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Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 15 Sep 2026 17:57:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.8 Estudo inédito do Observatório da FIEPA aponta caminhos para ampliar a competitividade da indústria paraense https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/09/15/estudo-inedito-do-observatorio-da-fiepa-aponta-caminhos-para-ampliar-a-competitividade-da-industria-paraense/ Tue, 15 Sep 2026 17:54:15 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15365

A cadeia produtiva de alimentos e bebidas responde por praticamente 20% do emprego industrial do Pará e apresenta potencial de expansão a partir da industrialização e da agregação de valor aos produtos regionais. Esse foi o ponto de partida do evento “Cadeias Produtivas – Alimentos e Bebidas”, realizado nesta segunda-feira (14) pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio do Observatório da Indústria, em parceria com o SENAI e a Rede de Observatórios do Sistema Indústria, em Belém. 

A iniciativa apresentou dados, diagnósticos e análises sobre o setor, com foco nas cadeias de açaí, cacau, mandioca, carne bovina e dendê. O mapeamento possibilitou identificar oportunidades de crescimento, desafios, tendências de mercado e possibilidades de inovação, contribuindo para a formulação de estratégias que ampliem a competitividade da indústria paraense e agreguem valor à produção. 

De acordo com dados do Observatório da Indústria da FIEPA, a divisão de fabricação de produtos alimentícios concentra 17,9% dos 253.791 vínculos industriais do estado, o equivalente a 45.350 empregos. O segmento lidera o ranking entre as 35 divisões industriais analisadas, enquanto bebidas ocupam a 14ª posição. Somadas, as duas atividades superam qualquer outro segmento industrial do Pará. 

O levantamento também aponta que a cadeia apresenta crescimento estável, diferentemente de outras divisões econômicas sujeitas a oscilações sazonais. Os maiores grupos, como carne, outros produtos alimentícios, óleos e gorduras e conservas de frutas e vegetais, concentram 79,3% do emprego do setor. A composição evidencia a conexão da indústria com a base agropecuária e extrativa do estado, incluindo pecuária, fruticultura, pescado e oleaginosas. 

Verticalização e pesquisa aplicada 

Para o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, o mapeamento representa uma oportunidade de identificar caminhos para a verticalização da produção paraense, com maior incorporação de processos industriais e conhecimento tecnológico. 

“Nós entendemos a importância de trazer essa oportunidade de verticalização. Nós identificamos o potencial do Pará na agregação de valor, trazendo o atributo da industrialização dos nossos produtos”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa também deve aproximar a pesquisa aplicada das cadeias produtivas que representam vocações econômicas do estado. 

A proposta envolve a articulação entre indústria, instituições de apoio, especialistas e demais atores do ecossistema produtivo. A intenção é ampliar o conhecimento sobre os diferentes elos das cadeias e apoiar decisões voltadas ao desenvolvimento industrial. 

O diretor regional do SENAI Pará e superintendente do SESI Pará, Dário Lemos, destacou a necessidade de ampliar o reconhecimento sobre o potencial produtivo da Amazônia. “Nós sabemos o potencial que tem no estado e na Amazônia em si. E isso nunca foi visto. Nunca foi observado, nem por nós e principalmente por quem não é da região. E nós estamos aqui dando a oportunidade para que todos os segmentos voltados a alimentos e bebidas sejam indutores do desenvolvimento de toda a região. São aqueles produtos que nós temos com muito mais visibilidade.” 

Cadeia estratégica para a economia paraense 

O gerente do Observatório da FIEPA, Felipe Freitas, apresentou os fatores que justificam a escolha do setor como ponto de partida do projeto de mapeamento das cadeias produtivas. Entre eles estão a relevância na geração de empregos, o crescimento acima da média, a capilaridade territorial e a inserção consolidada no mercado externo. 

“Primeiro, é o maior empregador da indústria. Segundo, o crescimento acima da média. É um setor perene, estável e que apresenta crescimento”, explicou. 

Freitas também ressaltou a presença de indústrias de diferentes portes nos 144 municípios paraenses, o que confere à cadeia ampla distribuição territorial. A demanda internacional por produtos regionais, por sua vez, reforça a importância estratégica do segmento para a economia do estado. 

