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Alex Carvalho – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Mercosul e União Europeia firmam acordo e ampliam oportunidades para as indústrias do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/01/23/mercosul-e-uniao-europeia-firmam-acordo-e-ampliam-oportunidades-para-as-industrias-do-para/ Fri, 23 Jan 2026 14:53:23 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14420

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia avança como um dos mais relevantes movimentos recentes do comércio internacional. O tratado prevê a redução gradual de tarifas, a harmonização de regras e a facilitação do acesso de produtos dos dois blocos aos seus respectivos mercados, criando novas condições para exportações, investimentos e integração produtiva.

Para o Pará, que possui um perfil fortemente exportador, o acordo tende a produzir impactos significativos a médio e longo prazo. Em 2025, o Estado exportou cerca de US$ 4 bilhões para a União Europeia, crescimento de 10,84% em relação ao ano anterior, o que o coloca na quarta posição entre os estados brasileiros exportadores para o bloco, com 8,04% de participação nacional.

Conforme avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, a redução tarifária amplia a competitividade dos produtos paraenses no mercado europeu, especialmente nos segmentos de mineração, agronegócio e agroindústria, além de abrir espaço para bens com maior valor agregado. Minérios, soja e ferro-níquel estão entre os itens com maior potencial de ganho, mas a expectativa é que a pauta se torne mais diversificada ao longo do tempo.

Ao mesmo tempo em que cria oportunidades, o acordo também traz desafios. A entrada de manufaturados europeus com menos impostos pode pressionar setores industriais menos competitivos no mercado interno. No entanto, Carvalho afirma que esse risco é mitigado pelo perfil atual da indústria paraense, ainda pouco exposta à concorrência direta com bens finais produzidos na Europa. Mais do que ameaça, o tratado pode funcionar como um indutor de modernização, desde que acompanhado por políticas de inovação, financiamento e qualificação produtiva.

“Um dos exemplos mais simbólicos desse novo cenário está na cadeia do cacau e do chocolate. O Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e vem consolidando uma indústria local de chocolates finos. Com o acordo, produtos europeus tendem a chegar mais baratos ao mercado brasileiro, aumentando a competição. Por outro lado, abre-se a possibilidade de o chocolate paraense, com identidade amazônica, rastreabilidade e apelo socioambiental, acessar o mercado europeu com menos barreiras, especialmente em nichos premium”, destaca o presidente da FIEPA.

Outro ponto estratégico é a redução de tarifas para bens de capital, como máquinas e equipamentos. Em 2025, o Pará importou da União Europeia insumos industriais, produtos químicos e itens essenciais à mineração e à indústria de transformação. Com a queda de custos para aquisição de tecnologia europeia, a expectativa é de ganhos em eficiência, redução de custos de produção, modernização de processos e até melhorias ambientais em setores como mineração, metalurgia, alimentos, móveis e bioindústria.

“Além do minério, outros produtos da pauta paraense podem ganhar competitividade com a abertura do mercado europeu. Carne certificada; soja, que cresceu 28% nas exportações para a UE entre 2024 e 2025; e açaí podem se destacar entre os segmentos com maior potencial de expansão”, explica Carvalho.

Alex Carvalho reforça que o acordo Mercosul–União Europeia cria uma janela estratégica para que o Pará avance não apenas em volume exportado, mas principalmente em qualidade, valor agregado e inserção em cadeias globais de valor – desde que acompanhado de investimentos em setores primordiais, como a infraestrutura e logística.

O aproveitamento pleno deste cenário, porém, depende de articulação entre setor produtivo, poder público e instituições de apoio, para que a indústria paraense esteja preparada para competir, inovar e ocupar novos espaços no mercado internacional. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo 718 milhões de consumidores e movimentando cerca de US$ 22 trilhões em trocas comerciais.

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Setor industrial brasileiro lança ação empresarial pelo desenvolvimento sustentável  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/setor-industrial-brasileiro-lanca-acao-empresarial-pelo-desenvolvimento-sustentavel/ Mon, 24 Mar 2025 12:53:33 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14068

Uma nova agenda climática para a indústria e que esteja comprometida com a transição para uma economia de baixo carbono. É o que propõe a Sustainable Business COP30 (SB COP) lançada, no dia 10/03, em Brasília. Promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a iniciativa quer construir um grupo de representatividade internacional nos moldes do que já existe no âmbito do G20 e do Brics. Com isso, a ideia é garantir um papel estruturado e influente do setor privado nas negociações climáticas globais, além de levar recomendações do setor à Conferência pelo Clima das Nações Unidas, a COP 30, que será realizada em novembro, em Belém.

