invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114Usina atende 10% da demanda do país, colabora na reserva nacional de energia e em momentos de pico de consumo
A Norte Energia celebra, nesta terça-feira (19), cinco anos de operação plena da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, quando a 18ª Unidade Geradora foi colocada em funcionamento, consolidando Belo Monte como a maior usina 100% brasileira e a quinta maior do mundo. Produzindo energia limpa e renovável, a hidrelétrica tem capacidade de atender 60 milhões de pessoas, é responsável por suprir 10% da demanda do país e atua como uma bateria natural do sistema energético, ajudando na reserva nacional e em momentos alta demanda de energia.
Com capacidade instalada de 11.233,1 MW e garantia física média de 4.571 MW de geração de energia, Belo Monte permite a recuperação dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste durante períodos de alta geração. Mesmo diante dos efeitos do El Niño, que reduziu as chuvas na região Norte, a usina continuou a gerar energia de forma consistente nos horários de pico de consumo. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), Belo Monte foi responsável, sozinha, por garantir 12% da carga nacional em março desse ano.
O Complexo Belo Monte, composto pela Usina Hidrelétrica Belo Monte e a Usina Hidrelétrica Pimental, garante ainda 1.700 empregos diretos e indiretos na região e atua como o agente de desenvolvimento socioeconômico e sustentável no médio Xingu. Por exemplo, como consequência das melhorias levadas pela usina, o percentual de moradores abaixo da linha de pobreza em Altamira, de 25%, em 2010, (Censo IBGE) caiu para 3%, em 2023.
Agenda de descarbonização e foco no desenvolvimento sustentávelPara além da energia limpa e renovável, a concessionária de Belo Monte tem investido em uma série de iniciativas inovadoras, como o desenvolvimento de barcos elétricos, para promover a mobilidade fluvial sustentável na Amazônia. Estes projetos contribuem para a redução das emissões de CO2 e para a melhoria da qualidade de vida das populações ribeirinhas.
Através dos projetos de reflorestamento no Médio Xingu, utilizando mão de obra local, a empresa restabeleceu 2,4 mil hectares de floresta amazônica, o que representa 3 mil campos de futebol. Foram plantadas 1,5 milhão de mudas nativas e a meta da companhia é plantar 5,5 milhões de mudas, recuperando 7,6 mil hectares até 2045.
Desde o início da implantação de Belo Monte, em 2010, a Norte Energia investiu, até o momento, R$ 8 bilhões em ações socioambientais.
No primeiro semestre deste ano, a Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no município de Vitória do Xingu, foi apontada como a maior vendedora entre todas as fontes de energia do país, renováveis e não renováveis. De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Considerando o mercado livre e o regulado, a empresa comercializou 4.412 MW médios, o equivalente a 19.165 GWh, registrando, assim, um resultado bem próximo ao certificado de Garantia Física (GF) da usina, que é de 4.571MW.
A excelente colocação da Norte Energia reflete a nova estratégia de venda que a empresa passou a adotar em 2022. Segundo Paulo Roberto Ribeiro Pinto, diretor presidente da empresa, a UHE Belo Monte é a quinta maior hidrelétrica do mundo e a maior usina hidrelétrica 100% brasileira, e que tem importância estratégica para a segurança energética do país. “Temos 70% da nossa energia voltada para contratos de longo prazo com distribuidoras, além de 10% para autoprodutores e 20% para negociação no mercado livre. Esse posicionamento diferenciado no mercado se deve à nossa tônica de adoção das melhores estratégias, negociação, procura permanente dos bons clientes com garantia, com segurança”, ressalta Paulo Roberto Pinto. A produção de Belo Monte no primeiro semestre deste ano correspondeu a 9,4% (29.125 GWh) de toda a energia utilizada no país, o equivalente ao consumo de 30 milhões de residências.