O mapeamento inicial contempla cinco cadeias produtivas. A seleção reúne atividades associadas à produção e ao processamento de alimentos, incluindo o abate de carne bovina, identificado como o maior empregador entre os grupos analisados, além de produtos com relevância regional e potencial de processamento, como mandioca, dendê, cacau e açaí. 

A abordagem do projeto considera a cadeia produtiva de forma integrada, desde a obtenção da matéria-prima até a comercialização dos produtos. Segundo Claudio Rodrigues, coordenador estratégico do Instituto SENAI de Tecnologia – Alimentos e Bebidas, essa perspectiva permite compreender a realidade do setor para além da produção industrial. 

“Esse é um projeto que vai trazer não apenas o know-how, mas também uma visão diferente da realidade que a gente enfrenta na área de alimentos e bebidas. Ele parte da produção da matéria-prima, seja pelo extrativismo ou pela agricultura, até chegar à etapa final, que envolve a comercialização.” 

Com o mapeamento, a FIEPA e as instituições parceiras buscam reunir informações capazes de orientar ações de desenvolvimento, inovação e fortalecimento da indústria de alimentos e bebidas no Pará, considerando as características produtivas do estado e as oportunidades de agregação de valor aos produtos regionais. 

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Estudo do Observatório da FIEPA mede relação entre confiança empresarial e emprego no Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/09/10/estudo-do-observatorio-da-fiepa-mede-relacao-entre-confianca-empresarial-e-emprego-no-para/ Thu, 10 Sep 2026 18:04:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15341

Quanto a confiança do empresário influencia a decisão de contratar? Um novo estudo do Observatório da Indústria do Pará, da FIEPA, investiga essa relação e dimensiona como mudanças nas expectativas empresariais estão associadas à geração de empregos formais no estado.

Intitulado “Confiança que vira carteira assinada”, o levantamento analisa 72 meses, de janeiro de 2020 a dezembro de 2025, combinando o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) e dados das Sondagens Industrial e da Indústria da Construção, realizadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL Pará), com os registros de admissões e desligamentos do Novo CAGED.

A novidade está em ir além do acompanhamento isolado desses indicadores. Por meio de modelos econométricos, o estudo busca identificar em que medida e com que velocidade mudanças na confiança se refletem no emprego, revelando comportamentos distintos entre a indústria e a construção.

Os resultados mostram uma relação mais forte e imediata na construção. Na indústria, embora a resposta estimada também seja positiva, ela é menor e estatisticamente imprecisa. Essa diferença está relacionada às características de cada atividade, enquanto a construção consegue ajustar suas equipes mais rapidamente ao início e ao encerramento de obras, a indústria paraense possui forte presença de grandes plantas ligadas à mineração e à transformação mineral, com decisões influenciadas também por contratos de longo prazo e pelo mercado internacional.

Outro dado chama atenção: na construção, a relação apresenta sinais de funcionar em duas direções. As expectativas se relacionam com as contratações, mas o desempenho do emprego também ajuda a antecipar o comportamento futuro da confiança empresarial, indicando um processo de retroalimentação entre percepção e atividade econômica.

A análise ganha relevância diante do cenário observado em 2025. Em dezembro, o ICEI da construção caiu para 34,2 pontos, o menor resultado dos 72 meses analisados e inferior até ao registrado no pior momento da pandemia no setor.

Mais do que apresentar números conjunturais, “Confiança que vira carteira assinada” propõe uma nova leitura sobre os indicadores empresariais no Pará, mostrando como as expectativas podem ajudar a compreender movimentos concretos do mercado de trabalho e o porquê essa relação assume intensidades diferentes conforme a estrutura de cada setor.

O estudo completo apresenta a dimensão estimada desses efeitos, sua duração, as diferenças entre indústria e construção e os possíveis desdobramentos da deterioração recente da confiança. O material está disponível para download no site do Observatório.

ACESSE O MATERIAL AQUI. 