O lançamento da Sustainable Business ocorre em consonância com o chamado do presidente da COP 30, o embaixador André Corrêa do Lago, por um mutirão urgente contra as mudanças climáticas. Divulgada nesta segunda-feira, 10, a primeira carta do presidente da conferência destaca a necessidade de cooperação internacional para acelerar a adaptação climática, além de soluções urgentes que façam deste momento uma virada de chave em todos os setores. Corrêa do Lago também participou do lançamento da SB COP nesta segunda-feira, e destacou a importância do setor produtivo para este mutirão. “O setor privado, além de ser o retrato de um país, é no fundo, quem vai executar a maior parte das decisões que aqueles governos estão tomando. Nós precisamos do setor privado na Cop 30 mais do que em outras Cops. Será também uma oportunidade do Brasil mostrar seu setor produtivo para o mundo. Nós temos muitos casos e exemplos de sucesso”, afirmou o presidente.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e da Jornada COP +, Alex Carvalho, integra a equipe de engajamento da iniciativa, que pretende mobilizar lideranças de empresas, associações, sindicatos, federações e confederações, nacionais e internacionais em prol do desenvolvimento sustentável. “Com a SB COP, além de mobilizar empresas e investidores para ações climáticas concretas, também iremos estabelecer uma ferramenta permanente de engajamento empresarial que esteja comprometida com a criação de um futuro sustentável no setor”, destacou Alex.

A SB COP terá seis eixos com grupos temáticos: transição energética, economia circular e materiais, bioeconomia, transição justa, financiamento climático e segurança alimentar. Estes eixos estão inseridos em três metas: elaborar recomendações aos líderes governamentais para as negociações da COP30; formalizar compromissos do setor privado para reduzir as emissões de gases do efeito-estufa; e desenvolver iniciativas voltadas à ação para avançar em uma agenda climática positiva.

A Confederação Nacional das Indústrias participa há mais de uma década das Conferências do Clima. A iniciativa de criar um grupo empresarial para liderar o setor privado ganhou força após a participação na COP29, sediada em Baku, no Azerbaijão. A inspiração para a SB COP veio do B20, fórum de representação do setor privado dos países que compõem o G20, presidido pelo Brasil em 2024. Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a criação deste espaço é necessária, pois o enfrentamento das mudanças climáticas só terá efeito com a participação do setor produtivo. “O setor privado é um catalisador e o nosso objetivo é de complementaridade, somando e garantindo entregas. A nossa entrega é a percepção de um Brasil diferente do que existe e a certeza de que o setor empresarial brasileiro tem excelentes cases, excelentes projetos”, destacou Alban.

O lançamento também contou com a presença virtual do governador do Pará, Helder Barbalho, que destacou a importância do protagonismo do setor produtivo do Pará para a adaptação climática. “O olhar transversal se faz necessário para que nós possamos fazer com que essa COP em Belém, na Amazônia e no Brasil possa deixar legados ambientais e um novo paradigma para as relações multissetoriais, para que nós possamos apresentar cases de sucesso de um estado que fez a escolha da transição para um modelo que preserve a floresta e isso só é possível a partir do envolvimento da iniciativa privada. Preservar produzindo e produzir preservando deve ser o conceito para balizar todos nós nessa jornada”, enfatizou o governador.

A conclusão dos trabalhos da SB COP resultará em uma agenda de recomendações que será apresentada pelo setor produtivo à Presidência da COP e ao governo, com a perspectiva de garantir o compromisso do setor privado com as metas para redução das emissões de gases do efeito estufa. Segundo o presidente da Fiepa, a proposta é que a Sustainable Business não se limite à COP 30. “Será um espaço oficial para participação empresarial que começa nesta COP, mas que irá se estender para as edições futuras. Construiremos parcerias estratégicas e que realmente tenham impacto na discussão mundial sobre o clima”, conclui Alex Carvalho.

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Parceria entre FIEPA e Sedeme impulsiona desenvolvimento industrial no Pará  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/parceria-entre-fiepa-e-sedeme-impulsiona-desenvolvimento-industrial-no-para/ Mon, 23 Dec 2024 11:45:27 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13984

A parceria entre a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) consolidou avanços para a atração de investimentos e o fortalecimento do setor industrial paraense ao longo de 2024. A colaboração promoveu ações estratégicas como a promoção da cultura exportadora, a aprovação de projetos de incentivos fiscais, e o fortalecimento de setores-chave para a economia do Estado.

Entre as iniciativas conjuntas se destacaram o lançamento da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) no Pará, que contou com o apoio do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, e a colaboração em eventos voltados para a promoção das exportações e encontros de negócios com países estratégicos que reforçaram o posicionamento do Estado no mercado internacional. Outro marco importante foi a retomada das atividades do programa “Na Fábrica”, promovido pela FIEPA em parceria com a Sedeme. O programa realiza visitas às indústrias paraenses com o objetivo de estreitar o diálogo entre empresários, investidores, governo e demais atores da cadeia produtiva.

