Notice: A função _load_textdomain_just_in_time foi chamada incorretamente. O carregamento da tradução para o domínio invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114

Warning: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php:6114) in /var/www/wordpress/wp-includes/feed-rss2.php on line 8
Economia Paraense – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:42:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Indústria paraense mantém trajetória sob influência do mercado internacional https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/02/06/industria-paraense-mantem-trajetoria-sob-influencia-do-mercado-internacional/ Fri, 06 Feb 2026 19:24:14 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14472

A indústria do Pará atravessou o segundo trimestre de 2025 sob influência direta do cenário internacional das commodities, que segue determinante para o desempenho do setor no Estado. Levantamento do Observatório da Indústria da FIEPA, com base em dados da Fapespa, mostra que o comportamento do período esteve associado, sobretudo, às oscilações de preços no mercado externo, especialmente do minério de ferro, principal produto da pauta mineral paraense.

Entre abril e junho, segmentos relevantes da indústria apresentaram variações distintas, com destaque para eletricidade e gás e para a indústria extrativa, atividade de maior peso na composição do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado. A extrativa, sozinha, responde pelo maior valor agregado da indústria paraense, somando cerca de R$ 8,28 milhões no período, o que faz com que qualquer movimento nos preços internacionais tenha impacto direto sobre o resultado agregado do setor.

O principal vetor dessa dinâmica foi o comportamento do minério de ferro. No segundo trimestre de 2025, o preço médio da commodity recuou para US$ 99,1, o menor nível desde 2024. A redução afeta o valor nominal da produção mineral, ainda que os volumes extraídos permaneçam em patamares elevados. Na prática, o desempenho do PIB industrial reflete mais a variação de preços do que mudanças estruturais na capacidade produtiva instalada no estado.

Segundo Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, o resultado deve ser interpretado dentro desse contexto internacional. “O que observamos no segundo trimestre é um ajuste conjuntural. A base produtiva da indústria paraense segue sólida, mas o valor do PIB é sensível ao comportamento das commodities. Quando o preço do minério recua, o impacto aparece nos indicadores, mesmo sem alteração relevante no nível de produção física”, explica.

Essa característica ajuda a entender por que a indústria não reproduziu, no mesmo período, o ritmo observado na agropecuária, por exemplo. Enquanto o agro é influenciado por fatores internos, como clima, safra e produtividade, a indústria mineral responde majoritariamente a ciclos globais de demanda e cotação. São lógicas distintas, que explicam movimentos diferentes entre setores sem indicar perda de competitividade industrial.

No campo dos investimentos, a construção civil manteve trajetória de expansão e registrou crescimento de 19,57% no segundo trimestre, impulsionada por obras de infraestrutura e pelos projetos associados à preparação do Estado para a COP30. O avanço do segmento sinaliza a capacidade de mobilização do ambiente produtivo local, ainda que seus efeitos se distribuam ao longo do tempo e não se concentrem em um único trimestre.

Na comparação com o mesmo período de 2024, a leitura é mais favorável. A indústria contribuiu para a elevação do PIB do Pará em 5,72%, evidenciando que, apesar das oscilações de curto prazo, o setor mantém trajetória consistente no horizonte anual. A diferença entre o resultado trimestral e o anual reforça o peso do fator preço na análise econômica, sobretudo em economias com forte presença do setor mineral.

Felipe Freitas avalia que o segundo semestre tende a apresentar um ambiente mais construtivo. “As projeções indicam uma recuperação gradual dos preços do minério de ferro, o que deve se refletir no valor da produção e no desempenho do PIB industrial. Com esse movimento, a expectativa é de os números reflitam um fechamento de ano mais equilibrado para a indústria paraense”, afirma.

Os dados apontam para preços médios do minério em torno de US$ 104 no terceiro trimestre e US$ 107 no quarto trimestre, cenário que pode devolver maior tração ao setor industrial do estado ao longo de 2025.

]]>
Mercado de trabalho do Pará fecha 2025 com saldo positivo, apesar de retração sazonal no fim do ano https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/02/04/mercado-de-trabalho-do-para-fecha-2025-com-saldo-positivo-apesar-de-retracao-sazonal-no-fim-do-ano/ Wed, 04 Feb 2026 13:45:54 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14457

Apesar das oscilações registradas no encerramento do ano, o mercado de trabalho formal, no recorte da indústria e construção civil paraense, terminou 2025 com saldo positivo na geração de empregos. No acumulado de janeiro a dezembro, os dois setores somaram 5.125 novas vagas com carteira assinada, mantendo o resultado positivo, ainda que em ritmo mais moderado que o observado em 2024.