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Pará assume posição estratégica na Rede Nacional de Observatórios da Indústria https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/08/24/para-assume-posicao-estrategica-na-rede-nacional-de-observatorios-da-industria/ Mon, 24 Aug 2026 18:45:13 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15330
O Observatório da Indústria do Pará, do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), conquistou uma vaga na governança da Rede Nacional de Observatórios da Indústria. O Pará foi escolhido nesta quarta-feira (19), ao lado de Mato Grosso e Espírito Santo, e passa a integrar, com Alagoas e Paraíba, o grupo de cinco estados responsável por conduzir as ações da Rede pelos próximos dois anos.
Único representante da região Norte na nova composição, o Pará passa a ocupar um espaço estratégico de articulação nacional, ampliando a presença da Amazônia nas discussões sobre o futuro da indústria. A conquista ocorre pouco mais de dois anos após a inauguração do Observatório paraense, em maio de 2024, e reconhece o avanço da unidade na produção de inteligência estratégica.
Como braço de inteligência do Sistema FIEPA, o Observatório transforma dados econômicos, industriais e do mercado de trabalho em informações que apoiam decisões e ajudam a antecipar tendências. A participação na governança também permitirá maior aproximação com os demais Observatórios Regionais e com o Observatório Nacional, além de possibilitar uma atuação mais ativa do Pará no planejamento das estratégias da Rede para o próximo biênio.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, ocupar esse espaço é também uma oportunidade de ampliar a presença da Amazônia nas estratégias nacionais para a indústria. “Levar o Pará para a governança dessa Rede significa contribuir para que as particularidades, os desafios e, principalmente, as oportunidades da Amazônia estejam cada vez mais presentes nas discussões nacionais. A inteligência produzida a partir dos nossos dados pode apoiar os negócios da região, orientar investimentos e ajudar a construir caminhos para um desenvolvimento industrial conectado às potencialidades da Amazônia”, destaca.
Segundo o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas, a escolha demonstra a evolução alcançada pela unidade e abre novas possibilidades de aprendizado e intercâmbio. “Esta oportunidade representa um reconhecimento do grau de maturidade alcançado pelo Observatório do Pará em seus dois primeiros anos de vida. Além disso, nossa participação na governança da Rede também significa uma excelente oportunidade de aprendizado, a partir das experiências dos demais Observatórios Regionais e do próprio Observatório Nacional”, afirma.
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Com emprego em alta e arrecadação estável, indústria do Pará mostra poder de reação em 2026 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/07/23/com-emprego-em-alta-e-arrecadacao-estavel-industria-do-para-mostra-poder-de-reacao-em-2026/ Thu, 23 Jul 2026 18:39:49 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15320

A indústria do Estado do Pará encerrou os primeiros cinco meses de 2026 mostrando uma retomada do emprego formal, apesar de registrar também uma oscilação típica de uma economia muito dependente das cotações globais. De acordo com o boletim desenvolvido pelo Observatório da Indústria da FIEPA, entre altos e baixos na produção física e na arrecadação tributária, o setor consolidou sinais claros de recuperação, impulsionado principalmente por grandes projetos de infraestrutura, mineração e construção civil no interior do estado.   

De janeiro a maio, a arrecadação de ICMS da indústria ampla (que envolve extração, transformação, construção, energia e saneamento) somou R$ 4,66 bilhões. O valor representa uma alta nominal de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo-se praticamente estável quando descontada a inflação (-0,4%). O resultado aponta para uma base de negócios resiliente, que consegue resistir ao cenário macroeconômico mesmo sem registrar um crescimento explosivo.   

O mercado de trabalho é o grande destaque positivo de 2026. Apenas no mês de maio, a indústria paraense gerou 1.864 novos postos de trabalho com carteira assinada. Esse foi o melhor resultado mensal do ano, consolidando uma retomada que ganhou força desde fevereiro.  

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o saldo de contratações alcançou 2.777 novas vagas formais. Esse fôlego na geração de empregos se concentrou em três pilares fundamentais ligados ao ciclo de grandes investimentos no estado: indústrias extrativas, com abertura de 940 vagas; saneamento e gestão de resíduos, com 918 novos empregos; e construção civil, que registrou saldo de 724 vagas.  

Canaã dos Carajás lidera o mapa do desenvolvimento 

A força da atividade industrial paraense está fortemente ancorada no interior. No topo do ranking de contratações industriais do estado, Canaã dos Carajás desponta isolada na liderança, sendo responsável pela criação de 514 vagas formais no acumulado do ano.  O protagonismo do sudeste paraense é reforçado por Parauapebas, que aparece na segunda posição estadual com 399 postos criados.  

A capital Belém garantiu o terceiro lugar com 264 vagas, seguida por Tomé-Açu (250) e Oriximiná (211), mostrando que o desenvolvimento tem se distribuído por polos estratégicos do estado.  