Mais recentemente, a Comissão de Política de Incentivos, presidida pelo titular da Sedeme, Paulo Bengtson, aprovou oito novos projetos para concessão de fomento nas modalidades de modernização, ampliação e diversificação, além de outros dois projetos nas modalidades renovação e revisão. A Comissão é composta por representantes de órgãos e secretarias de Estado, como a de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), da Fazenda (Sefa) e de Planejamento e Administração (Seplad), e ainda da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Para o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, a parceria com o Governo do Estado tem sido essencial para o crescimento sustentável da indústria paraense. “A FIEPA, como interlocutora da indústria no Pará, busca sempre fortalecer o diálogo com todos os atores que contribuem para o desenvolvimento da nossa região. Nesse sentido, a atuação proativa do secretário Paulo Bengtson e do secretário adjunto Carlos Ledo, à frente da Sedeme, tem sido fundamental na elaboração de ações conjuntas que garantem incentivos fiscais, fomentam a instalação de novas indústrias, ampliam a base exportadora e posicionam o Pará como referência em crescimento industrial sustentável na região Norte”, afirmou Carvalho.

O titular da Sedeme, Paulo Bengtson, destaca que a missão da pasta é desenvolver e implementar políticas de desenvolvimento econômico, mineração e energia no Estado do Pará de forma sustentável. “Isso envolve a definição de estratégias e a formação de parcerias com outras instituições, como a FIEPA, que ao longo de 2024 atuou em parceria com a Sedeme, implementando ações estratégicas para a atração de novos investimentos, a criação de um ambiente de negócios seguro, a instalação de novas indústrias com foco no desenvolvimento econômico sustentável e no fortalecimento do setor industrial no Estado do Pará”, ressaltou Bengtson.

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“Vitrine da Indústria na Amazônia” destaca a produção de negócios do setor industrial do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/vitrine-da-industria-na-amazonia-destaca-a-producao-de-negocios-do-setor-industrial-do-para/ Tue, 15 Oct 2024 19:41:59 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13860

Para destacar o melhor da produção industrial regional, conectando inovação, sustentabilidade e desenvolvimento, o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA) inaugurou, no dia 12/09, a “Vitrine da Indústria na Amazônia”, espaço de exposição localizado na sede da entidade, em Belém. Nesta primeira edição, ficarão expostos produtos do setor de cosméticos e fitoterápicos paraenses, de empresas que compõem o projeto Amazônia na Pele, mantido pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos, Petroquímicos, Farmacêuticos e de Perfumaria (Sinquifarma).

A exposição reúne um mix de produtos, como sabonetes, xampus, hidratantes, óleos corporais, óleos naturais, fitoterápicos, esfoliantes e cremes, fabricados a partir de diversas matérias primas da floresta. “É um espaço para que a sociedade possa conhecer o que nós temos produzido aqui no Estado. Com o apoio da FIEPA, nós conseguimos consolidar esse grupo de 15 empresas sindicalizadas, dentro do projeto Amazônia na Pele. É muito bom poder apresentar o potencial dessas empresas da Amazônia, com insumos daqui, gerando renda e verticalizando a produção. Aqui tem empresa com mais de 100 anos, assim como tem outras novas indústrias, startups, com ideias e experiências inovadoras”, explica Fatima Chamma, diretora da FIEPA e vice-presidente do Sinquifarma.

O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, afirma que o espaço faz parte das diversas iniciativas da entidade, preparatórias para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), e deve permanecer após o evento global, como forma de divulgação e valorização do trabalho executado pelo Sistema Indústria, pelos sindicatos e pelas empresas dos diversos segmentos industriais. “Este espaço nasce verdadeiramente como uma vitrine daquilo que nós temos de melhor da indústria no território amazônico, no território do nosso estado, com as nossas potencialidades, com preservação e sustentabilidade ambiental, inclusão social e desenvolvimento de uma cadeia de valor que internalize riquezas e traga, não só a geração de empregos, mas a qualificação desses empregos e a verticalização dessa produção”, afirmou o presidente da Federação.

“Esse projeto é fundamental porque a gente tem que mostrar o que a gente tem de bom, porque como eu falo, as pessoas todas querem usufruir da Amazônia, mas não devolvem. A gente devolve, a gente beneficia, a gente gera a mão de obra, e os nossos produtos são 100% Amazônia. A gente une forças para levar a experiência verdadeiramente amazônica para o mundo”, comemorou a empresária Tatiana Sinimbú, da empresa Jambú Sinimbú, expositora que participa do projeto.

O presidente do Sinquifarma, Nilson Azevedo, reforçou a importância de um trabalho conjunto entre as instituições e as empresas. “Nós temos um mercado excelente que tem feito várias incursões para outros países, mas ainda temos muitos desafios aqui na região, com altos custos para as empresas que querem empreender, vender seus produtos, então acredito que a saída é sempre nos unirmos para buscar soluções para vencer os desafios e fortalecer as nossas indústrias”, afirmou Azevedo.

