invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114A indústria do Estado do Pará encerrou os primeiros cinco meses de 2026 mostrando uma retomada do emprego formal, apesar de registrar também uma oscilação típica de uma economia muito dependente das cotações globais. De acordo com o boletim desenvolvido pelo Observatório da Indústria da FIEPA, entre altos e baixos na produção física e na arrecadação tributária, o setor consolidou sinais claros de recuperação, impulsionado principalmente por grandes projetos de infraestrutura, mineração e construção civil no interior do estado.
De janeiro a maio, a arrecadação de ICMS da indústria ampla (que envolve extração, transformação, construção, energia e saneamento) somou R$ 4,66 bilhões. O valor representa uma alta nominal de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo-se praticamente estável quando descontada a inflação (-0,4%). O resultado aponta para uma base de negócios resiliente, que consegue resistir ao cenário macroeconômico mesmo sem registrar um crescimento explosivo.
O mercado de trabalho é o grande destaque positivo de 2026. Apenas no mês de maio, a indústria paraense gerou 1.864 novos postos de trabalho com carteira assinada. Esse foi o melhor resultado mensal do ano, consolidando uma retomada que ganhou força desde fevereiro.
No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o saldo de contratações alcançou 2.777 novas vagas formais. Esse fôlego na geração de empregos se concentrou em três pilares fundamentais ligados ao ciclo de grandes investimentos no estado: indústrias extrativas, com abertura de 940 vagas; saneamento e gestão de resíduos, com 918 novos empregos; e construção civil, que registrou saldo de 724 vagas.
Canaã dos Carajás lidera o mapa do desenvolvimento
A força da atividade industrial paraense está fortemente ancorada no interior. No topo do ranking de contratações industriais do estado, Canaã dos Carajás desponta isolada na liderança, sendo responsável pela criação de 514 vagas formais no acumulado do ano. O protagonismo do sudeste paraense é reforçado por Parauapebas, que aparece na segunda posição estadual com 399 postos criados.
A capital Belém garantiu o terceiro lugar com 264 vagas, seguida por Tomé-Açu (250) e Oriximiná (211), mostrando que o desenvolvimento tem se distribuído por polos estratégicos do estado.
Produção industrial
Apesar do otimismo no emprego, o volume de produção física da indústria local acendeu um sinal de alerta. Em abril (dado mais recente do IBGE), a produção industrial do Pará registrou recuo de 5% na comparação com o mês anterior. A indústria paraense operou com índice de 95,1 pontos (tendo 2022 como base 100), patamar inferior à média nacional de 101,9. Essa oscilação evidencia a alta exposição do estado a poucos setores.
No entanto, a fabricação de celulose, papel e produtos de papel disparou expressivos 44,4% na comparação com abril do ano passado, sustentando a liderança folgada de crescimento no acumulado de 2026 (+27,1%). Na outra ponta, os segmentos mais afetados pelas flutuações de preços internacionais e demanda interna foram a fabricação de produtos de madeira (-10,1%), de minerais não metálicos (-9,3%) e a indústria de alimentos (-9,1%).
Arrecadação por setores
A dinâmica tributária do estado também reflete essa concentração produtiva. O recolhimento de ICMS industrial de maio (R$ 938,2 milhões) ficou concentrado em três grandes pilares, que juntos respondem por 60% de toda a arrecadação da indústria ampla no Pará: eletricidade e gás (R$ 231,7 milhões); coque e derivados de petróleo [refino] (R$ 223,5 milhões); extração de minerais metálicos (R$ 112,2 milhões).
Das três grandes fontes, apenas a extração mineral registrou ganho real relevante (+6%), enquanto o setor de refino de petróleo teve recuo de 7,5% no mês. A queda simultânea na arrecadação de gigantes como a metalurgia (-24,8%) e o refino de petróleo explica por que o faturamento real do estado no mês fechou em terreno levemente negativo (-3,6%), mesmo com avanços expressivos de setores menores, como máquinas e materiais elétricos (+41,5%) e produtos químicos (+20,3%).
Apesar dos desafios globais, a disposição do paraense em empreender continua ativa. O estado mantém uma média consistente de abertura de novos negócios, registrando picos expressivos no início do ano, como a abertura de 1.517 novas empresas industriais em janeiro de 2026.
As microempresas respondem por impressionantes 81,36% do total de negócios ativos do estado (133.883 registros), atuando principalmente na construção civil e nas indústrias de transformação.
