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Bioeconomia – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 COP histórica fortalece transição para indústria de baixo carbono na Amazônia https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/12/15/cop-historica-fortalece-transicao-para-industria-de-baixo-carbono-na-amazonia/ Mon, 15 Dec 2025 14:55:20 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14384

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, terminou há uma semana em Belém com uma série de avanços que seguirão orientando debates e negociações pelos próximos meses

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, terminou há uma semana em Belém com uma série de avanços que seguirão orientando debates e negociações pelos próximos meses. Entre os resultados, está a aprovação do Pacote de Belém, composto por 29 documentos que tratam de temas como transição justa, financiamento da adaptação climática, comércio, gênero e tecnologia. Outros marcos foram a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, além do início das discussões sobre um Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis. A conferência também reafirmou o papel estratégico do setor produtivo na construção de um futuro sustentável e resiliente, deixando caminhos e novos desafios para o setor.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, o pós COP é de adaptação, transição e avanço.

“No momento em que o setor produtivo se coloca como aliado, isso se torna um compromisso social, pois a ganância cede lugar para projeto e planejamento”. Segundo o presidente, a indústria paraense já havia entendido seu papel, incorporando sustentabilidade às suas práticas e ações e protagonizando a transição justa, com a criação do movimento multissetorial Jornada COP+, liderado pela FIEPA.

“A jornada sela um esforço nosso, com responsabilidade e engajamento, para entregar de volta à sociedade – seja à comunidade industrial, seja à sociedade civil – estes compromissos para que, de fato, a gente possa gerar mais capacidades em financiamento climático, disseminar uma economia de baixo carbono e evidencia, por meio de dados, os verdadeiros potenciais de uma sociobioeconomia”, destacou.
Pacote de Belém acelera a ação climática

A aprovação unânime dos 29 documentos pelos 195 países presentes na capital paraense é vista como um marco no compromisso global de enfrentamento às mudanças climáticas. O presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPA, Deryck Martins, avalia o Pacote de Belém como um marco significativo no compromisso global contra as mudanças climáticas, que traz desafios e oportunidades para o setor produtivo. “Para a indústria, ele sinaliza a necessidade de transição para práticas mais sustentáveis, com foco em tecnologias de descarbonização, redução de emissões e cadeias produtivas rastreáveis”, afirmou. Os países incluíram no Pacote de Belém o compromisso de triplicar o financiamento da adaptação às mudanças climáticas até 2035 e a ênfase na necessidade de os países desenvolvidos aumentarem o financiamento para nações em desenvolvimento. Para Martins, estes avanços são necessários para que o Brasil possa se posicionar como líder na economia de baixo carbono. “As metas climáticas precisam vir acompanhadas de incentivos econômicos e regulatórios que garantam competitividade ao setor produtivo”, destacou. O especialista também destaca a triplicação de financiamento para a adaptação às mudanças climáticas. “A gente está falando de 120 bilhões de dólares por ano e espera-se que chegue a um trilhão”, pontuou.

Outro grande resultado da COP30 é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, do inglês Tropical Forest Forever Facility), que cria uma forma inédita de pagamento para que países mantenham as florestas tropicais em pé. Segundo o governo brasileiro, investidores serão remunerados em taxas compatíveis com o mercado, enquanto contribuem para conservação florestal e redução de emissões. Ao menos 63 países já endossaram a ideia. O fundo já mobilizou, segundo a presidência da COP30, US$6,7 bilhões. Para Deryck Martins, o Fundo deve estimular iniciativas de conservação e rastreabilidade no setor produtivo. “Quem manteve suas florestas pode ser recompensado por isso, e a gente pretende discutir como isso se relaciona com a atividade industrial, com as concessões florestais e com o manejo florestal, por exemplo”, pontuou.

Metas climáticas e métricas globais ganham mais força

A COP terminou com a apresentação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) de 122 países. As NDC são as metas e os compromissos assumidos pelas partes para a redução de emissões de gases do efeito estufa e devem ser atualizadas a cada cinco anos. Além disso, a conferência também recebeu 59 indicadores voluntários para monitorar o progresso sob a Meta Global de Adaptação. Os indicadores envolvem setores como água, alimentação, saúde, ecossistemas, infraestrutura e meios de subsistência; e integram questões transversais como finanças, tecnologia e capacitação. Para Deryck Martins, essas métricas globais representam um grande avanço. “A gente precisa ter metas para poder avaliar avanços e retrocessos de como os países podem se adaptar às mudanças climáticas e em que nível eles estão dentro desse grande esforço”, explica.

Mapa do caminho propõe transição energética realista

A COP30 também iniciou a discussão sobre o Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis, uma das prioridades do governo brasileiro, mas que não entrou na lista de consensos. Para Alex Carvalho, a iniciativa é estratégica. “Um movimento muito inteligente da liderança brasileira, porque quebra o discurso vazio de que com um passe de mágica o mundo pode abrir mão dos combustíveis fósseis, o que coloca o Brasil em fragilidade diante de uma oportunidade que tem de ser uma liderança de uma transição justa. Já que não é possível lidar com os combustíveis fósseis, então vamos fazer uma transição da melhor maneira possível”, afirmou.

Parcerias e bioeconomia guiam os passos pós COP

Deryck Martins aponta que os próximos passos envolvem investir em inovação, ampliar parcerias estratégicas e aprofundar o diálogo com governos. “Também é essencial valorizar o papel da Amazônia no desenvolvimento sustentável, explorando o potencial da bioeconomia e das soluções baseadas na natureza para atrair investimentos globais e impulsionar o desenvolvimento sustentável industrial”. Já Alex Carvalho destaca que, para o Brasil sair fortalecido no pós-COP, será necessário criar condições seguras e equilibradas para o setor produtivo. “O setor público tem muito dever de casa para fazer. Agora, se nós não tivermos um ambiente de negócios equilibrado e harmônico, o Brasil vai perder força. Porque quem paga a conta e faz as coisas acontecerem é o setor produtivo. É o setor privado que implementa a agenda de sustentabilidade e investe em descarbonização”, concluiu.

