invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114Em 2024, o Centro Internacional de Negócios da FIEPA consolidou sua atuação como o maior colaborador no convênio entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a ApexBrasil, promovendo iniciativas que fortaleceram a presença do Pará no cenário global. Entre as principais ações estiveram a rodada internacional de negócios Amazon Trade e a participação de indústrias paraenses em feiras de relevância mundial, como a SIAL Paris e o Salon du Chocolat, ambos na França, além do Chocolat Festival, em Portugal.
Direcionada ao setor de alimentos e bebidas derivados da bioeconomia amazônica e brasileira, a Amazon Trade foi organizada e realizada pela FIEPA CIN, entre os dias 08 e 10 de outubro. Em formato híbrido, contou com encontros presenciais em Belém e reuniões online por meio de uma plataforma fornecida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento conectou mais de 60 empresas locais e nacionais a 11 compradores internacionais interessados em produtos do bioma amazônico. Os compradores internacionais também participaram de visitas técnicas em indústrias da bioeconomia paraense.
“O apoio às empresas, especialmente as pequenas e médias, é essencial para fortalecer a bioeconomia e promover a verticalização da produção no Pará. Essas ações não apenas ampliam o alcance dos nossos produtos, mas também diversificam as exportações e agregam valor à produção local, contribuindo diretamente para o desenvolvimento socioeconômico do estado e reforçando o protagonismo do Pará no mercado internacional”, afirma Cassandra Lobato, coordenadora executiva da FIEPA CIN.
A atuação da FIEPA CIN também incluiu a preparação de indústrias paraenses para missões internacionais promovidas pela CNI e ApexBrasil. Na SIAL Paris, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, que ocorreu entre os dias 19 e 23 de outubro, os empresários tiveram suporte em reuniões de negócios e visitas técnicas, ampliando o acesso a mercados como Europa, Oriente Médio e América do Norte.
Também em Paris, a FIEPA CIN esteve ao lado das indústrias do Pará durante a missão comercial à 29ª edição do Salon du Chocolat 2024, que aconteceu de 30 de outubro a 3 de novembro. O evento é referência mundial em culinária e pâtisserie, reunindo um público especializado do setor, além de empresas globais para a troca de experiências e networking.
Na missão comercial ORIGEM BRASIL, a FIEPA CIN forneceu suporte à 29 empresas paraenses durante Chocolat Festival Portugal, na cidade do Porto, em Portugal. A feira reúne diversos setores empresariais, entre os quais alimentos e bebidas, moda e acessórios, artigos de decoração, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Durante o evento, os empresários visitam o showroom de produtos, e participaram de encontros de negócios com potenciais compradores, importadores e distribuidores convidados dos mercados de Portugal, Espanha, Reino Unido e Holanda; além de workshops, visitas e encontros técnicos com especialistas no mercado.
“O trabalho conjunto com a FIEPA, por meio do Centro Internacional de Negócios, é fundamental para conectarmos as empresas paraenses aos mercados internacionais. Através de eventos como a Amazon Trade, conseguimos aumentar a competitividade dos produtos da bioeconomia amazônica e fomentar novas oportunidades de negócios. Essas iniciativas são cruciais para o fortalecimento das exportações brasileiras, ampliando a presença de nossos produtos em mercados estratégicos”, destaca Essio Lanfredi, gestor do Escritório Norte da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).



O Centro Internacional de Negócios da FIEPA (FIEPA CIN) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizaram nesta terça-feira (10/12) o encontro “Conexão Internacional” com o objetivo de apresentar aos empresários paraenses as oportunidades de negócios e expansão no mercado internacional em 2025. O evento foi realizado na sede da FIEPA, em Belém, e contou com a participação das empresas locais Horta da Terra, Cachaçaria Meu Garoto e Quri Natural Beauty, que compartilharam suas experiências bem-sucedidas na exportação de produtos do bioma amazônico.
Na abertura do evento, o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, enfatizou a importância de fortalecer as cadeias produtivas e as parcerias estratégicas para aumentar a competitividade das indústrias do Pará. “A parceria da FIEPA CIN com a ApexBrasil tem sido fundamental para reforçar o papel da cadeia produtiva industrial, extremamente relevante para a geração de emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico na nossa região. Esse trabalho conjunto trouxe novas ideias e iniciativas que muitas das empresas presentes aqui hoje já tiveram a oportunidade de participar. O objetivo também é estimular que as grandes indústrias, além de suas responsabilidades econômicas, assumam um papel social e reputacional de incentivar as cadeias produtivas no entorno de suas atividades. Seja na mineração, geração de energia, construção civil ou outros setores bem estabelecidos, essa abordagem busca internalizar a riqueza gerada e beneficiar o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado”, afirmou o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.
