invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114Indústria extrativa e de produtos de madeira impulsionaram o resultado
Em agosto, o Pará registrou o segundo melhor desempenho na produção industrial do país, com um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2023, superando a média nacional de 2,2%. O estado ficou atrás apenas do Ceará, que alcançou 17,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, o estado também registrou avanço, com um índice positivo de 6,9%. Os dados são do Observatório da Indústria do Pará, da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), obtidos junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Felipe Freitas, gerente do Observatório, analisa que o crescimento da produção industrial no Estado foi impulsionado pela indústria extrativa que apresentou variação positiva de 18,8% e pelo setor de fabricação de produtos de madeira, que também avançou 14,8% no período. Segundo ele, outros setores também influenciaram o bom desempenho da indústria paraense. “Olhando para os resultados acumulados de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período de 2023, os destaques já são dos setores de metalurgia e de fabricação de produtos alimentícios, que apresentaram, respectivamente, variações positivas de 17% e 8,8%. É importante pontuar que o crescimento da produção industrial, usualmente, vem acompanhado do aumento da empregabilidade. Como exemplos desse padrão de tendência temos a indústria extrativa e de fabricação de alimentos, que nos últimos sete meses geraram 1.041 e 1.210 novos empregos, respectivamente, no nosso Estado”, analisou Freitas.
Os dados do Observatório também apontam que, no comparativo entre os meses de agosto e julho de 2024, a produção industrial do Pará apresentou uma queda de -3,5% o que, segundo Freitas, não impacta no desempenho geral do Estado. “Embora no comparativo mensal entre agosto e julho a produção industrial do Pará tenha ficado abaixo da média nacional, que foi de 0,1%, o desempenho acumulado ao longo de 2024 foi positivo, com um crescimento de 4,5%, ocupando a quarta colocação no ranking nacional”, explica.
“Apesar das dificuldades regionais, o Pará tem mostrado resiliência e mantido uma posição de destaque no cenário nacional, com avanços que superam a média do país. São índices que refletem um cenário de recuperação da nossa indústria, assim como a importância estratégica do setor para o fortalecimento da economia local, gerando oportunidades e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico, principalmente, pelo seu grande potencial na geração de empregos”, afirma o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.
A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 20/06 o Embaixador do Canadá, Emmanuel Kamarianakis, para discutir estratégias com o objetivo de estreitar as relações econômicas entre o Pará e o país da América do Norte. Durante a reunião foram tratados temas de interesse bilateral como bioeconomia, exportação, mineração, transição energética, inovação tecnológica e investimentos. O encontro ocorreu no Observatório da Indústria, na sede da Federação, em Belém, e contou com a presença de sindicatos da indústria e empresários.
Para Emmanuel Kamarianakis, o Brasil é um parceiro globalmente importante, e o Pará pode significar a ampliação dessa relação comercial. “O Brasil é um parceiro onde temos muitos anos de trabalho juntos e queremos fortalecer não só as relações com o Pará, mas diretamente com todo o Brasil. Essa é a minha terceira visita aqui em Belém e temos interesse de falar não só com o governo daqui, mas também com empresários, com a indústria e com a FIEPA para fortalecer um pouco mais essas relações bilaterais comerciais que temos com esse estado”, afirmou o embaixador do Canadá.
O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, falou sobre o perfil econômico do Estado e sobre as potencialidades regionais para o desenvolvimento de projetos e negócios em diversos segmentos, com destaque para a bioeconomia. “Nós temos aqui cada vez mais um trabalho de fortalecimento dessa pluralidade, pois a gente tem muito a aprender com o Canadá, que é um país extremamente desenvolvido, exemplo de educação, exemplo de qualidade de vida, exemplo de uma série de atributos que levam ao desenvolvimento sustentável. E nós queremos fazer com que aqui dentro do nosso território nós também sejamos capazes de fazer uso dos nossos recursos naturais com a responsabilidade que nós sabemos que precisamos ter e o compromisso de fazer com que a internalização dessas receitas seja percebida pela população”, afirmou o presidente da Federação.
