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Destaque – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Mon, 24 Aug 2026 18:48:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.9 Pará assume posição estratégica na Rede Nacional de Observatórios da Indústria https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/08/24/para-assume-posicao-estrategica-na-rede-nacional-de-observatorios-da-industria/ Mon, 24 Aug 2026 18:45:13 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15330
O Observatório da Indústria do Pará, do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), conquistou uma vaga na governança da Rede Nacional de Observatórios da Indústria. O Pará foi escolhido nesta quarta-feira (19), ao lado de Mato Grosso e Espírito Santo, e passa a integrar, com Alagoas e Paraíba, o grupo de cinco estados responsável por conduzir as ações da Rede pelos próximos dois anos.
Único representante da região Norte na nova composição, o Pará passa a ocupar um espaço estratégico de articulação nacional, ampliando a presença da Amazônia nas discussões sobre o futuro da indústria. A conquista ocorre pouco mais de dois anos após a inauguração do Observatório paraense, em maio de 2024, e reconhece o avanço da unidade na produção de inteligência estratégica.
Como braço de inteligência do Sistema FIEPA, o Observatório transforma dados econômicos, industriais e do mercado de trabalho em informações que apoiam decisões e ajudam a antecipar tendências. A participação na governança também permitirá maior aproximação com os demais Observatórios Regionais e com o Observatório Nacional, além de possibilitar uma atuação mais ativa do Pará no planejamento das estratégias da Rede para o próximo biênio.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, ocupar esse espaço é também uma oportunidade de ampliar a presença da Amazônia nas estratégias nacionais para a indústria. “Levar o Pará para a governança dessa Rede significa contribuir para que as particularidades, os desafios e, principalmente, as oportunidades da Amazônia estejam cada vez mais presentes nas discussões nacionais. A inteligência produzida a partir dos nossos dados pode apoiar os negócios da região, orientar investimentos e ajudar a construir caminhos para um desenvolvimento industrial conectado às potencialidades da Amazônia”, destaca.
Segundo o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas, a escolha demonstra a evolução alcançada pela unidade e abre novas possibilidades de aprendizado e intercâmbio. “Esta oportunidade representa um reconhecimento do grau de maturidade alcançado pelo Observatório do Pará em seus dois primeiros anos de vida. Além disso, nossa participação na governança da Rede também significa uma excelente oportunidade de aprendizado, a partir das experiências dos demais Observatórios Regionais e do próprio Observatório Nacional”, afirma.
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Indústria paraense mantém trajetória sob influência do mercado internacional https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/02/06/industria-paraense-mantem-trajetoria-sob-influencia-do-mercado-internacional/ Fri, 06 Feb 2026 19:24:14 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14472

A indústria do Pará atravessou o segundo trimestre de 2025 sob influência direta do cenário internacional das commodities, que segue determinante para o desempenho do setor no Estado. Levantamento do Observatório da Indústria da FIEPA, com base em dados da Fapespa, mostra que o comportamento do período esteve associado, sobretudo, às oscilações de preços no mercado externo, especialmente do minério de ferro, principal produto da pauta mineral paraense.

Entre abril e junho, segmentos relevantes da indústria apresentaram variações distintas, com destaque para eletricidade e gás e para a indústria extrativa, atividade de maior peso na composição do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado. A extrativa, sozinha, responde pelo maior valor agregado da indústria paraense, somando cerca de R$ 8,28 milhões no período, o que faz com que qualquer movimento nos preços internacionais tenha impacto direto sobre o resultado agregado do setor.

O principal vetor dessa dinâmica foi o comportamento do minério de ferro. No segundo trimestre de 2025, o preço médio da commodity recuou para US$ 99,1, o menor nível desde 2024. A redução afeta o valor nominal da produção mineral, ainda que os volumes extraídos permaneçam em patamares elevados. Na prática, o desempenho do PIB industrial reflete mais a variação de preços do que mudanças estruturais na capacidade produtiva instalada no estado.

Segundo Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, o resultado deve ser interpretado dentro desse contexto internacional. “O que observamos no segundo trimestre é um ajuste conjuntural. A base produtiva da indústria paraense segue sólida, mas o valor do PIB é sensível ao comportamento das commodities. Quando o preço do minério recua, o impacto aparece nos indicadores, mesmo sem alteração relevante no nível de produção física”, explica.

Essa característica ajuda a entender por que a indústria não reproduziu, no mesmo período, o ritmo observado na agropecuária, por exemplo. Enquanto o agro é influenciado por fatores internos, como clima, safra e produtividade, a indústria mineral responde majoritariamente a ciclos globais de demanda e cotação. São lógicas distintas, que explicam movimentos diferentes entre setores sem indicar perda de competitividade industrial.

No campo dos investimentos, a construção civil manteve trajetória de expansão e registrou crescimento de 19,57% no segundo trimestre, impulsionada por obras de infraestrutura e pelos projetos associados à preparação do Estado para a COP30. O avanço do segmento sinaliza a capacidade de mobilização do ambiente produtivo local, ainda que seus efeitos se distribuam ao longo do tempo e não se concentrem em um único trimestre.

Na comparação com o mesmo período de 2024, a leitura é mais favorável. A indústria contribuiu para a elevação do PIB do Pará em 5,72%, evidenciando que, apesar das oscilações de curto prazo, o setor mantém trajetória consistente no horizonte anual. A diferença entre o resultado trimestral e o anual reforça o peso do fator preço na análise econômica, sobretudo em economias com forte presença do setor mineral.