“Embora esse predomínio confira grande flexibilidade à economia local, o estudo técnico alerta que essas pequenas empresas ainda enfrentam barreiras severas de competitividade, acesso a crédito e inserção em mercados nacionais e internacionais. O grande desafio estratégico do Pará a médio e longo prazo continua sendo a capacidade de atrair investimentos que agreguem valor localmente aos recursos minerais e florestais, reduzindo a dependência histórica do estado aos ciclos de preços internacionais”, avalia o gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, Felipe Freitas.
A indústria do Pará atravessou o segundo trimestre de 2025 sob influência direta do cenário internacional das commodities, que segue determinante para o desempenho do setor no Estado. Levantamento do Observatório da Indústria da FIEPA, com base em dados da Fapespa, mostra que o comportamento do período esteve associado, sobretudo, às oscilações de preços no mercado externo, especialmente do minério de ferro, principal produto da pauta mineral paraense.
Entre abril e junho, segmentos relevantes da indústria apresentaram variações distintas, com destaque para eletricidade e gás e para a indústria extrativa, atividade de maior peso na composição do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado. A extrativa, sozinha, responde pelo maior valor agregado da indústria paraense, somando cerca de R$ 8,28 milhões no período, o que faz com que qualquer movimento nos preços internacionais tenha impacto direto sobre o resultado agregado do setor.
O principal vetor dessa dinâmica foi o comportamento do minério de ferro. No segundo trimestre de 2025, o preço médio da commodity recuou para US$ 99,1, o menor nível desde 2024. A redução afeta o valor nominal da produção mineral, ainda que os volumes extraídos permaneçam em patamares elevados. Na prática, o desempenho do PIB industrial reflete mais a variação de preços do que mudanças estruturais na capacidade produtiva instalada no estado.
Segundo Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, o resultado deve ser interpretado dentro desse contexto internacional. “O que observamos no segundo trimestre é um ajuste conjuntural. A base produtiva da indústria paraense segue sólida, mas o valor do PIB é sensível ao comportamento das commodities. Quando o preço do minério recua, o impacto aparece nos indicadores, mesmo sem alteração relevante no nível de produção física”, explica.
Essa característica ajuda a entender por que a indústria não reproduziu, no mesmo período, o ritmo observado na agropecuária, por exemplo. Enquanto o agro é influenciado por fatores internos, como clima, safra e produtividade, a indústria mineral responde majoritariamente a ciclos globais de demanda e cotação. São lógicas distintas, que explicam movimentos diferentes entre setores sem indicar perda de competitividade industrial.
No campo dos investimentos, a construção civil manteve trajetória de expansão e registrou crescimento de 19,57% no segundo trimestre, impulsionada por obras de infraestrutura e pelos projetos associados à preparação do Estado para a COP30. O avanço do segmento sinaliza a capacidade de mobilização do ambiente produtivo local, ainda que seus efeitos se distribuam ao longo do tempo e não se concentrem em um único trimestre.
Na comparação com o mesmo período de 2024, a leitura é mais favorável. A indústria contribuiu para a elevação do PIB do Pará em 5,72%, evidenciando que, apesar das oscilações de curto prazo, o setor mantém trajetória consistente no horizonte anual. A diferença entre o resultado trimestral e o anual reforça o peso do fator preço na análise econômica, sobretudo em economias com forte presença do setor mineral.
Felipe Freitas avalia que o segundo semestre tende a apresentar um ambiente mais construtivo. “As projeções indicam uma recuperação gradual dos preços do minério de ferro, o que deve se refletir no valor da produção e no desempenho do PIB industrial. Com esse movimento, a expectativa é de os números reflitam um fechamento de ano mais equilibrado para a indústria paraense”, afirma.
Os dados apontam para preços médios do minério em torno de US$ 104 no terceiro trimestre e US$ 107 no quarto trimestre, cenário que pode devolver maior tração ao setor industrial do estado ao longo de 2025.
Apesar das oscilações registradas no encerramento do ano, o mercado de trabalho formal, no recorte da indústria e construção civil paraense, terminou 2025 com saldo positivo na geração de empregos. No acumulado de janeiro a dezembro, os dois setores somaram 5.125 novas vagas com carteira assinada, mantendo o resultado positivo, ainda que em ritmo mais moderado que o observado em 2024.
O desempenho reflete uma trajetória de crescimento durante o ano. Os dados foram levantados pelo Observatório da Indústria do Pará, a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Ao longo de 2025, o mercado de trabalho apresentou desempenho mais favorável entre fevereiro e setembro, período em que houve estabilidade e crescimento moderado, com pico de 3.137 vagas em setembro. Até então, o saldo acumulado superava 15 mil postos de trabalho. No entanto, o desempenho geral do ano foi puxado pela queda nos meses de outubro (-912), novembro (-1.901) e, principalmente, dezembro (-7.793). Na comparação anual, o saldo final de 2025 ficou 54% abaixo de 2024, quando o Estado havia criado 11.147 vagas nos dois segmentos.