Segundo dados apresentados pelo Centro Internacional de Negócios da FIEPA, em 2023 o Pará exportou para o Canadá US$ 642 milhões em produtos da cadeia mineral, entre os quais alumina e bauxita, o que coloca o Estado como o quinto do país que mais exporta para o Canadá, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Bahia. Outros produtos que também aparecem na pauta de exportações do estado para o Canadá são as carnes desossadas e congeladas de bovino e madeira. Com relação à importação, os produtos que o Estado mais compra do Canadá são cloretos de potássio, reboques e semirreboques, máquinas de sondagem rotativas autopropulsadas.
Segundo o embaixador, a ideia é ampliar o diálogo com o país para estabelecer um relacionamento em outras áreas de negócios. “Estamos falando com parceiros aqui no Brasil sobre temas como transição energética, mineração estratégica, agronegócio, infraestrutura. E hoje aqui falamos do setor de agronegócio, de carne, de diferentes produtos que queremos melhorar a importação e exportação, mas também investimento e colaboração em geral”.
COP 30 – Um dos assuntos em pauta durante o encontro foi a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em 2025, em Belém. O presidente da FIEPA apresentou a Jornada COP+, que prevê ações da entidade para qualificar o debate durante o evento e perenizar seus resultados. “Queremos buscar através disso parcerias de sucesso que venham trazer essa robustez e a perenização de uma atividade industrial responsável, inclusiva, que promova cada vez mais inovação, crescimento sustentável e que possa abrir portas para outros mercados. E entendemos que seria importante a participação efetiva da indústria, da academia, do governo, de organizações não governamentais, do terceiro setor e de organismos internacionais, como os do Canadá, com os quais temos a intenção de estabelecer uma maior proximidade para que essa jornada possa ser realmente profícua e producente”, explicou Carvalho.
Sobre o tema, o embaixador afirmou que o Canadá tem buscado estabelecer parcerias para participar ativamente do evento. “Estamos muito contentes de haver uma COP aqui em um país como o Brasil e vamos estar aqui com uma presença muito forte de canadenses, da parte do governo canadense, mas também da sociedade civil, povos indígenas, ONG, então queremos muito fortalecer essa colaboração no setor de mudanças climáticas, biodiversidade e outras coisas também”, comentou Kamarianakis.
Canadá e Brasil – Segundo informações da embaixada canadense, o Brasil é o terceiro maior parceiro comercial do Canadá nas Américas, depois dos EUA e do México. O comércio de mercadorias entre Canadá e Brasil totalizou US$ 133 bilhões em 2023, um aumento de quase 6% em relação ao ano anterior. As principais exportações canadenses de mercadorias para o Brasil incluem fertilizantes (621%), máquinas e partes (114%), combustíveis minerais, óleos, ceras e substâncias betuminosas (41%) e máquinas e peças elétricas e eletrônicas (20%).
As principais importações de mercadorias do Canadá no Brasil incluem pedras e metais preciosos (242%), produtos químicos inorgânicos (190%), peças de aeronaves e naves espaciais (109%), açúcar e produtos de açúcar (95%) e máquinas (59%). O comércio bilateral de serviços em 2023 foi de quase US$ 17 bilhões, com exportações de serviços de US$ 11 bilhões e importações de serviços de US$ 575 milhões.
O investimento direto canadense no Brasil ficou em US$ 253 bilhões em 2023, um aumento de 201% em relação a 2022. O estoque de investimento estrangeiro direto do Brasil no Canadá, por país investidor final, foi de US$ 206 bilhões em 2023, tornando-se o 2º maior investidor do Canadá no hemisfério ocidental (depois dos EUA) e o 8º globalmente.
Em 2023 o Estado do Pará exportou um valor acumulado de US$ 22.258.128.915 bilhões, fechando o período com uma variação positiva de 3,45% em relação ao ano anterior. Ao todo, foram exportadas 179 milhões de toneladas. Foi o maior exportador da Região Norte e segundo maior da Amazônia Legal. No ranking nacional, o Estado ficou na terceira colocação em saldo, com US$ 20.345.715.389 bilhões, atrás dos Estados de Mato Grosso e Minas Gerais, e manteve a sétima posição em valor exportado. Nas importações ficou na 17ª posição no país, com um valor de US$ 1.912.413.526 bilhões, 3.693.086 milhões de toneladas e queda de -30,19%. Os dados são do Ministério de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, analisados e divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (CIN/FIEPA).
