente correto que promove. Basicamente, o upcycling consiste em dar um novo propósito a materiais que seriam descartados, com criatividade e qualidade igual ou até melhor que a do produto original.
Ao contrário da reciclagem, que envolve a criação de um novo ciclo para um produto que atingiu o fim de sua vida útil, o upcycling valoriza o próprio ciclo do produto. Ou seja, a técnica utiliza o produto já existente, dispensando qualquer necessidade de passar por processos industriais para modificação. A única mudança é que o produto passa a ter uma função diferente em relação ao seu uso original.
De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), das 27,7 milhões de toneladas anuais de resíduos recicláveis produzidos no Brasil, menos de 4% passa por reciclagem. Dentro do setor industrial, a prática do upcycling é considerada fundamental para o equilíbrio da produção em grande escala. “O upcycling é uma das formas de dar uma destinação mais nobre para os resíduos, evitando a destinação inadequada ou a geração de lixo. Com isso, você evita que o resíduo vá parar em um rio, nas ruas, em contaminação do solo e das águas e garante uma longevidade ao ciclo de vida de determinado produto”, explica Deryck Martins, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPA.
Empresas do setor moveleiro, em parceria com o Sindicato da Indústria de Marcenaria do Pará (Sindmóveis), vêm realizando um importante trabalho de reaproveitamento de materiais para conscientizar a população e beneficiar famílias e instituições que precisam de novos móveis ou de reparos a partir do uso de madeiras que seriam descartadas.
A Indústria Rio Capim Modulados, precursora dessa iniciativa em Belém, atua desde 2014 transformando resíduos do setor madeireiro em novos objetos, principalmente, para creches e escolas. “A gente transforma laterais de armários sem utilidade em mesas para as crianças; painéis em desuso viram prateleiras; peças de madeira prestes a ir para o lixo, a gente pega pra fazer reparos ou até mesmo novas cadeiras”, explica o proprietário da Rio Capim, Irã Pantoja.
Para o presidente do Sindmóveis, Marcos Martins, esse tipo de iniciativa é fundamental para criar uma cultura sustentável e diminuir o descarte de resíduos no setor. “Todo o resíduo da madeira pode ser reaproveitado, mas como o setor gera muito, é necessário multiplicarmos os esforços para estender o ciclo de vida dos produtos. Nós temos discutido e avançado em projetos junto com a FIEPA, o governo e municípios para diminuir ainda mais esse desperdício”, pondera Martins.
Na MLX Uniformes, indústria do ramo do vestuário localizada no município de Ananindeua, o upcycling é parte dos esforços para dar destinação mais sustentável aos resíduos. Além de fazer parcerias com cooperativas voltadas para a reutilização, a empresa transforma as sobras de sua produção em subprodutos como, por exemplo, puffs, luvas e bolsas, agregando valor à marca.
“Já faz tempo que me incomodo com a questão dos nossos resíduos e há dois anos comecei a buscar parcerias que nos ajudem, enquanto setor, a diminuir esse descarte sem aproveitamento. Nosso segmento é o terceiro que mais polui no mundo, então o desafio é muito grande. Queremos fazer dar certo, não somente dizer que somos empresa sustentável porque está na moda”, diz Priscilla Vieira, proprietária da MLX Uniformes e diretora da FIEPA.
Segundo a empresária, com as ações de upcycling, sua indústria consegue reaproveitar metade dos resíduos diretos em subprodutos. “Pela quantidade de resíduos que a gente gera, 50% de destinação sustentável é para ser celebrado, mas sabemos que há um árduo trabalho pela frente, que depende de parcerias que envolvam cooperativas, as próprias empresas, o setor público e o privado. Upcycling é uma questão de consciência e cada um faz parte desse processo”, destaca.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/ PA) é um dos parceiros da MLX Uniformes na pauta da sustentabilidade. No Polo de Vestuário do SENAI, em Belém, há, inclusive, um curso específico de Upcycling, que contribui para a formação de novos profissionais conscientes e para amenizar o desperdício na indústria do segmento.
Durante o curso, com ênfase na sustentabilidade, os alunos desenvolvem habilidades e técnicas de reaproveitamento de materiais têxteis que seriam incinerados, com foco no desenvolvimento de novos produtos, como roupas, bolsas, brindes e acessórios. Os materiais utilizados nas aulas práticas são resíduos oriundos das indústrias de confecção locais.
A gerente do Polo de Vestuário do SENAI, Clarisse Chagas, destaca a importância do tema na dinâmica da organização. “Nós entendemos que não existe mais alternativa que não seja olhar para este lado da sustentabilidade. O Polo de Vestuário trata do ciclo de vida do produto e a gente entende que depois do descarte ele ainda pode ter um ciclo de vida extra. Então aqui a gente enxerga várias alternativas, e uma delas é o upcycling. A sustentabilidade não é fim, mas é ponte para que alcancemos uma sociedade que tenha uma dinâmica mais sustentável”, conclui.