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Setor industrial brasileiro lança ação empresarial pelo desenvolvimento sustentável  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/setor-industrial-brasileiro-lanca-acao-empresarial-pelo-desenvolvimento-sustentavel/ Mon, 24 Mar 2025 12:53:33 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14068

Uma nova agenda climática para a indústria e que esteja comprometida com a transição para uma economia de baixo carbono. É o que propõe a Sustainable Business COP30 (SB COP) lançada, no dia 10/03, em Brasília. Promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a iniciativa quer construir um grupo de representatividade internacional nos moldes do que já existe no âmbito do G20 e do Brics. Com isso, a ideia é garantir um papel estruturado e influente do setor privado nas negociações climáticas globais, além de levar recomendações do setor à Conferência pelo Clima das Nações Unidas, a COP 30, que será realizada em novembro, em Belém.

O lançamento da Sustainable Business ocorre em consonância com o chamado do presidente da COP 30, o embaixador André Corrêa do Lago, por um mutirão urgente contra as mudanças climáticas. Divulgada nesta segunda-feira, 10, a primeira carta do presidente da conferência destaca a necessidade de cooperação internacional para acelerar a adaptação climática, além de soluções urgentes que façam deste momento uma virada de chave em todos os setores. Corrêa do Lago também participou do lançamento da SB COP nesta segunda-feira, e destacou a importância do setor produtivo para este mutirão. “O setor privado, além de ser o retrato de um país, é no fundo, quem vai executar a maior parte das decisões que aqueles governos estão tomando. Nós precisamos do setor privado na Cop 30 mais do que em outras Cops. Será também uma oportunidade do Brasil mostrar seu setor produtivo para o mundo. Nós temos muitos casos e exemplos de sucesso”, afirmou o presidente.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e da Jornada COP +, Alex Carvalho, integra a equipe de engajamento da iniciativa, que pretende mobilizar lideranças de empresas, associações, sindicatos, federações e confederações, nacionais e internacionais em prol do desenvolvimento sustentável. “Com a SB COP, além de mobilizar empresas e investidores para ações climáticas concretas, também iremos estabelecer uma ferramenta permanente de engajamento empresarial que esteja comprometida com a criação de um futuro sustentável no setor”, destacou Alex.

A SB COP terá seis eixos com grupos temáticos: transição energética, economia circular e materiais, bioeconomia, transição justa, financiamento climático e segurança alimentar. Estes eixos estão inseridos em três metas: elaborar recomendações aos líderes governamentais para as negociações da COP30; formalizar compromissos do setor privado para reduzir as emissões de gases do efeito-estufa; e desenvolver iniciativas voltadas à ação para avançar em uma agenda climática positiva.

A Confederação Nacional das Indústrias participa há mais de uma década das Conferências do Clima. A iniciativa de criar um grupo empresarial para liderar o setor privado ganhou força após a participação na COP29, sediada em Baku, no Azerbaijão. A inspiração para a SB COP veio do B20, fórum de representação do setor privado dos países que compõem o G20, presidido pelo Brasil em 2024. Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a criação deste espaço é necessária, pois o enfrentamento das mudanças climáticas só terá efeito com a participação do setor produtivo. “O setor privado é um catalisador e o nosso objetivo é de complementaridade, somando e garantindo entregas. A nossa entrega é a percepção de um Brasil diferente do que existe e a certeza de que o setor empresarial brasileiro tem excelentes cases, excelentes projetos”, destacou Alban.

O lançamento também contou com a presença virtual do governador do Pará, Helder Barbalho, que destacou a importância do protagonismo do setor produtivo do Pará para a adaptação climática. “O olhar transversal se faz necessário para que nós possamos fazer com que essa COP em Belém, na Amazônia e no Brasil possa deixar legados ambientais e um novo paradigma para as relações multissetoriais, para que nós possamos apresentar cases de sucesso de um estado que fez a escolha da transição para um modelo que preserve a floresta e isso só é possível a partir do envolvimento da iniciativa privada. Preservar produzindo e produzir preservando deve ser o conceito para balizar todos nós nessa jornada”, enfatizou o governador.

A conclusão dos trabalhos da SB COP resultará em uma agenda de recomendações que será apresentada pelo setor produtivo à Presidência da COP e ao governo, com a perspectiva de garantir o compromisso do setor privado com as metas para redução das emissões de gases do efeito estufa. Segundo o presidente da Fiepa, a proposta é que a Sustainable Business não se limite à COP 30. “Será um espaço oficial para participação empresarial que começa nesta COP, mas que irá se estender para as edições futuras. Construiremos parcerias estratégicas e que realmente tenham impacto na discussão mundial sobre o clima”, conclui Alex Carvalho.

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Produto da bioeconomia, a castanha é do Pará, mas precisa de investimentos  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/produto-da-bioeconomia-a-castanha-e-do-para-mas-precisa-de-investimentos/ Mon, 24 Mar 2025 12:49:13 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14061

A Jornada COP+ está rastreando as principais cadeias produtivas do Pará, dentro do Programa de Sociobioeconomia do projeto. O movimento coletivo pela transição justa na Amazônia Brasileira, liderado pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), está criando plataforma digital que vai medir o valor da sociobioeconomia no estado. A plataforma servirá como um mapa das cadeias de produtores, associações, cooperativas e indústrias que compõem o ecossistema da sociobioeconomia do estado. Para divulgar estas iniciativas, criamos a série  “Bio Valor: os caminhos da socioboeconomia no Pará”, com reportagens mensais em que abordaremos histórias e informações dos principais produtos da sociobioeconomia. Veja nessa reportagem iniciativas, desafios e soluções para a produção da castanha-do-pará no estado.