Produção industrial 

Apesar do otimismo no emprego, o volume de produção física da indústria local acendeu um sinal de alerta. Em abril (dado mais recente do IBGE), a produção industrial do Pará registrou recuo de 5% na comparação com o mês anterior. A indústria paraense operou com índice de 95,1 pontos (tendo 2022 como base 100), patamar inferior à média nacional de 101,9. Essa oscilação evidencia a alta exposição do estado a poucos setores.  

No entanto, a fabricação de celulose, papel e produtos de papel disparou expressivos 44,4% na comparação com abril do ano passado, sustentando a liderança folgada de crescimento no acumulado de 2026 (+27,1%).  Na outra ponta, os segmentos mais afetados pelas flutuações de preços internacionais e demanda interna foram a fabricação de produtos de madeira (-10,1%), de minerais não metálicos (-9,3%) e a indústria de alimentos (-9,1%). 

Arrecadação por setores 

A dinâmica tributária do estado também reflete essa concentração produtiva. O recolhimento de ICMS industrial de maio (R$ 938,2 milhões) ficou concentrado em três grandes pilares, que juntos respondem por 60% de toda a arrecadação da indústria ampla no Pará: eletricidade e gás (R$ 231,7 milhões); coque e derivados de petróleo [refino] (R$ 223,5 milhões); extração de minerais metálicos (R$ 112,2 milhões).   

Das três grandes fontes, apenas a extração mineral registrou ganho real relevante (+6%), enquanto o setor de refino de petróleo teve recuo de 7,5% no mês.  A queda simultânea na arrecadação de gigantes como a metalurgia (-24,8%) e o refino de petróleo explica por que o faturamento real do estado no mês fechou em terreno levemente negativo (-3,6%), mesmo com avanços expressivos de setores menores, como máquinas e materiais elétricos (+41,5%) e produtos químicos (+20,3%).  

Apesar dos desafios globais, a disposição do paraense em empreender continua ativa. O estado mantém uma média consistente de abertura de novos negócios, registrando picos expressivos no início do ano, como a abertura de 1.517 novas empresas industriais em janeiro de 2026. 

As microempresas respondem por impressionantes 81,36% do total de negócios ativos do estado (133.883 registros), atuando principalmente na construção civil e nas indústrias de transformação.   

“Embora esse predomínio confira grande flexibilidade à economia local, o estudo técnico alerta que essas pequenas empresas ainda enfrentam barreiras severas de competitividade, acesso a crédito e inserção em mercados nacionais e internacionais.  O grande desafio estratégico do Pará a médio e longo prazo continua sendo a capacidade de atrair investimentos que agreguem valor localmente aos recursos minerais e florestais, reduzindo a dependência histórica do estado aos ciclos de preços internacionais”, avalia o gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, Felipe Freitas. 

CONFIRA O BOLETIM COMPLETO

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Observatório da Indústria da FIEPA lança estudo sobre desigualdade de gênero e mercado de trabalho no Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/05/21/observatorio-da-industria-da-fiepa-lanca-estudo-sobre-desigualdade-de-genero-e-mercado-de-trabalho-no-para/ Thu, 21 May 2026 15:34:32 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14541

O Observatório da Indústria da FIEPA lançou o estudo “Paradoxo da Qualificação: Uma Análise da Inserção Feminina na Economia do Pará (2008–2024)”, levantamento que analisa a participação das mulheres no mercado de trabalho formal paraense e os desafios relacionados à renda, qualificação, empregabilidade e liderança profissional.

A publicação reúne dados da RAIS, Novo CAGED, IBGE, INEP e Receita Federal para traçar um panorama sobre a inserção feminina na economia do estado. Entre os principais resultados, o estudo aponta que as mulheres possuem níveis de escolaridade superiores aos dos homens, mas continuam concentradas em setores historicamente menos valorizados economicamente e com menor presença em áreas industriais, técnicas e de gestão.
 
O material também aborda temas como disparidade salarial, segregação ocupacional, empreendedorismo feminino, mercado formal, educação e os impactos das responsabilidades domésticas e da mobilidade na trajetória profissional das mulheres.
Além do diagnóstico, o estudo destaca a importância de políticas voltadas à equidade de gênero, incentivo à participação feminina em áreas de ciência e tecnologia e ampliação da presença de mulheres em cargos estratégicos e setores de maior valor agregado da economia paraense.
 