Felipe Freitas avalia que o segundo semestre tende a apresentar um ambiente mais construtivo. “As projeções indicam uma recuperação gradual dos preços do minério de ferro, o que deve se refletir no valor da produção e no desempenho do PIB industrial. Com esse movimento, a expectativa é de os números reflitam um fechamento de ano mais equilibrado para a indústria paraense”, afirma.

Os dados apontam para preços médios do minério em torno de US$ 104 no terceiro trimestre e US$ 107 no quarto trimestre, cenário que pode devolver maior tração ao setor industrial do estado ao longo de 2025.

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Mercado de trabalho do Pará fecha 2025 com saldo positivo, apesar de retração sazonal no fim do ano https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/02/04/mercado-de-trabalho-do-para-fecha-2025-com-saldo-positivo-apesar-de-retracao-sazonal-no-fim-do-ano/ Wed, 04 Feb 2026 13:45:54 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14457

Apesar das oscilações registradas no encerramento do ano, o mercado de trabalho formal, no recorte da indústria e construção civil paraense, terminou 2025 com saldo positivo na geração de empregos. No acumulado de janeiro a dezembro, os dois setores somaram 5.125 novas vagas com carteira assinada, mantendo o resultado positivo, ainda que em ritmo mais moderado que o observado em 2024.

O desempenho reflete uma trajetória de crescimento durante o ano. Os dados foram levantados pelo Observatório da Indústria do Pará, a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ao longo de 2025, o mercado de trabalho apresentou desempenho mais favorável entre fevereiro e setembro, período em que houve estabilidade e crescimento moderado, com pico de 3.137 vagas em setembro. Até então, o saldo acumulado superava 15 mil postos de trabalho. No entanto, o desempenho geral do ano foi puxado pela queda nos meses de outubro (-912), novembro (-1.901) e, principalmente, dezembro (-7.793). Na comparação anual, o saldo final de 2025 ficou 54% abaixo de 2024, quando o Estado havia criado 11.147 vagas nos dois segmentos.

Retração na Construção Civil e Impactos Setoriais

De acordo com as análises do Observatório, a retração de dezembro foi puxada, sobretudo, pelo setor da Construção, que perdeu 6.557 empregos formais no mês. As maiores quedas ocorreram nas atividades de Construção de Rodovias e Ferrovias (-1.645) e Construção de Edifícios (-1.143), refletindo a conclusão de etapas de grandes obras no Estado. Entre as ocupações, destacaram-se as perdas de Servente de Obras (-1.249) e Pedreiro (-485).

Em contrapartida, alguns segmentos ligados à infraestrutura básica apresentaram desempenho positivo, como Água e Esgoto (+161) e Indústrias Extrativas (+154), além de funções técnicas como Operador de Estação de Tratamento de Água (+106).

Análise Territorial e Sazonalidade

No recorte territorial, a desmobilização concentrou-se nos principais polos econômicos. Belém liderou as perdas (-1.677), seguida por Parauapebas (-1.272) e Canaã dos Carajás (-942), municípios fortemente ligados à construção civil e a grandes projetos de infraestrutura. Ainda assim, alguns municípios registraram saldos positivos, como Bragança (+70), Curuçá (+25) e Tucuruí (+24).

O último trimestre do ano foi marcado por uma retração mais intensa, fenômeno associado à sazonalidade típica do período no Pará. Em dezembro, a construção e a indústria apresentaram saldo negativo de 7.793 postos de trabalho, resultado de 7.296 admissões contra 15.089 desligamentos. O volume de contratações caiu 31,05% em relação a novembro.

Segundo o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas, esse movimento não foge do padrão histórico. “Esse comportamento é esperado. A sazonalidade do fim do ano já é observada historicamente, com encerramento de contratos e conclusão de ciclos produtivos. Em 2025, esse efeito pode ter sido mais intenso, especialmente por causa da dinâmica das obras ligadas à COP30”, explica.

Perspectivas para o Estado

Para o Observatório, os dados mostram que a dinâmica do emprego no Pará está fortemente conectada aos ciclos da construção e de grandes obras. Embora a retração de dezembro tenha reduzido o ritmo do crescimento anual, o saldo positivo de 2025 demonstra que o Estado manteve a capacidade de geração de empregos ao longo do ano.

“O desafio está em ampliar a retenção de mão de obra e reduzir a volatilidade provocada pelo encerramento concentrado de contratos, especialmente nos grandes projetos”, avalia Felipe Freitas.

TEXTO: Emilly Melo / Comunicação FIEPA

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Exportações do Pará somam US$ 24,23 bilhões em 2025 e consolidam protagonismo do estado no comércio exterior https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/01/23/exportacoes-do-para-somam-us-2423-bilhoes-em-2025-e-consolidam-protagonismo-do-estado-no-comercio-exterior/ Fri, 23 Jan 2026 14:57:59 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14426

O desempenho da pauta exportadora paraense em 2025 confirmou uma das combinações mais robustas dos últimos anos, sustentada pela força histórica do setor mineral e pelo avanço expressivo dos produtos agroindustriais. No acumulado de janeiro a dezembro, as exportações do Pará totalizaram US$ 24,23 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 21,49 bilhões.