De acordo com dados do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, no primeiro semestre de 2024, o Pará exportou US$ 1.265.577 milhões e 676,64 toneladas de produtos higiene pessoal, cosméticos e perfumaria. Os principais produtos foram sabões, óleos, bálsamos naturais e papel higiênico, que tiveram como principais destinos países como o Paraguai, Venezuela, Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Reino Unido, México, França, China e Países Baixos (Holanda), respectivamente.

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Rumo à COP30: FIEPA defende desenvolvimento sustentável e inclusão social em reunião da “Pré-COP29″ https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/rumo-a-cop30-fiepa-defende-desenvolvimento-sustentavel-e-inclusao-social-em-reuniao-da-pre-cop29/ Tue, 15 Oct 2024 19:38:31 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13853 Evento ocorreu em São Paulo para tratar dos preparativos do Brasil para a Conferência do Clima, em Baku, em novembro

Como porta-voz do setor produtivo industrial paraense, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) participou ativamente do encontro “Pré-COP29: O Papel da Indústria na Agenda de Clima”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo (SP), no dia 03/10. O evento reuniu empresários, governo e especialistas para discutir o papel da indústria na agenda do clima e antecipar as propostas que o Brasil levará para a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontecerá em novembro, em Baku, no Azerbaijão. No encontro, também foram realizadas sessões especiais para discutir os preparativos para a COP30, que será em Belém (PA), em 2025.

Na abertura do evento, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a contribuição da FIEPA para o sucesso da COP30. “Peço permissão para cumprimentar aos nossos queridos amigos da federação dos estados, aqui representando a todos eles o Alex Carvalho. Como todos sabem a COP30 será no Pará e Alex será um grande corresponsável pela nossa busca de fazer da COP30 no Brasil algo especial”, afirmou.

Para Alban, a COP29 de Baku, será um preparatório do Brasil para a COP30 em Belém. “Nessa COP29 precisamos encontrar as convergências para que a gente possa fazer da COP30 no Brasil um marco bastante significativo, já que o Brasil é um grande ator, mas não só porque nós queremos, mas porque é inerente ao Brasil. Não queremos ser apenas o pulmão do mundo, queremos estar juntos construindo com corresponsabilidade, com coparticipações e com cofinanciamento, e eu tenho certeza de que esse público que está aqui, é um público também formador de opinião e que pode ajudar a construir essas pontes para que encontremos as convergências mais imediatas”, pontuou o presidente da CNI.

A convite de Ricardo Alban, Alex Carvalho apresentou o painel “Jornada COP+: estratégias e preparativos para além da COP30”. “A Jornada COP+ é um projeto de grande propósito, que se traduz em diversas ações voltadas para a construção coletiva de uma nova agenda econômica, social e ambiental para a indústria brasileira. O objetivo é posicionar o país de forma independente, priorizando o desenvolvimento do seu povo e a preservação da sua biodiversidade. Essa mobilização coletiva busca fazer da indústria o principal vetor dessa transformação, assegurando que o Brasil não se torne refém de interesses alheios ao seu progresso sustentável”, explicou Carvalho.

Em sua apresentação, ressaltou que a COP30 trará oportunidades para repensar o modelo econômico, com vantagens como o crescimento sustentável e a inclusão social. “A COP30 será uma grande oportunidade para repensarmos o modelo de desenvolvimento da Amazônia e do Brasil, garantindo que seja mais justo e inclusivo. A Amazônia, que cobre mais de 58% do território brasileiro e abriga cerca de 30 milhões de pessoas, com 20% da água doce do planeta, ainda contribui com apenas 6% do PIB nacional. Esse cenário é paradoxal e exige uma transformação. Precisamos de um desenvolvimento sustentável que mantenha a floresta viva, combata a miséria e inclua a população local no processo econômico. A Jornada COP+ reflete esse compromisso, buscando soluções regionais com impactos globais”, afirmou Carvalho.

Carvalho reforçou o papel do setor industrial para a redução da desigualdade social. “Precisamos enfrentar a desigualdade social, considerando que, dos 10 municípios com os piores índices de desenvolvimento, quatro estão no Pará, que também concentra 15 dos municípios com os piores índices de emprego e renda da Região Norte. A indústria tem um papel central nesse processo, seja na geração de empregos ou na capacidade de promover inovação e desenvolvimento tecnológico, e, nesse contexto, as instituições de pesquisa da Amazônia devem estar integradas para alcançar soluções efetivas”, afirmou Carvalho.