Uma panela de pressão de 30 litros, um fogão industrial, máquinas manuais de segunda mão e um forno a lenha. Esse era todo o material que o produtor Zeno Gemaque tinha quando começou a fazer o beneficiamento da castanha-do-Pará na cidade de Acará, nordeste do estado, há treze anos.

Zeno nasceu e cresceu na zona rural do município, às margens do Rio Acará, a cerca de 100 km de Belém, e começou a trabalhar com a castanha seguindo os passos do pai, que tinha uma pequena produção de castanheiras, da qual extraía o ouriço e vendia in natura para feiras e indústrias da região. Porém Zeno percebeu que a família podia ganhar mais dinheiro com outra etapa desse processo: o beneficiamento da castanha. “Naquela época o quilo da castanha in natura estava a 2 reais e 50 centavos e um sachê com 100 gramas dela processada já estava por volta de 8 reais no supermercado”, conta.

Com um investimento de R$2500 e sem acesso a máquinas industriais, Zeno criou a fábrica improvisada para beneficiar a castanha. “O secador rotativo não tinha, então secava ao sol. Fazia o processo do autoclave na panela de pressão, descascava nas máquinas manuais e desidratava num fogão a lenha. Foi assim que eu comecei em 2012 e a experiência deu certo”, relata Zeno.

Três anos depois, conseguiu formalizar a empresa, fundando a Zeno Nativo. Em seguida, comprou máquinas e reformou a pequena fábrica para ficar em padrão semi industrial. Hoje a castanha processada por Zeno é vendida no Mercado Ver-o-peso, empórios e moinhos da região, e também para outros estados como São Paulo, Maranhão e Ceará. “A gente consegue vender toda nossa produção. É um mercado bom, é um produto que se você tiver um bom produto é fácil de vender e você consegue vender bem”, explica o produtor.

Para ele, o problema não está no mercado e sim na cadeia. Zeno compra a castanha in natura de áreas nativas e preservadas de várias regiões do Pará, só que a oferta está cada vez mais instável, principalmente com as mudanças do clima.  “Tem anos que dá uma safra boa, tem anos que dá ruim. Esse ano, por exemplo, a safra está muito escassa porque nos últimos tempos a estiagem tem sido muito alta e isso afeta diretamente na produção da castanha”, explica o produtor que também se mostra preocupado com o futuro da produção. “Ainda tem em abundância, mas no ritmo que estamos indo daqui a pouquinho não vai ter mais”, conclui.

Fortalecimento da cadeia precisa começar com o plantio, diz especialista

Planta originária da Amazônia, a castanheira (Bertholletia excelsa) é uma das maiores espécies do bioma, podendo atingir até 50 metros de altura. A árvore dá frutos conhecidos como ouriços. Semelhantes a um coco, eles podem pesar até 2kg e possuir de 8 a 24 sementes. Os ouriços são quebrados e as sementes separadas e beneficiadas para serem comercializadas. Rica em selênio e outros nutrientes, a castanha-do-pará é recomendada por nutricionistas e ajuda a compor outros produtos como óleos e leites vegetais.

Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que a cadeia da castanha-do-pará no Brasil envolve mais de 60 mil famílias de povos e comunidades tradicionais, cerca de 100 organizações comunitárias, entre cooperativas, associações e agroindústrias, e aproximadamente 60 empresas de beneficiamento e comercialização nacionais. A demanda pelo produto no mercado global aumentou em 700% nos últimos 15 anos e essa produção movimenta de US$ 300 a US$ 400 milhões (R$ 1,5 a R$ 2,0 bilhões) por ano.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que em 2023, o Pará produziu 9.390 toneladas da semente, o que representa um valor superior a R$ 31 milhões em produção. O estado foi o terceiro maior produtor da castanha que leva seu nome, ficando atrás do Amazonas (11.291 toneladas) e do Acre (9.473 toneladas).

Pesquisas da Embrapa mostram que ao longo da história, os processos de ocupação e colonização da Amazônia, como aberturas de estrada, afetaram diretamente a plantação da castanha, fazendo com que o Pará deixasse de ser o principal produtor da semente. Só entre os anos de 1984 a 1997, 70% dos castanhais foram destruídos na região sudeste do Pará, segundo Alfredo Homma, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e um dos principais estudiosos sobre o assunto. Atualmente, são os municípios de Óbidos, Oriximiná e Alenquer, todos no oeste paraense, os maiores produtores.

Homma explica que o plantio de castanhas não tem sido priorizado porque a produção demora a dar retorno, visto que a castanheira leva de 15 a 20 anos para chegar à fase adulta e só após esse tempo é possível extrair o ouriço. Mas que já existem tecnologias, inclusive na própria Embrapa, para produção de mudas com qualidade e com retorno mais rápido. “É preciso incentivar e popularizar o plantio e ter paciência, entendendo que é algo que vai gerar resultados a longo prazo. Num momento em que se discute a bioeconomia, é preciso pensar nos produtos que têm poder de mercado como a castanha, o bacuri, e o pau-rosa que é muito procurado para cosméticos, como sabonetes e perfumes”, destaca.

Para Homma, a castanha-do-pará tem as mesmas condições de chegar ao nível da castanha do caju. “Hoje a participação da castanha-do-Pará no mercado das castanhas não chega a 1% e é dezessete vezes menor que a da castanha de caju, mas isso pode ser igualado, se houver incentivo.”