Com esse resultado, o Estado manteve a terceira posição no ranking nacional de saldo comercial e segue como líder absoluto da Região Norte. O setor mineral permaneceu como o principal pilar: a alumina calcinada alcançou US$ 1,89 bilhão, enquanto o minério de ferro somou US$ 11,64 bilhões, exercendo papel determinante na economia estadual.

Na agroindústria, o destaque foi a carne bovina, que alcançou US$ 1,22 bilhão em vendas externas, impulsionada pela demanda da China. A soja também se consolidou com US$ 1,61 bilhão em exportações. Já o setor madeireiro registrou crescimento de 10,88%, tendo os Estados Unidos como principal destino.

Outros pontos altos de 2025 incluíram a retomada das exportações de bovinos vivos (US$ 574 milhões) e a ascensão do milho. A Ásia continua sendo o maior parceiro comercial do Pará, absorvendo 61,67% das vendas externas, seguida pela União Europeia e América do Norte.

Apesar dos desafios globais e do “tarifaço” do governo Trump, o Pará preservou sua relevância. Um avanço estratégico foi a retirada da taxação sobre o açaí em novembro, abrindo portas para o mercado norte-americano. Contudo, dados da FIEPA alertam para a vulnerabilidade de municípios que dependem quase exclusivamente da cadeia do açaí, como Igarapé-Miri e Muaná.

“Mesmo em um cenário global marcado por instabilidade, o Pará manteve trajetória de crescimento, expandiu sua base comercial e reforçou sua relevância estratégica. A combinação entre o vigor do setor industrial e o fortalecimento do agronegócio consolidou 2025 como um ano de avanços estruturais”, declara Cassandra Lobato, gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA.
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Mercosul e União Europeia firmam acordo e ampliam oportunidades para as indústrias do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/01/23/mercosul-e-uniao-europeia-firmam-acordo-e-ampliam-oportunidades-para-as-industrias-do-para/ Fri, 23 Jan 2026 14:53:23 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14420

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia avança como um dos mais relevantes movimentos recentes do comércio internacional. O tratado prevê a redução gradual de tarifas, a harmonização de regras e a facilitação do acesso de produtos dos dois blocos aos seus respectivos mercados, criando novas condições para exportações, investimentos e integração produtiva.

Para o Pará, que possui um perfil fortemente exportador, o acordo tende a produzir impactos significativos a médio e longo prazo. Em 2025, o Estado exportou cerca de US$ 4 bilhões para a União Europeia, crescimento de 10,84% em relação ao ano anterior, o que o coloca na quarta posição entre os estados brasileiros exportadores para o bloco, com 8,04% de participação nacional.

Conforme avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, a redução tarifária amplia a competitividade dos produtos paraenses no mercado europeu, especialmente nos segmentos de mineração, agronegócio e agroindústria, além de abrir espaço para bens com maior valor agregado. Minérios, soja e ferro-níquel estão entre os itens com maior potencial de ganho, mas a expectativa é que a pauta se torne mais diversificada ao longo do tempo.

Ao mesmo tempo em que cria oportunidades, o acordo também traz desafios. A entrada de manufaturados europeus com menos impostos pode pressionar setores industriais menos competitivos no mercado interno. No entanto, Carvalho afirma que esse risco é mitigado pelo perfil atual da indústria paraense, ainda pouco exposta à concorrência direta com bens finais produzidos na Europa. Mais do que ameaça, o tratado pode funcionar como um indutor de modernização, desde que acompanhado por políticas de inovação, financiamento e qualificação produtiva.

“Um dos exemplos mais simbólicos desse novo cenário está na cadeia do cacau e do chocolate. O Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e vem consolidando uma indústria local de chocolates finos. Com o acordo, produtos europeus tendem a chegar mais baratos ao mercado brasileiro, aumentando a competição. Por outro lado, abre-se a possibilidade de o chocolate paraense, com identidade amazônica, rastreabilidade e apelo socioambiental, acessar o mercado europeu com menos barreiras, especialmente em nichos premium”, destaca o presidente da FIEPA.

Outro ponto estratégico é a redução de tarifas para bens de capital, como máquinas e equipamentos. Em 2025, o Pará importou da União Europeia insumos industriais, produtos químicos e itens essenciais à mineração e à indústria de transformação. Com a queda de custos para aquisição de tecnologia europeia, a expectativa é de ganhos em eficiência, redução de custos de produção, modernização de processos e até melhorias ambientais em setores como mineração, metalurgia, alimentos, móveis e bioindústria.

“Além do minério, outros produtos da pauta paraense podem ganhar competitividade com a abertura do mercado europeu. Carne certificada; soja, que cresceu 28% nas exportações para a UE entre 2024 e 2025; e açaí podem se destacar entre os segmentos com maior potencial de expansão”, explica Carvalho.

Alex Carvalho reforça que o acordo Mercosul–União Europeia cria uma janela estratégica para que o Pará avance não apenas em volume exportado, mas principalmente em qualidade, valor agregado e inserção em cadeias globais de valor – desde que acompanhado de investimentos em setores primordiais, como a infraestrutura e logística.

O aproveitamento pleno deste cenário, porém, depende de articulação entre setor produtivo, poder público e instituições de apoio, para que a indústria paraense esteja preparada para competir, inovar e ocupar novos espaços no mercado internacional. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo 718 milhões de consumidores e movimentando cerca de US$ 22 trilhões em trocas comerciais.