Por fim, destacou a importância de uma ação integrada, colaborativa e contínua entre setores público e privado para defender a legalidade, valorizar a biodiversidade e promover o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia. “Precisamos agir com urgência para frear as queimadas que afetam a Amazônia e o mundo, combatendo com rigor as atividades ilegais e rejeitando qualquer associação direta ao desmatamento. A indústria paraense e da Amazônia defende estratégias firmes, com fiscalização rigorosa, ação policial e judicial no enfrentamento desse problema”, concluiu Alex Carvalho.

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República Tcheca busca parcerias com o setor industrial do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/republica-tcheca-busca-parcerias-com-o-setor-industrial-do-para/ Tue, 15 Oct 2024 19:28:35 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13836

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 12/09, uma comitiva da República Tcheca representada pela embaixadora Pavla Havrlíková, acompanhada pelo cônsul Honorário Ernane Malato. O objetivo foi prospectar oportunidades de parceria para o fomento de negócios e colaborações bilaterais

Na reunião, a embaixadora destacou o perfil econômico da República Tcheca na indústria de tecnologia agrícola, da saúde e em sistemas de defesas, e reforçou o interesse de parceria comercial com o Pará em setores como mineração e agronegócio. “Já nessa primeira reunião identificamos alguns dos setores que achamos extremamente importantes, com a mineração e o setor agrícola. O objetivo hoje, foi estabelecer esse contato entre o nosso país e o setor industrial do estado do Pará e espero que seja o início de uma colaboração comercial e econômica mais estreita entre as entidades industriais e entre as empresas dos dois lados”, afirmou Pavla Havrlíková.

Segundo dados do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, no primeiro semestre de 2023, a República Tcheca importou do Pará um total de US$ 76.304 mil, com destaque para a madeira. O presidente da Federação, Alex Carvalho, ressalta que o Estado pode expandir suas parcerias com o país europeu, explorando outros setores industriais, além da madeira. “Atualmente, o Brasil e o Estado do Pará exportam predominantemente madeira para a República Tcheca, sendo que o nosso Estado possui um potencial imenso em áreas como mineração, agropecuária, bioeconomia e diversos segmentos industriais que representam mais de 46% da indústria da Amazônia. Então, fortalecer parcerias nessas áreas pode gerar negócios, movimentar a economia, e promover mais empregos e desenvolvimento para a região”, destacou Alex Carvalho, presidente da FIEPA.

Também participaram da reunião o vice-presidente executivo da FIEPA, Clóvis Carneiro; a coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, Cassandra Lobato; o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas; Sérgio Torres, da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (Aimex); e o empresário Patrick Samanda, da empresa Trasam, que exporta madeira para a República Tcheca, na ocasião representando o presidente do Sindicato da Indústria de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeiras de Belém, Ananindeua e Marituba (Sindimad), Leônidas Souza.

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Produção industrial cresce no Pará, no mês de agosto https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/10/producao-industrial-cresce-no-para-no-mes-de-agosto/ Thu, 10 Oct 2024 18:53:00 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13786

Indústria extrativa e de produtos de madeira impulsionaram o resultado

Em agosto, o Pará registrou o segundo melhor desempenho na produção industrial do país, com um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2023, superando a média nacional de 2,2%. O estado ficou atrás apenas do Ceará, que alcançou 17,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, o estado também registrou avanço, com um índice positivo de 6,9%. Os dados são do Observatório da Indústria do Pará, da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), obtidos junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Felipe Freitas, gerente do Observatório, analisa que o crescimento da produção industrial no Estado foi impulsionado pela indústria extrativa que apresentou variação positiva de 18,8% e pelo setor de fabricação de produtos de madeira, que também avançou 14,8% no período. Segundo ele, outros setores também influenciaram o bom desempenho da indústria paraense. “Olhando para os resultados acumulados de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período de 2023, os destaques já são dos setores de metalurgia e de fabricação de produtos alimentícios, que apresentaram, respectivamente, variações positivas de 17% e 8,8%. É importante pontuar que o crescimento da produção industrial, usualmente, vem acompanhado do aumento da empregabilidade. Como exemplos desse padrão de tendência temos a indústria extrativa e de fabricação de alimentos, que nos últimos sete meses geraram 1.041 e 1.210 novos empregos, respectivamente, no nosso Estado”, analisou Freitas.

Os dados do Observatório também apontam que, no comparativo entre os meses de agosto e julho de 2024, a produção industrial do Pará apresentou uma queda de -3,5% o que, segundo Freitas, não impacta no desempenho geral do Estado. “Embora no comparativo mensal entre agosto e julho a produção industrial do Pará tenha ficado abaixo da média nacional, que foi de 0,1%, o desempenho acumulado ao longo de 2024 foi positivo, com um crescimento de 4,5%, ocupando a quarta colocação no ranking nacional”, explica.

“Apesar das dificuldades regionais, o Pará tem mostrado resiliência e mantido uma posição de destaque no cenário nacional, com avanços que superam a média do país. São índices que refletem um cenário de recuperação da nossa indústria, assim como a importância estratégica do setor para o fortalecimento da economia local, gerando oportunidades e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico, principalmente, pelo seu grande potencial na geração de empregos”, afirma o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.

