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Soluções para a Indústria – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Mercado de trabalho do Pará fecha 2025 com saldo positivo, apesar de retração sazonal no fim do ano https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/02/04/mercado-de-trabalho-do-para-fecha-2025-com-saldo-positivo-apesar-de-retracao-sazonal-no-fim-do-ano/ Wed, 04 Feb 2026 13:45:54 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14457

Apesar das oscilações registradas no encerramento do ano, o mercado de trabalho formal, no recorte da indústria e construção civil paraense, terminou 2025 com saldo positivo na geração de empregos. No acumulado de janeiro a dezembro, os dois setores somaram 5.125 novas vagas com carteira assinada, mantendo o resultado positivo, ainda que em ritmo mais moderado que o observado em 2024.

O desempenho reflete uma trajetória de crescimento durante o ano. Os dados foram levantados pelo Observatório da Indústria do Pará, a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ao longo de 2025, o mercado de trabalho apresentou desempenho mais favorável entre fevereiro e setembro, período em que houve estabilidade e crescimento moderado, com pico de 3.137 vagas em setembro. Até então, o saldo acumulado superava 15 mil postos de trabalho. No entanto, o desempenho geral do ano foi puxado pela queda nos meses de outubro (-912), novembro (-1.901) e, principalmente, dezembro (-7.793). Na comparação anual, o saldo final de 2025 ficou 54% abaixo de 2024, quando o Estado havia criado 11.147 vagas nos dois segmentos.

Retração na Construção Civil e Impactos Setoriais

De acordo com as análises do Observatório, a retração de dezembro foi puxada, sobretudo, pelo setor da Construção, que perdeu 6.557 empregos formais no mês. As maiores quedas ocorreram nas atividades de Construção de Rodovias e Ferrovias (-1.645) e Construção de Edifícios (-1.143), refletindo a conclusão de etapas de grandes obras no Estado. Entre as ocupações, destacaram-se as perdas de Servente de Obras (-1.249) e Pedreiro (-485).

Em contrapartida, alguns segmentos ligados à infraestrutura básica apresentaram desempenho positivo, como Água e Esgoto (+161) e Indústrias Extrativas (+154), além de funções técnicas como Operador de Estação de Tratamento de Água (+106).

Análise Territorial e Sazonalidade

No recorte territorial, a desmobilização concentrou-se nos principais polos econômicos. Belém liderou as perdas (-1.677), seguida por Parauapebas (-1.272) e Canaã dos Carajás (-942), municípios fortemente ligados à construção civil e a grandes projetos de infraestrutura. Ainda assim, alguns municípios registraram saldos positivos, como Bragança (+70), Curuçá (+25) e Tucuruí (+24).

O último trimestre do ano foi marcado por uma retração mais intensa, fenômeno associado à sazonalidade típica do período no Pará. Em dezembro, a construção e a indústria apresentaram saldo negativo de 7.793 postos de trabalho, resultado de 7.296 admissões contra 15.089 desligamentos. O volume de contratações caiu 31,05% em relação a novembro.

Segundo o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas, esse movimento não foge do padrão histórico. “Esse comportamento é esperado. A sazonalidade do fim do ano já é observada historicamente, com encerramento de contratos e conclusão de ciclos produtivos. Em 2025, esse efeito pode ter sido mais intenso, especialmente por causa da dinâmica das obras ligadas à COP30”, explica.

Perspectivas para o Estado

Para o Observatório, os dados mostram que a dinâmica do emprego no Pará está fortemente conectada aos ciclos da construção e de grandes obras. Embora a retração de dezembro tenha reduzido o ritmo do crescimento anual, o saldo positivo de 2025 demonstra que o Estado manteve a capacidade de geração de empregos ao longo do ano.

“O desafio está em ampliar a retenção de mão de obra e reduzir a volatilidade provocada pelo encerramento concentrado de contratos, especialmente nos grandes projetos”, avalia Felipe Freitas.

TEXTO: Emilly Melo / Comunicação FIEPA

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Exportações do Pará somam US$ 24,23 bilhões em 2025 e consolidam protagonismo do estado no comércio exterior https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/01/23/exportacoes-do-para-somam-us-2423-bilhoes-em-2025-e-consolidam-protagonismo-do-estado-no-comercio-exterior/ Fri, 23 Jan 2026 14:57:59 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14426

O desempenho da pauta exportadora paraense em 2025 confirmou uma das combinações mais robustas dos últimos anos, sustentada pela força histórica do setor mineral e pelo avanço expressivo dos produtos agroindustriais. No acumulado de janeiro a dezembro, as exportações do Pará totalizaram US$ 24,23 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 21,49 bilhões.

Com esse resultado, o Estado manteve a terceira posição no ranking nacional de saldo comercial e segue como líder absoluto da Região Norte. O setor mineral permaneceu como o principal pilar: a alumina calcinada alcançou US$ 1,89 bilhão, enquanto o minério de ferro somou US$ 11,64 bilhões, exercendo papel determinante na economia estadual.

Na agroindústria, o destaque foi a carne bovina, que alcançou US$ 1,22 bilhão em vendas externas, impulsionada pela demanda da China. A soja também se consolidou com US$ 1,61 bilhão em exportações. Já o setor madeireiro registrou crescimento de 10,88%, tendo os Estados Unidos como principal destino.

Outros pontos altos de 2025 incluíram a retomada das exportações de bovinos vivos (US$ 574 milhões) e a ascensão do milho. A Ásia continua sendo o maior parceiro comercial do Pará, absorvendo 61,67% das vendas externas, seguida pela União Europeia e América do Norte.

Apesar dos desafios globais e do “tarifaço” do governo Trump, o Pará preservou sua relevância. Um avanço estratégico foi a retirada da taxação sobre o açaí em novembro, abrindo portas para o mercado norte-americano. Contudo, dados da FIEPA alertam para a vulnerabilidade de municípios que dependem quase exclusivamente da cadeia do açaí, como Igarapé-Miri e Muaná.