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Indústria paraense apresenta legado sustentável para além da COP30 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/12/15/industria-paraense-apresenta-legado-sustentavel-para-alem-da-cop30/ Mon, 15 Dec 2025 16:42:29 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14409

Durante a COP30, a Jornada COP+ também realizou o Fórum de Excelência Industrial Sustentável.

Uma transição justa para a Amazônia brasileira, pautada no fortalecimento da sociobioeconomia, no combate ao desmatamento e queimadas ilegais e em um modelo econômico circular que conserve a floresta e gere renda e desenvolvimento social. É o que a indústria paraense quer deixar como legado para além da COP30, a partir de uma transformação que já começou com o movimento Jornada COP+. A iniciativa multissetorial liderada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) impactou mais de 30 mil pessoas com diversas ações e iniciativas. Durante a COP, o movimento entregou documento com recomendações para a descarbonização da economia, guia de práticas sustentáveis para pequenas e médias empresas, reconheceu soluções que já estão fazendo a diferença na indústria amazônica e anunciou programas permanentes para o setor produtivo.

Na Casa SESI Indústria Criativa, casarão histórico restaurado pelo Sistema FIEPA e entregue para Belém neste mês de novembro, a Cúpula de Inovação e Sustentabilidade apresentou os três programas estruturantes que passam a compor, de forma permanente, a Federação: o Programa de Sociobioeconomia, o Programa de Apoio ao Combate ao Desmatamento e Queimadas Ilegais e o Programa de Economia Circular.

A Cúpula também marcou o lançamento do Guia de Práticas Sustentáveis para a Indústria da Amazônia, desenvolvido pela Jornada COP+ com foco em orientar pequenas e médias empresas sobre caminhos possíveis para a adoção de modelos produtivos sustentáveis. O material reúne orientações, conceitos e sugestões de boas práticas alinhadas às exigências ambientais e sociais contemporâneas, e está disponível no site da Jornada COP+.

Segundo Alex Carvalho, presidente da FIEPA e da Jornada COP+, o guia mostra como o contexto da Amazônia pode impulsionar um modelo de desenvolvimento baseado em baixo carbono, conservação e inovação. “Este guia traduz o ESG para a realidade amazônica, com sua biodiversidade única, seus desafios ambientais e suas oportunidades econômicas. Ele reúne ferramentas, programas de apoio, metodologias, certificações e mecanismos capazes de tornar nossas empresas mais competitivas, mais transparentes e mais resilientes”, explicou.

Conheça os programas anunciados pela FIEPA

O Programa de Combate ao Desmatamento e Queimadas Ilegais inicia neste ano e segue até 2030. A iniciativa envolve indústrias e agroindústrias paraenses e está estruturada em três etapas: diagnóstico, para mapear ilegalidades e calcular as perdas econômicas geradas por práticas predatórias; engajamento, com a participação de empresas de setores diretamente ligados à produção, como carne, madeira e grãos; e ação direta, com a identificação de pontos críticos de desmatamento e queimadas e o envio dessas informações às autoridades competentes.

Francisco Victer, presidente do Conselho Temático de Assuntos Legislativos da FIEPA e líder da iniciativa, descreveu o programa como “um passo histórico do setor produtivo no enfrentamento ao desmatamento e às queimadas ilegais”. Segundo Victer, a iniciativa é o reconhecimento de que a indústria e a agroindústria estão comprometidas no combate às práticas ilegais. “Estamos assumindo o compromisso de identificar irregularidades, apoiar ações de controle e mostrar, com dados, que uma produção sustentável é não apenas possível, mas economicamente mais vantajosa. Ao combater o desmatamento, contribuímos diretamente para reduzir emissões, proteger a Amazônia e fortalecer a competitividade do próprio setor”, afirmou.

Desenvolvido em parceria com o Instituto Bem da Amazônia e o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA), o Programa de Sociobioeconomia pretende fortalecer políticas e negócios que valorizem a floresta em pé e os povos amazônicos. O programa contará com um Observatório da Bioeconomia, voltado ao monitoramento constante do setor, com uso de metodologia desenvolvida pelo professor Francisco de Assis Costa (NAEA/UFPA).

A iniciativa prevê o diagnóstico da produção industrial e dos empregos da bioeconomia, a realização de estudos aprofundados sobre os impactos econômicos, sociais e ambientais do setor, a criação de uma plataforma digital georreferenciada para mapear cadeias produtivas de valor e a elaboração de relatórios que orientem decisões estratégicas de gestores públicos e privados.

Já o Programa de Economia Circular pretende atuar junto ao poder público na formulação de políticas de logística reversa e gestão de resíduos sólidos. O programa inclui o mapeamento e a divulgação de boas práticas industriais, além de ações de capacitação e de apoio à implementação de soluções de circularidade. Também será criado um Grupo de Trabalho em parceria com o poder público, responsável por atuar diretamente na elaboração e regulamentação de normas que fortaleçam a economia circular no estado, especialmente no que diz respeito à logística reversa e ao tratamento de resíduos.