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Canadá quer fortalecer relação bilateral comercial com o Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/06/20/canada-quer-fortalecer-relacao-bilateral-comercial-com-o-para/ Thu, 20 Jun 2024 17:11:02 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13326

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 20/06 o Embaixador do Canadá, Emmanuel Kamarianakis, para discutir estratégias com o objetivo de estreitar as relações econômicas entre o Pará e o país da América do Norte. Durante a reunião foram tratados temas de interesse bilateral como bioeconomia, exportação, mineração, transição energética, inovação tecnológica e investimentos. O encontro ocorreu no Observatório da Indústria, na sede da Federação, em Belém, e contou com a presença de sindicatos da indústria e empresários.

Para Emmanuel Kamarianakis, o Brasil é um parceiro globalmente importante, e o Pará pode significar a ampliação dessa relação comercial. “O Brasil é um parceiro onde temos muitos anos de trabalho juntos e queremos fortalecer não só as relações com o Pará, mas diretamente com todo o Brasil. Essa é a minha terceira visita aqui em Belém e temos interesse de falar não só com o governo daqui, mas também com empresários, com a indústria e com a FIEPA para fortalecer um pouco mais essas relações bilaterais comerciais que temos com esse estado”, afirmou o embaixador do Canadá.

O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, falou sobre o perfil econômico do Estado e sobre as potencialidades regionais para o desenvolvimento de projetos e negócios em diversos segmentos, com destaque para a bioeconomia. “Nós temos aqui cada vez mais um trabalho de fortalecimento dessa pluralidade, pois a gente tem muito a aprender com o Canadá, que é um país extremamente desenvolvido, exemplo de educação, exemplo de qualidade de vida, exemplo de uma série de atributos que levam ao desenvolvimento sustentável. E nós queremos fazer com que aqui dentro do nosso território nós também sejamos capazes de fazer uso dos nossos recursos naturais com a responsabilidade que nós sabemos que precisamos ter e o compromisso de fazer com que a internalização dessas receitas seja percebida pela população”, afirmou o presidente da Federação.

Segundo dados apresentados pelo Centro Internacional de Negócios da FIEPA, em 2023 o Pará exportou para o Canadá US$ 642 milhões em produtos da cadeia mineral, entre os quais alumina e bauxita, o que coloca o Estado como o quinto do país que mais exporta para o Canadá, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Bahia. Outros produtos que também aparecem na pauta de exportações do estado para o Canadá são as carnes desossadas e congeladas de bovino e madeira. Com relação à importação, os produtos que o Estado mais compra do Canadá são cloretos de potássio, reboques e semirreboques, máquinas de sondagem rotativas autopropulsadas.

Segundo o embaixador, a ideia é ampliar o diálogo com o país para estabelecer um relacionamento em outras áreas de negócios. “Estamos falando com parceiros aqui no Brasil sobre temas como transição energética, mineração estratégica, agronegócio, infraestrutura. E hoje aqui falamos do setor de agronegócio, de carne, de diferentes produtos que queremos melhorar a importação e exportação, mas também investimento e colaboração em geral”.

COP 30 – Um dos assuntos em pauta durante o encontro foi a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em 2025, em Belém. O presidente da FIEPA apresentou a Jornada COP+, que prevê ações da entidade para qualificar o debate durante o evento e perenizar seus resultados. “Queremos buscar através disso parcerias de sucesso que venham trazer essa robustez e a perenização de uma atividade industrial responsável, inclusiva, que promova cada vez mais inovação, crescimento sustentável e que possa abrir portas para outros mercados. E entendemos que seria importante a participação efetiva da indústria, da academia, do governo, de organizações não governamentais, do terceiro setor e de organismos internacionais, como os do Canadá, com os quais temos a intenção de estabelecer uma maior proximidade para que essa jornada possa ser realmente profícua e producente”, explicou Carvalho.

Sobre o tema, o embaixador afirmou que o Canadá tem buscado estabelecer parcerias para participar ativamente do evento. “Estamos muito contentes de haver uma COP aqui em um país como o Brasil e vamos estar aqui com uma presença muito forte de canadenses, da parte do governo canadense, mas também da sociedade civil, povos indígenas, ONG, então queremos muito fortalecer essa colaboração no setor de mudanças climáticas, biodiversidade e outras coisas também”, comentou Kamarianakis.

Canadá e Brasil – Segundo informações da embaixada canadense, o Brasil é o terceiro maior parceiro comercial do Canadá nas Américas, depois dos EUA e do México. O comércio de mercadorias entre Canadá e Brasil totalizou US$ 133 bilhões em 2023, um aumento de quase 6% em relação ao ano anterior. As principais exportações canadenses de mercadorias para o Brasil incluem fertilizantes (621%), máquinas e partes (114%), combustíveis minerais, óleos, ceras e substâncias betuminosas (41%) e máquinas e peças elétricas e eletrônicas (20%).

