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Cassandra Lobato – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:50:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Exportações do Pará somam US$ 24,23 bilhões em 2025 e consolidam protagonismo do estado no comércio exterior https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/01/23/exportacoes-do-para-somam-us-2423-bilhoes-em-2025-e-consolidam-protagonismo-do-estado-no-comercio-exterior/ Fri, 23 Jan 2026 14:57:59 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14426

O desempenho da pauta exportadora paraense em 2025 confirmou uma das combinações mais robustas dos últimos anos, sustentada pela força histórica do setor mineral e pelo avanço expressivo dos produtos agroindustriais. No acumulado de janeiro a dezembro, as exportações do Pará totalizaram US$ 24,23 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 21,49 bilhões.

Com esse resultado, o Estado manteve a terceira posição no ranking nacional de saldo comercial e segue como líder absoluto da Região Norte. O setor mineral permaneceu como o principal pilar: a alumina calcinada alcançou US$ 1,89 bilhão, enquanto o minério de ferro somou US$ 11,64 bilhões, exercendo papel determinante na economia estadual.

Na agroindústria, o destaque foi a carne bovina, que alcançou US$ 1,22 bilhão em vendas externas, impulsionada pela demanda da China. A soja também se consolidou com US$ 1,61 bilhão em exportações. Já o setor madeireiro registrou crescimento de 10,88%, tendo os Estados Unidos como principal destino.

Outros pontos altos de 2025 incluíram a retomada das exportações de bovinos vivos (US$ 574 milhões) e a ascensão do milho. A Ásia continua sendo o maior parceiro comercial do Pará, absorvendo 61,67% das vendas externas, seguida pela União Europeia e América do Norte.

Apesar dos desafios globais e do “tarifaço” do governo Trump, o Pará preservou sua relevância. Um avanço estratégico foi a retirada da taxação sobre o açaí em novembro, abrindo portas para o mercado norte-americano. Contudo, dados da FIEPA alertam para a vulnerabilidade de municípios que dependem quase exclusivamente da cadeia do açaí, como Igarapé-Miri e Muaná.

“Mesmo em um cenário global marcado por instabilidade, o Pará manteve trajetória de crescimento, expandiu sua base comercial e reforçou sua relevância estratégica. A combinação entre o vigor do setor industrial e o fortalecimento do agronegócio consolidou 2025 como um ano de avanços estruturais”, declara Cassandra Lobato, gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA.
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Balança comercial paraense fecha primeiro semestre de 2025 em superávit, com saldo de US$ 9,6 bi https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/07/29/balanca-comercial-paraense-fecha-primeiro-semestre-de-2025-em-superavit-com-saldo-de-us-96-bi/ Tue, 29 Jul 2025 19:03:59 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14188

A balança comercial do Pará registrou saldo positivo no acumulado do primeiro semestre deste ano. O superávit no Estado foi de aproximadamente US$ 9,6 bilhões entre janeiro e junho de 2025, com variação positiva de 0,45% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os números são resultados dos esforços da indústria paraense para atender às demandas do comércio exterior, avalia Cassandra Lobato, gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA (FIEPA CIN).

No ranking das unidades federativas, o Pará se posicionou como o terceiro Estado com o maior saldo na balança comercial, ficando atrás apenas do Mato Grosso e Minas Gerais. Por valor exportado, o Pará consolidou-se na sexta colocação do país, com cerca de US$ 10,9 bilhões neste ano.

Nas categorias de exportações, os produtos considerados não tradicionais, como soja, carnes de bovinos e outros bovinos vivos, tiveram um desempenho de US$ 1,72 bilhão, enquanto os tradicionais, como pimenta, suco de frutas e pimenta, somaram US$ 294,6 milhões.

No recorte das cidades brasileiras que mais exportam, Canaã dos Carajás e Parauapebas ficaram na sexta e sétima posições, com US$ 2,8 bilhões e US$ 2,1 bilhões, respectivamente. No comparativo estadual, logo atrás aparece Barcarena (US$ 1,9 bi), Marabá (US$ 1,3 bi) e Paragominas (US$ 350,9 milhões). Belém, por outro lado, ficou em 12º lugar com US$ 112.848.200 milhões.

Apesar do desempenho positivo, o cenário do comércio exterior ainda exige atenção diante do cenário regulatório. Para Cassandra Lobato, é essencial que o ambiente de negociações internacionais preserve a estabilidade das trocas comerciais e incentive relações de longo prazo.