O pesquisador defende a existência de programa de plantação de castanheiras em áreas de reserva legal e de preservação permanente que precisam ser recuperadas. “A castanha tem um grande mercado, o mundo inteiro conhece e gosta da castanha-do-Pará. Mas a oferta extrativista já chegou ao seu limite. Temos um passivo ambiental muito grande. Essas áreas podem ser usadas para a plantação de castanheiras. É preciso também um programa que incentive a criação de viveiro de mudas que possam ser distribuídas gratuitamente ou vendidas a preço de custo”, destaca.

Com os desafios do mercado internacional, indústrias tradicionais se reinventam

A castanha-do-pará ganhou esse nome entre o século XVIII e XIX, batizada pelos visitantes da Amazônia. Além de ser produzida no estado, era dos portos paraenses que a castanha era exportada ainda in natura, principalmente a partir da década de 1920, como uma forma de substituir a cadeia da borracha.

Hoje, a produção da castanha-do-pará se concentra em três países da Amazônia: Bolívia, Brasil e Peru. Em 2023, o Brasil produziu 35.351 toneladas do produto, de acordo com o IBGE. O país é o segundo maior produtor mundial, ficando atrás da Bolívia, que também detém a maior parte do mercado internacional.

Empresas paraenses tradicionais no beneficiamento do produto tentam se reposicionar no mercado internacional. É o caso da Mutran Exportadora, empresa familiar com mais de 50 anos de história no setor. Assim como a trajetória de Zeno, na família Mutran a produção da castanha também foi repassada entre gerações. Começou com o plantio de castanhais em Marabá, no sudeste do Pará, depois passou para o beneficiamento com a aquisição de usina de processamento no bairro da Pratinha, em Belém.

Inicialmente o foco era apenas a exportação, mas a mudança no mercado internacional exigiu novas estratégias.  “A partir dos anos 1990/2000, a Bolívia passou a dominar o mercado internacional, tendo passado por um processo de modernização e mecanização do processamento duas décadas antes das empresas brasileiras. Isso fez com que perdêssemos a relevância no mercado internacional e passássemos a vender quase que a totalidade da nossa produção no mercado nacional brasileiro. Por sorte, esse período coincidiu com o aumento no consumo da castanha nacionalmente e com a sua utilização cada vez maior como ingrediente em produtos da indústria alimentícia”, conta Victória Mutran, diretora da exportadora. Hoje, a castanha beneficiada pela empresa vira insumo para pães, doces, barras de cereais, granolas, entre outros produtos.

Em 2024, a empresa processou mais de 5.000 toneladas de Castanha do Pará in natura, gerando mais de 1.500 toneladas de produto acabado. Quarenta por cento dessa produção foi exportada para países da América, da Europa e da Ásia. “Nossa presença nas exportações tem aumentado à medida que aumentamos a nossa produção anual. Ao longo dos anos, também tivemos grande aumento nas exigências de controle de qualidade e segurança de alimentos e a necessidade de obter certificações internacionais para abrir portas de grandes indústrias e mercados mais exigentes”, destaca Mutran.

A redução na disponibilidade de castanhas no sudeste do Pará também impactou a produção e a indústria precisou buscar outros fornecedores em outras regiões do estado e também no Amazonas, Roraima e Acre. Mas os desafios da cadeia ainda são muitos. “A castanha demanda grande esforço financeiro e logístico para sair das áreas de mata mais densas e chegar até Belém para só depois serem processadas e comercializadas para o Brasil e para o mundo”, afirma Victória.

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Bioeconomia e sociobioeconomia: desafios e oportunidades para sustentabilidade na Amazônia  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/bioeconomia-e-sociobioeconomia-desafios-e-oportunidades-para-sustentabilidade-na-amazonia/ Mon, 24 Mar 2025 12:29:56 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14043

Em carta divulgada nesta semana, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP 30, destacou o papel das florestas para a ação climática. No documento, o presidente falou da importância de reverter o desmatamento, recuperar o que foi perdido e trazer ecossistemas de volta à vida. Estes, mais saudáveis, “podem oferecer oportunidades para resiliência e bioeconomia, promovendo meios de subsistência locais, criando cadeias de valor sofisticadas e gerando inovações em biotecnologia”, diz a carta.

A mobilização da Indústria: sustentabilidade e biodiversidade nos negócios

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada em 2024, aponta que seis em cada dez empresas adotam práticas relacionadas à biodiversidade nos negócios (58%), como tecnologias, certificações e uso sustentável de recursos.

O Pará e a bioeconomia: da criação de Plano Estadual à proposição de uma Zona Franca

O Governo do Estado criou a Política Estadual de Mudanças Climáticas, o Plano Amazônia Agora, que tem como propósito mudar a relação de uso da floresta, reduzir o desmatamento e tornar o Pará um estado carbono neutro até 2036.

Pequenos e médios negócios precisam ser protagonistas

Empresas de pequeno e médio porte também estão articuladas. Para fortalecer o setor, promover inovação, capacitação e articulação estratégica foi criada, em 2023, a Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia, a AssoBIO, que hoje já conta com 75 associados.

A Jornada COP+ foi idealizada pela Temple Comunicação e é realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), com apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinador master a mineradora Vale.

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Sistema FIEPA supera desafios e avança no atendimento às indústrias do Estado  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/sistema-fiepa-supera-desafios-e-avanca-no-atendimento-as-industrias-do-estado/ Mon, 23 Dec 2024 12:07:06 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14017
O ano de 2024 foi marcado por desafios e conquistas para o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA). Em dezembro, a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que restabeleceu a diretoria eleita trouxe estabilidade à entidade, permitindo a continuidade de ações estratégicas. Apesar do contratempo, a entidade faz um balanço positivo das iniciativas realizadas durante o ano para promover a sustentabilidade, a inovação e a competitividade da indústria da Amazônia. Também destaca o protagonismo alcançado frente aos principais debates relacionados ao desenvolvimento socioeconômico da região.