De acordo com as análises do Observatório, a retração de dezembro foi puxada, sobretudo, pelo setor da Construção, que perdeu 6.557 empregos formais no mês. As maiores quedas ocorreram nas atividades de Construção de Rodovias e Ferrovias (-1.645) e Construção de Edifícios (-1.143), refletindo a conclusão de etapas de grandes obras no Estado. Entre as ocupações, destacaram-se as perdas de Servente de Obras (-1.249) e Pedreiro (-485).
Em contrapartida, alguns segmentos ligados à infraestrutura básica apresentaram desempenho positivo, como Água e Esgoto (+161) e Indústrias Extrativas (+154), além de funções técnicas como Operador de Estação de Tratamento de Água (+106).
No recorte territorial, a desmobilização concentrou-se nos principais polos econômicos. Belém liderou as perdas (-1.677), seguida por Parauapebas (-1.272) e Canaã dos Carajás (-942), municípios fortemente ligados à construção civil e a grandes projetos de infraestrutura. Ainda assim, alguns municípios registraram saldos positivos, como Bragança (+70), Curuçá (+25) e Tucuruí (+24).
O último trimestre do ano foi marcado por uma retração mais intensa, fenômeno associado à sazonalidade típica do período no Pará. Em dezembro, a construção e a indústria apresentaram saldo negativo de 7.793 postos de trabalho, resultado de 7.296 admissões contra 15.089 desligamentos. O volume de contratações caiu 31,05% em relação a novembro.
Segundo o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas, esse movimento não foge do padrão histórico. “Esse comportamento é esperado. A sazonalidade do fim do ano já é observada historicamente, com encerramento de contratos e conclusão de ciclos produtivos. Em 2025, esse efeito pode ter sido mais intenso, especialmente por causa da dinâmica das obras ligadas à COP30”, explica.
Para o Observatório, os dados mostram que a dinâmica do emprego no Pará está fortemente conectada aos ciclos da construção e de grandes obras. Embora a retração de dezembro tenha reduzido o ritmo do crescimento anual, o saldo positivo de 2025 demonstra que o Estado manteve a capacidade de geração de empregos ao longo do ano.
“O desafio está em ampliar a retenção de mão de obra e reduzir a volatilidade provocada pelo encerramento concentrado de contratos, especialmente nos grandes projetos”, avalia Felipe Freitas.
TEXTO: Emilly Melo / Comunicação FIEPA
Comprometida com práticas de mineração sustentável na Amazônia, a Mineração Rio do Norte (MRN) obteve, nesta semana, a Licença de Instalação (LI) para o Projeto Linha de Transmissão que vai integrar a empresa ao Sistema Interligado Nacional. Com a adesão à matriz elétrica de fontes mais sustentáveis, a MRN espera reduzir a emissão de gases do efeito estufa em cerca de 90% na geração de energia, o que representa aproximadamente 20% na redução na pegada de carbono da companhia, já a partir de 2027, garantindo uma operação mais eficiente e sustentável. A fase de implantação do projeto, deve gerar aproximadamente 500 novos postos de trabalho temporários durante as obras.
O projeto, com extensão de 98 km, parte da subestação em Oriximiná até a futura subestação Saracá, dentro do site da MRN, no distrito de Porto Trombetas. O diretor de Implantação da MRN, Leonardo Paiva, explica que a iniciativa é o principal projeto de transição energética da empresa, alinhada ao planejamento de longo prazo e ao compromisso com a sustentabilidade ambiental. “A mudança de matriz elétrica através representa um movimento estratégico para a MRN e um legado para a região. Estamos oficialmente aderindo às metas globais ao reduzir a pegada de carbono e promovendo o desenvolvimento sustentável local”, afirma o executivo.
Operacionalização do projeto
O desenvolvimento da nova matriz elétrica da MRN atende as demandas futuras do Programa Zona Oeste. Na prática, o sistema de transmissão em 230 kV vai conectar as instalações industriais da empresa em Porto Trombetas, no município de Oriximiná à rede básica do SIN, por um circuito simples, com extensão aproximada de 98 km. O traçado possui 34 vértices, contemplando 218 torres metálicas, tendo em vista benefícios técnicos, econômicos e socioambientais. O estudo do projeto foi realizado em duas partes, considerando o trecho normal e o trecho da travessia do rio Trombetas, em função das particularidades de cada um.