 
 
 
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Indústria mantém protagonismo no mercado de trabalho paraense, mesmo com retração sazonal em janeiro https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/03/13/industria-mantem-protagonismo-no-mercado-de-trabalho-paraense-mesmo-com-retracao-sazonal-em-janeiro/ Fri, 13 Mar 2026 11:55:09 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14500
O mercado de trabalho formal no Pará iniciou 2026 com leve retração na geração de empregos. Em janeiro, o estado registrou saldo negativo de 591 vagas formais, resultado de 11.624 admissões e 12.215 desligamentos, segundo dados do Novo CAGED analisados pelo Observatório da Indústria da FIEPA.
 
Apesar do resultado negativo no primeiro mês do ano, movimento comum após o período de contratações temporárias de fim de ano, o desempenho recente reforça a relevância da indústria como um dos principais vetores de geração de empregos no estado.
 
Em 2025, a Indústria de Transformação liderou a criação de vagas no Pará, com 6.539 novos postos de trabalho, consolidando-se como o principal motor de expansão do emprego formal no período. Entretanto, no início de 2026, o segmento apresentou retração de 466 vagas em janeiro, refletindo o movimento de desaceleração observado no mercado de trabalho estadual. Ainda assim, outros ramos industriais apresentaram desempenho positivo. As Indústrias Extrativas, por exemplo, mantiveram trajetória de crescimento e registraram saldo positivo de 247 vagas no primeiro mês do ano, reforçando a resiliência do setor diante de um cenário econômico mais moderado.
 
Para o gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, Felipe Freitas, os dados indicam uma inflexão pontual após um ciclo recente de expansão industrial, mas mantêm sinais importantes de dinamismo no setor.
 
“A indústria paraense teve papel decisivo na geração de empregos ao longo de 2025, especialmente a indústria de transformação. O resultado de janeiro reflete um ajuste natural e sazonal após o encerramento de contratos temporários e a reorganização de cadeias produtivas. Ainda assim, a manutenção de saldos positivos em segmentos como a indústria extrativa e a abertura de vagas em ocupações industriais indicam que a base produtiva do estado segue ativa e com capacidade de retomada ao longo do ano”, avalia.
 
Mesmo com retração em funções ligadas à dinâmica produtiva e logística, como motoristas de caminhão (-144 vagas), soldadores (-115) e operadores de máquinas fixas (-88), algumas atividades industriais registraram expansão relevante. Entre elas, destacam-se alimentadores de linha de produção (+223 vagas), eletricistas de instalações (+124) e operadores de processo de moagem (+76).
 
No recorte territorial, municípios com forte presença industrial e mineral também apresentaram movimentos distintos. Marabá manteve saldo positivo de empregos em janeiro (+123 vagas), enquanto Oriximiná registrou recuperação, com +103 postos de trabalho após perdas no ano anterior. Por outro lado, Parauapebas (-171) e Barcarena (-263) iniciaram o ano com retração no número de vínculos formais.
 
Mesmo diante das oscilações mensais, indicadores estruturais apontam crescimento da atividade industrial no estado. Estimativas com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o nível de ocupação na indústria geral do Pará cresceu 9,59% em 2025, evidenciando a expansão do setor frente ao ano anterior.
 
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho paraense ainda enfrenta desafios estruturais, especialmente relacionados à informalidade. Aproximadamente 45,96% dos trabalhadores do setor privado atuam sem carteira assinada, o que reforça a importância da indústria formal como eixo de geração de empregos qualificados e com maior estabilidade.
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Indústria paraense mantém trajetória sob influência do mercado internacional https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/02/06/industria-paraense-mantem-trajetoria-sob-influencia-do-mercado-internacional/ Fri, 06 Feb 2026 19:24:14 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14472

A indústria do Pará atravessou o segundo trimestre de 2025 sob influência direta do cenário internacional das commodities, que segue determinante para o desempenho do setor no Estado. Levantamento do Observatório da Indústria da FIEPA, com base em dados da Fapespa, mostra que o comportamento do período esteve associado, sobretudo, às oscilações de preços no mercado externo, especialmente do minério de ferro, principal produto da pauta mineral paraense.