“É fundamental que essas decisões sejam conduzidas com equilíbrio e responsabilidade, de forma a evitar impactos desproporcionais sobre setores mais sensíveis da economia. Defendemos a manutenção de um diálogo diplomático aberto e construtivo entre os países, com o objetivo de preservar os investimentos já realizados, minimizar prejuízos e garantir a continuidade de relações comerciais historicamente consolidadas e benéficas para ambas as partes”, reforça a gerente do FIEPA CIN.

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Amazon Trade gera oportunidades para indústrias da bioeconomia no mercado global https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/amazon-trade-gera-oportunidades-para-industrias-da-bioeconomia-no-mercado-global/ Tue, 15 Oct 2024 19:13:15 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13813

Rodadas de negócios conectaram empresários do setor de alimentos e bebidas dos biomas brasileiros a 11 compradores internacionais

Entre os dias 08 e 10 de outubro, mais de 60 empresas participaram da Amazon Trade, rodada internacional de negócios do setor de alimentos e bebidas (A&B) derivados da bioeconomia amazônica e brasileira. Realizada de forma híbrida, a rodada contou com encontros online nos dois primeiros dias, encerrando nesta quinta-feira (10), com reuniões presenciais dentro da programação da Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém. A iniciativa conectou os empresários brasileiros a 11 compradores internacionais interessados em fazer negócios com indústrias do setor.

Com uma expectativa inicial de gerar US$ 15 milhões (dólares) em negócios, além das rodadas, os compradores internacionais também participaram de visitas técnicas em indústrias da bioeconomia paraense. No dia 11, uma comitiva foi até a fábrica da Bellamazon, em Marituba, onde conheceram o plantio e os produtos feitos a partir do açaí amazônico. No sábado, 12, visitaram a fábrica da cachaçaria Meu Garoto, que utiliza insumos da floresta como o jambú, na produção de suas bebidas.

O evento foi promovido pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA CIN), pela Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Contou com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e colaboração de 16 Federações de Indústrias do país.

Segundo Cassandra Lobato, coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, o evento teve como objetivo aumentar a visibilidade dos produtos com identidade geográfica dos biomas brasileiros, fomentar negócios, e preparar empresários para as oportunidades em eventos globais, como a COP30, que será realizada em Belém, em 2025. “O evento teve a participação maciça das nossas indústrias e de compradores internacionais qualificados com grande potencial de negócios para o setor de alimentos e bebidas da bioeconomia amazônica e brasileira. É uma iniciativa que visa, além de expandir a presença dos produtos regionais no exterior, reforçar a necessidade de aliar crescimento econômico e sustentabilidade, agregando valor aos nossos produtos, e acredito que estamos no caminho certo para mostrar ao mundo a riqueza e a qualidade e o diferencial da nossa produção industrial”, afirmou a gestora.

Carlos Cedrón Delaude, diretor geral da CCD Representaciones, sediada em Lima, no Peru, o evento serviu para conhecer os produtos brasileiros com potencial de negócios. “Estou muito feliz e agradecido pelo convite porque essa foi uma grande oportunidade para ter contato com os provedores e ver bons produtos, além do contato com os organizadores que são muito atenciosos, e de conhecer compradores de outros países. Já tenho pelo menos três produtos que vamos começar a importar para o Peru e fazer o desenvolvimento de marca, sempre levando a marca do Brasil para os nossos mercados”, comentou o comprador internacional Carlos Cedrón.

Para o empresário Júlio Lobato, representante da Amazon Flavors, indústria paraense de produtos feitos a partir de insumos da floresta, como jambu, cumaru, açaí, castanha-do-Pará e tucupi, a rodada foi uma oportunidade para apresentar produtos e prospectar novos mercados interessados nos produtos da Amazônia. “Somos uma indústria genuinamente amazônica, e este evento nos oferece uma oportunidade incrível de explorar novos mercados e mostrar ao mundo os sabores únicos da nossa região. Participamos de cinco rodadas de negócios com empresas de diversos países, e a receptividade foi excelente. Nossa cachaça de jambu e nosso realçador de sabor, por exemplo, despertaram grande interesse. Os participantes estão muito curiosos e entusiasmados com os produtos amazônicos, o que nos motiva a continuar mostrando ao mundo o imenso potencial que nossa região tem para oferecer. Espero que a Amazon Trade continue abrindo portas para a nossa bioeconomia em muitas outras edições”, afirmou o empresário.

