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desmatamento – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Bioeconomia e sociobioeconomia: desafios e oportunidades para sustentabilidade na Amazônia  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/bioeconomia-e-sociobioeconomia-desafios-e-oportunidades-para-sustentabilidade-na-amazonia/ Mon, 24 Mar 2025 12:29:56 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14043

Em carta divulgada nesta semana, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP 30, destacou o papel das florestas para a ação climática. No documento, o presidente falou da importância de reverter o desmatamento, recuperar o que foi perdido e trazer ecossistemas de volta à vida. Estes, mais saudáveis, “podem oferecer oportunidades para resiliência e bioeconomia, promovendo meios de subsistência locais, criando cadeias de valor sofisticadas e gerando inovações em biotecnologia”, diz a carta.

A mobilização da Indústria: sustentabilidade e biodiversidade nos negócios

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada em 2024, aponta que seis em cada dez empresas adotam práticas relacionadas à biodiversidade nos negócios (58%), como tecnologias, certificações e uso sustentável de recursos.

O Pará e a bioeconomia: da criação de Plano Estadual à proposição de uma Zona Franca

O Governo do Estado criou a Política Estadual de Mudanças Climáticas, o Plano Amazônia Agora, que tem como propósito mudar a relação de uso da floresta, reduzir o desmatamento e tornar o Pará um estado carbono neutro até 2036.

Pequenos e médios negócios precisam ser protagonistas

Empresas de pequeno e médio porte também estão articuladas. Para fortalecer o setor, promover inovação, capacitação e articulação estratégica foi criada, em 2023, a Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia, a AssoBIO, que hoje já conta com 75 associados.

A Jornada COP+ foi idealizada pela Temple Comunicação e é realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), com apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinador master a mineradora Vale.

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Rumo à COP30: FIEPA defende desenvolvimento sustentável e inclusão social em reunião da “Pré-COP29″ https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/rumo-a-cop30-fiepa-defende-desenvolvimento-sustentavel-e-inclusao-social-em-reuniao-da-pre-cop29/ Tue, 15 Oct 2024 19:38:31 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13853 Evento ocorreu em São Paulo para tratar dos preparativos do Brasil para a Conferência do Clima, em Baku, em novembro

Como porta-voz do setor produtivo industrial paraense, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) participou ativamente do encontro “Pré-COP29: O Papel da Indústria na Agenda de Clima”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo (SP), no dia 03/10. O evento reuniu empresários, governo e especialistas para discutir o papel da indústria na agenda do clima e antecipar as propostas que o Brasil levará para a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontecerá em novembro, em Baku, no Azerbaijão. No encontro, também foram realizadas sessões especiais para discutir os preparativos para a COP30, que será em Belém (PA), em 2025.

Na abertura do evento, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a contribuição da FIEPA para o sucesso da COP30. “Peço permissão para cumprimentar aos nossos queridos amigos da federação dos estados, aqui representando a todos eles o Alex Carvalho. Como todos sabem a COP30 será no Pará e Alex será um grande corresponsável pela nossa busca de fazer da COP30 no Brasil algo especial”, afirmou.

Para Alban, a COP29 de Baku, será um preparatório do Brasil para a COP30 em Belém. “Nessa COP29 precisamos encontrar as convergências para que a gente possa fazer da COP30 no Brasil um marco bastante significativo, já que o Brasil é um grande ator, mas não só porque nós queremos, mas porque é inerente ao Brasil. Não queremos ser apenas o pulmão do mundo, queremos estar juntos construindo com corresponsabilidade, com coparticipações e com cofinanciamento, e eu tenho certeza de que esse público que está aqui, é um público também formador de opinião e que pode ajudar a construir essas pontes para que encontremos as convergências mais imediatas”, pontuou o presidente da CNI.

A convite de Ricardo Alban, Alex Carvalho apresentou o painel “Jornada COP+: estratégias e preparativos para além da COP30”. “A Jornada COP+ é um projeto de grande propósito, que se traduz em diversas ações voltadas para a construção coletiva de uma nova agenda econômica, social e ambiental para a indústria brasileira. O objetivo é posicionar o país de forma independente, priorizando o desenvolvimento do seu povo e a preservação da sua biodiversidade. Essa mobilização coletiva busca fazer da indústria o principal vetor dessa transformação, assegurando que o Brasil não se torne refém de interesses alheios ao seu progresso sustentável”, explicou Carvalho.

Em sua apresentação, ressaltou que a COP30 trará oportunidades para repensar o modelo econômico, com vantagens como o crescimento sustentável e a inclusão social. “A COP30 será uma grande oportunidade para repensarmos o modelo de desenvolvimento da Amazônia e do Brasil, garantindo que seja mais justo e inclusivo. A Amazônia, que cobre mais de 58% do território brasileiro e abriga cerca de 30 milhões de pessoas, com 20% da água doce do planeta, ainda contribui com apenas 6% do PIB nacional. Esse cenário é paradoxal e exige uma transformação. Precisamos de um desenvolvimento sustentável que mantenha a floresta viva, combata a miséria e inclua a população local no processo econômico. A Jornada COP+ reflete esse compromisso, buscando soluções regionais com impactos globais”, afirmou Carvalho.

Carvalho reforçou o papel do setor industrial para a redução da desigualdade social. “Precisamos enfrentar a desigualdade social, considerando que, dos 10 municípios com os piores índices de desenvolvimento, quatro estão no Pará, que também concentra 15 dos municípios com os piores índices de emprego e renda da Região Norte. A indústria tem um papel central nesse processo, seja na geração de empregos ou na capacidade de promover inovação e desenvolvimento tecnológico, e, nesse contexto, as instituições de pesquisa da Amazônia devem estar integradas para alcançar soluções efetivas”, afirmou Carvalho.

