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Brasil – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Setor industrial brasileiro lança ação empresarial pelo desenvolvimento sustentável  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/setor-industrial-brasileiro-lanca-acao-empresarial-pelo-desenvolvimento-sustentavel/ Mon, 24 Mar 2025 12:53:33 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14068

Uma nova agenda climática para a indústria e que esteja comprometida com a transição para uma economia de baixo carbono. É o que propõe a Sustainable Business COP30 (SB COP) lançada, no dia 10/03, em Brasília. Promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a iniciativa quer construir um grupo de representatividade internacional nos moldes do que já existe no âmbito do G20 e do Brics. Com isso, a ideia é garantir um papel estruturado e influente do setor privado nas negociações climáticas globais, além de levar recomendações do setor à Conferência pelo Clima das Nações Unidas, a COP 30, que será realizada em novembro, em Belém.

O lançamento da Sustainable Business ocorre em consonância com o chamado do presidente da COP 30, o embaixador André Corrêa do Lago, por um mutirão urgente contra as mudanças climáticas. Divulgada nesta segunda-feira, 10, a primeira carta do presidente da conferência destaca a necessidade de cooperação internacional para acelerar a adaptação climática, além de soluções urgentes que façam deste momento uma virada de chave em todos os setores. Corrêa do Lago também participou do lançamento da SB COP nesta segunda-feira, e destacou a importância do setor produtivo para este mutirão. “O setor privado, além de ser o retrato de um país, é no fundo, quem vai executar a maior parte das decisões que aqueles governos estão tomando. Nós precisamos do setor privado na Cop 30 mais do que em outras Cops. Será também uma oportunidade do Brasil mostrar seu setor produtivo para o mundo. Nós temos muitos casos e exemplos de sucesso”, afirmou o presidente.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e da Jornada COP +, Alex Carvalho, integra a equipe de engajamento da iniciativa, que pretende mobilizar lideranças de empresas, associações, sindicatos, federações e confederações, nacionais e internacionais em prol do desenvolvimento sustentável. “Com a SB COP, além de mobilizar empresas e investidores para ações climáticas concretas, também iremos estabelecer uma ferramenta permanente de engajamento empresarial que esteja comprometida com a criação de um futuro sustentável no setor”, destacou Alex.

A SB COP terá seis eixos com grupos temáticos: transição energética, economia circular e materiais, bioeconomia, transição justa, financiamento climático e segurança alimentar. Estes eixos estão inseridos em três metas: elaborar recomendações aos líderes governamentais para as negociações da COP30; formalizar compromissos do setor privado para reduzir as emissões de gases do efeito-estufa; e desenvolver iniciativas voltadas à ação para avançar em uma agenda climática positiva.

A Confederação Nacional das Indústrias participa há mais de uma década das Conferências do Clima. A iniciativa de criar um grupo empresarial para liderar o setor privado ganhou força após a participação na COP29, sediada em Baku, no Azerbaijão. A inspiração para a SB COP veio do B20, fórum de representação do setor privado dos países que compõem o G20, presidido pelo Brasil em 2024. Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a criação deste espaço é necessária, pois o enfrentamento das mudanças climáticas só terá efeito com a participação do setor produtivo. “O setor privado é um catalisador e o nosso objetivo é de complementaridade, somando e garantindo entregas. A nossa entrega é a percepção de um Brasil diferente do que existe e a certeza de que o setor empresarial brasileiro tem excelentes cases, excelentes projetos”, destacou Alban.

O lançamento também contou com a presença virtual do governador do Pará, Helder Barbalho, que destacou a importância do protagonismo do setor produtivo do Pará para a adaptação climática. “O olhar transversal se faz necessário para que nós possamos fazer com que essa COP em Belém, na Amazônia e no Brasil possa deixar legados ambientais e um novo paradigma para as relações multissetoriais, para que nós possamos apresentar cases de sucesso de um estado que fez a escolha da transição para um modelo que preserve a floresta e isso só é possível a partir do envolvimento da iniciativa privada. Preservar produzindo e produzir preservando deve ser o conceito para balizar todos nós nessa jornada”, enfatizou o governador.

A conclusão dos trabalhos da SB COP resultará em uma agenda de recomendações que será apresentada pelo setor produtivo à Presidência da COP e ao governo, com a perspectiva de garantir o compromisso do setor privado com as metas para redução das emissões de gases do efeito estufa. Segundo o presidente da Fiepa, a proposta é que a Sustainable Business não se limite à COP 30. “Será um espaço oficial para participação empresarial que começa nesta COP, mas que irá se estender para as edições futuras. Construiremos parcerias estratégicas e que realmente tenham impacto na discussão mundial sobre o clima”, conclui Alex Carvalho.

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INDÚSTRIAS PARAENSES ADOTAM O UPCYCLING PARA REDUZIR DESPERDÍCIO https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/07/01/industrias-paraenses-adotam-o-upcycling-para-reduzir-desperdicio/ Mon, 01 Jul 2024 17:31:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13342

Bolsas criadas a partir de resíduos industriais e móveis escolares produzidos de madeira que iria para o lixo são exemplos cotidianos de upcycling, conceito que, apesar de não ser novo, vem ganhando destaque por conta das técnicas sustentáveis e processo ambientalmente correto que promove. Basicamente, o upcycling consiste em dar um novo propósito a materiais que seriam descartados, com criatividade e qualidade igual ou até melhor que a do produto original.