Entre abril e junho, segmentos relevantes da indústria apresentaram variações distintas, com destaque para eletricidade e gás e para a indústria extrativa, atividade de maior peso na composição do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado. A extrativa, sozinha, responde pelo maior valor agregado da indústria paraense, somando cerca de R$ 8,28 milhões no período, o que faz com que qualquer movimento nos preços internacionais tenha impacto direto sobre o resultado agregado do setor.

O principal vetor dessa dinâmica foi o comportamento do minério de ferro. No segundo trimestre de 2025, o preço médio da commodity recuou para US$ 99,1, o menor nível desde 2024. A redução afeta o valor nominal da produção mineral, ainda que os volumes extraídos permaneçam em patamares elevados. Na prática, o desempenho do PIB industrial reflete mais a variação de preços do que mudanças estruturais na capacidade produtiva instalada no estado.

Segundo Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, o resultado deve ser interpretado dentro desse contexto internacional. “O que observamos no segundo trimestre é um ajuste conjuntural. A base produtiva da indústria paraense segue sólida, mas o valor do PIB é sensível ao comportamento das commodities. Quando o preço do minério recua, o impacto aparece nos indicadores, mesmo sem alteração relevante no nível de produção física”, explica.

Essa característica ajuda a entender por que a indústria não reproduziu, no mesmo período, o ritmo observado na agropecuária, por exemplo. Enquanto o agro é influenciado por fatores internos, como clima, safra e produtividade, a indústria mineral responde majoritariamente a ciclos globais de demanda e cotação. São lógicas distintas, que explicam movimentos diferentes entre setores sem indicar perda de competitividade industrial.

No campo dos investimentos, a construção civil manteve trajetória de expansão e registrou crescimento de 19,57% no segundo trimestre, impulsionada por obras de infraestrutura e pelos projetos associados à preparação do Estado para a COP30. O avanço do segmento sinaliza a capacidade de mobilização do ambiente produtivo local, ainda que seus efeitos se distribuam ao longo do tempo e não se concentrem em um único trimestre.

Na comparação com o mesmo período de 2024, a leitura é mais favorável. A indústria contribuiu para a elevação do PIB do Pará em 5,72%, evidenciando que, apesar das oscilações de curto prazo, o setor mantém trajetória consistente no horizonte anual. A diferença entre o resultado trimestral e o anual reforça o peso do fator preço na análise econômica, sobretudo em economias com forte presença do setor mineral.

Felipe Freitas avalia que o segundo semestre tende a apresentar um ambiente mais construtivo. “As projeções indicam uma recuperação gradual dos preços do minério de ferro, o que deve se refletir no valor da produção e no desempenho do PIB industrial. Com esse movimento, a expectativa é de os números reflitam um fechamento de ano mais equilibrado para a indústria paraense”, afirma.

Os dados apontam para preços médios do minério em torno de US$ 104 no terceiro trimestre e US$ 107 no quarto trimestre, cenário que pode devolver maior tração ao setor industrial do estado ao longo de 2025.

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Mercado de trabalho do Pará fecha 2025 com saldo positivo, apesar de retração sazonal no fim do ano https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/02/04/mercado-de-trabalho-do-para-fecha-2025-com-saldo-positivo-apesar-de-retracao-sazonal-no-fim-do-ano/ Wed, 04 Feb 2026 13:45:54 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14457

Apesar das oscilações registradas no encerramento do ano, o mercado de trabalho formal, no recorte da indústria e construção civil paraense, terminou 2025 com saldo positivo na geração de empregos. No acumulado de janeiro a dezembro, os dois setores somaram 5.125 novas vagas com carteira assinada, mantendo o resultado positivo, ainda que em ritmo mais moderado que o observado em 2024.

O desempenho reflete uma trajetória de crescimento durante o ano. Os dados foram levantados pelo Observatório da Indústria do Pará, a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ao longo de 2025, o mercado de trabalho apresentou desempenho mais favorável entre fevereiro e setembro, período em que houve estabilidade e crescimento moderado, com pico de 3.137 vagas em setembro. Até então, o saldo acumulado superava 15 mil postos de trabalho. No entanto, o desempenho geral do ano foi puxado pela queda nos meses de outubro (-912), novembro (-1.901) e, principalmente, dezembro (-7.793). Na comparação anual, o saldo final de 2025 ficou 54% abaixo de 2024, quando o Estado havia criado 11.147 vagas nos dois segmentos.