“Mesmo em um cenário global marcado por instabilidade, o Pará manteve trajetória de crescimento, expandiu sua base comercial e reforçou sua relevância estratégica. A combinação entre o vigor do setor industrial e o fortalecimento do agronegócio consolidou 2025 como um ano de avanços estruturais”, declara Cassandra Lobato, gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA.
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Indústria paraense apresenta legado sustentável para além da COP30 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/12/15/industria-paraense-apresenta-legado-sustentavel-para-alem-da-cop30/ Mon, 15 Dec 2025 16:42:29 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14409

Durante a COP30, a Jornada COP+ também realizou o Fórum de Excelência Industrial Sustentável.

Uma transição justa para a Amazônia brasileira, pautada no fortalecimento da sociobioeconomia, no combate ao desmatamento e queimadas ilegais e em um modelo econômico circular que conserve a floresta e gere renda e desenvolvimento social. É o que a indústria paraense quer deixar como legado para além da COP30, a partir de uma transformação que já começou com o movimento Jornada COP+. A iniciativa multissetorial liderada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) impactou mais de 30 mil pessoas com diversas ações e iniciativas. Durante a COP, o movimento entregou documento com recomendações para a descarbonização da economia, guia de práticas sustentáveis para pequenas e médias empresas, reconheceu soluções que já estão fazendo a diferença na indústria amazônica e anunciou programas permanentes para o setor produtivo.

Na Casa SESI Indústria Criativa, casarão histórico restaurado pelo Sistema FIEPA e entregue para Belém neste mês de novembro, a Cúpula de Inovação e Sustentabilidade apresentou os três programas estruturantes que passam a compor, de forma permanente, a Federação: o Programa de Sociobioeconomia, o Programa de Apoio ao Combate ao Desmatamento e Queimadas Ilegais e o Programa de Economia Circular.

A Cúpula também marcou o lançamento do Guia de Práticas Sustentáveis para a Indústria da Amazônia, desenvolvido pela Jornada COP+ com foco em orientar pequenas e médias empresas sobre caminhos possíveis para a adoção de modelos produtivos sustentáveis. O material reúne orientações, conceitos e sugestões de boas práticas alinhadas às exigências ambientais e sociais contemporâneas, e está disponível no site da Jornada COP+.

Segundo Alex Carvalho, presidente da FIEPA e da Jornada COP+, o guia mostra como o contexto da Amazônia pode impulsionar um modelo de desenvolvimento baseado em baixo carbono, conservação e inovação. “Este guia traduz o ESG para a realidade amazônica, com sua biodiversidade única, seus desafios ambientais e suas oportunidades econômicas. Ele reúne ferramentas, programas de apoio, metodologias, certificações e mecanismos capazes de tornar nossas empresas mais competitivas, mais transparentes e mais resilientes”, explicou.

Conheça os programas anunciados pela FIEPA

O Programa de Combate ao Desmatamento e Queimadas Ilegais inicia neste ano e segue até 2030. A iniciativa envolve indústrias e agroindústrias paraenses e está estruturada em três etapas: diagnóstico, para mapear ilegalidades e calcular as perdas econômicas geradas por práticas predatórias; engajamento, com a participação de empresas de setores diretamente ligados à produção, como carne, madeira e grãos; e ação direta, com a identificação de pontos críticos de desmatamento e queimadas e o envio dessas informações às autoridades competentes.

Francisco Victer, presidente do Conselho Temático de Assuntos Legislativos da FIEPA e líder da iniciativa, descreveu o programa como “um passo histórico do setor produtivo no enfrentamento ao desmatamento e às queimadas ilegais”. Segundo Victer, a iniciativa é o reconhecimento de que a indústria e a agroindústria estão comprometidas no combate às práticas ilegais. “Estamos assumindo o compromisso de identificar irregularidades, apoiar ações de controle e mostrar, com dados, que uma produção sustentável é não apenas possível, mas economicamente mais vantajosa. Ao combater o desmatamento, contribuímos diretamente para reduzir emissões, proteger a Amazônia e fortalecer a competitividade do próprio setor”, afirmou.

Desenvolvido em parceria com o Instituto Bem da Amazônia e o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA), o Programa de Sociobioeconomia pretende fortalecer políticas e negócios que valorizem a floresta em pé e os povos amazônicos. O programa contará com um Observatório da Bioeconomia, voltado ao monitoramento constante do setor, com uso de metodologia desenvolvida pelo professor Francisco de Assis Costa (NAEA/UFPA).

A iniciativa prevê o diagnóstico da produção industrial e dos empregos da bioeconomia, a realização de estudos aprofundados sobre os impactos econômicos, sociais e ambientais do setor, a criação de uma plataforma digital georreferenciada para mapear cadeias produtivas de valor e a elaboração de relatórios que orientem decisões estratégicas de gestores públicos e privados.

Já o Programa de Economia Circular pretende atuar junto ao poder público na formulação de políticas de logística reversa e gestão de resíduos sólidos. O programa inclui o mapeamento e a divulgação de boas práticas industriais, além de ações de capacitação e de apoio à implementação de soluções de circularidade. Também será criado um Grupo de Trabalho em parceria com o poder público, responsável por atuar diretamente na elaboração e regulamentação de normas que fortaleçam a economia circular no estado, especialmente no que diz respeito à logística reversa e ao tratamento de resíduos.

Segundo Deryck Martins, coordenador técnico da Jornada COP+, o programa foi estruturado para funcionar de forma integrada ao ecossistema já existente na Federação. “A ideia não é criar um ambiente paralelo, e sim fortalecer o que já temos, trabalhar com as demais casas do Sistema FIEPA e os parceiros estratégicos para acelerar a adoção de práticas circulares e construir um modelo sólido de governança”, disse.