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Inscrições abertas para a Amazon Trade, rodada internacional de negócios do setor de alimentos e bebidas https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/09/03/inscricoes-abertas-para-a-amazon-trade-rodada-internacional-de-negocios-do-setor-de-alimentos-e-bebidas/ Tue, 03 Sep 2024 18:08:18 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13353

Preparação para a COP30, evento será realizado em Belém, com abrangência em todo o território nacional

De 08 a 10 de outubro, Belém sediará a Amazon Trade, uma rodada internacional de negócios híbrida que vai conectar empresários de até 60 empresas brasileiras da indústria de Alimentos e Bebidas (A&B) derivados da bioeconomia amazônica e brasileira a até 12 compradores internacionais. Realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA/CIN), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o evento tem o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a colaboração de 16 Federações de Indústrias do país. Além da rodada, a iniciativa prevê visitação in loco a indústrias locais. As inscrições já estão abertas, com vagas limitadas e podem ser feitas pelo link: https://bit.ly/AMAZONTRADE. Informações pelo e-mail secretaria.cin@fiepa.org.br, ou pelo telefone (91) 4009 – 4996.

A Amazon Trade é direcionada a empresas do setor de A&B derivados da bioeconomia amazônica e brasileira que já exportam ou que desejam se inserir no mercado internacional. Após o cadastro, as empresas passarão por uma avaliação de perfil de acordo com os requisitos exigidos nessa modalidade de negócios. A rodada será no formato híbrido, com um dia de negociações presenciais durante a Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, e dois dias por meio da plataforma on-line Connect Americas, do BID, com encontros de até 30 minutos. Para orientar sobre o funcionamento da rodada, a FIEPA/CIN promoverá antes do evento webinars para as empresas participantes.

De acordo com o Centro Internacional de Negócios da FIEPA, o setor de alimentos e bebidas paraense exportou US$ 2,9 bilhões em 2023. Entre os principais destaques estão a soja, a carne e o milho, que tiveram como principais destinos a China, Espanha, Rússia e Estados Unidos. O setor de A&B representa aproximadamente 13% de tudo que é exportado pelo Estado.

Dados da Associação Brasileira do setor (Abia) mostram que o Brasil é o maior exportador de alimentos industrializados do mundo em volume e o 5º em valor. A indústria de Alimentos e Bebidas gera quase 2 milhões de empregos diretos e formais no país, sendo responsável por 10,8% do PIB nacional. Em 2023, o país registrou US$ 62 bilhões em exportação, com destaques para os sucos de laranja, açúcar, carne bovina, carne de aves, café solúvel e óleo de soja.

Segundo a coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios do Pará da FIEPA, Cassandra Lobato, o objetivo é fortalecer a indústria da bioeconomia brasileira. “Com esse projeto, que também inclui visitas in loco a indústrias paraenses, nós queremos dar ainda mais visibilidade aos nossos produtos no mercado internacional e maximizar seu desempenho durante as rodadas de negócios. Servirá também como um exercício importante para a COP 30, que acontecerá no próximo ano, em Belém, permitindo que os empresários desenvolvam habilidades essenciais em negociações internacionais, networking e estratégias de mercado global para a exportação de produtos que possuem origem e identidade geográfica dos biomas brasileiros, em especial da Amazônia”, afirma Lobato.

Amazon Trade – Rodada Internacional de Negócios de Alimentos e Bebidas

Data: 08 a 10 de outubro

Local: Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia

Inscrições online: https://bit.ly/AMAZONTRADE

Informações: secretaria.cin@fiepa.org.br | (91) 4009 – 4996

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Pará exportou US$ 10,7 bilhões nos primeiros seis meses de 2024 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/07/15/para-exportou-us-107-bilhoes-nos-primeiros-seis-meses-de-2024/ Mon, 15 Jul 2024 12:03:00 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13485

Estado foi o líder em exportações na Região Norte no primeiro semestre. Variação na exportação nacional cresceu 3,08% em comparação ao mesmo período de 2023

O Pará encerrou o primeiro semestre deste ano com um acumulado de US$ 10.754.043.353 bilhões em exportações provenientes de 981 produtos, crescimento de 45% em relação ao desempenho no mesmo período do ano passado. A quantidade de produtos exportados, no entanto, apresentou uma variação negativa de -95% em comparação com o mesmo período de 2023. Os dados são do Ministério da Economia, analisados e divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA/CIN).