Retração na Construção Civil e Impactos Setoriais

De acordo com as análises do Observatório, a retração de dezembro foi puxada, sobretudo, pelo setor da Construção, que perdeu 6.557 empregos formais no mês. As maiores quedas ocorreram nas atividades de Construção de Rodovias e Ferrovias (-1.645) e Construção de Edifícios (-1.143), refletindo a conclusão de etapas de grandes obras no Estado. Entre as ocupações, destacaram-se as perdas de Servente de Obras (-1.249) e Pedreiro (-485).

Em contrapartida, alguns segmentos ligados à infraestrutura básica apresentaram desempenho positivo, como Água e Esgoto (+161) e Indústrias Extrativas (+154), além de funções técnicas como Operador de Estação de Tratamento de Água (+106).

Análise Territorial e Sazonalidade

No recorte territorial, a desmobilização concentrou-se nos principais polos econômicos. Belém liderou as perdas (-1.677), seguida por Parauapebas (-1.272) e Canaã dos Carajás (-942), municípios fortemente ligados à construção civil e a grandes projetos de infraestrutura. Ainda assim, alguns municípios registraram saldos positivos, como Bragança (+70), Curuçá (+25) e Tucuruí (+24).

O último trimestre do ano foi marcado por uma retração mais intensa, fenômeno associado à sazonalidade típica do período no Pará. Em dezembro, a construção e a indústria apresentaram saldo negativo de 7.793 postos de trabalho, resultado de 7.296 admissões contra 15.089 desligamentos. O volume de contratações caiu 31,05% em relação a novembro.

Segundo o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas, esse movimento não foge do padrão histórico. “Esse comportamento é esperado. A sazonalidade do fim do ano já é observada historicamente, com encerramento de contratos e conclusão de ciclos produtivos. Em 2025, esse efeito pode ter sido mais intenso, especialmente por causa da dinâmica das obras ligadas à COP30”, explica.

Perspectivas para o Estado

Para o Observatório, os dados mostram que a dinâmica do emprego no Pará está fortemente conectada aos ciclos da construção e de grandes obras. Embora a retração de dezembro tenha reduzido o ritmo do crescimento anual, o saldo positivo de 2025 demonstra que o Estado manteve a capacidade de geração de empregos ao longo do ano.

“O desafio está em ampliar a retenção de mão de obra e reduzir a volatilidade provocada pelo encerramento concentrado de contratos, especialmente nos grandes projetos”, avalia Felipe Freitas.

TEXTO: Emilly Melo / Comunicação FIEPA

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Exportações do Pará somam US$ 24,23 bilhões em 2025 e consolidam protagonismo do estado no comércio exterior https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/01/23/exportacoes-do-para-somam-us-2423-bilhoes-em-2025-e-consolidam-protagonismo-do-estado-no-comercio-exterior/ Fri, 23 Jan 2026 14:57:59 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14426

O desempenho da pauta exportadora paraense em 2025 confirmou uma das combinações mais robustas dos últimos anos, sustentada pela força histórica do setor mineral e pelo avanço expressivo dos produtos agroindustriais. No acumulado de janeiro a dezembro, as exportações do Pará totalizaram US$ 24,23 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 21,49 bilhões.

Com esse resultado, o Estado manteve a terceira posição no ranking nacional de saldo comercial e segue como líder absoluto da Região Norte. O setor mineral permaneceu como o principal pilar: a alumina calcinada alcançou US$ 1,89 bilhão, enquanto o minério de ferro somou US$ 11,64 bilhões, exercendo papel determinante na economia estadual.

Na agroindústria, o destaque foi a carne bovina, que alcançou US$ 1,22 bilhão em vendas externas, impulsionada pela demanda da China. A soja também se consolidou com US$ 1,61 bilhão em exportações. Já o setor madeireiro registrou crescimento de 10,88%, tendo os Estados Unidos como principal destino.

Outros pontos altos de 2025 incluíram a retomada das exportações de bovinos vivos (US$ 574 milhões) e a ascensão do milho. A Ásia continua sendo o maior parceiro comercial do Pará, absorvendo 61,67% das vendas externas, seguida pela União Europeia e América do Norte.