FIEPA reconheceu iniciativas sustentáveis e apresentou recomendações

Durante a COP30, a Jornada COP+ também realizou o Fórum de Excelência Industrial Sustentável. No Auditório Albano Franco, espaço na sede da federação totalmente reformado e que recebeu diversas programações paralelas à COP, o Fórum reconheceu iniciativas inovadoras e que geram impacto positivo na economia da Amazônia.

As iniciativas apresentadas foram selecionadas pelo Edital de Cases da Jornada COP+. Ao todo, 76 soluções foram inscritas no edital e foram selecionados os projetos com maior capacidade de inovar, gerar impactos reais na região e inspirar outras empresas.

São eles: “Água para Todos: segurança hídrica e resiliência climática na ilha do Combu” da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade; “Boiteca: Integração Pecuária-Floresta e Industrialização Sustentável da Teca na Amazônia” da TRC Agroflorestal LTDA; os projetos “Mega Hubs” e “Meta Florestal 2030” da Vale; “PRO Carbono” da Bayer; “Transformando resíduos em florestas” da Mineração Paragominas S.A.; “Biogás e Transição Energética na Amazônia” da Guamá Tratamento de Resíduo; “Bioeconomia: agricultura, inovação e sustentabilidade na cadeia produtiva do óleo de palma” da Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma; e “Tecnologia Verde para Descarbonização de Veículos Automotores” da Amazon Rhiira.

Todas as soluções inscritas no edital estão disponíveis na publicação digital Vitrine de Cases da Indústria Sustentável, documento que reúne um resumo dos projetos, conferindo visibilidade às boas práticas. As soluções são apresentadas em formato que destaca como o projeto foi implementado e seu potencial de escalabilidade. O objetivo final é inspirar outras indústrias a replicarem e adotarem iniciativas mais sustentáveis. A publicação pode ser acessada no site da Jornada COP+.

No Fórum, a federação também detalhou as “Diretrizes para uma Indústria de Baixo Carbono”. O documento consiste em dez recomendações para uma nova agenda ambiental, social e econômica na Amazônia brasileira, formuladas pelos comitês da Jornada COP+.

As diretrizes envolvem temas como o uso sustentável da biomassa de resíduos, o fortalecimento da rastreabilidade das cadeias produtivas, a estruturação da economia circular no estado, a valorização da sociobioeconomia, o protagonismo de mulheres e povos tradicionais, a atração de investimentos verdes, a ampliação da infraestrutura regional, a inclusão digital e o fortalecimento da reputação da Amazônia.

O documento foi formulado de forma coletiva por 180 pessoas de 30 setores e está disponível na íntegra no site da Jornada COP+. “São mais de 200 páginas de ideias, propostas e caminhos que representam um embrião para uma nova agenda econômica, social e ambiental de descarbonização; agendas que precisam caminhar juntas e de forma racionalmente equilibrada. É um esforço caro, histórico e totalmente conectado com o Brasil e com o mundo que estamos construindo”, concluiu o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.

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Na COP30, painel da FIEPA destaca importância da biomassa para a transição energética na Amazônia https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/12/15/na-cop30-painel-da-fiepa-destaca-importancia-da-biomassa-para-a-transicao-energetica-na-amazonia/ Mon, 15 Dec 2025 16:39:56 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14403

O potencial da biomassa como caminho para uma transição energética justa e de baixo carbono foi o foco de painel promovido nesta quinta-feira, 14, no Pavilhão Pará, na Green Zone (Zona Verde), durante a COP30. A atividade integra a programação da Jornada COP+, movimento multissetorial liderado pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), e reuniu especialistas e representantes do setor produtivo para discutir soluções sustentáveis para o desenvolvimento da Amazônia.

O painel abordou oportunidades e desafios para impulsionar a bioeconomia amazônica, ressaltou o papel da biomassa na geração de energia limpa, na valorização de recursos regionais e na promoção de uma transição energética inclusiva e sustentável. A conversa foi conduzida pelo gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, Felipe Freitas, que destacou como o Brasil é uma referência em matriz energética. “O Brasil é referência mundial, pela forma como a matriz energética é composta, com seus diversos componentes, como energia hidráulica, biomassa, energia solar ou elétrica”, explicou.

Durante o painel, Aldo Leite, consultor comercial de Combustíveis Alternativos da Verdera, marca que faz parte do grupo Votorantim Cimentos, explicou como a empresa concentra suas ações na compra de biomassa e outros materiais para substituir combustíveis fósseis na produção de cimento. “Hoje, carvão e coque de petróleo ainda fazem parte da matriz energética da Votorantim, mas temos uma meta de substituição progressiva desses combustíveis até 2030 e 2040”, afirmou.

Atualmente, a empresa utiliza caroço de açaí, cavaco de madeira, pó de serragem e briquetes. Leite afirmou que o mercado de resíduos mudou e que, no caso do açaí, empresas especializadas fazem a coleta, secagem e fornecimento do material à companhia. “Resíduo, hoje, para muitos, deixou de ser problema. Passou a ser produto com valor agregado”, destacou.

Outro ponto central do debate foi o papel dos mercados de carbono e da rastreabilidade como pilares para o avanço da bioeconomia. Leonardo Almeida, coordenador de projetos de carbono da Biofílica Ambipar, apresentou um panorama da atuação da empresa e da evolução do mercado de créditos ambientais. “A empresa atua com soluções baseadas na natureza, principalmente em mercado de carbono e regularização ambiental por meio de cotas e arrendamentos de reserva legal”, afirmou.

Segundo o coordenador, o objetivo da companhia é gerar impacto socioambiental positivo, destravando capital para conservação. “A gente sabe que não existe conservação sem valorização dos ativos ambientais. A ideia é contribuir para a agenda socioambiental por meio de mecanismos financeiros”, explicou.