A coordenadora executiva da FIEPA, Cassandra Lobato, destacou as ações realizadas em 2024 e as metas para 2025. “Nosso trabalho é direcionado a empresas em processo de exportação, com foco na preparação para a COP30. Para isso, em parceria com Centros Internacionais de Negócios de diferentes estados, atuamos fortemente na capacitação de empresários e profissionais na área de comércio exterior. Também promovemos encontros e rodadas internacionais com compradores de diversas partes do mundo e fornecemos o suporte necessário aos empresários em missões comerciais globais, onde divulgamos a produção industrial da Amazônia. Para 2025, nosso objetivo é ampliar essa qualificação profissional e intensificar as conexões com grandes compradores internacionais, mobilizando ainda mais os empresários paraenses para eventos de destaque, com o propósito de promover os produtos da bioeconomia amazônica e fortalecer a competitividade das nossas indústrias no mercado internacional”, afirmou Lobato.
Durante o evento, o gestor do Escritório Norte da ApexBrasil, Essio Lanfredi, explicou o papel da instituição na promoção das exportações brasileiras. “O escritório da Apex Brasil começou a atuar aqui no Pará em 2020 e, nesse período, consolidamos parcerias importantes, como essa com a FIEPA, para promover o potencial exportador das empresas locais. Vinculada ao MDIC e aos setores de promoção comercial das embaixadas brasileiras no exterior, estamos comprometidos em auxiliar as empresas na construção de seus planos de exportação para 2025, oferecendo ferramentas e capacitações em áreas como análise de mercados, adaptação de produtos e posicionamento estratégico. Nosso objetivo é proporcionar avanços concretos no mercado internacional, fortalecendo a imagem do Brasil e do Pará como parceiros confiáveis e competitivos no cenário global”, afirmou Lanfredi.


Usina atende 10% da demanda do país, colabora na reserva nacional de energia e em momentos de pico de consumo
A Norte Energia celebra, nesta terça-feira (19), cinco anos de operação plena da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, quando a 18ª Unidade Geradora foi colocada em funcionamento, consolidando Belo Monte como a maior usina 100% brasileira e a quinta maior do mundo. Produzindo energia limpa e renovável, a hidrelétrica tem capacidade de atender 60 milhões de pessoas, é responsável por suprir 10% da demanda do país e atua como uma bateria natural do sistema energético, ajudando na reserva nacional e em momentos alta demanda de energia.
Com capacidade instalada de 11.233,1 MW e garantia física média de 4.571 MW de geração de energia, Belo Monte permite a recuperação dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste durante períodos de alta geração. Mesmo diante dos efeitos do El Niño, que reduziu as chuvas na região Norte, a usina continuou a gerar energia de forma consistente nos horários de pico de consumo. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), Belo Monte foi responsável, sozinha, por garantir 12% da carga nacional em março desse ano.
O Complexo Belo Monte, composto pela Usina Hidrelétrica Belo Monte e a Usina Hidrelétrica Pimental, garante ainda 1.700 empregos diretos e indiretos na região e atua como o agente de desenvolvimento socioeconômico e sustentável no médio Xingu. Por exemplo, como consequência das melhorias levadas pela usina, o percentual de moradores abaixo da linha de pobreza em Altamira, de 25%, em 2010, (Censo IBGE) caiu para 3%, em 2023.
Agenda de descarbonização e foco no desenvolvimento sustentávelPara além da energia limpa e renovável, a concessionária de Belo Monte tem investido em uma série de iniciativas inovadoras, como o desenvolvimento de barcos elétricos, para promover a mobilidade fluvial sustentável na Amazônia. Estes projetos contribuem para a redução das emissões de CO2 e para a melhoria da qualidade de vida das populações ribeirinhas.
Através dos projetos de reflorestamento no Médio Xingu, utilizando mão de obra local, a empresa restabeleceu 2,4 mil hectares de floresta amazônica, o que representa 3 mil campos de futebol. Foram plantadas 1,5 milhão de mudas nativas e a meta da companhia é plantar 5,5 milhões de mudas, recuperando 7,6 mil hectares até 2045.
Desde o início da implantação de Belo Monte, em 2010, a Norte Energia investiu, até o momento, R$ 8 bilhões em ações socioambientais.
No primeiro semestre deste ano, a Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no município de Vitória do Xingu, foi apontada como a maior vendedora entre todas as fontes de energia do país, renováveis e não renováveis. De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Considerando o mercado livre e o regulado, a empresa comercializou 4.412 MW médios, o equivalente a 19.165 GWh, registrando, assim, um resultado bem próximo ao certificado de Garantia Física (GF) da usina, que é de 4.571MW.