Ao contrário da reciclagem, que envolve a criação de um novo ciclo para um produto que atingiu o fim de sua vida útil, o upcycling valoriza o próprio ciclo do produto. Ou seja, a técnica utiliza o produto já existente, dispensando qualquer necessidade de passar por processos industriais para modificação. A única mudança é que o produto passa a ter uma função diferente em relação ao seu uso original.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), das 27,7 milhões de toneladas anuais de resíduos recicláveis produzidos no Brasil, menos de 4% passa por reciclagem. Dentro do setor industrial, a prática do upcycling é considerada fundamental para o equilíbrio da produção em grande escala. “O upcycling é uma das formas de dar uma destinação mais nobre para os resíduos, evitando a destinação inadequada ou a geração de lixo. Com isso, você evita que o resíduo vá parar em um rio, nas ruas, em contaminação do solo e das águas e garante uma longevidade ao ciclo de vida de determinado produto”, explica Deryck Martins, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPA.

Upcycling no Pará

Empresas do setor moveleiro, em parceria com o Sindicato da Indústria de Marcenaria do Pará (Sindmóveis), vêm realizando um importante trabalho de reaproveitamento de materiais para conscientizar a população e beneficiar famílias e instituições que precisam de novos móveis ou de reparos a partir do uso de madeiras que seriam descartadas.

A Indústria Rio Capim Modulados, precursora dessa iniciativa em Belém, atua desde 2014 transformando resíduos do setor madeireiro em novos objetos, principalmente, para creches e escolas. “A gente transforma laterais de armários sem utilidade em mesas para as crianças; painéis em desuso viram prateleiras; peças de madeira prestes a ir para o lixo, a gente pega pra fazer reparos ou até mesmo novas cadeiras”, explica o proprietário da Rio Capim, Irã Pantoja.

Para o presidente do Sindmóveis, Marcos Martins, esse tipo de iniciativa é fundamental para criar uma cultura sustentável e diminuir o descarte de resíduos no setor. “Todo o resíduo da madeira pode ser reaproveitado, mas como o setor gera muito, é necessário multiplicarmos os esforços para estender o ciclo de vida dos produtos. Nós temos discutido e avançado em projetos junto com a FIEPA, o governo e municípios para diminuir ainda mais esse desperdício”, pondera Martins.

Na MLX Uniformes, indústria do ramo do vestuário localizada no município de Ananindeua, o upcycling é parte dos esforços para dar destinação mais sustentável aos resíduos. Além de fazer parcerias com cooperativas voltadas para a reutilização, a empresa transforma as sobras de sua produção em subprodutos como, por exemplo, puffs, luvas e bolsas, agregando valor à marca.

“Já faz tempo que me incomodo com a questão dos nossos resíduos e há dois anos comecei a buscar parcerias que nos ajudem, enquanto setor, a diminuir esse descarte sem aproveitamento. Nosso segmento é o terceiro que mais polui no mundo, então o desafio é muito grande. Queremos fazer dar certo, não somente dizer que somos empresa sustentável porque está na moda”, diz Priscilla Vieira, proprietária da MLX Uniformes e diretora da FIEPA.

Segundo a empresária, com as ações de upcycling, sua indústria consegue reaproveitar metade dos resíduos diretos em subprodutos. “Pela quantidade de resíduos que a gente gera, 50% de destinação sustentável é para ser celebrado, mas sabemos que há um árduo trabalho pela frente, que depende de parcerias que envolvam cooperativas, as próprias empresas, o setor público e o privado. Upcycling é uma questão de consciência e cada um faz parte desse processo”, destaca.

SENAI

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/ PA) é um dos parceiros da MLX Uniformes na pauta da sustentabilidade. No Polo de Vestuário do SENAI, em Belém, há, inclusive, um curso específico de Upcycling, que contribui para a formação de novos profissionais conscientes e para amenizar o desperdício na indústria do segmento.

Durante o curso, com ênfase na sustentabilidade, os alunos desenvolvem habilidades e técnicas de reaproveitamento de materiais têxteis que seriam incinerados, com foco no desenvolvimento de novos produtos, como roupas, bolsas, brindes e acessórios. Os materiais utilizados nas aulas práticas são resíduos oriundos das indústrias de confecção locais.

A gerente do Polo de Vestuário do SENAI, Clarisse Chagas, destaca a importância do tema na dinâmica da organização. “Nós entendemos que não existe mais alternativa que não seja olhar para este lado da sustentabilidade. O Polo de Vestuário trata do ciclo de vida do produto e a gente entende que depois do descarte ele ainda pode ter um ciclo de vida extra. Então aqui a gente enxerga várias alternativas, e uma delas é o upcycling. A sustentabilidade não é fim, mas é ponte para que alcancemos uma sociedade que tenha uma dinâmica mais sustentável”, conclui.

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