No contexto da Região Norte, onde as exportações no período foram de US$ 14.540.245.219 bilhões (+141% em comparação com 2023), o Estado permaneceu como o principal exportador, contribuindo com 64,2% do total.

No comparativo com os demais estados da Amazônia Legal, o Pará ocupou a segunda posição nas exportações, atrás apenas do Mato Grosso. Já no ranking nacional, a participação nas exportações passou de 6,2% para 6,4%, crescimento que manteve o estado como o sexto maior exportador nacional.

Os resultados observados no primeiro semestre mostram ainda um saldo de US$ 9.855.394.614 bilhões, valor que manteve o Pará na terceira colocação no país, atrás de Mato Grosso e Minas Gerais.

Clique aqui para acesso à íntegra dos resultados da Balança Comercial do Pará – janeiro a junho de 2024

Setores – O setor mineral manteve-se como carro-chefe da Balança Comercial do Estado, respondendo por 81,71% das exportações paraenses. Foram 143.265.561 toneladas (t) que resultaram em um valor de US$ 8.787.614.279 bilhões no período, com destaque para o minério de ferro bruto, minério de cobre, alumina calcinada e alumínio não ligado e derivados.

A análise da FIEPA/CIN destaca também a geração de uma receita de exportação de US$ 245.937.170 milhões referente a produtos tradicionais, que levaram a uma variação positiva de 39,1% em comparação com o mesmo período no ano anterior, liderados por sucos de frutas, madeira e pimenta “piper”, que juntos representaram US$ 207.113.995.

Entre os produtos não convencionais, o destaque foi para as carnes bovinas e soja, que totalizaram US$ 1.405.750.684 bilhão dos US$ 1.651.810.476 bilhão exportados no setor de produtos não tradicionais, o que, na avaliação da FIEPA/CIN, ressalta a robustez das exportações paraenses desses produtos em destaque.

Municípios – Quanto à distribuição geográfica das exportações, o interior do Pará permanece na dianteira, representando 84% do total, enquanto a região metropolitana contribuiu com 16%, o que significa um total de US$ 1.753.949.321 bilhão.

Na avaliação geral dos municípios do Pará, a capital Belém ocupa o 10º lugar no ranking das exportações, com US$ 106.575.201 milhões no período.

Entre as cidades paraenses que se destacaram nas exportações, Canaã dos Carajás manteve-se na liderança, com um total de US$ 3.262.983.458 bilhões, seguido de Parauapebas, com exportações no valor de US$ 2.800.912.050 bilhões, principalmente de minérios de ferro e cobre.

Veja abaixo a lista dos dez municípios paraenses com maior destaque nas exportações do primeiro semestre de 2024:

  • 1. Canaã dos Carajás: US$ 3.262.983.458 bilhões
  • 2. Parauapebas: US$ 2.800.912.050 bilhões
  • 3. Barcarena: US$ 1.433.096.610 bilhão
  • 4. Marabá: US$ 1.167.532.524 bilhão
  • 5. Redenção: US$ 554.430.171 milhões
  • 6. Paragominas: US$ 534.493.916 milhões
  • 7. Curionópolis: US$ 228.944.990 milhões
  • 8. Santarém: US$ 177.466.130 milhões
  • 9. Castanhal: US$ 121.281.920 milhões
  • 10. Belém: US$ 106.575.201 milhões

Mercados – A coordenadora da FIEPA/CIN, *Cassandra Lobato*, explica que o Pará tem se mostrado atrativo para os países asiáticos como China, Malásia e Japão. Segundo ela, esses países importaram pouco mais de US$ 6 bilhões em produtos do estado, com destaque para os minérios de ferro.

Ao observar os blocos econômicos, constata-se que a Ásia registrou uma variação de 94,5% durante o período analisado, mantendo sua posição como principal destino das exportações, com mais de 60% de participação. Em segundo lugar está a União Europeia, que no mês de junho importou US$ 1.745.731.177 bilhões, registrando uma participação de 16,23%.

Os Países Baixos (Holanda) e Alemanha destacam-se como os principais compradores, importando US$ 372.262.517 milhões e US$ 324.163.106 milhões, respectivamente. A América do Norte contribuiu com 7,82% das exportações, com os Estados Unidos se destacando como os maiores importadores dentro do subcontinente, com um valor total de cerca de US$ 397.672.796 milhões.

