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energia solar – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Comitiva da CNI visita espaços da COP em Belém  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/comitiva-da-cni-visita-espacos-da-cop-em-belem/ Mon, 24 Mar 2025 12:39:18 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14051 Representantes da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) visitaram, no dia 18 de março, os espaços que receberão a programação da Conferência das Nações Unidas sobre o clima, a COP 30, em novembro. A visita foi acompanhada por integrantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e da Jornada COP+.

A CNI estará presente na Conferência a partir da Sustainable Business COP 30, a SB COP, iniciativa que quer garantir o papel do setor privado nas negociações climáticas globais. O secretário-executivo da SB COP e superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bontempo, destacou a importância do projeto para uma nova agenda na indústria. “A SB COP é uma oportunidade dentro de todo esse ambiente de mostrar que a indústria, ela é parte da solução climática. Nas COPs podemos mostrar o que as empresas têm feito para a transição para uma economia de baixo carbono”, enfatizou.

Os propósitos da SB COP estão alinhados à Jornada COP+, movimento coletivo pela transição energética justa e desenvolvimento sustentável da Amazônia realizado pela FIEPA. Para o presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da Federação, Deryck Martins, todas as ações caminham para um objetivo comum: a participação qualificada da indústria frente à agenda climática global. “Tanto a Jornada COP+, quanto a SB COP têm esse marco da Conferência 30, mas continuam pra além dela. Principalmente com o objetivo de que a indústria alcance uma economia de baixo carbono, que a gente tenha uma indústria cada vez mais adequada às agendas climáticas, aos desafios globais que são colocados”, destacou.

O primeiro local visitado foi o Parque da Cidade. O espaço com mais de 552 mil m2 e que abrigava um antigo aeroclube está sendo construído para ser o principal palco da conferência. A obra que contém equipamentos como áreas esportivas, espaços de economia criativa, teatro, centros de gastronomia e ecoturismo terá soluções sustentáveis como sistema de reuso de água, energia solar e jardins filtrantes para o sistema de esgoto.

Responsável pela apresentação do espaço, a gerente de Meio ambiente e Relacionamento da Vale, Daniela Genu, destacou a importância de receber a comitiva. “Além de acompanharem todo o processo da obra, os visitantes trazem para a gente também um outro olhar, com outras ideias, outras propostas que quando é possível a gente inclui no projeto”, afirmou.

A equipe da Fiepa também apresentou para a comitiva da CNI as dependências do Teatro do Sesi, do Sesi Almirante Barroso e do Senai Getúlio Vargas. Os espaços devem receber programações da indústria durante a Cop 30. “Estamos muito felizes em poder contribuir com todas as ideias, com toda a inovação e tudo que a indústria vai trazer para que essa seja uma das melhores Cops”, destacou Elen Néris, gestora executiva da Jornada Cop+.

A Jornada COP+ tem o apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinadora master a mineradora Vale.

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Bioeconomia – Em 10 anos, cadeia de fibra de malva https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/11/28/bioeconomia-em-10-anos-cadeia-de-fibra-de-malva/ Tue, 28 Nov 2023 18:57:01 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13191

Com a proximidade da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que será realizada em Belém, em 2025, uma das discussões que vêm à tona é a colaboração da bioeconomia para que o Brasil consiga atingir suas metas de descarbonização. Estudos indicam que ela vai evitar o lançamento de 21 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera até 2050 e que o PIB do Pará referente à bioeconomia pode alcançar R$178 bilhões.

Um exemplo desse potencial da nossa bioeconomia é a da cadeia da fibra de malva no Pará, representada pela Companhia Têxtil de Castanhal (CTC), que em 10 anos capturou mais de 18 mil toneladas de CO2 da atmosfera. A empresa está enviando para serem distribuídas pelo SEBRAE, durante um evento com ministros e secretários de meio ambiente, 300 bolsas exclusivas de malva Amazônica.