“Foi um ano atípico, que exigiu de todos um esforço extra para que a nossa Federação se mantivesse firme em seu propósito de entregar o melhor atendimento e as melhores soluções para a indústria e para a população do nosso Estado. Felizmente, restauramos o clima de harmonia, o bem-estar e a estabilidade necessários para darmos prosseguimento ao trabalho sério, que ao longo dos anos vem sendo construído por pessoas muito competentes, e que faz dessa entidade uma referência no apoio à indústria, com projetos inovadores, e na busca por melhores condições socioeconômicas para o nosso Estado.” – Alex Carvalho, presidente do Sistema FIEPA.

Entre os avanços, o mais recente foi a conquista do primeiro lugar no Prêmio de Excelência Sindical 2024, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no qual a FIEPA foi a única a inscrever 13 projetos, chegando à final com quatro cases voltados ao fortalecimento do setor sindical e das indústrias paraenses. Ainda no primeiro semestre, a FIEPA, o SESI, o SENAI e o IEL receberam a certificação global Great Place To Work, que reconhece o compromisso das empresas com uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação.

“São reconhecimentos importantes que reafirmam o papel do Sistema FIEPA como uma liderança sólida no Estado e referência nacional no fortalecimento dos seus sindicatos, na prestação de serviços inovadores e no impulso da indústria do Norte do país.” – Alex Carvalho, presidente do Sistema FIEPA.

Na área de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), o SESI conquistou o 3º lugar no Prêmio de Boas Práticas em Mineração, com o robô de inspeção veicular “Jabuti”. No campo da educação, realizou um feito inédito com três escolas certificadas simultaneamente pelo Microsoft Showcase Schools, pelo uso de tecnologias inovadoras para melhorar a aprendizagem e gestão escolar. No período, cinco escolas SESI do Pará receberam o Selo de Qualidade do Programa SESI de Gestão Escolar (PSGE), e escolas municipais conveniadas ao SESI também obtiveram desempenho positivo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Outro avanço foi a implementação da robótica educacional em comunidades indígenas de Altamira e Vitória do Xingu.

Em outubro, como já é tradição, o Teatro do SESI promoveu o Festival SESI Cultura de Fé, iniciativa que nasceu com o objetivo de reforçar o fomento à cultura e ao entretenimento. Em 2024, a programação foi ampliada para englobar, além de espetáculos teatrais e shows musicais, uma rodada de painéis com profissionais locais e nacionais para discutir a economia criativa.

Em 2024, o SENAI Pará registrou quase 84 mil matrículas em cursos de qualificação profissional, superando a meta de 70 mil, das quais 57.355 foram gratuitas. Além disso, o Mundo SENAI 2024 atraiu quase 26 mil visitantes, enquanto as unidades móveis ampliaram o atendimento educacional pelo estado. Outra iniciativa importante foi a criação de um polo avançado de formação profissional em Ourilândia do Norte, no sul do Pará, com o objetivo de fortalecer a indústria local.

“No decorrer desse ano, reafirmamos nosso compromisso com a inclusão social e a geração de emprego com ações voltadas para indígenas, quilombolas, e para garantir maior autonomia econômica para as mulheres. Fortalecemos parcerias que resultaram em ações de extrema relevância tanto na área da educação básica quanto na qualificação profissional, com cases de sucesso como a ‘Escola de Eletricistas’ em parceria com a Equatorial, o ‘Capacita COP 30’ do Governo do Estado, que qualificou mais de mil alunos, o ‘Donas de Si’ com a prefeitura de Belém, que já certificou mais 500 mulheres, e a parceria com o Governo Federal para cadastrar empresas no Brasil Mais Produtivo.” – Dário Lemos, diretor do SENAI/PA e superintendente do SESI/PA.

De forma complementar, com ações direcionadas à preparação e inserção de jovens talentos no mercado de trabalho, o IEL superou os números de 2023 e regularizou mais de 2.500 estagiários em empresas do Estado. Além disso, o Pará se destacou conquistando o segundo lugar na etapa nacional do Prêmio IEL de Talentos. Na área de gestão empresarial, o Instituto focou no aperfeiçoamento de indústrias sindicalizadas da FIEPA, por meio de consultorias do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi). Também foi um ano de expansão das ações de capacitação na modalidade in company, com cursos realizados em indústrias dos principais polos econômicos do Estado.

Ainda no âmbito da bioeconomia, o Sistema FIEPA inaugurou a “Vitrine da Indústria na Amazônia”, um espaço criado para destacar o melhor da produção industrial regional, conectando inovação, sustentabilidade e desenvolvimento.

“Com o apoio fundamental da FIEPA, conseguimos avançar em várias frentes. Nossa participação na FIPA foi um marco importante, pois aproximou as empresas e deu mais visibilidade ao nosso trabalho. A credibilidade conquistada atraiu novas empresas, e conseguimos implementar capacitações que resultaram na aprovação de contrapartidas importantes para o setor. A parceria com o IEL, SENAI e SESI foi essencial para o nosso planejamento estratégico. A consultoria nos apontou áreas de melhoria, e retomaremos nossas atividades em janeiro com novo fôlego, além de parcerias para apoiar o crescimento das empresas.” – Fátima Chamma, empresária e vice-presidente do Sinquifarma.

Na área de inteligência de negócios, a inauguração do Observatório da Indústria foi um marco para a Federação e para as indústrias do Estado, oferecendo informações para a tomada de decisão no setor produtivo.