Além de empregar 1.800 pessoas, entre colaboradores diretos e indiretos, o Complexo Hidrelétrico Belo Monte é estratégico para o setor elétrico nacional. Isso porque 70% dos reservatórios das hidrelétricas do país estão no Sudeste e Centro-Oeste e dependem de um bom volume de água para gerar a energia necessária para essas regiões. Em períodos de seca, quando esses reservatórios precisam ser poupados para que voltem aos níveis ideais de água, a usina paraense está no período úmido da Amazônia. Isso significa dizer que, enquanto Belo Monte gera o máximo das suas turbinas e injeta energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), os reservatórios das demais bacias armazenam água para atender ao mercado nacional durante o período seco.
“Para você ter uma ideia, em 2021, quando houve uma ameaça ao fornecimento de energia, a Norte Energia contribuiu com um terço do enchimento dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste. Então, ela tem um papel fundamental para a segurança do sistema interligado”, comenta o diretor-presidente da Norte Energia. A energia gerada pela UHE Belo Monte atende a 6% de todo o consumo nacional. A maior parte, 70%, é comercializada para 45 distribuidoras espalhadas por todos os estados brasileiros e 10% é destinada aos autoprodutores, sócios diretos ou indiretos da Companhia. Dos 20% remanescentes, a maior parte é comercializada para o mercado livre e uma pequena parte compensa perdas sistêmicas naturais.
Hoje, caso não existisse a UHE Belo Monte, o Brasil teria que acionar fontes não renováveis de energia com mais frequência, recorrendo às usinas termoelétricas, que consomem combustíveis fósseis. Esse tipo de energia, além de custar mais caro, é responsável por emissões significativas de gases que contribuem para o aquecimento global. “Eu imagino, hoje, que, se não tivéssemos Belo Monte no sistema, nós teríamos que colocar uma termoelétrica rodando, o que poderia representar de quatro a seis milhões de metros cúbicos de CO2 na atmosfera”, avalia Pinto.
Belo Monte é a hidrelétrica que mais gerou energia renovável e limpa para o Brasil no primeiro semestre de 2023. “Mais do que nunca, o mundo tem debatido a importância de fontes renováveis para abastecer os grandes centros urbanos, movimentar a economia e garantir o funcionamento dos serviços públicos essenciais sem comprometer o meio ambiente”, diz Pinto.
A Norte Energia atua na região de Belo Monte por meio de uma Política de Sustentabilidade pautada em três pilares estratégicos: desenvolvimento socioeconômico regional, geração de energia renovável e proteção ambiental da Bacia do Rio Xingu.
Entre as iniciativas de desenvolvimento socioeconômico, destaca-se a contratação de mão de obra local e o investimento em programas de aprendizagem e trainee, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em Altamira, voltado para pessoas da própria região. “Hoje, 40% do quadro da empresa é próprio e os serviços terceirizados de mão de obra de apoio e segurança são todos locais. Resolvemos primarizar toda a operação da usina. Além disso, acabamos de fazer um programa de trainee só para pessoas da região com nível médio. Foram 26 vagas preenchidas, das quais, nove por mulheres. Eles acabaram de se formar na parte teórica, agora estão aprendendo a prática com o pessoal mais experiente da usina, também já estão recebendo plano de saúde e um salário que deverá ser triplicado a partir do ano que vem, com a conclusão da formação”, enumera Paulo Roberto Pinto.
Já na parte de investimentos em preservação ambiental, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Norte Energia, Energisa e Fundo Vale lançaram, em setembro deste ano, o edital Xingu no âmbito do programa Floresta Viva, que destinará até R$ 26,7 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos de restauração de áreas degradadas e fortalecimento de cadeias produtivas da bacia hidrográfica do rio Xingu, na região amazônica. O edital, que será executado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), vai apoiar até nove projetos. Além disso, na ocasião dos estudos ambientais prévios sobre a Usina, uma matriz de impactos foi gerada e foram previstas medidas para monitorar e mitigar a ocorrência de tais impactos, junto com a participação e orientação do órgão ambiental competente, que fiscaliza e acompanha, bem como direciona a forma de implementação dos projetos e medidas de compensação. A Norte Energia já realizou investimentos socioambientais na região do Xingu da ordem de R$ 6,8 bilhões.