Segundo Deryck Martins, coordenador técnico da Jornada COP+, o programa foi estruturado para funcionar de forma integrada ao ecossistema já existente na Federação. “A ideia não é criar um ambiente paralelo, e sim fortalecer o que já temos, trabalhar com as demais casas do Sistema FIEPA e os parceiros estratégicos para acelerar a adoção de práticas circulares e construir um modelo sólido de governança”, disse.

FIEPA reconheceu iniciativas sustentáveis e apresentou recomendações

Durante a COP30, a Jornada COP+ também realizou o Fórum de Excelência Industrial Sustentável. No Auditório Albano Franco, espaço na sede da federação totalmente reformado e que recebeu diversas programações paralelas à COP, o Fórum reconheceu iniciativas inovadoras e que geram impacto positivo na economia da Amazônia.

As iniciativas apresentadas foram selecionadas pelo Edital de Cases da Jornada COP+. Ao todo, 76 soluções foram inscritas no edital e foram selecionados os projetos com maior capacidade de inovar, gerar impactos reais na região e inspirar outras empresas.

São eles: “Água para Todos: segurança hídrica e resiliência climática na ilha do Combu” da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade; “Boiteca: Integração Pecuária-Floresta e Industrialização Sustentável da Teca na Amazônia” da TRC Agroflorestal LTDA; os projetos “Mega Hubs” e “Meta Florestal 2030” da Vale; “PRO Carbono” da Bayer; “Transformando resíduos em florestas” da Mineração Paragominas S.A.; “Biogás e Transição Energética na Amazônia” da Guamá Tratamento de Resíduo; “Bioeconomia: agricultura, inovação e sustentabilidade na cadeia produtiva do óleo de palma” da Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma; e “Tecnologia Verde para Descarbonização de Veículos Automotores” da Amazon Rhiira.

Todas as soluções inscritas no edital estão disponíveis na publicação digital Vitrine de Cases da Indústria Sustentável, documento que reúne um resumo dos projetos, conferindo visibilidade às boas práticas. As soluções são apresentadas em formato que destaca como o projeto foi implementado e seu potencial de escalabilidade. O objetivo final é inspirar outras indústrias a replicarem e adotarem iniciativas mais sustentáveis. A publicação pode ser acessada no site da Jornada COP+.

No Fórum, a federação também detalhou as “Diretrizes para uma Indústria de Baixo Carbono”. O documento consiste em dez recomendações para uma nova agenda ambiental, social e econômica na Amazônia brasileira, formuladas pelos comitês da Jornada COP+.

As diretrizes envolvem temas como o uso sustentável da biomassa de resíduos, o fortalecimento da rastreabilidade das cadeias produtivas, a estruturação da economia circular no estado, a valorização da sociobioeconomia, o protagonismo de mulheres e povos tradicionais, a atração de investimentos verdes, a ampliação da infraestrutura regional, a inclusão digital e o fortalecimento da reputação da Amazônia.

O documento foi formulado de forma coletiva por 180 pessoas de 30 setores e está disponível na íntegra no site da Jornada COP+. “São mais de 200 páginas de ideias, propostas e caminhos que representam um embrião para uma nova agenda econômica, social e ambiental de descarbonização; agendas que precisam caminhar juntas e de forma racionalmente equilibrada. É um esforço caro, histórico e totalmente conectado com o Brasil e com o mundo que estamos construindo”, concluiu o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.

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Na COP30, painel da FIEPA destaca importância da biomassa para a transição energética na Amazônia https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/12/15/na-cop30-painel-da-fiepa-destaca-importancia-da-biomassa-para-a-transicao-energetica-na-amazonia/ Mon, 15 Dec 2025 16:39:56 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14403

O potencial da biomassa como caminho para uma transição energética justa e de baixo carbono foi o foco de painel promovido nesta quinta-feira, 14, no Pavilhão Pará, na Green Zone (Zona Verde), durante a COP30. A atividade integra a programação da Jornada COP+, movimento multissetorial liderado pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), e reuniu especialistas e representantes do setor produtivo para discutir soluções sustentáveis para o desenvolvimento da Amazônia.

O painel abordou oportunidades e desafios para impulsionar a bioeconomia amazônica, ressaltou o papel da biomassa na geração de energia limpa, na valorização de recursos regionais e na promoção de uma transição energética inclusiva e sustentável. A conversa foi conduzida pelo gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, Felipe Freitas, que destacou como o Brasil é uma referência em matriz energética. “O Brasil é referência mundial, pela forma como a matriz energética é composta, com seus diversos componentes, como energia hidráulica, biomassa, energia solar ou elétrica”, explicou.

Durante o painel, Aldo Leite, consultor comercial de Combustíveis Alternativos da Verdera, marca que faz parte do grupo Votorantim Cimentos, explicou como a empresa concentra suas ações na compra de biomassa e outros materiais para substituir combustíveis fósseis na produção de cimento. “Hoje, carvão e coque de petróleo ainda fazem parte da matriz energética da Votorantim, mas temos uma meta de substituição progressiva desses combustíveis até 2030 e 2040”, afirmou.

Atualmente, a empresa utiliza caroço de açaí, cavaco de madeira, pó de serragem e briquetes. Leite afirmou que o mercado de resíduos mudou e que, no caso do açaí, empresas especializadas fazem a coleta, secagem e fornecimento do material à companhia. “Resíduo, hoje, para muitos, deixou de ser problema. Passou a ser produto com valor agregado”, destacou.