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FIEPA CIN é destaque na colaboração CNI-ApexBrasil em 2024  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/fiepa-cin-e-destaque-na-colaboracao-cni-apexbrasil-em-2024/ Mon, 23 Dec 2024 11:39:34 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13975
Centro Internacional de Negócios apoiou e promoveu ações que reforçaram a presença das indústrias do Estado em mercados globais

Em 2024, o Centro Internacional de Negócios da FIEPA consolidou sua atuação como o maior colaborador no convênio entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a ApexBrasil, promovendo iniciativas que fortaleceram a presença do Pará no cenário global. Entre as principais ações estiveram a rodada internacional de negócios Amazon Trade e a participação de indústrias paraenses em feiras de relevância mundial, como a SIAL Paris e o Salon du Chocolat, ambos na França, além do Chocolat Festival, em Portugal.

Direcionada ao setor de alimentos e bebidas derivados da bioeconomia amazônica e brasileira, a Amazon Trade foi organizada e realizada pela FIEPA CIN, entre os dias 08 e 10 de outubro. Em formato híbrido, contou com encontros presenciais em Belém e reuniões online por meio de uma plataforma fornecida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento conectou mais de 60 empresas locais e nacionais a 11 compradores internacionais interessados em produtos do bioma amazônico. Os compradores internacionais também participaram de visitas técnicas em indústrias da bioeconomia paraense.

“O apoio às empresas, especialmente as pequenas e médias, é essencial para fortalecer a bioeconomia e promover a verticalização da produção no Pará. Essas ações não apenas ampliam o alcance dos nossos produtos, mas também diversificam as exportações e agregam valor à produção local, contribuindo diretamente para o desenvolvimento socioeconômico do estado e reforçando o protagonismo do Pará no mercado internacional”, afirma Cassandra Lobato, coordenadora executiva da FIEPA CIN.

A atuação da FIEPA CIN também incluiu a preparação de indústrias paraenses para missões internacionais promovidas pela CNI e ApexBrasil. Na SIAL Paris, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, que ocorreu entre os dias 19 e 23 de outubro, os empresários tiveram suporte em reuniões de negócios e visitas técnicas, ampliando o acesso a mercados como Europa, Oriente Médio e América do Norte.

Também em Paris, a FIEPA CIN esteve ao lado das indústrias do Pará durante a missão comercial à 29ª edição do Salon du Chocolat 2024, que aconteceu de 30 de outubro a 3 de novembro. O evento é referência mundial em culinária e pâtisserie, reunindo um público especializado do setor, além de empresas globais para a troca de experiências e networking.

Na missão comercial ORIGEM BRASIL, a FIEPA CIN forneceu suporte à 29 empresas paraenses durante Chocolat Festival Portugal, na cidade do Porto, em Portugal. A feira reúne diversos setores empresariais, entre os quais alimentos e bebidas, moda e acessórios, artigos de decoração, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Durante o evento, os empresários visitam o showroom de produtos, e participaram de encontros de negócios com potenciais compradores, importadores e distribuidores convidados dos mercados de Portugal, Espanha, Reino Unido e Holanda; além de workshops, visitas e encontros técnicos com especialistas no mercado.

“O trabalho conjunto com a FIEPA, por meio do Centro Internacional de Negócios, é fundamental para conectarmos as empresas paraenses aos mercados internacionais. Através de eventos como a Amazon Trade, conseguimos aumentar a competitividade dos produtos da bioeconomia amazônica e fomentar novas oportunidades de negócios. Essas iniciativas são cruciais para o fortalecimento das exportações brasileiras, ampliando a presença de nossos produtos em mercados estratégicos”, destaca Essio Lanfredi, gestor do Escritório Norte da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

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Festival da BioAmazônia fomenta negócios com inovação e sustentabilidade https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/23/festival-da-bioamazonia-fomenta-negocios-com-inovacao-e-sustentabilidade/ Wed, 23 Oct 2024 19:22:26 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13905

Iniciativa da FIEPA fará parte da “Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias”, promovida pelo Ibram entre os dias 6 e 8 de novembro, no Hangar

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI PA) e do Serviço Social da Indústria (SESI PA), realizam o “Festival da BioAmazônia: Inovação e Sustentabilidade”. O evento acontecerá em paralelo à “Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias”, promovida pelo IBRAM entre os dias 6 e 8 de novembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras, em Belém (PA). As inscrições são gratuitas, no site: https://ibram-eventos.com.br/enrollment/F/festival-bioamazonia-inovacao-e-sustentabilidade/94

O Festival abrigará a Feira da Bioeconomia, que reunirá empresas locais e nacionais que apresentarão produtos e tecnologias voltadas para o desenvolvimento sustentável. Com uma programação diversificada, o evento também terá apresentação de cases de sucesso, rodadas de negócio e de crédito e oficina de internacionalização. Serão apresentadas iniciativas e tecnologias voltadas para o aproveitamento sustentável dos recursos amazônicos, com foco em expandir o impacto econômico e ambiental desse setor. Além disso, os participantes terão acesso a sessões de capacitação e espaços dedicados ao networking, fortalecendo parcerias estratégicas e promovendo o diálogo entre empresários, investidores e acadêmicos.

O Festival da BioAmazônia faz parte do projeto “Jornada COP+”, liderado pela FIEPA, que visa construir uma nova agenda econômica, social e ambiental para a indústria na região. O objetivo é proporcionar uma ampla discussão sobre inovação e sustentabilidade, com atividades voltadas tanto para o setor empresarial quanto para a academia e o público interessado na temática da bioeconomia.