Apesar dos desafios globais e do “tarifaço” do governo Trump, o Pará preservou sua relevância. Um avanço estratégico foi a retirada da taxação sobre o açaí em novembro, abrindo portas para o mercado norte-americano. Contudo, dados da FIEPA alertam para a vulnerabilidade de municípios que dependem quase exclusivamente da cadeia do açaí, como Igarapé-Miri e Muaná.

“Mesmo em um cenário global marcado por instabilidade, o Pará manteve trajetória de crescimento, expandiu sua base comercial e reforçou sua relevância estratégica. A combinação entre o vigor do setor industrial e o fortalecimento do agronegócio consolidou 2025 como um ano de avanços estruturais”, declara Cassandra Lobato, gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA.
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Mercosul e União Europeia firmam acordo e ampliam oportunidades para as indústrias do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/01/23/mercosul-e-uniao-europeia-firmam-acordo-e-ampliam-oportunidades-para-as-industrias-do-para/ Fri, 23 Jan 2026 14:53:23 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14420

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia avança como um dos mais relevantes movimentos recentes do comércio internacional. O tratado prevê a redução gradual de tarifas, a harmonização de regras e a facilitação do acesso de produtos dos dois blocos aos seus respectivos mercados, criando novas condições para exportações, investimentos e integração produtiva.

Para o Pará, que possui um perfil fortemente exportador, o acordo tende a produzir impactos significativos a médio e longo prazo. Em 2025, o Estado exportou cerca de US$ 4 bilhões para a União Europeia, crescimento de 10,84% em relação ao ano anterior, o que o coloca na quarta posição entre os estados brasileiros exportadores para o bloco, com 8,04% de participação nacional.

Conforme avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, a redução tarifária amplia a competitividade dos produtos paraenses no mercado europeu, especialmente nos segmentos de mineração, agronegócio e agroindústria, além de abrir espaço para bens com maior valor agregado. Minérios, soja e ferro-níquel estão entre os itens com maior potencial de ganho, mas a expectativa é que a pauta se torne mais diversificada ao longo do tempo.

Ao mesmo tempo em que cria oportunidades, o acordo também traz desafios. A entrada de manufaturados europeus com menos impostos pode pressionar setores industriais menos competitivos no mercado interno. No entanto, Carvalho afirma que esse risco é mitigado pelo perfil atual da indústria paraense, ainda pouco exposta à concorrência direta com bens finais produzidos na Europa. Mais do que ameaça, o tratado pode funcionar como um indutor de modernização, desde que acompanhado por políticas de inovação, financiamento e qualificação produtiva.

“Um dos exemplos mais simbólicos desse novo cenário está na cadeia do cacau e do chocolate. O Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e vem consolidando uma indústria local de chocolates finos. Com o acordo, produtos europeus tendem a chegar mais baratos ao mercado brasileiro, aumentando a competição. Por outro lado, abre-se a possibilidade de o chocolate paraense, com identidade amazônica, rastreabilidade e apelo socioambiental, acessar o mercado europeu com menos barreiras, especialmente em nichos premium”, destaca o presidente da FIEPA.

Outro ponto estratégico é a redução de tarifas para bens de capital, como máquinas e equipamentos. Em 2025, o Pará importou da União Europeia insumos industriais, produtos químicos e itens essenciais à mineração e à indústria de transformação. Com a queda de custos para aquisição de tecnologia europeia, a expectativa é de ganhos em eficiência, redução de custos de produção, modernização de processos e até melhorias ambientais em setores como mineração, metalurgia, alimentos, móveis e bioindústria.

“Além do minério, outros produtos da pauta paraense podem ganhar competitividade com a abertura do mercado europeu. Carne certificada; soja, que cresceu 28% nas exportações para a UE entre 2024 e 2025; e açaí podem se destacar entre os segmentos com maior potencial de expansão”, explica Carvalho.

Alex Carvalho reforça que o acordo Mercosul–União Europeia cria uma janela estratégica para que o Pará avance não apenas em volume exportado, mas principalmente em qualidade, valor agregado e inserção em cadeias globais de valor – desde que acompanhado de investimentos em setores primordiais, como a infraestrutura e logística.

O aproveitamento pleno deste cenário, porém, depende de articulação entre setor produtivo, poder público e instituições de apoio, para que a indústria paraense esteja preparada para competir, inovar e ocupar novos espaços no mercado internacional. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo 718 milhões de consumidores e movimentando cerca de US$ 22 trilhões em trocas comerciais.

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