A excelente colocação da Norte Energia reflete a nova estratégia de venda que a empresa passou a adotar em 2022. Segundo Paulo Roberto Ribeiro Pinto, diretor presidente da empresa, a UHE Belo Monte é a quinta maior hidrelétrica do mundo e a maior usina hidrelétrica 100% brasileira, e que tem importância estratégica para a segurança energética do país. “Temos 70% da nossa energia voltada para contratos de longo prazo com distribuidoras, além de 10% para autoprodutores e 20% para negociação no mercado livre. Esse posicionamento diferenciado no mercado se deve à nossa tônica de adoção das melhores estratégias, negociação, procura permanente dos bons clientes com garantia, com segurança”, ressalta Paulo Roberto Pinto. A produção de Belo Monte no primeiro semestre deste ano correspondeu a 9,4% (29.125 GWh) de toda a energia utilizada no país, o equivalente ao consumo de 30 milhões de residências.
Além de empregar 1.800 pessoas, entre colaboradores diretos e indiretos, o Complexo Hidrelétrico Belo Monte é estratégico para o setor elétrico nacional. Isso porque 70% dos reservatórios das hidrelétricas do país estão no Sudeste e Centro-Oeste e dependem de um bom volume de água para gerar a energia necessária para essas regiões. Em períodos de seca, quando esses reservatórios precisam ser poupados para que voltem aos níveis ideais de água, a usina paraense está no período úmido da Amazônia. Isso significa dizer que, enquanto Belo Monte gera o máximo das suas turbinas e injeta energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), os reservatórios das demais bacias armazenam água para atender ao mercado nacional durante o período seco.
“Para você ter uma ideia, em 2021, quando houve uma ameaça ao fornecimento de energia, a Norte Energia contribuiu com um terço do enchimento dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste. Então, ela tem um papel fundamental para a segurança do sistema interligado”, comenta o diretor-presidente da Norte Energia. A energia gerada pela UHE Belo Monte atende a 6% de todo o consumo nacional. A maior parte, 70%, é comercializada para 45 distribuidoras espalhadas por todos os estados brasileiros e 10% é destinada aos autoprodutores, sócios diretos ou indiretos da Companhia. Dos 20% remanescentes, a maior parte é comercializada para o mercado livre e uma pequena parte compensa perdas sistêmicas naturais.
Hoje, caso não existisse a UHE Belo Monte, o Brasil teria que acionar fontes não renováveis de energia com mais frequência, recorrendo às usinas termoelétricas, que consomem combustíveis fósseis. Esse tipo de energia, além de custar mais caro, é responsável por emissões significativas de gases que contribuem para o aquecimento global. “Eu imagino, hoje, que, se não tivéssemos Belo Monte no sistema, nós teríamos que colocar uma termoelétrica rodando, o que poderia representar de quatro a seis milhões de metros cúbicos de CO2 na atmosfera”, avalia Pinto.
Belo Monte é a hidrelétrica que mais gerou energia renovável e limpa para o Brasil no primeiro semestre de 2023. “Mais do que nunca, o mundo tem debatido a importância de fontes renováveis para abastecer os grandes centros urbanos, movimentar a economia e garantir o funcionamento dos serviços públicos essenciais sem comprometer o meio ambiente”, diz Pinto.
A Norte Energia atua na região de Belo Monte por meio de uma Política de Sustentabilidade pautada em três pilares estratégicos: desenvolvimento socioeconômico regional, geração de energia renovável e proteção ambiental da Bacia do Rio Xingu.
Entre as iniciativas de desenvolvimento socioeconômico, destaca-se a contratação de mão de obra local e o investimento em programas de aprendizagem e trainee, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em Altamira, voltado para pessoas da própria região. “Hoje, 40% do quadro da empresa é próprio e os serviços terceirizados de mão de obra de apoio e segurança são todos locais. Resolvemos primarizar toda a operação da usina. Além disso, acabamos de fazer um programa de trainee só para pessoas da região com nível médio. Foram 26 vagas preenchidas, das quais, nove por mulheres. Eles acabaram de se formar na parte teórica, agora estão aprendendo a prática com o pessoal mais experiente da usina, também já estão recebendo plano de saúde e um salário que deverá ser triplicado a partir do ano que vem, com a conclusão da formação”, enumera Paulo Roberto Pinto.
Já na parte de investimentos em preservação ambiental, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Norte Energia, Energisa e Fundo Vale lançaram, em setembro deste ano, o edital Xingu no âmbito do programa Floresta Viva, que destinará até R$ 26,7 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos de restauração de áreas degradadas e fortalecimento de cadeias produtivas da bacia hidrográfica do rio Xingu, na região amazônica. O edital, que será executado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), vai apoiar até nove projetos. Além disso, na ocasião dos estudos ambientais prévios sobre a Usina, uma matriz de impactos foi gerada e foram previstas medidas para monitorar e mitigar a ocorrência de tais impactos, junto com a participação e orientação do órgão ambiental competente, que fiscaliza e acompanha, bem como direciona a forma de implementação dos projetos e medidas de compensação. A Norte Energia já realizou investimentos socioambientais na região do Xingu da ordem de R$ 6,8 bilhões.