Continuidade operacional
A Linha de Transmissão é parte da estratégia de continuidade operacional da MRN na região. Hoje com licença prévia emitida pelo IBAMA, o Projeto Novas Minas permitirá à MRN investir aproximadamente R$ 5 bilhões nos próximos cinco anos, agregando mais sustentabilidade à cadeia do alumínio, utilizado em grande escala para segmentos essenciais como energia, transportes, construção civil, embalagens, dentre outros. O empreendimento será essencial para que a empresa possa dar continuidade à sua operação no Oeste do Pará, mantendo uma produção média de 12,5 milhões de toneladas anuais de bauxita.
Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027 mostra que Logística, Construção, Manutenção e Metalmecânica serão as áreas com maior demanda por novos profissionais
Para atender a demanda da indústria do Pará nos próximos três anos, será necessário qualificar 286 mil profissionais entre 2025 e 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. O número contempla a necessidade de formação de 47 mil novos profissionais e de requalificação de 239 mil que já estão no mercado. A projeção leva em conta o crescimento da economia e do mercado de trabalho. O levantamento é elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo é uma importante ferramenta de inteligência para subsidiar as ações de planejamento de oferta do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (18), durante entrevista coletiva com o diretor do SENAI Pará, Dário Lemos, e com o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas.
Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, o estado precisará de 47 mil trabalhadores com uma nova formação para atender o ritmo de criação de empregos e a reposição de trabalhadores que deixarão o mercado de trabalho formal. As projeções para o Pará também mostram que 239 mil trabalhadores precisarão de treinamento e desenvolvimento para atualizarem as competências nas funções que já desempenham na indústria e que também são demandadas por outros setores no Brasil.
A atualização envolve o desenvolvimento de competências em dimensões como hard skills (habilidades técnicas como domínio de máquinas, equipamentos e softwares), soft skills (competências comportamentais como pensamento crítico, inteligência emocional, criatividade e inovação) e ações de saúde e segurança no trabalho (como inspeção de instalações, normas e regulamentos), para que os trabalhadores contem com as habilidades necessárias para desempenhar as funções de maneira eficaz e segura.
“A demanda por qualificação no Pará, identificada pelo Mapa do Trabalho Industrial, reflete o crescimento acelerado de setores estratégicos da economia. Estamos empenhados em preparar profissionais capacitados para atender essas necessidades e garantir que a indústria local continue a se expandir de forma competitiva e sustentável. A requalificação de trabalhadores também será essencial para que eles possam acompanhar as transformações tecnológicas e de mercado, mantendo-se relevantes e produtivos “, destaca o diretor regional do SENAI Pará, Dário Lemos.
Logística e Construção lideram em demanda por profissionais
De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, entre 2025 e 2027, as áreas com maior demanda por profissionais serão:
Metodologia do MTI 2025-2027
Para este Mapa do Trabalho Industrial, o Observatório dividiu o levantamento de dados por etapas:
As ocupações correlatas são categorizadas pelo caráter transversal e pela relevância para os diferentes setores, como cientistas de dados e engenheiros da computação.
Acesse os dados do Mapa do Trabalho Industrial na íntegra





Ação inédita do Observatório da Indústria da FIEPA projeta cenários para os próximos dez anos
O Observatório da Indústria do Pará, iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), realizou no dia 08 de agosto, a sua primeira edição do encontro “Painel de Especialistas” para identificar estratégias e propor soluções para o aprimoramento e desenvolvimento da indústria. O painel em Belém foi direcionado ao setor da construção, um dos que mais empregam no Estado, sendo responsável por injetar quase R$ 9 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) paraense.
Promovido em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria, da Confederação Nacional de Indústria (CNI), o painel em Belém reuniu especialistas, sindicatos da indústria, empresários e acadêmicos para trocas de experiências e discussões prospectivas focadas em análises e projeções para os próximos cinco a dez anos, permitindo a identificação de tendências e demandas estratégicas do setor. Segundo Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria do Pará, o painel é uma iniciativa importante para subsidiar o trabalho desenvolvido pela Federação junto às indústrias, e no atendimento às demandadas de toda a cadeia produtiva do setor da construção civil, no Estado.
“A cadeia produtiva da construção foi escolhida por seu papel essencial no desenvolvimento socioeconômico do Pará, destacando-se pela capacidade de gerar empregos e contribuir estrategicamente para a infraestrutura e habitação do Estado. O painel permitiu que grupos de trabalho qualificados analisassem o cenário local e global, propondo estratégias para fortalecer o setor, elevar a competitividade e preparar a mão de obra para desafios futuros e os resultados obtidos vão atualizar os serviços do Sistema FIEPA e orientar novos cursos para atender as demandas das indústrias locais, numa perspectiva de médio e longo prazos”, afirmou Freitas.