De acordo com a coordenadora do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (CIN/FIEPA), com base nos resultados apresentados durante todo o ano, o consolidado de 2023 demonstrou uma recuperação da balança no período. “Foi um período difícil para o comércio exterior em função de diversos fatores, entre os quais o de que o mundo ainda sente alguns reflexos da pandemia, no qual os países se voltaram mais para o seu mercado interno, valorizando seus produtos nacionais. Além disso, tivemos a crise interna no setor imobiliário pela qual passou a China, que é o nosso principal hoje comprador Internacional; além do cenário de guerra que gera incertezas e impacta negativamente a relação comercial entre os países. Apesar desses problemas, o Estado conseguiu fechar o ano com um resultado positivo, ainda que com uma margem pequena, nos surpreendendo positivamente”, afirma Lobato.
Mineração – No período, o setor mineral manteve 84% de participação nas exportações paraenses. Os destaques foram para o minério de ferro, que exportou mais de US$ 12.9 bilhões, apresentando uma variação positiva de 1,45% e mais de 161 milhões de toneladas que tiveram como principal destino a China; e o cobre que exportou mais US$ 2.452 bilhões e teve um crescimento de 41,15%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, tendo como principal comprador a Alemanha.
Além da mineração, os outros produtos que fecharam em alta em 2023 foram a soja, que exportou US$ 1.657.078.513 bilhão, com 3.198.506 toneladas vendidas principalmente para a China, com um crescimento de 18,55% no período; o palmito, que apresentou uma variação positiva de 4,59%, com um volume de US$ 739.406 mil exportados principalmente para os Estados Unidos; e as sementes de gergelim, que apresentaram um crescimento de 355,28%, com um valor exportado de US$ 59.876.121 milhões, tendo como principal destino a Índia.
Para o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, apesar dos números positivos na exportação, os resultados poderiam ser potencializados com uma maior verticalização da produção e por meio de investimentos em infraestrutura, pesquisa, inovação e qualificação de mão de obra. “Entendemos que os resultados das exportações são positivos e trazem divisas importantes para o nosso Estado. Entretanto, do ponto de vista do setor industrial, não poderíamos deixar de lamentar o fato de que a economia paraense ainda é composta, quase que unicamente, pela venda de commodities, que são produtos de baixo valor agregado para o mercado internacional. São riquezas naturais do nosso Estado que poderiam estar sendo transformadas em bens de consumo com retornos altamente relevantes para a nossa economia. Como temos dito sempre, precisamos urgentemente avançar na melhoria da infraestrutura do nosso Estado, encampando outras políticas públicas, a começar pela regularização fundiária, que o tornem mais atrativo para a implantação de novas indústrias e que propiciem a verticalização da produção local, ampliando a oferta de produtos com melhor valor agregado e internalizando mais as nossas riquezas”, analisa Carvalho
“Verticalizar a produção é extremante importante e isso passa pela necessidade de termos uma indústria fortalecida, inovadora e em harmonia com o meio ambiente. Então, essa também é uma oportunidade para introduzirmos em nossos processos fabris conceitos como o da bioeconomia, para que possamos aproveitar todo o potencial natural existente na região, de forma responsável e sustentável, e levar aos territórios mais desenvolvimento, por meio de emprego, renda ou de parcerias que propiciem os aportes necessários para áreas prioritárias como saneamento básico, saúde e educação na região avalia o presidente da FIEPA.
Principais destinos – Os principais destinos das exportações do Pará, de janeiro a dezembro de 2023, foram a Ásia, União Europeia, América do Norte e Oriente Médio, com um volume de negócios de mais de US$ 20 bilhões. Da Ásia, o país que mais comprou do Pará está a China, com US$ 11.186.158.808 bilhões; do bloco da União Europeia, a Alemanha apresentou um acumulado de US$ 683.867.135 milhões; da América do Norte, os Estados Unidos importaram US$ 794.682.482 milhões; e do Oriente Médio, Omã foi responsável por US$ 273.578.668 milhões.