Ao discutir o aproveitamento da biomassa e a aplicação de conceitos de construção verde na Amazônia, Marcos Martins, presidente do SINDIMÓVEIS, explicou como resíduos originados do processamento de madeira nativa, especialmente das espécies de lei exportadas, têm se tornado insumos fundamentais para o setor. “Os resíduos gerados pela base florestal, que muitos enxergam como descarte, para nós não são resíduo, mas matéria-prima para o desenvolvimento dos nossos produtos”, disse.

O sindicato, que reúne empresas de diversos municípios paraenses, tem buscado fortalecer iniciativas de inovação e reaproveitamento. “Implementamos projetos em parceria com prefeituras, trabalhando o reaproveitamento de resíduos com comunidades locais e investindo em design e inovação tecnológica para a criação de novos produtos”, concluiu.

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COP histórica fortalece transição para indústria de baixo carbono na Amazônia https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/12/15/cop-historica-fortalece-transicao-para-industria-de-baixo-carbono-na-amazonia/ Mon, 15 Dec 2025 14:55:20 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14384

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, terminou há uma semana em Belém com uma série de avanços que seguirão orientando debates e negociações pelos próximos meses

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, terminou há uma semana em Belém com uma série de avanços que seguirão orientando debates e negociações pelos próximos meses. Entre os resultados, está a aprovação do Pacote de Belém, composto por 29 documentos que tratam de temas como transição justa, financiamento da adaptação climática, comércio, gênero e tecnologia. Outros marcos foram a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, além do início das discussões sobre um Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis. A conferência também reafirmou o papel estratégico do setor produtivo na construção de um futuro sustentável e resiliente, deixando caminhos e novos desafios para o setor.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, o pós COP é de adaptação, transição e avanço.

“No momento em que o setor produtivo se coloca como aliado, isso se torna um compromisso social, pois a ganância cede lugar para projeto e planejamento”. Segundo o presidente, a indústria paraense já havia entendido seu papel, incorporando sustentabilidade às suas práticas e ações e protagonizando a transição justa, com a criação do movimento multissetorial Jornada COP+, liderado pela FIEPA.

“A jornada sela um esforço nosso, com responsabilidade e engajamento, para entregar de volta à sociedade – seja à comunidade industrial, seja à sociedade civil – estes compromissos para que, de fato, a gente possa gerar mais capacidades em financiamento climático, disseminar uma economia de baixo carbono e evidencia, por meio de dados, os verdadeiros potenciais de uma sociobioeconomia”, destacou.
Pacote de Belém acelera a ação climática

A aprovação unânime dos 29 documentos pelos 195 países presentes na capital paraense é vista como um marco no compromisso global de enfrentamento às mudanças climáticas. O presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPA, Deryck Martins, avalia o Pacote de Belém como um marco significativo no compromisso global contra as mudanças climáticas, que traz desafios e oportunidades para o setor produtivo. “Para a indústria, ele sinaliza a necessidade de transição para práticas mais sustentáveis, com foco em tecnologias de descarbonização, redução de emissões e cadeias produtivas rastreáveis”, afirmou. Os países incluíram no Pacote de Belém o compromisso de triplicar o financiamento da adaptação às mudanças climáticas até 2035 e a ênfase na necessidade de os países desenvolvidos aumentarem o financiamento para nações em desenvolvimento. Para Martins, estes avanços são necessários para que o Brasil possa se posicionar como líder na economia de baixo carbono. “As metas climáticas precisam vir acompanhadas de incentivos econômicos e regulatórios que garantam competitividade ao setor produtivo”, destacou. O especialista também destaca a triplicação de financiamento para a adaptação às mudanças climáticas. “A gente está falando de 120 bilhões de dólares por ano e espera-se que chegue a um trilhão”, pontuou.

Outro grande resultado da COP30 é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, do inglês Tropical Forest Forever Facility), que cria uma forma inédita de pagamento para que países mantenham as florestas tropicais em pé. Segundo o governo brasileiro, investidores serão remunerados em taxas compatíveis com o mercado, enquanto contribuem para conservação florestal e redução de emissões. Ao menos 63 países já endossaram a ideia. O fundo já mobilizou, segundo a presidência da COP30, US$6,7 bilhões. Para Deryck Martins, o Fundo deve estimular iniciativas de conservação e rastreabilidade no setor produtivo. “Quem manteve suas florestas pode ser recompensado por isso, e a gente pretende discutir como isso se relaciona com a atividade industrial, com as concessões florestais e com o manejo florestal, por exemplo”, pontuou.

Metas climáticas e métricas globais ganham mais força

A COP terminou com a apresentação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) de 122 países. As NDC são as metas e os compromissos assumidos pelas partes para a redução de emissões de gases do efeito estufa e devem ser atualizadas a cada cinco anos. Além disso, a conferência também recebeu 59 indicadores voluntários para monitorar o progresso sob a Meta Global de Adaptação. Os indicadores envolvem setores como água, alimentação, saúde, ecossistemas, infraestrutura e meios de subsistência; e integram questões transversais como finanças, tecnologia e capacitação. Para Deryck Martins, essas métricas globais representam um grande avanço. “A gente precisa ter metas para poder avaliar avanços e retrocessos de como os países podem se adaptar às mudanças climáticas e em que nível eles estão dentro desse grande esforço”, explica.

Mapa do caminho propõe transição energética realista

A COP30 também iniciou a discussão sobre o Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis, uma das prioridades do governo brasileiro, mas que não entrou na lista de consensos. Para Alex Carvalho, a iniciativa é estratégica. “Um movimento muito inteligente da liderança brasileira, porque quebra o discurso vazio de que com um passe de mágica o mundo pode abrir mão dos combustíveis fósseis, o que coloca o Brasil em fragilidade diante de uma oportunidade que tem de ser uma liderança de uma transição justa. Já que não é possível lidar com os combustíveis fósseis, então vamos fazer uma transição da melhor maneira possível”, afirmou.