Para Fabrizio Gonçalves, presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon/PA), o painel foi um marco para a construção civil, reunindo dados essenciais sobre meio ambiente, economia e crescimento. “Esses dados detalhados vão fornecer uma base sólida para que o nosso sindicato tome decisões mais seguras e bem embasadas, fortalecendo a capacidade das nossas empresas de prosperarem. Nesse sentido, o painel trará um novo nível de precisão e visão estratégica, essencial para o desenvolvimento sustentável da construção civil no Estado do Pará. Juntos, podemos transformar essas informações em ações concretas, contribuindo para o avanço da nossa indústria e, consequentemente, para o crescimento econômico da região. Este é o nosso compromisso com o futuro da indústria da construção”, afirmou o presidente do Sinduscon.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Marcello Pio, que também é responsável pelo Núcleo de Prospectiva do Observatório Nacional da Indústria, afirma que o evento serviu para posicionar o Observatório da Indústria do Pará, como um importante centro de conhecimento para as empresas locais. “Como uma das primeiras iniciativas do Observatório, esse evento foi essencial para posicioná-lo como um centro de conhecimento estratégico para as empresas e para todo o Sistema FIEPA. Porque não se trata apenas de fornecer dados, mas de transformá-los em conhecimento útil para o planejamento estratégico e a tomada de decisões. E como uma ação voltada para a prospectiva e estudos de futuro, isso é fundamental para que as empresas possam se preparar para novas demandas, tanto de mão de obra quanto de planejamento”.
Metodologia
Os painéis de especialistas são encontros estruturados que buscam a interação entre especialistas para alcançar um determinado grau de consenso sobre um dado conjunto de dados/informações ou cenários/temas investigados.
Sua estruturação passa pela aplicação de questionários ou perguntas previamente concebidas, além do estabelecimento de regras específicas de trabalho. Tem como principal objetivo identificar as possíveis ações estratégicas e futuras demandas empresariais por soluções educacionais e serviços, em um horizonte temporal de 5 a 10 anos e as tendências para o setor ou segmento em questão.
Os resultados obtidos são utilizados para a elaboração de ações para o desenvolvimento setorial, defesa de interesses da indústria e atualização de portfólios das entidades do Sistema Indústria.
Principais produtos gerados no Painel de Especialistas:







O Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM), localizado em Belém, foi um dos quatro centros de pesquisa da região Norte credenciados pela EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial e Inovação). O anúncio foi feito durante a 27ª Conferência do Clima da ONU (COP-27), no Egito, e a assinatura do termo de cooperação ocorreu no final de maio, durante o “Inova+ Indústria Digital e Sustentável | Bioeconomia Florestal”, evento realizado pela EMBRAPII e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em Belém.
Serão destinados R$ 9,6 milhões para projetos de inovação industrial sustentável desenvolvidos no Norte do país. Os recursos são oriundos de parcerias estabelecidas pela EMBRAPII com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com os Ministérios de Ciência e Tecnologia, Educação e Economia. Estarão disponíveis para investimento em soluções inovadoras nas áreas de bioeconomia florestal e economia circular.
O credenciamento do ISI-TM possibilitará o desenvolvimento de projetos mais robustos para o setor mineral, principalmente quanto à implementação dos conceitos de economia circular e sustentabilidade na mineração, através da reutilização e valorização de resíduos e estéreis da mineração como matérias-primas para o desenvolvimento de novos produtos para a agricultura, construção civil, siderurgia e outras cadeias industriais.
Para o diretor Regional do SENAI Pará, Dário Lemos, o credenciamento do ISI-TM pelo EMBRAPII fortalece a inovação na região Norte do país. “É uma conquista que nos dá a oportunidade de estar trabalhando o desenvolvimento da região amazônica através da economia circular, dentro do conceito da sustentabilidade, alinhado com o que os demais Institutos SENAI realizam em todo o Brasil”, diz o diretor. “O SENAI tem toda a estrutura física e humana para desenvolver os projetos atendidos pela EMBRAPII, além de ter a expertise de saber atender as empresas. E é isso que nós precisamos, de instituições com a capacidade de entregar inovação na ponta”, complementa o diretor de Planejamento e Relações Institucionais da Embrapii, Fábio Stallivieri.
O ISI-TM atua na execução de Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) para empresas do setor mineral. Parte da rede nacional de 28 Institutos SENAI de Inovação (ISI), dos quais 18 são credenciados como Unidade Embrapii. O objetivo é oferecer soluções inovadoras, de forma ágil e orientada pelos interesses da Indústria.