Portos – Na avaliação do volume exportado pelos portos da região, o Porto de São Luís (MA) permanece como o principal ponto de exportação do Pará, registrando um montante de US$ 7.590.060.045 bilhões, tendo o minério de ferro e o cobre como principais cargas. Já o Porto de Belém manteve-se em segundo lugar, com US$ 2.560.566.128 milhões, exportando principalmente alumina calcinada, mas com uma queda de -12,99% nas toneladas desse produto em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo semestre – A coordenadora da FIEPA/CIN, *Cassandra Lobato*, avalia a expectativa para as exportações no segundo semestre de 2024. “É no segundo semestre que se inicia a safra do açaí e isso com certeza já significa um aumento no volume exportado do estado do Pará. Além disso, também no segundo semestre começa o ciclo de corte da madeira, um produto tradicional. São dois produtos que monitoramos e percebemos que contribuem bastante para a Balança Comercial”, destaca.

“Há ainda produtos que a gente chama de ‘não tradicionais’, como a carne bovina e a soja, que também vêm contribuindo muito com a Balança Comercial, tanto na diversificação da pauta quanto com a consolidação de um comprador que até então era muito tradicional dos minérios, que é a China”, completa.

Cassandra assinala ainda a atuação da agroindústria, com destaque para a cadeia da carne nas exportações do Pará para o mercado asiático. “Nós observamos a agroindústria muito forte dentro do processo de internacionalização, que contribui muito para a diversificação da pauta. Um desses produtos que mencionei, a carne, recebe o beneficiamento – o que aumenta o seu valor agregado. Há também o esforço da cadeia da carne no estado para que esteja de acordo com as normas sanitárias de modo a atender o mercado asiático”, conclui.

Importações paraenses apresentaram queda de quase 20%

Em relação às importações, o Pará recebeu cerca de US$ 898.648.739 milhões em produtos importados, totalizando 2.085.312 milhões de toneladas, uma redução de -19,88% em relação ao ano anterior. A análise da FIEPA/CIN destaca que esses produtos têm origem majoritariamente “das três principais potências comerciais: os Estados Unidos, a Rússia e a China, que têm sido os principais fornecedores do Pará.”

Na avaliação referente à Região Norte, o estado do Amazonas foi o principal importador, contribuindo com US$ 8.008.926.433 bilhões dos US$ 10.081.565.064 bilhões importados pela região, o que, segundo a FIEPA/CIN, pode ser explicado em grande parte pela presença das empresas montadoras localizadas na Zona Franca de Manaus.

O Pará permanece em segundo lugar na região, importando um total de US$ 898.648.739 milhões, com uma variação negativa de -19,88%. Entre os principais produtos importados no estado estão produtos químicos como hidróxido de sódio, cloretos de potássio e ureia, utilizados em diversos processos para a agroindústria.

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Novos produtos na pauta de exportações do Estado https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/06/27/novos-produtos-na-pauta-de-exportacoes-do-estado-2/ Tue, 27 Jun 2023 20:24:26 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=9479

Ao longo dos anos, o Estado tem conseguido apresentar o seu potencial de negócios para importantes compradores internacionais

O Pará é uma terra de superlativos: e o segundo maior estado da federação em extensão territorial; e o estado mais populoso da Região Norte; possui uma das maiores capacidades de geração de energia hidrelétrica do país; apresenta uma posição geográfica estratégica para o comercio exterior e conta com uma característica que o torna único: a biodiversidade da maior floresta tropical do planeta, a Amazonia.

Ao longo dos anos, o Estado tem buscado desenvolver e apresentar ao mercado global todo o seu potencial de negócios, como um parceiro confiável e capacitado para fornecer produtos de qualidade e com diferencial competitivo. Para isso, a Federação das Indústrias do Estado do Para (FIEPA), por meio do seu Centro Internacional de Negócios (CIN), com o apoio e fomento de importantes parceiros, vem desenvolvendo um trabalho no sentido de promover a adequação de produtos e empresas paraenses para inserção no mercado internacional. Como resultado, e possível notar mudanças no cenário do comercio exterior do Estado, com o surgimento de novos produtos na balança comercial e maior diversificação da pauta de exportações.