Parcerias e bioeconomia guiam os passos pós COP

Deryck Martins aponta que os próximos passos envolvem investir em inovação, ampliar parcerias estratégicas e aprofundar o diálogo com governos. “Também é essencial valorizar o papel da Amazônia no desenvolvimento sustentável, explorando o potencial da bioeconomia e das soluções baseadas na natureza para atrair investimentos globais e impulsionar o desenvolvimento sustentável industrial”. Já Alex Carvalho destaca que, para o Brasil sair fortalecido no pós-COP, será necessário criar condições seguras e equilibradas para o setor produtivo. “O setor público tem muito dever de casa para fazer. Agora, se nós não tivermos um ambiente de negócios equilibrado e harmônico, o Brasil vai perder força. Porque quem paga a conta e faz as coisas acontecerem é o setor produtivo. É o setor privado que implementa a agenda de sustentabilidade e investe em descarbonização”, concluiu.

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Inscrições abertas para a Amazon Trade, rodada internacional de negócios do setor de alimentos e bebidas https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/09/03/inscricoes-abertas-para-a-amazon-trade-rodada-internacional-de-negocios-do-setor-de-alimentos-e-bebidas/ Tue, 03 Sep 2024 18:08:18 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13353

Preparação para a COP30, evento será realizado em Belém, com abrangência em todo o território nacional

De 08 a 10 de outubro, Belém sediará a Amazon Trade, uma rodada internacional de negócios híbrida que vai conectar empresários de até 60 empresas brasileiras da indústria de Alimentos e Bebidas (A&B) derivados da bioeconomia amazônica e brasileira a até 12 compradores internacionais. Realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA/CIN), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o evento tem o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a colaboração de 16 Federações de Indústrias do país. Além da rodada, a iniciativa prevê visitação in loco a indústrias locais. As inscrições já estão abertas, com vagas limitadas e podem ser feitas pelo link: https://bit.ly/AMAZONTRADE. Informações pelo e-mail secretaria.cin@fiepa.org.br, ou pelo telefone (91) 4009 – 4996.

A Amazon Trade é direcionada a empresas do setor de A&B derivados da bioeconomia amazônica e brasileira que já exportam ou que desejam se inserir no mercado internacional. Após o cadastro, as empresas passarão por uma avaliação de perfil de acordo com os requisitos exigidos nessa modalidade de negócios. A rodada será no formato híbrido, com um dia de negociações presenciais durante a Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, e dois dias por meio da plataforma on-line Connect Americas, do BID, com encontros de até 30 minutos. Para orientar sobre o funcionamento da rodada, a FIEPA/CIN promoverá antes do evento webinars para as empresas participantes.

De acordo com o Centro Internacional de Negócios da FIEPA, o setor de alimentos e bebidas paraense exportou US$ 2,9 bilhões em 2023. Entre os principais destaques estão a soja, a carne e o milho, que tiveram como principais destinos a China, Espanha, Rússia e Estados Unidos. O setor de A&B representa aproximadamente 13% de tudo que é exportado pelo Estado.

Dados da Associação Brasileira do setor (Abia) mostram que o Brasil é o maior exportador de alimentos industrializados do mundo em volume e o 5º em valor. A indústria de Alimentos e Bebidas gera quase 2 milhões de empregos diretos e formais no país, sendo responsável por 10,8% do PIB nacional. Em 2023, o país registrou US$ 62 bilhões em exportação, com destaques para os sucos de laranja, açúcar, carne bovina, carne de aves, café solúvel e óleo de soja.

Segundo a coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios do Pará da FIEPA, Cassandra Lobato, o objetivo é fortalecer a indústria da bioeconomia brasileira. “Com esse projeto, que também inclui visitas in loco a indústrias paraenses, nós queremos dar ainda mais visibilidade aos nossos produtos no mercado internacional e maximizar seu desempenho durante as rodadas de negócios. Servirá também como um exercício importante para a COP 30, que acontecerá no próximo ano, em Belém, permitindo que os empresários desenvolvam habilidades essenciais em negociações internacionais, networking e estratégias de mercado global para a exportação de produtos que possuem origem e identidade geográfica dos biomas brasileiros, em especial da Amazônia”, afirma Lobato.

Amazon Trade – Rodada Internacional de Negócios de Alimentos e Bebidas

Data: 08 a 10 de outubro

Local: Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia

Inscrições online: https://bit.ly/AMAZONTRADE

Informações: secretaria.cin@fiepa.org.br | (91) 4009 – 4996

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Projeto ‘Na Fábrica’ visita indústria de açaí, em Abaetetuba https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/08/30/projeto-na-fabrica-visita-industria-de-acai-em-abaetetuba/ Fri, 30 Aug 2024 18:22:58 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13371

O projeto ‘Na Fábrica’ realizou no dia 30/08 uma visita às novas instalações da Palamaz, indústria de processamento de açaí localizada no município de Abaetetuba. Foi a retomada do projeto, que tem como objetivo fortalecer o diálogo do governo estadual com o setor produtivo, para assegurar um ambiente de negócio atrativo e competitivo às empresas paraenses. O ‘Na Fábrica’ é promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e a Companhia de Desenvolvimento do Pará (Codec).

Contemplada com incentivo fiscal pelo Estado, a Palamaz, empresa totalmente automatizada, tem capacidade instalada para processar até 200 toneladas de produto acabado por dia, além de infraestrutura para armazenagem de mais de 6 mil toneladas. O proprietário da empresa, Francisco Ferreira, diz que a aproximação de agentes com poder de decisão é fundamental para a expansão dos negócios na região. “A gente faz de tudo pra fazer o melhor, pra colocar o Pará na vanguarda da produção industrial, então essas concessões dadas pelo Governo é um fator preponderante para a nossa competitividade, pois permite que a gente reinvista esse recurso na melhoria da indústria, gerando mais empregos, gerando mais renda e fazendo circular mais dinheiro no estado, inclusive, indiretamente, contribuindo com a arrecadação de impostos”, destaca o empresário.