Principais atrações do Festival da BioAmazônia:

  • Feira da Bioeconomia: estandes de empresas locais apresentando produtos e tecnologias inovadoras voltadas para o desenvolvimento da bioeconomia.
  • Conferências para estudantes: palestras e workshops com especialistas, discutindo a aplicação da bioeconomia em diversos setores, além de sessões interativas focadas nos desafios e oportunidades da Amazônia.
  • Oficina de Internacionalização: capacitação de empresas para a expansão de seus negócios em mercados internacionais, com suporte estratégico e técnico.
  • Rodadas de Crédito: iniciativa que visa facilitar o acesso ao crédito por meio de instituições financeiras, que apresentarão suas linhas de financiamento específicas para o setor.
  • Arena Cases de Sucesso: apresentações de projetos bem-sucedidos na aplicação da bioeconomia na Amazônia, mostrando o impacto positivo da inovação.
  • Rodadas de Negócios: encontros entre empreendedores e investidores, promovendo parcerias e incentivando novos investimentos no setor.
  • Roadshow Inovação Aberta: uma plataforma para a apresentação de tecnologias e pesquisas inovadoras, conectando a ciência com os desafios da bioeconomia na região.
  • Espaço Networking: um ambiente dedicado ao encontro de empreendedores, acadêmicos, investidores e autoridades, facilitando o diálogo e o desenvolvimento de novas parcerias estratégicas.

Serviço:

Evento: Festival da BioAmazônia: Inovação e Sustentabilidade
Data: 6 a 8 de novembro de 2024
Local: Hangar Convenções & Feiras da Amazônia – Salão B – Belém PA
Horários:
6 de novembro: 14h às 21h
7 e 8 de novembro: 10h às 21h

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República Tcheca busca parcerias com o setor industrial do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/republica-tcheca-busca-parcerias-com-o-setor-industrial-do-para/ Tue, 15 Oct 2024 19:28:35 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13836

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 12/09, uma comitiva da República Tcheca representada pela embaixadora Pavla Havrlíková, acompanhada pelo cônsul Honorário Ernane Malato. O objetivo foi prospectar oportunidades de parceria para o fomento de negócios e colaborações bilaterais

Na reunião, a embaixadora destacou o perfil econômico da República Tcheca na indústria de tecnologia agrícola, da saúde e em sistemas de defesas, e reforçou o interesse de parceria comercial com o Pará em setores como mineração e agronegócio. “Já nessa primeira reunião identificamos alguns dos setores que achamos extremamente importantes, com a mineração e o setor agrícola. O objetivo hoje, foi estabelecer esse contato entre o nosso país e o setor industrial do estado do Pará e espero que seja o início de uma colaboração comercial e econômica mais estreita entre as entidades industriais e entre as empresas dos dois lados”, afirmou Pavla Havrlíková.

Segundo dados do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, no primeiro semestre de 2023, a República Tcheca importou do Pará um total de US$ 76.304 mil, com destaque para a madeira. O presidente da Federação, Alex Carvalho, ressalta que o Estado pode expandir suas parcerias com o país europeu, explorando outros setores industriais, além da madeira. “Atualmente, o Brasil e o Estado do Pará exportam predominantemente madeira para a República Tcheca, sendo que o nosso Estado possui um potencial imenso em áreas como mineração, agropecuária, bioeconomia e diversos segmentos industriais que representam mais de 46% da indústria da Amazônia. Então, fortalecer parcerias nessas áreas pode gerar negócios, movimentar a economia, e promover mais empregos e desenvolvimento para a região”, destacou Alex Carvalho, presidente da FIEPA.

Também participaram da reunião o vice-presidente executivo da FIEPA, Clóvis Carneiro; a coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, Cassandra Lobato; o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas; Sérgio Torres, da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (Aimex); e o empresário Patrick Samanda, da empresa Trasam, que exporta madeira para a República Tcheca, na ocasião representando o presidente do Sindicato da Indústria de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeiras de Belém, Ananindeua e Marituba (Sindimad), Leônidas Souza.

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Amazon Trade gera oportunidades para indústrias da bioeconomia no mercado global https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/amazon-trade-gera-oportunidades-para-industrias-da-bioeconomia-no-mercado-global/ Tue, 15 Oct 2024 19:13:15 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13813

Rodadas de negócios conectaram empresários do setor de alimentos e bebidas dos biomas brasileiros a 11 compradores internacionais

Entre os dias 08 e 10 de outubro, mais de 60 empresas participaram da Amazon Trade, rodada internacional de negócios do setor de alimentos e bebidas (A&B) derivados da bioeconomia amazônica e brasileira. Realizada de forma híbrida, a rodada contou com encontros online nos dois primeiros dias, encerrando nesta quinta-feira (10), com reuniões presenciais dentro da programação da Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém. A iniciativa conectou os empresários brasileiros a 11 compradores internacionais interessados em fazer negócios com indústrias do setor.

Com uma expectativa inicial de gerar US$ 15 milhões (dólares) em negócios, além das rodadas, os compradores internacionais também participaram de visitas técnicas em indústrias da bioeconomia paraense. No dia 11, uma comitiva foi até a fábrica da Bellamazon, em Marituba, onde conheceram o plantio e os produtos feitos a partir do açaí amazônico. No sábado, 12, visitaram a fábrica da cachaçaria Meu Garoto, que utiliza insumos da floresta como o jambú, na produção de suas bebidas.

O evento foi promovido pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA CIN), pela Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Contou com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e colaboração de 16 Federações de Indústrias do país.