No cenário nacional, impulsionadas pelo setor mineral, as cidades paraenses que mais exportaram foram Parauapebas, com US$ 6.750 bilhões, e Canaã dos Carajás, com US$ 6.400 bilhões, ficando atrás apenas das cidades do Rio de Janeiro (RJ), Duque de Caxias (RJ) e Paranaguá (PR). Além destas, também aparecem Barcarena (US$ 2.680 bilhões), Marabá (US$ 2.109 bilhões) e Paragominas (US$ 749 milhões). A capital Belém ficou em 12º lugar no ranking Brasil, com US$ 206.364.348 milhões, no seu valor total exportado no período de janeiro a dezembro de 2023.
No consolidado do ano, fecharam em baixa a madeira, com -39,39% e US$ 212.858.782 milhões exportados; os sucos de Frutas, com -1,14 % e US$ 73.287.463 milhões exportados; os peixes, com US$ 69.286.633 milhões exportados e queda de -11,49%. Outro produto que registou baixa foi a carne de bovinos, com -22,09% no período, e valor exportado de US$ 505.792.914 milhões.
Para Daniel Freire, vice-presidente executivo da FIEPA e presidente do Sindicato da Carne e Derivados do Estado do Pará (Sindicarne), o resultado acompanhou a queda do preço da arroba do boi, aliada às variações que a commodity carne costuma apresentar no mercado internacional. “Além disso, tivemos também o autoembargo da nossa carne à China quando deixamos de embarcar carne para lá no primeiro trimestre. Apesar da variação de preços dessa commodity, existem mercados mais atrativos do que outros, então para blindar o setor das grandes oscilações, precisamos acessar o maior número de países possíveis para a carne do estado, assinando protocolos sanitários de formas a liberar essa exportação, esse é o nosso foco e temos contado com o forte apoio do governo do estado já que a indústria paraense é umas das mais modernas do país, com os mais altos níveis de processo sanitário e seguindo os mais exigentes critérios socioambientais”, analisa Freire.
O Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM), localizado em Belém, foi um dos quatro centros de pesquisa da região Norte credenciados pela EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial e Inovação). O anúncio foi feito durante a 27ª Conferência do Clima da ONU (COP-27), no Egito, e a assinatura do termo de cooperação ocorreu no final de maio, durante o “Inova+ Indústria Digital e Sustentável | Bioeconomia Florestal”, evento realizado pela EMBRAPII e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em Belém.
Serão destinados R$ 9,6 milhões para projetos de inovação industrial sustentável desenvolvidos no Norte do país. Os recursos são oriundos de parcerias estabelecidas pela EMBRAPII com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com os Ministérios de Ciência e Tecnologia, Educação e Economia. Estarão disponíveis para investimento em soluções inovadoras nas áreas de bioeconomia florestal e economia circular.
O credenciamento do ISI-TM possibilitará o desenvolvimento de projetos mais robustos para o setor mineral, principalmente quanto à implementação dos conceitos de economia circular e sustentabilidade na mineração, através da reutilização e valorização de resíduos e estéreis da mineração como matérias-primas para o desenvolvimento de novos produtos para a agricultura, construção civil, siderurgia e outras cadeias industriais.
Para o diretor Regional do SENAI Pará, Dário Lemos, o credenciamento do ISI-TM pelo EMBRAPII fortalece a inovação na região Norte do país. “É uma conquista que nos dá a oportunidade de estar trabalhando o desenvolvimento da região amazônica através da economia circular, dentro do conceito da sustentabilidade, alinhado com o que os demais Institutos SENAI realizam em todo o Brasil”, diz o diretor. “O SENAI tem toda a estrutura física e humana para desenvolver os projetos atendidos pela EMBRAPII, além de ter a expertise de saber atender as empresas. E é isso que nós precisamos, de instituições com a capacidade de entregar inovação na ponta”, complementa o diretor de Planejamento e Relações Institucionais da Embrapii, Fábio Stallivieri.
O ISI-TM atua na execução de Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) para empresas do setor mineral. Parte da rede nacional de 28 Institutos SENAI de Inovação (ISI), dos quais 18 são credenciados como Unidade Embrapii. O objetivo é oferecer soluções inovadoras, de forma ágil e orientada pelos interesses da Indústria.