Crescimento da indústria impacta positivamente a sociedade
Notável nos setores de mineração, pecuária, energia, madeira e móveis, frutas e muitos outros, o Pará vai além de uma terra de possibilidades: é um local de realizações, onde indústrias crescem e ajudam a sustentar o desenvolvimento econômico e social. De acordo com a pesquisa Perfil da Indústria, publicada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor é responsável por 1/3 do Produto Interno Bruto do Pará. Essa participação no PIB estadual cresceu 11,3% entre 2009 e 2019, período analisado na pesquisa.
Com este crescimento, a sociedade ganha de diversas formas, conforme destaca o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Conrado Santos. “A indústria é importante para a sociedade em geral, uma vez que produz praticamente tudo o que utilizamos no nosso dia a dia, como alimentos, bebidas, vestuário, móveis, eletrônicos, eletrodomésticos, carros, barcos, aviões, casas, prédios e uma infinidade de outros produtos. Além disso, o setor é responsável pela geração de empregos, renda e pela contribuição na arrecadação de impostos”, diz.
Mesmo com as dificuldades da pandemia – que, de acordo com José Conrado Santos, afetou negativamente 90% das indústrias do Pará – houve espaço para crescimento de empresas de todos os tamanhos no estado.
Segundo o Perfil da Indústria CNI, do total de indústrias no Pará, 91,7% são micro e pequenas empresas. Juntas, elas correspondem a 1/4 dos 179 mil empregos gerados por indústrias no estado. A Perfini Móveis é uma delas. Há 30 anos no mercado de madeira e móveis, a empresa possui capacidade produtiva de 10m³ de madeira ao mês, 12 trabalhadores diretos, uma fábrica de 4.300m² no Distrito Industrial de Icoaraci e uma loja própria no centro de Belém.
“Produzimos móveis de estilo contemporâneo de alto padrão, principalmente em madeira, com destaque para mesas de jantar. Atendemos Belém do Pará por meio da loja física, e on-line outras cidades do Brasil”, relata o sócio e diretor industrial da Perfini Móveis, Fernando Guimarães. As peças fabricadas pela empresa utilizam madeira oriunda de manejo florestal, que garante o uso sustentável de recursos naturais e a floresta em pé.
As peças fabricadas pela empresa utilizam madeira oriunda de manejo florestal, que garante o uso sustentável de recursos naturais e a floresta em pé.
Mesmo durante a pandemia, a empresa manteve seu quadro de colaboradores e realizou investimentos para crescer. “Lançamos novos produtos que atenderam e atendem o usuário durante e após a pandemia, pois as pessoas redescobriram que o lar é o local mais importante para melhor qualidade de vida. Fizemos investimentos em maquinário com alta tecnologia para melhorar e aumentar a produção com uma expectativa de crescimento de 5% em 2022. E, consequentemente, mais vagas serão ofertadas ao mercado de trabalho”, afirma Fernando Guimarães, sócio e diretor industrial da Perfini Móveis.
Localizado em Inhangapi, o grupo empresarial Cerâmica Vermelha produz 44 modelos de tijolos para construções de alvenaria estrutural e racionalizada. Com mais de 20 anos, a empresa possui 130 trabalhadores diretos e capacidade produtiva de 4.000 toneladas por mês, abastecendo compradores do Pará e parte do Maranhão.
Em 2022, a Cerâmica Vermelha concluiu um projeto de modernização de seu parque industrial, com novos equipamentos alinhados ao conceito de Indústria 4.0. “Substituímos fornos antigos por um equipamento moderno, totalmente informatizado e automatizado. Ele faz a queima do produto automaticamente, eliminando qualquer risco de falha humana”, relata Rivanildo Hardman, proprietário da empresa.
Além da etapa de queima, o grupo também investiu em automação da carga e descarga com braços robóticos, além da automação da alimentação dos fornos com madeira picada de resíduos de serrarias. As melhorias aceleraram o tempo de produção dos blocos cerâmicos e elevaram a qualidade. “O ganho de produtividade é de 30% e de eficiência é 80%. Antigamente, nós trabalhávamos com secagem e transporte, que durava de 10 a 12 dias, de acordo com a velocidade da fábrica. Hoje, o tempo total de produção caiu para 72 horas”, explica Hardman.
