invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114A balança comercial do Pará registrou saldo positivo no acumulado do primeiro semestre deste ano. O superávit no Estado foi de aproximadamente US$ 9,6 bilhões entre janeiro e junho de 2025, com variação positiva de 0,45% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os números são resultados dos esforços da indústria paraense para atender às demandas do comércio exterior, avalia Cassandra Lobato, gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA (FIEPA CIN).
No ranking das unidades federativas, o Pará se posicionou como o terceiro Estado com o maior saldo na balança comercial, ficando atrás apenas do Mato Grosso e Minas Gerais. Por valor exportado, o Pará consolidou-se na sexta colocação do país, com cerca de US$ 10,9 bilhões neste ano.
Nas categorias de exportações, os produtos considerados não tradicionais, como soja, carnes de bovinos e outros bovinos vivos, tiveram um desempenho de US$ 1,72 bilhão, enquanto os tradicionais, como pimenta, suco de frutas e pimenta, somaram US$ 294,6 milhões.
No recorte das cidades brasileiras que mais exportam, Canaã dos Carajás e Parauapebas ficaram na sexta e sétima posições, com US$ 2,8 bilhões e US$ 2,1 bilhões, respectivamente. No comparativo estadual, logo atrás aparece Barcarena (US$ 1,9 bi), Marabá (US$ 1,3 bi) e Paragominas (US$ 350,9 milhões). Belém, por outro lado, ficou em 12º lugar com US$ 112.848.200 milhões.
Apesar do desempenho positivo, o cenário do comércio exterior ainda exige atenção diante do cenário regulatório. Para Cassandra Lobato, é essencial que o ambiente de negociações internacionais preserve a estabilidade das trocas comerciais e incentive relações de longo prazo.
“É fundamental que essas decisões sejam conduzidas com equilíbrio e responsabilidade, de forma a evitar impactos desproporcionais sobre setores mais sensíveis da economia. Defendemos a manutenção de um diálogo diplomático aberto e construtivo entre os países, com o objetivo de preservar os investimentos já realizados, minimizar prejuízos e garantir a continuidade de relações comerciais historicamente consolidadas e benéficas para ambas as partes”, reforça a gerente do FIEPA CIN.
Na data celebrada no dia 14 de março, empresas, profissionais e instituições apresentaram e discutiram tendências e caminhos para a sustentabilidade no setor. Mineradoras de cobre, alumínio, ouro e minerais industriais, com atuação no Pará, compartilharam práticas de responsabilidade ambiental e discutiram como a mineração pode ser essencial para a transição energética.
Realizado pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), em parceria com Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o Centro das Indústrias do Pará (CIP), o Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) e o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram-PA), o evento teve o apoio da Jornada COP+, iniciativa da FIEPA que está construindo uma nova agenda econômica, social e ambiental do setor produtivo da Amazônia. Para Alex Carvalho, presidente da Fiepa e da Jornada, o debate sobre a sustentabilidade na mineração mostra o amadurecimento do setor mineral no Pará. “A mineração é um segmento muito importante e representativo para a economia, para a sociedade e para a preservação ambiental. E este é um momento para discutir o futuro e os caminhos a serem percorridos, por isso que a Jornada COP+ se faz presente. Até porque a COP vai passar, mas os bons exemplos de sustentabilidade serão perpetuados”, enfatizou.
O segmento é responsável por 4% do PIB brasileiro. Dados do Instituto Brasileiro de Mineração mostram que o setor mineral no Brasil movimentou mais de 43 bilhões de dólares em exportações e gerou mais de 221 mil empregos diretos em 2024. De acordo com o IBRAM, o enfrentamento à emergência climática e a busca pelo cumprimento do Acordo de Paris passam também pela expansão da extração e do uso de bens minerais pois, segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda em insumos minerais para a transição energética, nos próximos vinte anos, pode ser até 6 vezes maior do que a produção atual.