Outro ponto central do debate foi o papel dos mercados de carbono e da rastreabilidade como pilares para o avanço da bioeconomia. Leonardo Almeida, coordenador de projetos de carbono da Biofílica Ambipar, apresentou um panorama da atuação da empresa e da evolução do mercado de créditos ambientais. “A empresa atua com soluções baseadas na natureza, principalmente em mercado de carbono e regularização ambiental por meio de cotas e arrendamentos de reserva legal”, afirmou.

Segundo o coordenador, o objetivo da companhia é gerar impacto socioambiental positivo, destravando capital para conservação. “A gente sabe que não existe conservação sem valorização dos ativos ambientais. A ideia é contribuir para a agenda socioambiental por meio de mecanismos financeiros”, explicou.

Ao discutir o aproveitamento da biomassa e a aplicação de conceitos de construção verde na Amazônia, Marcos Martins, presidente do SINDIMÓVEIS, explicou como resíduos originados do processamento de madeira nativa, especialmente das espécies de lei exportadas, têm se tornado insumos fundamentais para o setor. “Os resíduos gerados pela base florestal, que muitos enxergam como descarte, para nós não são resíduo, mas matéria-prima para o desenvolvimento dos nossos produtos”, disse.

O sindicato, que reúne empresas de diversos municípios paraenses, tem buscado fortalecer iniciativas de inovação e reaproveitamento. “Implementamos projetos em parceria com prefeituras, trabalhando o reaproveitamento de resíduos com comunidades locais e investindo em design e inovação tecnológica para a criação de novos produtos”, concluiu.

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COP histórica fortalece transição para indústria de baixo carbono na Amazônia https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/12/15/cop-historica-fortalece-transicao-para-industria-de-baixo-carbono-na-amazonia/ Mon, 15 Dec 2025 14:55:20 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14384

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, terminou há uma semana em Belém com uma série de avanços que seguirão orientando debates e negociações pelos próximos meses

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, terminou há uma semana em Belém com uma série de avanços que seguirão orientando debates e negociações pelos próximos meses. Entre os resultados, está a aprovação do Pacote de Belém, composto por 29 documentos que tratam de temas como transição justa, financiamento da adaptação climática, comércio, gênero e tecnologia. Outros marcos foram a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, além do início das discussões sobre um Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis. A conferência também reafirmou o papel estratégico do setor produtivo na construção de um futuro sustentável e resiliente, deixando caminhos e novos desafios para o setor.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, o pós COP é de adaptação, transição e avanço.

“No momento em que o setor produtivo se coloca como aliado, isso se torna um compromisso social, pois a ganância cede lugar para projeto e planejamento”. Segundo o presidente, a indústria paraense já havia entendido seu papel, incorporando sustentabilidade às suas práticas e ações e protagonizando a transição justa, com a criação do movimento multissetorial Jornada COP+, liderado pela FIEPA.

“A jornada sela um esforço nosso, com responsabilidade e engajamento, para entregar de volta à sociedade – seja à comunidade industrial, seja à sociedade civil – estes compromissos para que, de fato, a gente possa gerar mais capacidades em financiamento climático, disseminar uma economia de baixo carbono e evidencia, por meio de dados, os verdadeiros potenciais de uma sociobioeconomia”, destacou.
Pacote de Belém acelera a ação climática

A aprovação unânime dos 29 documentos pelos 195 países presentes na capital paraense é vista como um marco no compromisso global de enfrentamento às mudanças climáticas. O presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPA, Deryck Martins, avalia o Pacote de Belém como um marco significativo no compromisso global contra as mudanças climáticas, que traz desafios e oportunidades para o setor produtivo. “Para a indústria, ele sinaliza a necessidade de transição para práticas mais sustentáveis, com foco em tecnologias de descarbonização, redução de emissões e cadeias produtivas rastreáveis”, afirmou. Os países incluíram no Pacote de Belém o compromisso de triplicar o financiamento da adaptação às mudanças climáticas até 2035 e a ênfase na necessidade de os países desenvolvidos aumentarem o financiamento para nações em desenvolvimento. Para Martins, estes avanços são necessários para que o Brasil possa se posicionar como líder na economia de baixo carbono. “As metas climáticas precisam vir acompanhadas de incentivos econômicos e regulatórios que garantam competitividade ao setor produtivo”, destacou. O especialista também destaca a triplicação de financiamento para a adaptação às mudanças climáticas. “A gente está falando de 120 bilhões de dólares por ano e espera-se que chegue a um trilhão”, pontuou.

Outro grande resultado da COP30 é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, do inglês Tropical Forest Forever Facility), que cria uma forma inédita de pagamento para que países mantenham as florestas tropicais em pé. Segundo o governo brasileiro, investidores serão remunerados em taxas compatíveis com o mercado, enquanto contribuem para conservação florestal e redução de emissões. Ao menos 63 países já endossaram a ideia. O fundo já mobilizou, segundo a presidência da COP30, US$6,7 bilhões. Para Deryck Martins, o Fundo deve estimular iniciativas de conservação e rastreabilidade no setor produtivo. “Quem manteve suas florestas pode ser recompensado por isso, e a gente pretende discutir como isso se relaciona com a atividade industrial, com as concessões florestais e com o manejo florestal, por exemplo”, pontuou.