NOVOS PRODUTOS

Suco de fruta de açaí, soja, milho, cacau e derivados, cerveja e carne de bovinos são apenas alguns dos produtos que vem ganhando projeção na balança comercial, nos últimos dez anos. Considerados novos, em comparação com produtos tradicionais como minério, madeira e pescados, por exemplo, eles têm apresentado bons resultados nas exportações, sendo cada vez mais valorizados no mercado internacional.

Segundo Cassandra Lobato, coordenadora do Centro Internacional de Negócios da FIEPA (CIN/FIEPA), a partir dos números da balança e possível notar essa mudança. “Para se ter uma ideia, em 2022 o Para conseguiu aumentar em 11,92% a inserção de novos produtos na balança comercial, o que representa um total de 1.287 produtos que até pouco tempo não faziam parte da pauta de exportação do Estado”, explica Cassandra.

 

EXPORTAÇÃO DO AÇAÍ CRESCEU MAIS DE 16.000%, EM DEZ ANOS

Um dos produtos que mais despertou o interesse e ganhou espaço no mercado internacional foi o açaí, que iniciou sua participação na balança comercial paraense em 2012 e teve um crescimento de mais de 16 mil por cento em comparação com o início de suas exportações.

Segundo Cassandra, o aumento se deve a alguns fatores, como os esforços da indústria da fruticultura, por meio de investimentos em inovação; a expansão do mix de produtos oriundos do açaí que, além do suco da fruta em tambores, passou a comercializar outros itens com maior valor agregado; e o manejo sustentável e ambientalmente responsável empregado em toda a cadeia produtiva do açaí, que atende as exigências do mercado internacional e atrai cada vez mais compradores.

Para Victor Brandao, coordenador de exportações da Amazon Polpas, localizada na cidade de Castanhal, as propriedades nutricionais do açaí também são responsáveis pelo sucesso da fruta amazônica no exterior. “Acredito que esse aumento das exportações se deve principalmente pela difusão das propriedades do açaí, que é energético e bom para a saúde”, avalia Brandao.

A empresa começou a exportar em 2015, ainda em pouca quantidade, entre três e cinco containers. Em 2020, já exportava em torno de 100 containers, para mercados nos Estrados Unidos, Japão, Europa e América Latina, com um mix de produtos que contribuiu para a expansão dos negócios. “Cada mercado tem uma demanda diferente: nos EUA e mais a polpa de açaí com guaraná, no Japão e sorbet de açaí com banana, na Europa sorbet de açaí com guaraná e na América Latina a preferência e pela polpa da fruta”, explica o coordenador de exportações.

CACAU PARAENSE – SUSTENTABILIDADE GARANTE PROTAGONISMO

Tendo como principal destino o Japão, o cacau paraense teve um salto no seu desempenho de exportação. No topo do ranking, o cacau do Para tem como diferencial uma expansão sustentável, na qual 70% do cultivo e feito majoritariamente por agricultores familiares e em sistemas agroflorestais benéficos para a Amazonia, integrando geração de emprego e renda a preservação da floresta.

Os números da balança comercial reforçam a trajetória de sucesso do cacau paraense. Se em 2012 o volume exportado foi de US$ 676 milhões, em 2022, fechou o ano com um total de US$ 1.663 bilhão e mais de 500 toneladas do fruto. Segundo Cassandra, a verticalização da amêndoa do cacau em produtos derivados como o chocolate, que tem um maior valor agregado, e importante para a expansão da pauta exportadora do Estado. “A qualidade, o aroma e o sabor do cacau paraense são únicos e precisam ser divulgados. Então, nosso objetivo como entidade do setor produtivo e ampliar cada vez mais essa divulgação, e o que temos feito por meio do apoio de missões empresariais como o Salon Du Chocolat de Paris, por exemplo, na qual empresários locais puderam fazer networking, identificar potenciais parceiros e conhecer tecnologias e tendencias do setor”, explica Cassandra.

Para falar em diversificação da pauta de exportações, e necessário também destacar o desempenho da soja, que cresceu mais de 600% no Estado. De um volume exportado de US$ 182 milhões, em 2012, passou para quase US$ 1.400 bilhão, em 2022. “Estes resultados demonstram todo o esforço das nossas indústrias e do agronegócio em prol dessa diversificação que nos permite ampliar o mix de produtos a serem oferecidos ao mercado internacional, o que torna nossa pauta menos dependente de um único produto”, analisa Lobato.

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