O ‘Na Fábrica’ iniciou em 2020 e, de lá pra cá, já atendeu diversas indústrias, de variados segmentos e regiões do Estado. A iniciativa consiste em visitas às unidades fabris, com a intenção de conhecer e entender a estrutura produtiva e de competitividade de cada uma. A partir daí inicia-se um canal de relacionamento para que as ações de políticas públicas sejam efetivadas na região. “As inovações nessa indústria já são resultado do programa, a partir dos incentivos fiscais fornecidas pelo Governo do Estado. O mais importante é a gente vê que todo o maquinário da empresa é desenvolvido pela própria empresa, o que ajuda a fomentar a geração de emprego e renda para o Estado”, diz Carlos Ledo, Secretário Adjunto da Sedeme.

“A cada nova edição do Projeto ‘Na Fábrica’, confirmamos ainda mais a importância dessa iniciativa, que estreita os laços entre empresários e o governo estadual. Isso fortalece o Sistema FIEPA na defesa do setor e na proposição de políticas públicas alinhadas às necessidades reais. A inovação tecnológica apresentada hoje na Palamaz demonstra que, com apoio, nossas empresas são competitivas”, conclui José Maria Mendonça, presidente do Conselho de Infraestrutura da FIEPA.

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Pará exportou US$ 10,7 bilhões nos primeiros seis meses de 2024 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/07/15/para-exportou-us-107-bilhoes-nos-primeiros-seis-meses-de-2024/ Mon, 15 Jul 2024 12:03:00 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13485

Estado foi o líder em exportações na Região Norte no primeiro semestre. Variação na exportação nacional cresceu 3,08% em comparação ao mesmo período de 2023

O Pará encerrou o primeiro semestre deste ano com um acumulado de US$ 10.754.043.353 bilhões em exportações provenientes de 981 produtos, crescimento de 45% em relação ao desempenho no mesmo período do ano passado. A quantidade de produtos exportados, no entanto, apresentou uma variação negativa de -95% em comparação com o mesmo período de 2023. Os dados são do Ministério da Economia, analisados e divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA/CIN).

No contexto da Região Norte, onde as exportações no período foram de US$ 14.540.245.219 bilhões (+141% em comparação com 2023), o Estado permaneceu como o principal exportador, contribuindo com 64,2% do total.

No comparativo com os demais estados da Amazônia Legal, o Pará ocupou a segunda posição nas exportações, atrás apenas do Mato Grosso. Já no ranking nacional, a participação nas exportações passou de 6,2% para 6,4%, crescimento que manteve o estado como o sexto maior exportador nacional.

Os resultados observados no primeiro semestre mostram ainda um saldo de US$ 9.855.394.614 bilhões, valor que manteve o Pará na terceira colocação no país, atrás de Mato Grosso e Minas Gerais.

Clique aqui para acesso à íntegra dos resultados da Balança Comercial do Pará – janeiro a junho de 2024

Setores – O setor mineral manteve-se como carro-chefe da Balança Comercial do Estado, respondendo por 81,71% das exportações paraenses. Foram 143.265.561 toneladas (t) que resultaram em um valor de US$ 8.787.614.279 bilhões no período, com destaque para o minério de ferro bruto, minério de cobre, alumina calcinada e alumínio não ligado e derivados.

A análise da FIEPA/CIN destaca também a geração de uma receita de exportação de US$ 245.937.170 milhões referente a produtos tradicionais, que levaram a uma variação positiva de 39,1% em comparação com o mesmo período no ano anterior, liderados por sucos de frutas, madeira e pimenta “piper”, que juntos representaram US$ 207.113.995.

Entre os produtos não convencionais, o destaque foi para as carnes bovinas e soja, que totalizaram US$ 1.405.750.684 bilhão dos US$ 1.651.810.476 bilhão exportados no setor de produtos não tradicionais, o que, na avaliação da FIEPA/CIN, ressalta a robustez das exportações paraenses desses produtos em destaque.

Municípios – Quanto à distribuição geográfica das exportações, o interior do Pará permanece na dianteira, representando 84% do total, enquanto a região metropolitana contribuiu com 16%, o que significa um total de US$ 1.753.949.321 bilhão.

Na avaliação geral dos municípios do Pará, a capital Belém ocupa o 10º lugar no ranking das exportações, com US$ 106.575.201 milhões no período.

Entre as cidades paraenses que se destacaram nas exportações, Canaã dos Carajás manteve-se na liderança, com um total de US$ 3.262.983.458 bilhões, seguido de Parauapebas, com exportações no valor de US$ 2.800.912.050 bilhões, principalmente de minérios de ferro e cobre.

Veja abaixo a lista dos dez municípios paraenses com maior destaque nas exportações do primeiro semestre de 2024:

  • 1. Canaã dos Carajás: US$ 3.262.983.458 bilhões
  • 2. Parauapebas: US$ 2.800.912.050 bilhões
  • 3. Barcarena: US$ 1.433.096.610 bilhão
  • 4. Marabá: US$ 1.167.532.524 bilhão
  • 5. Redenção: US$ 554.430.171 milhões
  • 6. Paragominas: US$ 534.493.916 milhões
  • 7. Curionópolis: US$ 228.944.990 milhões
  • 8. Santarém: US$ 177.466.130 milhões
  • 9. Castanhal: US$ 121.281.920 milhões
  • 10. Belém: US$ 106.575.201 milhões

Mercados – A coordenadora da FIEPA/CIN, *Cassandra Lobato*, explica que o Pará tem se mostrado atrativo para os países asiáticos como China, Malásia e Japão. Segundo ela, esses países importaram pouco mais de US$ 6 bilhões em produtos do estado, com destaque para os minérios de ferro.

Ao observar os blocos econômicos, constata-se que a Ásia registrou uma variação de 94,5% durante o período analisado, mantendo sua posição como principal destino das exportações, com mais de 60% de participação. Em segundo lugar está a União Europeia, que no mês de junho importou US$ 1.745.731.177 bilhões, registrando uma participação de 16,23%.