As principais importações de mercadorias do Canadá no Brasil incluem pedras e metais preciosos (242%), produtos químicos inorgânicos (190%), peças de aeronaves e naves espaciais (109%), açúcar e produtos de açúcar (95%) e máquinas (59%). O comércio bilateral de serviços em 2023 foi de quase US$ 17 bilhões, com exportações de serviços de US$ 11 bilhões e importações de serviços de US$ 575 milhões.

O investimento direto canadense no Brasil ficou em US$ 253 bilhões em 2023, um aumento de 201% em relação a 2022. O estoque de investimento estrangeiro direto do Brasil no Canadá, por país investidor final, foi de US$ 206 bilhões em 2023, tornando-se o 2º maior investidor do Canadá no hemisfério ocidental (depois dos EUA) e o 8º globalmente.

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BNDES amplia apoio à inovação para as regiões Norte e Nordeste. https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/06/18/bndes-amplia-apoio-a-inovacao-para-as-regioes-norte-e-nordeste/ Tue, 18 Jun 2024 17:05:56 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13320

Em carta endereçada ao presidente da FIEPA, Alex Carvalho, o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Luís Gordon, anunciou que o banco vai ampliar o seu apoio à inovação nas regiões Norte e Nordeste. Para isso, aprovou em maio deste ano a redução de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões no limite mínimo de financiamento em operações diretas no âmbito do Programa BNDES Mais Inovação, para empresas das duas regiões.

O Plano Mais Inovação, operado pelo BNDES, faz parte do Plano Mais Produção, braço de financiamento do Nova Indústria Brasil, que tem a inovação como um pilar fundamental da neoindustrialização brasileira. Desde que foi lançado, em setembro do ano passado, o Mais Inovação já aprovou financiamentos no valor de R$ 53 bilhões em 270 operações. Seu objetivo é apoiar a implantação de investimentos e projetos voltados para inovação e digitalização, operando financiamentos com custo financeiro pela Taxa Referencial (TR), conforme aprovado pela lei nº 14.592 de 30 de maio de 2023.

Os projetos aprovados contemplam diferentes segmentos da indústria, como projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e plantas pioneiras, alinhados às missões da Nova Política Industrial brasileira. Entre eles, estão iniciativas de empresas de diferentes setores de alta tecnologia, como semicondutores, telecomunicações, saúde, mobilidade, biocombustíveis, equipamentos e motores elétricos.

Mais informações no link: https://bit.ly/programa_bnds

Informações repassadas pelo BNDES.

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Resultado das exportações no Pará em 2023 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/01/30/resultado-das-exportacoes-no-para-em-2023/ Tue, 30 Jan 2024 18:50:40 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13185

Em 2023 o Estado do Pará exportou um valor acumulado de US$ 22.258.128.915 bilhões, fechando o período com uma variação positiva de 3,45% em relação ao ano anterior. Ao todo, foram exportadas 179 milhões de toneladas. Foi o maior exportador da Região Norte e segundo maior da Amazônia Legal. No ranking nacional, o Estado ficou na terceira colocação em saldo, com US$ 20.345.715.389 bilhões, atrás dos Estados de Mato Grosso e Minas Gerais, e manteve a sétima posição em valor exportado. Nas importações ficou na 17ª posição no país, com um valor de US$ 1.912.413.526 bilhões, 3.693.086 milhões de toneladas e queda de -30,19%. Os dados são do Ministério de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, analisados e divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (CIN/FIEPA).

De acordo com a coordenadora do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (CIN/FIEPA), com base nos resultados apresentados durante todo o ano, o consolidado de 2023 demonstrou uma recuperação da balança no período. “Foi um período difícil para o comércio exterior em função de diversos fatores, entre os quais o de que o mundo ainda sente alguns reflexos da pandemia, no qual os países se voltaram mais para o seu mercado interno, valorizando seus produtos nacionais. Além disso, tivemos a crise interna no setor imobiliário pela qual passou a China, que é o nosso principal hoje comprador Internacional; além do cenário de guerra que gera incertezas e impacta negativamente a relação comercial entre os países. Apesar desses problemas, o Estado conseguiu fechar o ano com um resultado positivo, ainda que com uma margem pequena, nos surpreendendo positivamente”, afirma Lobato.

Mineração – No período, o setor mineral manteve 84% de participação nas exportações paraenses. Os destaques foram para o minério de ferro, que exportou mais de US$ 12.9 bilhões, apresentando uma variação positiva de 1,45% e mais de 161 milhões de toneladas que tiveram como principal destino a China; e o cobre que exportou mais US$ 2.452 bilhões e teve um crescimento de 41,15%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, tendo como principal comprador a Alemanha.