Junto com a indústria, as pessoas também crescem. Nadilson Teixeira Silva atua há 10 anos na Cerâmica Vermelha como auxiliar administrativo. Nesse tempo, ele observou vários momentos de evolução da empresa. “Quando eu cheguei, a Cerâmica Vermelha estava se organizando para sair de uma olaria para uma indústria. Agora, ela está se transformando, novamente, para Indústria 4.0, e junto com isso vem também um investimento em capacitação, para que os colaboradores que já estão com a gente também entrem nessa mentalidade do 4.0, especializados e capacitados para lidar com as máquinas”, observa o profissional.
Além dos aprendizados técnicos na área de vendas, Nadilson também obteve conquistas pessoais a partir da experiência na indústria. “Cheguei aqui sem nada e hoje tenho o sustento da minha família, um apartamento, um veículo, tudo isso foi conquistado aqui. Também é uma realização profissional para mim, pois tenho um bom ambiente de trabalho, com liberdade para me expressar”, diz o auxiliar administrativo
Produzindo há mais de 20 anos em Barcarena, no Pará, o Grupo Alubar é líder de mercado na produção de cabos elétricos de alumínio da América Latina e o maior fabricante de vergalhões de alumínio do continente americano. Em seus primeiros anos, a empresa fabricava apenas os vergalhões. Com o tempo, expandiu sua capacidade produtiva e portfólio de produtos a partir do Pará, oferecendo soluções ao setor elétrico com clientes em todas as regiões do Brasil.
Hoje, a empresa possui fábricas no Rio Grande do Sul, no Canadá e nos Estados Unidos, além de um escritório de gestão global em São Paulo. Contudo, a planta de Barcarena continua sendo a maior unidade em capacidade produtiva e número de pessoas, com alta relevância para a estratégia global do Grupo.
“Temos cerca de 1000 colaboradores diretos em Barcarena, sendo mais de 90% deles oriundos da própria região. Esta unidade é especial para nós não apenas pela estrutura e história que carrega, mas também por concentrar profissionais de grande conhecimento técnico, que compartilham suas experiências com as plantas mais recentes do Grupo”, afirma Maurício Gouvea, Diretor Executivo da Alubar.
A fábrica do Pará recebeu em 2021 um investimento que triplicou a capacidade de produção dos cabos elétricos para o mercado de distribuição e energia renovável. “Observamos uma forte tendência de crescimento nesses mercados no Brasil nos próximos anos e Barcarena é muito relevante para o que planejamos para o futuro do Grupo Alubar”, destaca Maurício Gouvea, Diretor Executivo da empresa.
A indústria paraense continuará mostrando sua força ao longo desta década. De acordo com a REDES, iniciativa do Sistema FIEPA, até 2026 o estado deverá receber R$ 31,6 bilhões em investimentos nas áreas de infraestrutura, logística, energia e mineração – o que trará novas oportunidades para toda a cadeia de fornecimento.
Para o presidente da FIEPA, José Conrado Santos, apesar das oportunidades, há pontos no ambiente de negócios do Pará que devem ser levados em consideração. “O nosso setor produtivo enfrenta cotidianamente diversos desafios que comprometem o seu desenvolvimento, e podemos citar alguns, como a falta de investimentos em infraestrutura, o confuso e burocrático sistema tributário brasileiro, a demora na concessão de licenciamentos ambientais, a competição com produtos de fora e a dificuldade de acesso a crédito para novos investimentos”, explica.
Nesse cenário, o Sistema FIEPA promove diversas ações junto às esferas governamentais para apoiar na defesa dos interesses das indústrias do Estado. Também oferta soluções para o desenvolvimento dos negócios da região, por meio de treinamentos; consultorias empresariais; gestão da inovação; pesquisas e sondagens; recrutamento e seleção para estágio e emprego; esporte, cultura e lazer; saúde e segurança do trabalhador da indústria e educação profissional, regular e de jovens e adultos.