O desempenho reflete uma trajetória de crescimento durante o ano. Os dados foram levantados pelo Observatório da Indústria do Pará, a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ao longo de 2025, o mercado de trabalho apresentou desempenho mais favorável entre fevereiro e setembro, período em que houve estabilidade e crescimento moderado, com pico de 3.137 vagas em setembro. Até então, o saldo acumulado superava 15 mil postos de trabalho. No entanto, o desempenho geral do ano foi puxado pela queda nos meses de outubro (-912), novembro (-1.901) e, principalmente, dezembro (-7.793). Na comparação anual, o saldo final de 2025 ficou 54% abaixo de 2024, quando o Estado havia criado 11.147 vagas nos dois segmentos.

Retração na Construção Civil e Impactos Setoriais

De acordo com as análises do Observatório, a retração de dezembro foi puxada, sobretudo, pelo setor da Construção, que perdeu 6.557 empregos formais no mês. As maiores quedas ocorreram nas atividades de Construção de Rodovias e Ferrovias (-1.645) e Construção de Edifícios (-1.143), refletindo a conclusão de etapas de grandes obras no Estado. Entre as ocupações, destacaram-se as perdas de Servente de Obras (-1.249) e Pedreiro (-485).

Em contrapartida, alguns segmentos ligados à infraestrutura básica apresentaram desempenho positivo, como Água e Esgoto (+161) e Indústrias Extrativas (+154), além de funções técnicas como Operador de Estação de Tratamento de Água (+106).

Análise Territorial e Sazonalidade

No recorte territorial, a desmobilização concentrou-se nos principais polos econômicos. Belém liderou as perdas (-1.677), seguida por Parauapebas (-1.272) e Canaã dos Carajás (-942), municípios fortemente ligados à construção civil e a grandes projetos de infraestrutura. Ainda assim, alguns municípios registraram saldos positivos, como Bragança (+70), Curuçá (+25) e Tucuruí (+24).

O último trimestre do ano foi marcado por uma retração mais intensa, fenômeno associado à sazonalidade típica do período no Pará. Em dezembro, a construção e a indústria apresentaram saldo negativo de 7.793 postos de trabalho, resultado de 7.296 admissões contra 15.089 desligamentos. O volume de contratações caiu 31,05% em relação a novembro.

Segundo o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas, esse movimento não foge do padrão histórico. “Esse comportamento é esperado. A sazonalidade do fim do ano já é observada historicamente, com encerramento de contratos e conclusão de ciclos produtivos. Em 2025, esse efeito pode ter sido mais intenso, especialmente por causa da dinâmica das obras ligadas à COP30”, explica.

Perspectivas para o Estado

Para o Observatório, os dados mostram que a dinâmica do emprego no Pará está fortemente conectada aos ciclos da construção e de grandes obras. Embora a retração de dezembro tenha reduzido o ritmo do crescimento anual, o saldo positivo de 2025 demonstra que o Estado manteve a capacidade de geração de empregos ao longo do ano.

“O desafio está em ampliar a retenção de mão de obra e reduzir a volatilidade provocada pelo encerramento concentrado de contratos, especialmente nos grandes projetos”, avalia Felipe Freitas.

TEXTO: Emilly Melo / Comunicação FIEPA

]]>
Exportações do Pará somam US$ 24,23 bilhões em 2025 e consolidam protagonismo do estado no comércio exterior https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/01/23/exportacoes-do-para-somam-us-2423-bilhoes-em-2025-e-consolidam-protagonismo-do-estado-no-comercio-exterior/ Fri, 23 Jan 2026 14:57:59 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14426

O desempenho da pauta exportadora paraense em 2025 confirmou uma das combinações mais robustas dos últimos anos, sustentada pela força histórica do setor mineral e pelo avanço expressivo dos produtos agroindustriais. No acumulado de janeiro a dezembro, as exportações do Pará totalizaram US$ 24,23 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 21,49 bilhões.

Com esse resultado, o Estado manteve a terceira posição no ranking nacional de saldo comercial e segue como líder absoluto da Região Norte. O setor mineral permaneceu como o principal pilar: a alumina calcinada alcançou US$ 1,89 bilhão, enquanto o minério de ferro somou US$ 11,64 bilhões, exercendo papel determinante na economia estadual.

Na agroindústria, o destaque foi a carne bovina, que alcançou US$ 1,22 bilhão em vendas externas, impulsionada pela demanda da China. A soja também se consolidou com US$ 1,61 bilhão em exportações. Já o setor madeireiro registrou crescimento de 10,88%, tendo os Estados Unidos como principal destino.