A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 25/06 a visita do embaixador de Israel, Daniel Zohar Zonahine. O objetivo da reunião, solicitada pelo diplomata, foi conhecer as possibilidades de cooperação econômica entre o país e o Estado do Pará, além das necessidades e preparações para a COP 30, que ocorrerá em Belém, em 2025. O encontro aconteceu no Observatório da Indústria, na sede da Federação, em Belém.
Segundo dados apresentados pelo Centro Internacional de Negócios (FIEPA/CIN) durante a reunião, entre os estados brasileiros, o Pará é o quarto que mais exporta para Israel. Em 2023, foram US$ 74 milhões, com destaque para a exportação de produtos como carnes, soja e semente de gergelim. Nos últimos dez anos, essas exportações apresentaram um crescimento de 785%. Em contrapartida, entre cloreto de potássio, superfosfato, aparelhos e máquinas, o Estado comprou US$ 102 milhões de Israel, que hoje aparece como o 26º no ranking de países compradores de produtos do Estado.
Para o vice-presidente executivo da federação, Clóvis Carneiro, que conduziu a reunião em Belém, o Estado do Pará e Israel têm muito a colaborar economicamente, seja por meio das exportações, seja pelo intercâmbio de inovação e tecnologia para a indústria. “Nós temos interesse em tecnologias para a indústria 4.0, já que Israel é muito adiantado na parte de softwares de gestão e de produtividade industrial, e interesse na indústria de saneamento, pela questão social toda existente na Amazônia e no tratamento de efluentes industriais, que em Israel também é um setor bem avançado. E aqui, nas nossas exportações, podemos ainda ampliar a venda de carnes e cereais porque nós temos uma boa possibilidade de crescimento no comércio internacional nessas áreas”, avaliou Clóvis Carneiro.
Pela primeira vez no Pará, o embaixador de Israel, Daniel Zohar Zonahine, afirmou que a visita à FIEPA serviu para conhecer a economia do Estado e as oportunidades que devem surgir com a COP 30. “Entre as metas da minha visita, foi conhecer e entender melhor algumas das coisas que acontecem aqui, do ponto de vista da economia, e as possibilidades, o potencial de cooperação entre Israel e o Estado de Pará e com um especial enfoque sobre assuntos de COP 30, seja do movimento de Israel na área de sustentabilidade, de preservação de floresta e crédito de carbono e coisas que se deve fazer como a infraestrutura e a logística de hospedagem da COP 30. Este encontro aqui na sede da FIEPA foi interessante e acredito que teremos muitas ligações e contatos para o futuro para melhorar nossa aproximação”, explicou o diplomata.
O encontro contou com as presenças de empresários, presidentes dos sindicatos industriais, do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA, do Centro das Indústrias do Pará, além de gestores da FIEPA, SESI, SENAI e Centro Internacional de Negócios (FIEPA/CIN).



A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 20/06 o Embaixador do Canadá, Emmanuel Kamarianakis, para discutir estratégias com o objetivo de estreitar as relações econômicas entre o Pará e o país da América do Norte. Durante a reunião foram tratados temas de interesse bilateral como bioeconomia, exportação, mineração, transição energética, inovação tecnológica e investimentos. O encontro ocorreu no Observatório da Indústria, na sede da Federação, em Belém, e contou com a presença de sindicatos da indústria e empresários.
Para Emmanuel Kamarianakis, o Brasil é um parceiro globalmente importante, e o Pará pode significar a ampliação dessa relação comercial. “O Brasil é um parceiro onde temos muitos anos de trabalho juntos e queremos fortalecer não só as relações com o Pará, mas diretamente com todo o Brasil. Essa é a minha terceira visita aqui em Belém e temos interesse de falar não só com o governo daqui, mas também com empresários, com a indústria e com a FIEPA para fortalecer um pouco mais essas relações bilaterais comerciais que temos com esse estado”, afirmou o embaixador do Canadá.
O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, falou sobre o perfil econômico do Estado e sobre as potencialidades regionais para o desenvolvimento de projetos e negócios em diversos segmentos, com destaque para a bioeconomia. “Nós temos aqui cada vez mais um trabalho de fortalecimento dessa pluralidade, pois a gente tem muito a aprender com o Canadá, que é um país extremamente desenvolvido, exemplo de educação, exemplo de qualidade de vida, exemplo de uma série de atributos que levam ao desenvolvimento sustentável. E nós queremos fazer com que aqui dentro do nosso território nós também sejamos capazes de fazer uso dos nossos recursos naturais com a responsabilidade que nós sabemos que precisamos ter e o compromisso de fazer com que a internalização dessas receitas seja percebida pela população”, afirmou o presidente da Federação.
