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alimentos e bebidas – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 15 Sep 2026 17:57:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.9 Estudo inédito do Observatório da FIEPA aponta caminhos para ampliar a competitividade da indústria paraense https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/09/15/estudo-inedito-do-observatorio-da-fiepa-aponta-caminhos-para-ampliar-a-competitividade-da-industria-paraense/ Tue, 15 Sep 2026 17:54:15 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15365

A cadeia produtiva de alimentos e bebidas responde por praticamente 20% do emprego industrial do Pará e apresenta potencial de expansão a partir da industrialização e da agregação de valor aos produtos regionais. Esse foi o ponto de partida do evento “Cadeias Produtivas – Alimentos e Bebidas”, realizado nesta segunda-feira (14) pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio do Observatório da Indústria, em parceria com o SENAI e a Rede de Observatórios do Sistema Indústria, em Belém. 

A iniciativa apresentou dados, diagnósticos e análises sobre o setor, com foco nas cadeias de açaí, cacau, mandioca, carne bovina e dendê. O mapeamento possibilitou identificar oportunidades de crescimento, desafios, tendências de mercado e possibilidades de inovação, contribuindo para a formulação de estratégias que ampliem a competitividade da indústria paraense e agreguem valor à produção. 

De acordo com dados do Observatório da Indústria da FIEPA, a divisão de fabricação de produtos alimentícios concentra 17,9% dos 253.791 vínculos industriais do estado, o equivalente a 45.350 empregos. O segmento lidera o ranking entre as 35 divisões industriais analisadas, enquanto bebidas ocupam a 14ª posição. Somadas, as duas atividades superam qualquer outro segmento industrial do Pará. 

O levantamento também aponta que a cadeia apresenta crescimento estável, diferentemente de outras divisões econômicas sujeitas a oscilações sazonais. Os maiores grupos, como carne, outros produtos alimentícios, óleos e gorduras e conservas de frutas e vegetais, concentram 79,3% do emprego do setor. A composição evidencia a conexão da indústria com a base agropecuária e extrativa do estado, incluindo pecuária, fruticultura, pescado e oleaginosas. 

Verticalização e pesquisa aplicada 

Para o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, o mapeamento representa uma oportunidade de identificar caminhos para a verticalização da produção paraense, com maior incorporação de processos industriais e conhecimento tecnológico. 

“Nós entendemos a importância de trazer essa oportunidade de verticalização. Nós identificamos o potencial do Pará na agregação de valor, trazendo o atributo da industrialização dos nossos produtos”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa também deve aproximar a pesquisa aplicada das cadeias produtivas que representam vocações econômicas do estado. 

A proposta envolve a articulação entre indústria, instituições de apoio, especialistas e demais atores do ecossistema produtivo. A intenção é ampliar o conhecimento sobre os diferentes elos das cadeias e apoiar decisões voltadas ao desenvolvimento industrial. 

O diretor regional do SENAI Pará e superintendente do SESI Pará, Dário Lemos, destacou a necessidade de ampliar o reconhecimento sobre o potencial produtivo da Amazônia. “Nós sabemos o potencial que tem no estado e na Amazônia em si. E isso nunca foi visto. Nunca foi observado, nem por nós e principalmente por quem não é da região. E nós estamos aqui dando a oportunidade para que todos os segmentos voltados a alimentos e bebidas sejam indutores do desenvolvimento de toda a região. São aqueles produtos que nós temos com muito mais visibilidade.” 

Cadeia estratégica para a economia paraense 

O gerente do Observatório da FIEPA, Felipe Freitas, apresentou os fatores que justificam a escolha do setor como ponto de partida do projeto de mapeamento das cadeias produtivas. Entre eles estão a relevância na geração de empregos, o crescimento acima da média, a capilaridade territorial e a inserção consolidada no mercado externo. 

“Primeiro, é o maior empregador da indústria. Segundo, o crescimento acima da média. É um setor perene, estável e que apresenta crescimento”, explicou. 

Freitas também ressaltou a presença de indústrias de diferentes portes nos 144 municípios paraenses, o que confere à cadeia ampla distribuição territorial. A demanda internacional por produtos regionais, por sua vez, reforça a importância estratégica do segmento para a economia do estado. 