Por fim, destacou a importância de uma ação integrada, colaborativa e contínua entre setores público e privado para defender a legalidade, valorizar a biodiversidade e promover o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia. “Precisamos agir com urgência para frear as queimadas que afetam a Amazônia e o mundo, combatendo com rigor as atividades ilegais e rejeitando qualquer associação direta ao desmatamento. A indústria paraense e da Amazônia defende estratégias firmes, com fiscalização rigorosa, ação policial e judicial no enfrentamento desse problema”, concluiu Alex Carvalho.

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Bioeconomia – Em 10 anos, cadeia de fibra de malva https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/11/28/bioeconomia-em-10-anos-cadeia-de-fibra-de-malva/ Tue, 28 Nov 2023 18:57:01 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13191

Com a proximidade da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que será realizada em Belém, em 2025, uma das discussões que vêm à tona é a colaboração da bioeconomia para que o Brasil consiga atingir suas metas de descarbonização. Estudos indicam que ela vai evitar o lançamento de 21 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera até 2050 e que o PIB do Pará referente à bioeconomia pode alcançar R$178 bilhões.

Um exemplo desse potencial da nossa bioeconomia é a da cadeia da fibra de malva no Pará, representada pela Companhia Têxtil de Castanhal (CTC), que em 10 anos capturou mais de 18 mil toneladas de CO2 da atmosfera. A empresa está enviando para serem distribuídas pelo SEBRAE, durante um evento com ministros e secretários de meio ambiente, 300 bolsas exclusivas de malva Amazônica.

Essa fibra vegetal da região é uma cultura de várzea, totalmente integrada ao seu bioma. Com adubação natural deixada pelo húmus acumulado durante as cheias dos rios, sem uso de agrotóxicos e sem causar desmatamento, ela utiliza água da chuva para irrigação, além de gerar renda para milhares de pessoas no coração da região amazônica.

“Sua agregação de valor, da semente de malva aos nossos manufaturados, é toda na Região Norte do Brasil, em uma cadeia com pegada de carbono negativa, resultando em produtos têxteis 100% biodegradáveis distribuídos no Brasil e exterior, no melhor exemplo de economia circular”, afirma Flávio Junqueira Smith, diretor da CTC, empresa que tem fábrica em Castanhal, no Pará, e filiais em Manacapuru (AM) e na cidade de São Paulo (SP).

Em 2022, em parceria com o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (CETIQT) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a CTC realizou um estudo que comprovou a atuação da cadeia – que vai da semente ao produto manufaturado – como fixadora de carbono, ou seja, ela contribui para a redução da concentração do CO2 na atmosfera.

Ao longo das análises realizadas pelo SENAI CETIQT, foi comparado o desempenho das embalagens confeccionadas com malva e fibra de juta com aquelas confeccionadas com papel e outros materiais sintéticos, e comprovou-se que o produto Castanhal é o único capaz de fixar carbono.

Comércio justo – Além de contribuir para a fixação de carbono, a cadeia da malva também valoriza a comunidade local. O Projeto Sementes Castanhal capacita famílias agricultoras para se tornarem produtoras de sementes, transformando uma atividade extrativista em uma cultura profissionalizada com investimento em conhecimento, tecnologia e inovação. Está garantida para eles a compra de 100% da colheita e remuneração justa. “Isso ajuda a fixar esses trabalhadores e suas famílias em suas próprias terras, trabalhando em uma atividade que gera renda nas regiões com poucas alternativas econômicas”, aponta Flávio Junqueira.

Além disso, a empresa emprega mais de 1.100 colaboradores diretos em constante treinamento e desenvolvimento, entre trabalhadores, técnicos de segurança, administradores, agrônomos e diversas outras funções.

De acordo com Flávio, a Amazônia deve ser vista por sua fauna e flora e pelas pessoas que aqui habitam. “São cerca de 30 milhões de habitantes mantendo a floresta em pé, preservando sua enorme biodiversidade. A defesa da Amazônia faz parte da defesa de toda a economia brasileira, especialmente aos olhos dos consumidores das novas gerações que estão chegando em cada vez maior número ao mercado mundial”, observa, acrescentando que é preciso gerar valor para a Amazônia, e o caminho é pelo fomento da bioeconomia.

Fabricação consciente – Na fábrica, as fibras são processadas apenas com aditivos orgânicos e vegetais. Dela, saem sacos de juta agrícolas, ecobags utilizáveis, fios para artesanato, fios para calçado, tabaco, decoração, moda e outros. A Castanhal prioriza o uso de energia solar, além de contratar a carga energética necessária ao funcionamento de sua fábrica e filiais diretamente do mercado livre, de usinas ambientalmente sustentáveis.

Pedaços de tecido excedente são transformados em sacolas ecológicas confeccionadas por mais de 300 artesãos treinados pela Castanhal em parceria com o governo do Pará no projeto socioambiental Usinas da Paz, um dos mais importantes do Brasil. Retalhos maiores viram embalagens para fardos e bobinas e os menores são transformados em feltro para a indústria automobilística, que os utiliza em peças como tampas de porta-malas em substituição a materiais sintéticos.

“Temos que construir um modelo econômico inédito para a região, através do diálogo entre a sustentabilidade social e ambiental. Se não estimularmos ou introduzirmos no mercado mundial os produtos de baixo carbono, positivamente integrados à essa economia amazônica, falharemos na defesa da floresta e seus habitantes. Muitos desses sistemas já existem na região há muitas décadas, de forma abrangente e verticalizada, como a cadeia da fibra de malva”, finaliza Flávio.

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