Outros pontos altos de 2025 incluíram a retomada das exportações de bovinos vivos (US$ 574 milhões) e a ascensão do milho. A Ásia continua sendo o maior parceiro comercial do Pará, absorvendo 61,67% das vendas externas, seguida pela União Europeia e América do Norte.

Apesar dos desafios globais e do “tarifaço” do governo Trump, o Pará preservou sua relevância. Um avanço estratégico foi a retirada da taxação sobre o açaí em novembro, abrindo portas para o mercado norte-americano. Contudo, dados da FIEPA alertam para a vulnerabilidade de municípios que dependem quase exclusivamente da cadeia do açaí, como Igarapé-Miri e Muaná.

“Mesmo em um cenário global marcado por instabilidade, o Pará manteve trajetória de crescimento, expandiu sua base comercial e reforçou sua relevância estratégica. A combinação entre o vigor do setor industrial e o fortalecimento do agronegócio consolidou 2025 como um ano de avanços estruturais”, declara Cassandra Lobato, gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA.
]]>
Mercosul e União Europeia firmam acordo e ampliam oportunidades para as indústrias do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/01/23/mercosul-e-uniao-europeia-firmam-acordo-e-ampliam-oportunidades-para-as-industrias-do-para/ Fri, 23 Jan 2026 14:53:23 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14420

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia avança como um dos mais relevantes movimentos recentes do comércio internacional. O tratado prevê a redução gradual de tarifas, a harmonização de regras e a facilitação do acesso de produtos dos dois blocos aos seus respectivos mercados, criando novas condições para exportações, investimentos e integração produtiva.

Para o Pará, que possui um perfil fortemente exportador, o acordo tende a produzir impactos significativos a médio e longo prazo. Em 2025, o Estado exportou cerca de US$ 4 bilhões para a União Europeia, crescimento de 10,84% em relação ao ano anterior, o que o coloca na quarta posição entre os estados brasileiros exportadores para o bloco, com 8,04% de participação nacional.

Conforme avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, a redução tarifária amplia a competitividade dos produtos paraenses no mercado europeu, especialmente nos segmentos de mineração, agronegócio e agroindústria, além de abrir espaço para bens com maior valor agregado. Minérios, soja e ferro-níquel estão entre os itens com maior potencial de ganho, mas a expectativa é que a pauta se torne mais diversificada ao longo do tempo.

Ao mesmo tempo em que cria oportunidades, o acordo também traz desafios. A entrada de manufaturados europeus com menos impostos pode pressionar setores industriais menos competitivos no mercado interno. No entanto, Carvalho afirma que esse risco é mitigado pelo perfil atual da indústria paraense, ainda pouco exposta à concorrência direta com bens finais produzidos na Europa. Mais do que ameaça, o tratado pode funcionar como um indutor de modernização, desde que acompanhado por políticas de inovação, financiamento e qualificação produtiva.

“Um dos exemplos mais simbólicos desse novo cenário está na cadeia do cacau e do chocolate. O Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e vem consolidando uma indústria local de chocolates finos. Com o acordo, produtos europeus tendem a chegar mais baratos ao mercado brasileiro, aumentando a competição. Por outro lado, abre-se a possibilidade de o chocolate paraense, com identidade amazônica, rastreabilidade e apelo socioambiental, acessar o mercado europeu com menos barreiras, especialmente em nichos premium”, destaca o presidente da FIEPA.

Outro ponto estratégico é a redução de tarifas para bens de capital, como máquinas e equipamentos. Em 2025, o Pará importou da União Europeia insumos industriais, produtos químicos e itens essenciais à mineração e à indústria de transformação. Com a queda de custos para aquisição de tecnologia europeia, a expectativa é de ganhos em eficiência, redução de custos de produção, modernização de processos e até melhorias ambientais em setores como mineração, metalurgia, alimentos, móveis e bioindústria.

“Além do minério, outros produtos da pauta paraense podem ganhar competitividade com a abertura do mercado europeu. Carne certificada; soja, que cresceu 28% nas exportações para a UE entre 2024 e 2025; e açaí podem se destacar entre os segmentos com maior potencial de expansão”, explica Carvalho.

Alex Carvalho reforça que o acordo Mercosul–União Europeia cria uma janela estratégica para que o Pará avance não apenas em volume exportado, mas principalmente em qualidade, valor agregado e inserção em cadeias globais de valor – desde que acompanhado de investimentos em setores primordiais, como a infraestrutura e logística.

O aproveitamento pleno deste cenário, porém, depende de articulação entre setor produtivo, poder público e instituições de apoio, para que a indústria paraense esteja preparada para competir, inovar e ocupar novos espaços no mercado internacional. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo 718 milhões de consumidores e movimentando cerca de US$ 22 trilhões em trocas comerciais.

]]>