Segundo dados apresentados pelo Centro Internacional de Negócios da FIEPA, em 2023 o Pará exportou para o Canadá US$ 642 milhões em produtos da cadeia mineral, entre os quais alumina e bauxita, o que coloca o Estado como o quinto do país que mais exporta para o Canadá, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Bahia. Outros produtos que também aparecem na pauta de exportações do estado para o Canadá são as carnes desossadas e congeladas de bovino e madeira. Com relação à importação, os produtos que o Estado mais compra do Canadá são cloretos de potássio, reboques e semirreboques, máquinas de sondagem rotativas autopropulsadas.
Segundo o embaixador, a ideia é ampliar o diálogo com o país para estabelecer um relacionamento em outras áreas de negócios. “Estamos falando com parceiros aqui no Brasil sobre temas como transição energética, mineração estratégica, agronegócio, infraestrutura. E hoje aqui falamos do setor de agronegócio, de carne, de diferentes produtos que queremos melhorar a importação e exportação, mas também investimento e colaboração em geral”.
COP 30 – Um dos assuntos em pauta durante o encontro foi a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em 2025, em Belém. O presidente da FIEPA apresentou a Jornada COP+, que prevê ações da entidade para qualificar o debate durante o evento e perenizar seus resultados. “Queremos buscar através disso parcerias de sucesso que venham trazer essa robustez e a perenização de uma atividade industrial responsável, inclusiva, que promova cada vez mais inovação, crescimento sustentável e que possa abrir portas para outros mercados. E entendemos que seria importante a participação efetiva da indústria, da academia, do governo, de organizações não governamentais, do terceiro setor e de organismos internacionais, como os do Canadá, com os quais temos a intenção de estabelecer uma maior proximidade para que essa jornada possa ser realmente profícua e producente”, explicou Carvalho.
Sobre o tema, o embaixador afirmou que o Canadá tem buscado estabelecer parcerias para participar ativamente do evento. “Estamos muito contentes de haver uma COP aqui em um país como o Brasil e vamos estar aqui com uma presença muito forte de canadenses, da parte do governo canadense, mas também da sociedade civil, povos indígenas, ONG, então queremos muito fortalecer essa colaboração no setor de mudanças climáticas, biodiversidade e outras coisas também”, comentou Kamarianakis.
Canadá e Brasil – Segundo informações da embaixada canadense, o Brasil é o terceiro maior parceiro comercial do Canadá nas Américas, depois dos EUA e do México. O comércio de mercadorias entre Canadá e Brasil totalizou US$ 133 bilhões em 2023, um aumento de quase 6% em relação ao ano anterior. As principais exportações canadenses de mercadorias para o Brasil incluem fertilizantes (621%), máquinas e partes (114%), combustíveis minerais, óleos, ceras e substâncias betuminosas (41%) e máquinas e peças elétricas e eletrônicas (20%).
As principais importações de mercadorias do Canadá no Brasil incluem pedras e metais preciosos (242%), produtos químicos inorgânicos (190%), peças de aeronaves e naves espaciais (109%), açúcar e produtos de açúcar (95%) e máquinas (59%). O comércio bilateral de serviços em 2023 foi de quase US$ 17 bilhões, com exportações de serviços de US$ 11 bilhões e importações de serviços de US$ 575 milhões.
O investimento direto canadense no Brasil ficou em US$ 253 bilhões em 2023, um aumento de 201% em relação a 2022. O estoque de investimento estrangeiro direto do Brasil no Canadá, por país investidor final, foi de US$ 206 bilhões em 2023, tornando-se o 2º maior investidor do Canadá no hemisfério ocidental (depois dos EUA) e o 8º globalmente.
Em carta endereçada ao presidente da FIEPA, Alex Carvalho, o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Luís Gordon, anunciou que o banco vai ampliar o seu apoio à inovação nas regiões Norte e Nordeste. Para isso, aprovou em maio deste ano a redução de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões no limite mínimo de financiamento em operações diretas no âmbito do Programa BNDES Mais Inovação, para empresas das duas regiões.
O Plano Mais Inovação, operado pelo BNDES, faz parte do Plano Mais Produção, braço de financiamento do Nova Indústria Brasil, que tem a inovação como um pilar fundamental da neoindustrialização brasileira. Desde que foi lançado, em setembro do ano passado, o Mais Inovação já aprovou financiamentos no valor de R$ 53 bilhões em 270 operações. Seu objetivo é apoiar a implantação de investimentos e projetos voltados para inovação e digitalização, operando financiamentos com custo financeiro pela Taxa Referencial (TR), conforme aprovado pela lei nº 14.592 de 30 de maio de 2023.
Os projetos aprovados contemplam diferentes segmentos da indústria, como projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e plantas pioneiras, alinhados às missões da Nova Política Industrial brasileira. Entre eles, estão iniciativas de empresas de diferentes setores de alta tecnologia, como semicondutores, telecomunicações, saúde, mobilidade, biocombustíveis, equipamentos e motores elétricos.
Mais informações no link: https://bit.ly/programa_bnds
Informações repassadas pelo BNDES.