Os Países Baixos (Holanda) e Alemanha destacam-se como os principais compradores, importando US$ 372.262.517 milhões e US$ 324.163.106 milhões, respectivamente. A América do Norte contribuiu com 7,82% das exportações, com os Estados Unidos se destacando como os maiores importadores dentro do subcontinente, com um valor total de cerca de US$ 397.672.796 milhões.

Portos – Na avaliação do volume exportado pelos portos da região, o Porto de São Luís (MA) permanece como o principal ponto de exportação do Pará, registrando um montante de US$ 7.590.060.045 bilhões, tendo o minério de ferro e o cobre como principais cargas. Já o Porto de Belém manteve-se em segundo lugar, com US$ 2.560.566.128 milhões, exportando principalmente alumina calcinada, mas com uma queda de -12,99% nas toneladas desse produto em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo semestre – A coordenadora da FIEPA/CIN, *Cassandra Lobato*, avalia a expectativa para as exportações no segundo semestre de 2024. “É no segundo semestre que se inicia a safra do açaí e isso com certeza já significa um aumento no volume exportado do estado do Pará. Além disso, também no segundo semestre começa o ciclo de corte da madeira, um produto tradicional. São dois produtos que monitoramos e percebemos que contribuem bastante para a Balança Comercial”, destaca.

“Há ainda produtos que a gente chama de ‘não tradicionais’, como a carne bovina e a soja, que também vêm contribuindo muito com a Balança Comercial, tanto na diversificação da pauta quanto com a consolidação de um comprador que até então era muito tradicional dos minérios, que é a China”, completa.

Cassandra assinala ainda a atuação da agroindústria, com destaque para a cadeia da carne nas exportações do Pará para o mercado asiático. “Nós observamos a agroindústria muito forte dentro do processo de internacionalização, que contribui muito para a diversificação da pauta. Um desses produtos que mencionei, a carne, recebe o beneficiamento – o que aumenta o seu valor agregado. Há também o esforço da cadeia da carne no estado para que esteja de acordo com as normas sanitárias de modo a atender o mercado asiático”, conclui.

Importações paraenses apresentaram queda de quase 20%

Em relação às importações, o Pará recebeu cerca de US$ 898.648.739 milhões em produtos importados, totalizando 2.085.312 milhões de toneladas, uma redução de -19,88% em relação ao ano anterior. A análise da FIEPA/CIN destaca que esses produtos têm origem majoritariamente “das três principais potências comerciais: os Estados Unidos, a Rússia e a China, que têm sido os principais fornecedores do Pará.”

Na avaliação referente à Região Norte, o estado do Amazonas foi o principal importador, contribuindo com US$ 8.008.926.433 bilhões dos US$ 10.081.565.064 bilhões importados pela região, o que, segundo a FIEPA/CIN, pode ser explicado em grande parte pela presença das empresas montadoras localizadas na Zona Franca de Manaus.

O Pará permanece em segundo lugar na região, importando um total de US$ 898.648.739 milhões, com uma variação negativa de -19,88%. Entre os principais produtos importados no estado estão produtos químicos como hidróxido de sódio, cloretos de potássio e ureia, utilizados em diversos processos para a agroindústria.

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INDÚSTRIAS PARAENSES ADOTAM O UPCYCLING PARA REDUZIR DESPERDÍCIO https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/07/01/industrias-paraenses-adotam-o-upcycling-para-reduzir-desperdicio/ Mon, 01 Jul 2024 17:31:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13342

Bolsas criadas a partir de resíduos industriais e móveis escolares produzidos de madeira que iria para o lixo são exemplos cotidianos de upcycling, conceito que, apesar de não ser novo, vem ganhando destaque por conta das técnicas sustentáveis e processo ambientalmente correto que promove. Basicamente, o upcycling consiste em dar um novo propósito a materiais que seriam descartados, com criatividade e qualidade igual ou até melhor que a do produto original.

Ao contrário da reciclagem, que envolve a criação de um novo ciclo para um produto que atingiu o fim de sua vida útil, o upcycling valoriza o próprio ciclo do produto. Ou seja, a técnica utiliza o produto já existente, dispensando qualquer necessidade de passar por processos industriais para modificação. A única mudança é que o produto passa a ter uma função diferente em relação ao seu uso original.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), das 27,7 milhões de toneladas anuais de resíduos recicláveis produzidos no Brasil, menos de 4% passa por reciclagem. Dentro do setor industrial, a prática do upcycling é considerada fundamental para o equilíbrio da produção em grande escala. “O upcycling é uma das formas de dar uma destinação mais nobre para os resíduos, evitando a destinação inadequada ou a geração de lixo. Com isso, você evita que o resíduo vá parar em um rio, nas ruas, em contaminação do solo e das águas e garante uma longevidade ao ciclo de vida de determinado produto”, explica Deryck Martins, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPA.

Upcycling no Pará

Empresas do setor moveleiro, em parceria com o Sindicato da Indústria de Marcenaria do Pará (Sindmóveis), vêm realizando um importante trabalho de reaproveitamento de materiais para conscientizar a população e beneficiar famílias e instituições que precisam de novos móveis ou de reparos a partir do uso de madeiras que seriam descartadas.

A Indústria Rio Capim Modulados, precursora dessa iniciativa em Belém, atua desde 2014 transformando resíduos do setor madeireiro em novos objetos, principalmente, para creches e escolas. “A gente transforma laterais de armários sem utilidade em mesas para as crianças; painéis em desuso viram prateleiras; peças de madeira prestes a ir para o lixo, a gente pega pra fazer reparos ou até mesmo novas cadeiras”, explica o proprietário da Rio Capim, Irã Pantoja.