Segundo Cassandra Lobato, coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, o evento teve como objetivo aumentar a visibilidade dos produtos com identidade geográfica dos biomas brasileiros, fomentar negócios, e preparar empresários para as oportunidades em eventos globais, como a COP30, que será realizada em Belém, em 2025. “O evento teve a participação maciça das nossas indústrias e de compradores internacionais qualificados com grande potencial de negócios para o setor de alimentos e bebidas da bioeconomia amazônica e brasileira. É uma iniciativa que visa, além de expandir a presença dos produtos regionais no exterior, reforçar a necessidade de aliar crescimento econômico e sustentabilidade, agregando valor aos nossos produtos, e acredito que estamos no caminho certo para mostrar ao mundo a riqueza e a qualidade e o diferencial da nossa produção industrial”, afirmou a gestora.

Carlos Cedrón Delaude, diretor geral da CCD Representaciones, sediada em Lima, no Peru, o evento serviu para conhecer os produtos brasileiros com potencial de negócios. “Estou muito feliz e agradecido pelo convite porque essa foi uma grande oportunidade para ter contato com os provedores e ver bons produtos, além do contato com os organizadores que são muito atenciosos, e de conhecer compradores de outros países. Já tenho pelo menos três produtos que vamos começar a importar para o Peru e fazer o desenvolvimento de marca, sempre levando a marca do Brasil para os nossos mercados”, comentou o comprador internacional Carlos Cedrón.

Para o empresário Júlio Lobato, representante da Amazon Flavors, indústria paraense de produtos feitos a partir de insumos da floresta, como jambu, cumaru, açaí, castanha-do-Pará e tucupi, a rodada foi uma oportunidade para apresentar produtos e prospectar novos mercados interessados nos produtos da Amazônia. “Somos uma indústria genuinamente amazônica, e este evento nos oferece uma oportunidade incrível de explorar novos mercados e mostrar ao mundo os sabores únicos da nossa região. Participamos de cinco rodadas de negócios com empresas de diversos países, e a receptividade foi excelente. Nossa cachaça de jambu e nosso realçador de sabor, por exemplo, despertaram grande interesse. Os participantes estão muito curiosos e entusiasmados com os produtos amazônicos, o que nos motiva a continuar mostrando ao mundo o imenso potencial que nossa região tem para oferecer. Espero que a Amazon Trade continue abrindo portas para a nossa bioeconomia em muitas outras edições”, afirmou o empresário.

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Inscrições abertas para a Amazon Trade, rodada internacional de negócios do setor de alimentos e bebidas https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/09/03/inscricoes-abertas-para-a-amazon-trade-rodada-internacional-de-negocios-do-setor-de-alimentos-e-bebidas/ Tue, 03 Sep 2024 18:08:18 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13353

Preparação para a COP30, evento será realizado em Belém, com abrangência em todo o território nacional

De 08 a 10 de outubro, Belém sediará a Amazon Trade, uma rodada internacional de negócios híbrida que vai conectar empresários de até 60 empresas brasileiras da indústria de Alimentos e Bebidas (A&B) derivados da bioeconomia amazônica e brasileira a até 12 compradores internacionais. Realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA/CIN), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o evento tem o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a colaboração de 16 Federações de Indústrias do país. Além da rodada, a iniciativa prevê visitação in loco a indústrias locais. As inscrições já estão abertas, com vagas limitadas e podem ser feitas pelo link: https://bit.ly/AMAZONTRADE. Informações pelo e-mail secretaria.cin@fiepa.org.br, ou pelo telefone (91) 4009 – 4996.

A Amazon Trade é direcionada a empresas do setor de A&B derivados da bioeconomia amazônica e brasileira que já exportam ou que desejam se inserir no mercado internacional. Após o cadastro, as empresas passarão por uma avaliação de perfil de acordo com os requisitos exigidos nessa modalidade de negócios. A rodada será no formato híbrido, com um dia de negociações presenciais durante a Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, e dois dias por meio da plataforma on-line Connect Americas, do BID, com encontros de até 30 minutos. Para orientar sobre o funcionamento da rodada, a FIEPA/CIN promoverá antes do evento webinars para as empresas participantes.

De acordo com o Centro Internacional de Negócios da FIEPA, o setor de alimentos e bebidas paraense exportou US$ 2,9 bilhões em 2023. Entre os principais destaques estão a soja, a carne e o milho, que tiveram como principais destinos a China, Espanha, Rússia e Estados Unidos. O setor de A&B representa aproximadamente 13% de tudo que é exportado pelo Estado.

Dados da Associação Brasileira do setor (Abia) mostram que o Brasil é o maior exportador de alimentos industrializados do mundo em volume e o 5º em valor. A indústria de Alimentos e Bebidas gera quase 2 milhões de empregos diretos e formais no país, sendo responsável por 10,8% do PIB nacional. Em 2023, o país registrou US$ 62 bilhões em exportação, com destaques para os sucos de laranja, açúcar, carne bovina, carne de aves, café solúvel e óleo de soja.

Segundo a coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios do Pará da FIEPA, Cassandra Lobato, o objetivo é fortalecer a indústria da bioeconomia brasileira. “Com esse projeto, que também inclui visitas in loco a indústrias paraenses, nós queremos dar ainda mais visibilidade aos nossos produtos no mercado internacional e maximizar seu desempenho durante as rodadas de negócios. Servirá também como um exercício importante para a COP 30, que acontecerá no próximo ano, em Belém, permitindo que os empresários desenvolvam habilidades essenciais em negociações internacionais, networking e estratégias de mercado global para a exportação de produtos que possuem origem e identidade geográfica dos biomas brasileiros, em especial da Amazônia”, afirma Lobato.

Amazon Trade – Rodada Internacional de Negócios de Alimentos e Bebidas

Data: 08 a 10 de outubro

Local: Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia

Inscrições online: https://bit.ly/AMAZONTRADE

Informações: secretaria.cin@fiepa.org.br | (91) 4009 – 4996

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