Metas climáticas e métricas globais ganham mais força

A COP terminou com a apresentação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) de 122 países. As NDC são as metas e os compromissos assumidos pelas partes para a redução de emissões de gases do efeito estufa e devem ser atualizadas a cada cinco anos. Além disso, a conferência também recebeu 59 indicadores voluntários para monitorar o progresso sob a Meta Global de Adaptação. Os indicadores envolvem setores como água, alimentação, saúde, ecossistemas, infraestrutura e meios de subsistência; e integram questões transversais como finanças, tecnologia e capacitação. Para Deryck Martins, essas métricas globais representam um grande avanço. “A gente precisa ter metas para poder avaliar avanços e retrocessos de como os países podem se adaptar às mudanças climáticas e em que nível eles estão dentro desse grande esforço”, explica.

Mapa do caminho propõe transição energética realista

A COP30 também iniciou a discussão sobre o Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis, uma das prioridades do governo brasileiro, mas que não entrou na lista de consensos. Para Alex Carvalho, a iniciativa é estratégica. “Um movimento muito inteligente da liderança brasileira, porque quebra o discurso vazio de que com um passe de mágica o mundo pode abrir mão dos combustíveis fósseis, o que coloca o Brasil em fragilidade diante de uma oportunidade que tem de ser uma liderança de uma transição justa. Já que não é possível lidar com os combustíveis fósseis, então vamos fazer uma transição da melhor maneira possível”, afirmou.

Parcerias e bioeconomia guiam os passos pós COP

Deryck Martins aponta que os próximos passos envolvem investir em inovação, ampliar parcerias estratégicas e aprofundar o diálogo com governos. “Também é essencial valorizar o papel da Amazônia no desenvolvimento sustentável, explorando o potencial da bioeconomia e das soluções baseadas na natureza para atrair investimentos globais e impulsionar o desenvolvimento sustentável industrial”. Já Alex Carvalho destaca que, para o Brasil sair fortalecido no pós-COP, será necessário criar condições seguras e equilibradas para o setor produtivo. “O setor público tem muito dever de casa para fazer. Agora, se nós não tivermos um ambiente de negócios equilibrado e harmônico, o Brasil vai perder força. Porque quem paga a conta e faz as coisas acontecerem é o setor produtivo. É o setor privado que implementa a agenda de sustentabilidade e investe em descarbonização”, concluiu.

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Indústria paraense mantém ritmo de crescimentoem 2025, apesar de retração pontual em julho https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/09/30/industria-paraense-mantem-ritmo-de-crescimentoem-2025-apesar-de-retracao-pontual-em-julho/ Tue, 30 Sep 2025 14:54:17 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14377
Indústria paraense mantém ritmo de crescimento  
em 2025, apesar de retração pontual em julho  
A indústria do Pará segue em tra-  
jetória positiva em 2025. Dados do  
Observatório da Indústria do Pará, da  
FIEPA, apontam que, mesmo diante de  
uma retração no mês de julho, o setor  
acumula crescimento de 4,9% no ano  
e de 6,9% nos últimos 12 meses, evi-  
denciando a força da base produtiva  
estadual no longo prazo.  
(12,9%) e pela metalurgia (9,4%). As  
indústrias extrativas, pilar da econo-  
mia paraense, também tiveram de-  
sempenho positivo, com avanço de  
4,6% no período.  
polos industriais brasileiros, como Mi-  
nas Gerais (-2,4%) e Paraná (-2,7%),  
ainda que contraste com estados que  
apresentaram alta no mesmo período,  
como Espírito Santo (3,1%), Rio Gran-  
de do Sul (1,4%) e São Paulo (0,9%).  
Entre as atividades industriais pa-  
raenses, a fabricação de produtos de  
minerais não metálicos foi a única a  
registrar retração relevante no acu-  
mulado do ano, com queda de -7,3%,  
evidenciando o caráter heterogêneo  
do desempenho industrial no Estado.  
Apesar dessa oscilação pontual, o  
Observatório avalia que os dados não  
comprometem a trajetória de cresci-  
mento da indústria paraense. O dina-  
mismo de setores estratégicos como  
madeira, metalurgia e extrativismo  
continua sustentando os indicadores  
e mantendo o Pará em uma posição  
de destaque no cenário nacional.  
O balanço dos últimos 12 meses  
reforça essa tendência, com destaque  
novamente para a fabricação de pro-  
dutos de madeira, que cresceu 18,1%,  
e para a metalurgia, que apresentou  
16% de expansão. Segundo a análise  
do Observatório, a resiliência desses  
segmentos tem sido decisiva para  
sustentar o crescimento consolidado  
do setor industrial no estado.  
Crescimento  
6,9%  
nos últimos  
12 meses  
No entanto, a pesquisa mostra que  
julho registrou um recuo de -2,1% em  
relação a junho de 2025, consideran-  
do o ajuste sazonal. Na comparação  
com julho de 2024, a queda foi de  
-4,2%. O comportamento acompanha  
a desaceleração observada em outros  
Os segmentos que mais puxaram  
essa expansão foram a fabricação de  
produtos de madeira, com alta expres-  
siva de 16,9% no acumulado do ano,  
seguida pela fabricação de bebidas  
Fabricação  
SETORES QUE  
12,9%  
de bebidas  
CRESCERAM  
nos últimos 12 meses  
Metalurgia  
9,4%  
Indústria paraense gera mais de 10 mil empregos em  
2025 e mantém saldo positivo em julho  
A indústria do Pará manteve traje-  
tória positiva no mercado de trabalho  
em julho de 2025, com a criação de  
1.842 novas vagas com carteira assi-  
nada, segundo dados do Observatório  
da Indústria da FIEPA. O resultado ele-  
vou o saldo acumulado do ano para  
10.651 postos de trabalho, reforçan-  
do o papel do setor industrial como  
motor da economia estadual.  
trou retração de 194 vagas.  
Em termos de atividades, funções  
ligadas ao agronegócio industrial se  
destacaram, como a de Trabalhador na  
Cultura de Dendê, que registrou 272  
contratações no mês. Por outro lado,  
a atividade de Obras de Montagem  
Industrial apresentou retração, com  
saldo negativo de 411 vagas, impac-  
tando ocupações como a de Montador  
de Andaimes (79).  
Apesar do resultado positivo, os  
dados de julho mostram uma desace-  
leração no ritmo de geração de empre-  
gos. O saldo foi 35% menor que o de  
junho de 2025, consequência de um  
aumento mais acentuado nos desliga-  
mentos (14,9%) em relação às admis-  
sões (4,2%). Na comparação com julho  
de 2024, houve recuo de 15,5%.  
O desempenho do mês se refletiu  
em diversos polos de desenvolvimen-  
to. A Região Metropolitana de Belém  
liderou a geração de empregos, com  
destaque para a capital, que abriu 349  
vagas. No interior, Tomé-Açu criou  
231 postos, impulsionado pela cadeia  
do dendê, atividade em que a ocupa-  
ção de Trabalhador na Cultura de Den-  
dê somou 156 novas contratações. Já  
os municípios mineradores, como Ca-  
naã dos Carajás (259) e Marabá (216),  
também figuraram entre os principais  
geradores de oportunidades. Em con-  
trapartida, Ourilândia do Norte regis-  
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Indústria paraense mantém ritmo de crescimento em 2025, apesar de retração pontual em julho https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/09/22/industria-paraense-mantem-ritmo-de-crescimento-em-2025-apesar-de-retracao-pontual-em-julho/ Mon, 22 Sep 2025 17:18:00 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14366