Para o presidente do Sindmóveis, Marcos Martins, esse tipo de iniciativa é fundamental para criar uma cultura sustentável e diminuir o descarte de resíduos no setor. “Todo o resíduo da madeira pode ser reaproveitado, mas como o setor gera muito, é necessário multiplicarmos os esforços para estender o ciclo de vida dos produtos. Nós temos discutido e avançado em projetos junto com a FIEPA, o governo e municípios para diminuir ainda mais esse desperdício”, pondera Martins.

Na MLX Uniformes, indústria do ramo do vestuário localizada no município de Ananindeua, o upcycling é parte dos esforços para dar destinação mais sustentável aos resíduos. Além de fazer parcerias com cooperativas voltadas para a reutilização, a empresa transforma as sobras de sua produção em subprodutos como, por exemplo, puffs, luvas e bolsas, agregando valor à marca.

“Já faz tempo que me incomodo com a questão dos nossos resíduos e há dois anos comecei a buscar parcerias que nos ajudem, enquanto setor, a diminuir esse descarte sem aproveitamento. Nosso segmento é o terceiro que mais polui no mundo, então o desafio é muito grande. Queremos fazer dar certo, não somente dizer que somos empresa sustentável porque está na moda”, diz Priscilla Vieira, proprietária da MLX Uniformes e diretora da FIEPA.

Segundo a empresária, com as ações de upcycling, sua indústria consegue reaproveitar metade dos resíduos diretos em subprodutos. “Pela quantidade de resíduos que a gente gera, 50% de destinação sustentável é para ser celebrado, mas sabemos que há um árduo trabalho pela frente, que depende de parcerias que envolvam cooperativas, as próprias empresas, o setor público e o privado. Upcycling é uma questão de consciência e cada um faz parte desse processo”, destaca.

SENAI

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/ PA) é um dos parceiros da MLX Uniformes na pauta da sustentabilidade. No Polo de Vestuário do SENAI, em Belém, há, inclusive, um curso específico de Upcycling, que contribui para a formação de novos profissionais conscientes e para amenizar o desperdício na indústria do segmento.

Durante o curso, com ênfase na sustentabilidade, os alunos desenvolvem habilidades e técnicas de reaproveitamento de materiais têxteis que seriam incinerados, com foco no desenvolvimento de novos produtos, como roupas, bolsas, brindes e acessórios. Os materiais utilizados nas aulas práticas são resíduos oriundos das indústrias de confecção locais.

A gerente do Polo de Vestuário do SENAI, Clarisse Chagas, destaca a importância do tema na dinâmica da organização. “Nós entendemos que não existe mais alternativa que não seja olhar para este lado da sustentabilidade. O Polo de Vestuário trata do ciclo de vida do produto e a gente entende que depois do descarte ele ainda pode ter um ciclo de vida extra. Então aqui a gente enxerga várias alternativas, e uma delas é o upcycling. A sustentabilidade não é fim, mas é ponte para que alcancemos uma sociedade que tenha uma dinâmica mais sustentável”, conclui.

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Israel quer ampliar relação comercial com o Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/06/25/israel-quer-ampliar-relacao-comercial-com-o-para/ Tue, 25 Jun 2024 18:16:42 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13360

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 25/06 a visita do embaixador de Israel, Daniel Zohar Zonahine. O objetivo da reunião, solicitada pelo diplomata, foi conhecer as possibilidades de cooperação econômica entre o país e o Estado do Pará, além das necessidades e preparações para a COP 30, que ocorrerá em Belém, em 2025. O encontro aconteceu no Observatório da Indústria, na sede da Federação, em Belém.

Segundo dados apresentados pelo Centro Internacional de Negócios (FIEPA/CIN) durante a reunião, entre os estados brasileiros, o Pará é o quarto que mais exporta para Israel. Em 2023, foram US$ 74 milhões, com destaque para a exportação de produtos como carnes, soja e semente de gergelim. Nos últimos dez anos, essas exportações apresentaram um crescimento de 785%. Em contrapartida, entre cloreto de potássio, superfosfato, aparelhos e máquinas, o Estado comprou US$ 102 milhões de Israel, que hoje aparece como o 26º no ranking de países compradores de produtos do Estado.

Para o vice-presidente executivo da federação, Clóvis Carneiro, que conduziu a reunião em Belém, o Estado do Pará e Israel têm muito a colaborar economicamente, seja por meio das exportações, seja pelo intercâmbio de inovação e tecnologia para a indústria. “Nós temos interesse em tecnologias para a indústria 4.0, já que Israel é muito adiantado na parte de softwares de gestão e de produtividade industrial, e interesse na indústria de saneamento, pela questão social toda existente na Amazônia e no tratamento de efluentes industriais, que em Israel também é um setor bem avançado. E aqui, nas nossas exportações, podemos ainda ampliar a venda de carnes e cereais porque nós temos uma boa possibilidade de crescimento no comércio internacional nessas áreas”, avaliou Clóvis Carneiro.

Pela primeira vez no Pará, o embaixador de Israel, Daniel Zohar Zonahine, afirmou que a visita à FIEPA serviu para conhecer a economia do Estado e as oportunidades que devem surgir com a COP 30. “Entre as metas da minha visita, foi conhecer e entender melhor algumas das coisas que acontecem aqui, do ponto de vista da economia, e as possibilidades, o potencial de cooperação entre Israel e o Estado de Pará e com um especial enfoque sobre assuntos de COP 30, seja do movimento de Israel na área de sustentabilidade, de preservação de floresta e crédito de carbono e coisas que se deve fazer como a infraestrutura e a logística de hospedagem da COP 30. Este encontro aqui na sede da FIEPA foi interessante e acredito que teremos muitas ligações e contatos para o futuro para melhorar nossa aproximação”, explicou o diplomata.

O encontro contou com as presenças de empresários, presidentes dos sindicatos industriais, do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA, do Centro das Indústrias do Pará, além de gestores da FIEPA, SESI, SENAI e Centro Internacional de Negócios (FIEPA/CIN).

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