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desenvolvimento regional – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:48:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Mercosul e União Europeia firmam acordo e ampliam oportunidades para as indústrias do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/01/23/mercosul-e-uniao-europeia-firmam-acordo-e-ampliam-oportunidades-para-as-industrias-do-para/ Fri, 23 Jan 2026 14:53:23 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14420

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia avança como um dos mais relevantes movimentos recentes do comércio internacional. O tratado prevê a redução gradual de tarifas, a harmonização de regras e a facilitação do acesso de produtos dos dois blocos aos seus respectivos mercados, criando novas condições para exportações, investimentos e integração produtiva.

Para o Pará, que possui um perfil fortemente exportador, o acordo tende a produzir impactos significativos a médio e longo prazo. Em 2025, o Estado exportou cerca de US$ 4 bilhões para a União Europeia, crescimento de 10,84% em relação ao ano anterior, o que o coloca na quarta posição entre os estados brasileiros exportadores para o bloco, com 8,04% de participação nacional.

Conforme avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, a redução tarifária amplia a competitividade dos produtos paraenses no mercado europeu, especialmente nos segmentos de mineração, agronegócio e agroindústria, além de abrir espaço para bens com maior valor agregado. Minérios, soja e ferro-níquel estão entre os itens com maior potencial de ganho, mas a expectativa é que a pauta se torne mais diversificada ao longo do tempo.

Ao mesmo tempo em que cria oportunidades, o acordo também traz desafios. A entrada de manufaturados europeus com menos impostos pode pressionar setores industriais menos competitivos no mercado interno. No entanto, Carvalho afirma que esse risco é mitigado pelo perfil atual da indústria paraense, ainda pouco exposta à concorrência direta com bens finais produzidos na Europa. Mais do que ameaça, o tratado pode funcionar como um indutor de modernização, desde que acompanhado por políticas de inovação, financiamento e qualificação produtiva.

“Um dos exemplos mais simbólicos desse novo cenário está na cadeia do cacau e do chocolate. O Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e vem consolidando uma indústria local de chocolates finos. Com o acordo, produtos europeus tendem a chegar mais baratos ao mercado brasileiro, aumentando a competição. Por outro lado, abre-se a possibilidade de o chocolate paraense, com identidade amazônica, rastreabilidade e apelo socioambiental, acessar o mercado europeu com menos barreiras, especialmente em nichos premium”, destaca o presidente da FIEPA.

Outro ponto estratégico é a redução de tarifas para bens de capital, como máquinas e equipamentos. Em 2025, o Pará importou da União Europeia insumos industriais, produtos químicos e itens essenciais à mineração e à indústria de transformação. Com a queda de custos para aquisição de tecnologia europeia, a expectativa é de ganhos em eficiência, redução de custos de produção, modernização de processos e até melhorias ambientais em setores como mineração, metalurgia, alimentos, móveis e bioindústria.

“Além do minério, outros produtos da pauta paraense podem ganhar competitividade com a abertura do mercado europeu. Carne certificada; soja, que cresceu 28% nas exportações para a UE entre 2024 e 2025; e açaí podem se destacar entre os segmentos com maior potencial de expansão”, explica Carvalho.

Alex Carvalho reforça que o acordo Mercosul–União Europeia cria uma janela estratégica para que o Pará avance não apenas em volume exportado, mas principalmente em qualidade, valor agregado e inserção em cadeias globais de valor – desde que acompanhado de investimentos em setores primordiais, como a infraestrutura e logística.

O aproveitamento pleno deste cenário, porém, depende de articulação entre setor produtivo, poder público e instituições de apoio, para que a indústria paraense esteja preparada para competir, inovar e ocupar novos espaços no mercado internacional. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo 718 milhões de consumidores e movimentando cerca de US$ 22 trilhões em trocas comerciais.

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Chamada Pública apresenta oportunidades de inovação e desenvolvimento na Amazônia Legal https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/chamada-publica-apresenta-oportunidades-de-inovacao-e-desenvolvimento-na-amazonia-legal/ Tue, 15 Oct 2024 19:22:10 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13830

A Chamada Pública “FINEP Amazônia – Bioeconomia e Desenvolvimento Regional”, promovida pelo Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) da FIEPA e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), apresentou, no dia 18/09, novas oportunidades para empresas brasileiras, com sede ou filiais na Amazônia Legal, desenvolverem produtos e processos inovadores. O evento contou com a parceria da FIEPA/REDES, Instituto SENAI de Inovação e Tecnologias Minerais (ISI-TM) e o Observatório da Indústria do Pará.

O objetivo da FINEP é fomentar o desenvolvimento econômico e sustentável na Amazônia, por meio do financiamento de projetos ligados à bioeconomia e ao desenvolvimento regional. Segundo Rodrigo de Lima, gerente Regional Norte da FINEP, muitos empresários ainda desconhecem os mecanismos de apoio existentes. “Esse momento de divulgação e aproximação para explicar como são os processos e as linhas de crédito é sempre muito produtivo, e a gente vê que aumenta a qualidade dos projetos que são submetidos”, comentou.

Cassandra Lobato, gestora do FIEPA/NAC, destacou a importância do diálogo entre indústria e instituições financeiras. “Nosso objetivo é estreitar o relacionamento entre as indústrias e as instituições que fomentam o crédito, para que os empresários tirem as dúvidas e entendam as possibilidades de atração de recursos”, explicou.

O presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, ressaltou o papel da Federação em agilizar essas conexões. “Temos um campo muito vasto e fértil para desenvolver. O que compete a nós é buscar esses recursos. Esse é o espírito da Federação”, afirmou.

Temáticas prioritárias e recursos

A chamada abrange três grandes áreas de atuação:

  • Bioeconomia: desenvolvimento de produtos e processos a partir da biodiversidade amazônica, como biocombustíveis, cosméticos e alimentos.
  • Comunidades Resilientes e Sustentáveis: soluções para gargalos das cadeias produtivas da bioeconomia, saneamento, energia renovável, logística e maquinário.
  • Desenvolvimento do Território Amazônico: projetos voltados para cidades sustentáveis, descarbonização e transformação digital, com parcerias obrigatórias com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) na Amazônia Legal.

A iniciativa disponibiliza R$ 100 milhões em recursos, com subvenções econômicas variando de R$ 3 milhões a R$ 20 milhões, dependendo do porte da empresa. As contrapartidas financeiras variam de 10% a 50%, conforme o tamanho da empresa. O prazo de execução dos projetos é de até 36 meses, podendo ser prorrogado.

As propostas devem atingir pelo menos 70% da pontuação máxima na análise de mérito, reforçando o compromisso com a inovação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.

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