A indústria do Pará segue confirmando sua relevância no desenvolvimento econômico estadual. Dados do Observatório da Indústria da FIEPA revelam que, em 2025, o setor mantém resultados positivos tanto na produção quanto na geração de empregos, mesmo diante de oscilações pontuais registradas em julho.

No campo da produção, os números acumulados permanecem sólidos. Entre janeiro e julho de 2025, a indústria paraense cresceu 4,9%, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses o avanço foi de 6,9%. Segmentos estratégicos puxaram esse resultado, como a fabricação de produtos de madeira, que apresentou alta de 16,9% no ano e 18,1% nos últimos 12 meses; seguida da fabricação de bebidas, que avançou 12,9%; e a metalurgia, que registrou crescimento de 9,4% no acumulado do ano e expressivos 16% no acumulado dos últimos 12 meses. Já as indústrias extrativas, fundamentais para a economia estadual, também contribuíram com expansão de 4,6%.

Apesar desses números robustos, julho apresentou retração de 2,1% em relação a junho (com ajuste sazonal) e de 4,2% frente ao mesmo mês de 2024. Esse movimento acompanhou a desaceleração observada em outros polos industriais do país, como Minas Gerais (-2,4%) e Paraná (-2,7%), embora tenha contrastado com o desempenho positivo de estados como Espírito Santo (3,1%), Rio Grande do Sul (1,4%) e São Paulo (0,9%). O setor de fabricação de produtos de minerais não metálicos foi o único a registrar queda significativa no acumulado do ano (-7,3%), sinalizando a heterogeneidade da dinâmica industrial.

No mercado de trabalho, o cenário também demonstra resiliência. Em julho, a indústria criou 1.842 novas vagas com carteira assinada, elevando o saldo acumulado de 2025 para 10.651 postos de trabalho formais. O resultado decorreu de 13.831 admissões contra 11.989 desligamentos.

A geração de empregos foi liderada pela Região Metropolitana de Belém, com a capital criando 349 vagas. No interior, Tomé-Açu se destacou com 231 postos, alavancados pela cadeia do dendê, na qual a ocupação de Trabalhador na Cultura de Dendê somou 156 novas contratações. Municípios mineradores como Canaã dos Carajás (259 vagas) e Marabá (216 vagas) também figuraram entre os principais polos empregadores. Em contraste, Ourilândia do Norte registrou saldo negativo de 194 vagas.

O perfil das vagas criadas reflete a diversidade do setor, conforme apontam as análises do Observatório. Além do agronegócio industrial, que contratou fortemente trabalhadores para a cultura do dendê (272 novas vagas), outras atividades tiveram desempenho relevante. Já a área de Obras de Montagem Industrial apresentou retração de 411 postos, impactando ocupações como a de Montador de Andaimes (79).

Assim como na produção, os dados de julho mostram uma desaceleração no ritmo de expansão do emprego. O saldo do mês foi 35% inferior ao de junho, reflexo do crescimento mais acelerado dos desligamentos (+14,93%) em relação às admissões (+4,24%). Em comparação a julho de 2024, a redução foi de 15,58%.

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