Essa fibra vegetal da região é uma cultura de várzea, totalmente integrada ao seu bioma. Com adubação natural deixada pelo húmus acumulado durante as cheias dos rios, sem uso de agrotóxicos e sem causar desmatamento, ela utiliza água da chuva para irrigação, além de gerar renda para milhares de pessoas no coração da região amazônica.

“Sua agregação de valor, da semente de malva aos nossos manufaturados, é toda na Região Norte do Brasil, em uma cadeia com pegada de carbono negativa, resultando em produtos têxteis 100% biodegradáveis distribuídos no Brasil e exterior, no melhor exemplo de economia circular”, afirma Flávio Junqueira Smith, diretor da CTC, empresa que tem fábrica em Castanhal, no Pará, e filiais em Manacapuru (AM) e na cidade de São Paulo (SP).

Em 2022, em parceria com o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (CETIQT) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a CTC realizou um estudo que comprovou a atuação da cadeia – que vai da semente ao produto manufaturado – como fixadora de carbono, ou seja, ela contribui para a redução da concentração do CO2 na atmosfera.

Ao longo das análises realizadas pelo SENAI CETIQT, foi comparado o desempenho das embalagens confeccionadas com malva e fibra de juta com aquelas confeccionadas com papel e outros materiais sintéticos, e comprovou-se que o produto Castanhal é o único capaz de fixar carbono.

Comércio justo – Além de contribuir para a fixação de carbono, a cadeia da malva também valoriza a comunidade local. O Projeto Sementes Castanhal capacita famílias agricultoras para se tornarem produtoras de sementes, transformando uma atividade extrativista em uma cultura profissionalizada com investimento em conhecimento, tecnologia e inovação. Está garantida para eles a compra de 100% da colheita e remuneração justa. “Isso ajuda a fixar esses trabalhadores e suas famílias em suas próprias terras, trabalhando em uma atividade que gera renda nas regiões com poucas alternativas econômicas”, aponta Flávio Junqueira.

Além disso, a empresa emprega mais de 1.100 colaboradores diretos em constante treinamento e desenvolvimento, entre trabalhadores, técnicos de segurança, administradores, agrônomos e diversas outras funções.

De acordo com Flávio, a Amazônia deve ser vista por sua fauna e flora e pelas pessoas que aqui habitam. “São cerca de 30 milhões de habitantes mantendo a floresta em pé, preservando sua enorme biodiversidade. A defesa da Amazônia faz parte da defesa de toda a economia brasileira, especialmente aos olhos dos consumidores das novas gerações que estão chegando em cada vez maior número ao mercado mundial”, observa, acrescentando que é preciso gerar valor para a Amazônia, e o caminho é pelo fomento da bioeconomia.

Fabricação consciente – Na fábrica, as fibras são processadas apenas com aditivos orgânicos e vegetais. Dela, saem sacos de juta agrícolas, ecobags utilizáveis, fios para artesanato, fios para calçado, tabaco, decoração, moda e outros. A Castanhal prioriza o uso de energia solar, além de contratar a carga energética necessária ao funcionamento de sua fábrica e filiais diretamente do mercado livre, de usinas ambientalmente sustentáveis.

Pedaços de tecido excedente são transformados em sacolas ecológicas confeccionadas por mais de 300 artesãos treinados pela Castanhal em parceria com o governo do Pará no projeto socioambiental Usinas da Paz, um dos mais importantes do Brasil. Retalhos maiores viram embalagens para fardos e bobinas e os menores são transformados em feltro para a indústria automobilística, que os utiliza em peças como tampas de porta-malas em substituição a materiais sintéticos.

“Temos que construir um modelo econômico inédito para a região, através do diálogo entre a sustentabilidade social e ambiental. Se não estimularmos ou introduzirmos no mercado mundial os produtos de baixo carbono, positivamente integrados à essa economia amazônica, falharemos na defesa da floresta e seus habitantes. Muitos desses sistemas já existem na região há muitas décadas, de forma abrangente e verticalizada, como a cadeia da fibra de malva”, finaliza Flávio.

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