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Agropecuária – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:50:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 República Tcheca busca parcerias com o setor industrial do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/republica-tcheca-busca-parcerias-com-o-setor-industrial-do-para/ Tue, 15 Oct 2024 19:28:35 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13836

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 12/09, uma comitiva da República Tcheca representada pela embaixadora Pavla Havrlíková, acompanhada pelo cônsul Honorário Ernane Malato. O objetivo foi prospectar oportunidades de parceria para o fomento de negócios e colaborações bilaterais

Na reunião, a embaixadora destacou o perfil econômico da República Tcheca na indústria de tecnologia agrícola, da saúde e em sistemas de defesas, e reforçou o interesse de parceria comercial com o Pará em setores como mineração e agronegócio. “Já nessa primeira reunião identificamos alguns dos setores que achamos extremamente importantes, com a mineração e o setor agrícola. O objetivo hoje, foi estabelecer esse contato entre o nosso país e o setor industrial do estado do Pará e espero que seja o início de uma colaboração comercial e econômica mais estreita entre as entidades industriais e entre as empresas dos dois lados”, afirmou Pavla Havrlíková.

Segundo dados do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, no primeiro semestre de 2023, a República Tcheca importou do Pará um total de US$ 76.304 mil, com destaque para a madeira. O presidente da Federação, Alex Carvalho, ressalta que o Estado pode expandir suas parcerias com o país europeu, explorando outros setores industriais, além da madeira. “Atualmente, o Brasil e o Estado do Pará exportam predominantemente madeira para a República Tcheca, sendo que o nosso Estado possui um potencial imenso em áreas como mineração, agropecuária, bioeconomia e diversos segmentos industriais que representam mais de 46% da indústria da Amazônia. Então, fortalecer parcerias nessas áreas pode gerar negócios, movimentar a economia, e promover mais empregos e desenvolvimento para a região”, destacou Alex Carvalho, presidente da FIEPA.

Também participaram da reunião o vice-presidente executivo da FIEPA, Clóvis Carneiro; a coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, Cassandra Lobato; o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas; Sérgio Torres, da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (Aimex); e o empresário Patrick Samanda, da empresa Trasam, que exporta madeira para a República Tcheca, na ocasião representando o presidente do Sindicato da Indústria de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeiras de Belém, Ananindeua e Marituba (Sindimad), Leônidas Souza.

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Pará receberá mais de R$ 55 bilhões em investimentos até 2027 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/06/27/para-recebera-mais-de-r-55-bilhoes-em-investimentos-ate-2027/ Tue, 27 Jun 2023 20:40:26 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=9486

Aporte financeiro trará oportunidades para as áreas de infraestrutura, logística e mineração

A economia paraense é conhecida Brasil afora pela predominância de atividades ligadas ao extrativismo, à agropecuária e ao comércio e serviços. De acordo com a REDES, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), até 2027 o estado deverá receber em torno de R$ 55,7 bilhões em novos investimentos nas áreas de infraestrutura, logística, energia e mineração, o que trará novas oportunidades para toda a cadeia de fornecimento.

O gestor executivo da REDES/FIEPA, Marcel Souza, ressalta que esses investimentos, se somados aos projetos já em operação no Estado, representarão em torno de R$ 70 bilhões em oportunidades de compras locais.

“Hoje, as 14 grandes indústrias, mantenedoras da REDES/FIEPA, compram em média no Pará R$ 15 bilhões por ano. Então, a chegada desses novos projetos terá um impacto muito positivo para a economia do Estado, e a mineração será uma grande protagonista neste cenário. A Belo Sun, por exemplo, na região do Xingu, tem um projeto avaliado em mais de R$ 1 bilhão, um investimento que reforça o Pará no ranking mineral do país”, explica.

Outros investimentos para a área são os projetos da Horizonte Minerals, que estão em fase de implantação em Conceição do Araguaia, ultrapassando R$ 3 bilhões, e em Canaã dos Carajás, onde passa por etapa de estudo e viabilidade. Em Itaituba, sudoeste paraense, o projeto ‘Tocantizinho’ da Brazauro Recursos e Minerais está em implantação.

Um dos setores que se beneficia com a chegada desses investimentos é o da construção, em que de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Pará (Sinduscon Pará), Alex Dias Carvalho, enxerga o cenário de forma positiva e acredita no potencial dos investimentos, mas pontua a necessidade de políticas públicas que cooperem para um ambiente de negócios harmônico e convergente. “Enxergamos esse momento como promissor para o setor industrial. Entretanto, para que possamos comemorar conquistas com expressiva relevância, é fundamental compreender que o nosso estado precisa ampliar as políticas públicas, a fim de reduzir o tempo desperdiçado com burocracia e modernizar os instrumentos legais para que a implantação desses novos negócios seja mais rápida e eficiente”, frisa o presidente.

Para o presidente do Sistema FIEPA, José Conrado Santos, medidas estruturantes e de apoio ainda são necessárias para que haja um cenário de pleno desenvolvimento das indústrias no Pará. “O nosso setor produtivo enfrenta cotidianamente diversos desafios que comprometem o seu desenvolvimento, e podemos citar alguns, como a falta de investimentos em infraestrutura, o confuso e burocrático sistema tributário brasileiro, a demora na concessão de licenciamentos ambientais, a competição com produtos de fora e a dificuldade de acesso a crédito para novos investimentos”, elenca José Conrado Santos.

Segundo ele, a indústria é responsável por 34,3% do PIB do Estado e gera cerca de 180 mil postos de trabalhos diretos, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. “Existem projetos previstos que poderiam resolver grandes problemas de municípios no Pará, mas que estão há mais de 10 anos aguardando o início da operação. Muitos deles já têm até a licença prévia e não conseguem iniciar, então precisamos dar atenção a esses casos, porque eles também se refletem nos pequenos e médios empresários que poderiam estar fornecendo para esses grandes projetos”, avalia o presidente da FIEPA.

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