O mapeamento inicial contempla cinco cadeias produtivas. A seleção reúne atividades associadas à produção e ao processamento de alimentos, incluindo o abate de carne bovina, identificado como o maior empregador entre os grupos analisados, além de produtos com relevância regional e potencial de processamento, como mandioca, dendê, cacau e açaí. 

A abordagem do projeto considera a cadeia produtiva de forma integrada, desde a obtenção da matéria-prima até a comercialização dos produtos. Segundo Claudio Rodrigues, coordenador estratégico do Instituto SENAI de Tecnologia – Alimentos e Bebidas, essa perspectiva permite compreender a realidade do setor para além da produção industrial. 

“Esse é um projeto que vai trazer não apenas o know-how, mas também uma visão diferente da realidade que a gente enfrenta na área de alimentos e bebidas. Ele parte da produção da matéria-prima, seja pelo extrativismo ou pela agricultura, até chegar à etapa final, que envolve a comercialização.” 

Com o mapeamento, a FIEPA e as instituições parceiras buscam reunir informações capazes de orientar ações de desenvolvimento, inovação e fortalecimento da indústria de alimentos e bebidas no Pará, considerando as características produtivas do estado e as oportunidades de agregação de valor aos produtos regionais. 

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FIEPA CIN é destaque na colaboração CNI-ApexBrasil em 2024  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/fiepa-cin-e-destaque-na-colaboracao-cni-apexbrasil-em-2024/ Mon, 23 Dec 2024 11:39:34 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13975
Centro Internacional de Negócios apoiou e promoveu ações que reforçaram a presença das indústrias do Estado em mercados globais

Em 2024, o Centro Internacional de Negócios da FIEPA consolidou sua atuação como o maior colaborador no convênio entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a ApexBrasil, promovendo iniciativas que fortaleceram a presença do Pará no cenário global. Entre as principais ações estiveram a rodada internacional de negócios Amazon Trade e a participação de indústrias paraenses em feiras de relevância mundial, como a SIAL Paris e o Salon du Chocolat, ambos na França, além do Chocolat Festival, em Portugal.

Direcionada ao setor de alimentos e bebidas derivados da bioeconomia amazônica e brasileira, a Amazon Trade foi organizada e realizada pela FIEPA CIN, entre os dias 08 e 10 de outubro. Em formato híbrido, contou com encontros presenciais em Belém e reuniões online por meio de uma plataforma fornecida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento conectou mais de 60 empresas locais e nacionais a 11 compradores internacionais interessados em produtos do bioma amazônico. Os compradores internacionais também participaram de visitas técnicas em indústrias da bioeconomia paraense.

“O apoio às empresas, especialmente as pequenas e médias, é essencial para fortalecer a bioeconomia e promover a verticalização da produção no Pará. Essas ações não apenas ampliam o alcance dos nossos produtos, mas também diversificam as exportações e agregam valor à produção local, contribuindo diretamente para o desenvolvimento socioeconômico do estado e reforçando o protagonismo do Pará no mercado internacional”, afirma Cassandra Lobato, coordenadora executiva da FIEPA CIN.

A atuação da FIEPA CIN também incluiu a preparação de indústrias paraenses para missões internacionais promovidas pela CNI e ApexBrasil. Na SIAL Paris, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, que ocorreu entre os dias 19 e 23 de outubro, os empresários tiveram suporte em reuniões de negócios e visitas técnicas, ampliando o acesso a mercados como Europa, Oriente Médio e América do Norte.

Também em Paris, a FIEPA CIN esteve ao lado das indústrias do Pará durante a missão comercial à 29ª edição do Salon du Chocolat 2024, que aconteceu de 30 de outubro a 3 de novembro. O evento é referência mundial em culinária e pâtisserie, reunindo um público especializado do setor, além de empresas globais para a troca de experiências e networking.

Na missão comercial ORIGEM BRASIL, a FIEPA CIN forneceu suporte à 29 empresas paraenses durante Chocolat Festival Portugal, na cidade do Porto, em Portugal. A feira reúne diversos setores empresariais, entre os quais alimentos e bebidas, moda e acessórios, artigos de decoração, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Durante o evento, os empresários visitam o showroom de produtos, e participaram de encontros de negócios com potenciais compradores, importadores e distribuidores convidados dos mercados de Portugal, Espanha, Reino Unido e Holanda; além de workshops, visitas e encontros técnicos com especialistas no mercado.