Além da mineração, os outros produtos que fecharam em alta em 2023 foram a soja, que exportou US$ 1.657.078.513 bilhão, com 3.198.506 toneladas vendidas principalmente para a China, com um crescimento de 18,55% no período; o palmito, que apresentou uma variação positiva de 4,59%, com um volume de US$ 739.406 mil exportados principalmente para os Estados Unidos; e as sementes de gergelim, que apresentaram um crescimento de 355,28%, com um valor exportado de US$ 59.876.121 milhões, tendo como principal destino a Índia.

Para o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, apesar dos números positivos na exportação, os resultados poderiam ser potencializados com uma maior verticalização da produção e por meio de investimentos em infraestrutura, pesquisa, inovação e qualificação de mão de obra. “Entendemos que os resultados das exportações são positivos e trazem divisas importantes para o nosso Estado. Entretanto, do ponto de vista do setor industrial, não poderíamos deixar de lamentar o fato de que a economia paraense ainda é composta, quase que unicamente, pela venda de commodities, que são produtos de baixo valor agregado para o mercado internacional. São riquezas naturais do nosso Estado que poderiam estar sendo transformadas em bens de consumo com retornos altamente relevantes para a nossa economia. Como temos dito sempre, precisamos urgentemente avançar na melhoria da infraestrutura do nosso Estado, encampando outras políticas públicas, a começar pela regularização fundiária, que o tornem mais atrativo para a implantação de novas indústrias e que propiciem a verticalização da produção local, ampliando a oferta de produtos com melhor valor agregado e internalizando mais as nossas riquezas”, analisa Carvalho

“Verticalizar a produção é extremante importante e isso passa pela necessidade de termos uma indústria fortalecida, inovadora e em harmonia com o meio ambiente. Então, essa também é uma oportunidade para introduzirmos em nossos processos fabris conceitos como o da bioeconomia, para que possamos aproveitar todo o potencial natural existente na região, de forma responsável e sustentável, e levar aos territórios mais desenvolvimento, por meio de emprego, renda ou de parcerias que propiciem os aportes necessários para áreas prioritárias como saneamento básico, saúde e educação na região avalia o presidente da FIEPA.

Principais destinos – Os principais destinos das exportações do Pará, de janeiro a dezembro de 2023, foram a Ásia, União Europeia, América do Norte e Oriente Médio, com um volume de negócios de mais de US$ 20 bilhões. Da Ásia, o país que mais comprou do Pará está a China, com US$ 11.186.158.808 bilhões; do bloco da União Europeia, a Alemanha apresentou um acumulado de US$ 683.867.135 milhões; da América do Norte, os Estados Unidos importaram US$ 794.682.482 milhões; e do Oriente Médio, Omã foi responsável por US$ 273.578.668 milhões.

No cenário nacional, impulsionadas pelo setor mineral, as cidades paraenses que mais exportaram foram Parauapebas, com US$ 6.750 bilhões, e Canaã dos Carajás, com US$ 6.400 bilhões, ficando atrás apenas das cidades do Rio de Janeiro (RJ), Duque de Caxias (RJ) e Paranaguá (PR). Além destas, também aparecem Barcarena (US$ 2.680 bilhões), Marabá (US$ 2.109 bilhões) e Paragominas (US$ 749 milhões). A capital Belém ficou em 12º lugar no ranking Brasil, com US$ 206.364.348 milhões, no seu valor total exportado no período de janeiro a dezembro de 2023.

No consolidado do ano, fecharam em baixa a madeira, com -39,39% e US$ 212.858.782 milhões exportados; os sucos de Frutas, com -1,14 % e US$ 73.287.463 milhões exportados; os peixes, com US$ 69.286.633 milhões exportados e queda de -11,49%. Outro produto que registou baixa foi a carne de bovinos, com -22,09% no período, e valor exportado de US$ 505.792.914 milhões.

Para Daniel Freire, vice-presidente executivo da FIEPA e presidente do Sindicato da Carne e Derivados do Estado do Pará (Sindicarne), o resultado acompanhou a queda do preço da arroba do boi, aliada às variações que a commodity carne costuma apresentar no mercado internacional. “Além disso, tivemos também o autoembargo da nossa carne à China quando deixamos de embarcar carne para lá no primeiro trimestre. Apesar da variação de preços dessa commodity, existem mercados mais atrativos do que outros, então para blindar o setor das grandes oscilações, precisamos acessar o maior número de países possíveis para a carne do estado, assinando protocolos sanitários de formas a liberar essa exportação, esse é o nosso foco e temos contado com o forte apoio do governo do estado já que a indústria paraense é umas das mais modernas do país, com os mais altos níveis de processo sanitário e seguindo os mais exigentes critérios socioambientais”, analisa Freire.

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