“O trabalho conjunto com a FIEPA, por meio do Centro Internacional de Negócios, é fundamental para conectarmos as empresas paraenses aos mercados internacionais. Através de eventos como a Amazon Trade, conseguimos aumentar a competitividade dos produtos da bioeconomia amazônica e fomentar novas oportunidades de negócios. Essas iniciativas são cruciais para o fortalecimento das exportações brasileiras, ampliando a presença de nossos produtos em mercados estratégicos”, destaca Essio Lanfredi, gestor do Escritório Norte da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

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Amazon Trade gera oportunidades para indústrias da bioeconomia no mercado global https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/amazon-trade-gera-oportunidades-para-industrias-da-bioeconomia-no-mercado-global/ Tue, 15 Oct 2024 19:13:15 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13813

Rodadas de negócios conectaram empresários do setor de alimentos e bebidas dos biomas brasileiros a 11 compradores internacionais

Entre os dias 08 e 10 de outubro, mais de 60 empresas participaram da Amazon Trade, rodada internacional de negócios do setor de alimentos e bebidas (A&B) derivados da bioeconomia amazônica e brasileira. Realizada de forma híbrida, a rodada contou com encontros online nos dois primeiros dias, encerrando nesta quinta-feira (10), com reuniões presenciais dentro da programação da Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém. A iniciativa conectou os empresários brasileiros a 11 compradores internacionais interessados em fazer negócios com indústrias do setor.

Com uma expectativa inicial de gerar US$ 15 milhões (dólares) em negócios, além das rodadas, os compradores internacionais também participaram de visitas técnicas em indústrias da bioeconomia paraense. No dia 11, uma comitiva foi até a fábrica da Bellamazon, em Marituba, onde conheceram o plantio e os produtos feitos a partir do açaí amazônico. No sábado, 12, visitaram a fábrica da cachaçaria Meu Garoto, que utiliza insumos da floresta como o jambú, na produção de suas bebidas.

O evento foi promovido pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA CIN), pela Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Contou com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e colaboração de 16 Federações de Indústrias do país.

Segundo Cassandra Lobato, coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, o evento teve como objetivo aumentar a visibilidade dos produtos com identidade geográfica dos biomas brasileiros, fomentar negócios, e preparar empresários para as oportunidades em eventos globais, como a COP30, que será realizada em Belém, em 2025. “O evento teve a participação maciça das nossas indústrias e de compradores internacionais qualificados com grande potencial de negócios para o setor de alimentos e bebidas da bioeconomia amazônica e brasileira. É uma iniciativa que visa, além de expandir a presença dos produtos regionais no exterior, reforçar a necessidade de aliar crescimento econômico e sustentabilidade, agregando valor aos nossos produtos, e acredito que estamos no caminho certo para mostrar ao mundo a riqueza e a qualidade e o diferencial da nossa produção industrial”, afirmou a gestora.

Carlos Cedrón Delaude, diretor geral da CCD Representaciones, sediada em Lima, no Peru, o evento serviu para conhecer os produtos brasileiros com potencial de negócios. “Estou muito feliz e agradecido pelo convite porque essa foi uma grande oportunidade para ter contato com os provedores e ver bons produtos, além do contato com os organizadores que são muito atenciosos, e de conhecer compradores de outros países. Já tenho pelo menos três produtos que vamos começar a importar para o Peru e fazer o desenvolvimento de marca, sempre levando a marca do Brasil para os nossos mercados”, comentou o comprador internacional Carlos Cedrón.

Para o empresário Júlio Lobato, representante da Amazon Flavors, indústria paraense de produtos feitos a partir de insumos da floresta, como jambu, cumaru, açaí, castanha-do-Pará e tucupi, a rodada foi uma oportunidade para apresentar produtos e prospectar novos mercados interessados nos produtos da Amazônia. “Somos uma indústria genuinamente amazônica, e este evento nos oferece uma oportunidade incrível de explorar novos mercados e mostrar ao mundo os sabores únicos da nossa região. Participamos de cinco rodadas de negócios com empresas de diversos países, e a receptividade foi excelente. Nossa cachaça de jambu e nosso realçador de sabor, por exemplo, despertaram grande interesse. Os participantes estão muito curiosos e entusiasmados com os produtos amazônicos, o que nos motiva a continuar mostrando ao mundo o imenso potencial que nossa região tem para oferecer. Espero que a Amazon Trade continue abrindo portas para a nossa bioeconomia em muitas outras edições”, afirmou o empresário.

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