Para o gerente executivo do IBRAM na Amazônia, Anderson Santos, o debate sobre a sustentabilidade na mineração é uma forma de aliar o desenvolvimento às necessidades das gerações atuais e futuras. “Ter as mineradoras apresentando as ações de sustentabilidade que estão sendo praticadas é também uma forma de ajudar a desenvolver outros estados e países. A gente sequer poderia levantar a possibilidade de deixar para as gerações futuras um mundo pior do que aquele que recebemos. Então, é nosso dever buscar formas de deixar não só condições melhores, mas deixar um legado”, ressaltou.
Titular da Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal, o deputado Keninston Braga (MDB), destacou que os caminhos para a sustentabilidade na mineração são desafiadores e precisam contar com o envolvimento de diversos setores e com a criação de novas políticas. “Precisamos modernizar o nosso código minerário e temos um projeto tramitando na Câmara. O mundo hoje clama por uma economia de baixo carbono, o mundo clama por uma transição energética cada vez mais abrangente e mais forte. Não existe transição energética sem minerais críticos, não existe economia de baixo carbono sem transição energética. E nós não podemos perder a oportunidade aqui no Pará, neste ano de COP30, de dizer para todo mundo que nós queremos ser o grande protagonista dessa transição”, afirmou.
O Pará se destaca no setor mineral, é o segundo estado com maior faturamento no segmento, além de líder na produção do ferro, bauxita e ouro. Para o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Paulo Bengtson, ações de sustentabilidade no segmento têm sido cada vez mais necessárias. “O crescimento do setor traz para a sociedade um alerta para um novo tempo na mineração do Pará e do país. Nós estamos em um processo de mudanças climáticas sérias. Há anos atrás, ninguém estaria discutindo sustentabilidade, estaríamos debatendo sobre o preço da tonelada do ferro, do cobre, como aumentar as nossas exportações. E hoje, estamos discutindo como o setor mineral pode contribuir com o meio ambiente, pois é uma discussão urgente”, afirmou.
A Jornada COP+ foi idealizada pela Temple Comunicação e é realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), com apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinadora master a mineradora Vale.
A parceria entre a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) consolidou avanços para a atração de investimentos e o fortalecimento do setor industrial paraense ao longo de 2024. A colaboração promoveu ações estratégicas como a promoção da cultura exportadora, a aprovação de projetos de incentivos fiscais, e o fortalecimento de setores-chave para a economia do Estado.
Entre as iniciativas conjuntas se destacaram o lançamento da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) no Pará, que contou com o apoio do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, e a colaboração em eventos voltados para a promoção das exportações e encontros de negócios com países estratégicos que reforçaram o posicionamento do Estado no mercado internacional. Outro marco importante foi a retomada das atividades do programa “Na Fábrica”, promovido pela FIEPA em parceria com a Sedeme. O programa realiza visitas às indústrias paraenses com o objetivo de estreitar o diálogo entre empresários, investidores, governo e demais atores da cadeia produtiva.
Mais recentemente, a Comissão de Política de Incentivos, presidida pelo titular da Sedeme, Paulo Bengtson, aprovou oito novos projetos para concessão de fomento nas modalidades de modernização, ampliação e diversificação, além de outros dois projetos nas modalidades renovação e revisão. A Comissão é composta por representantes de órgãos e secretarias de Estado, como a de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), da Fazenda (Sefa) e de Planejamento e Administração (Seplad), e ainda da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Para o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, a parceria com o Governo do Estado tem sido essencial para o crescimento sustentável da indústria paraense. “A FIEPA, como interlocutora da indústria no Pará, busca sempre fortalecer o diálogo com todos os atores que contribuem para o desenvolvimento da nossa região. Nesse sentido, a atuação proativa do secretário Paulo Bengtson e do secretário adjunto Carlos Ledo, à frente da Sedeme, tem sido fundamental na elaboração de ações conjuntas que garantem incentivos fiscais, fomentam a instalação de novas indústrias, ampliam a base exportadora e posicionam o Pará como referência em crescimento industrial sustentável na região Norte”, afirmou Carvalho.
O titular da Sedeme, Paulo Bengtson, destaca que a missão da pasta é desenvolver e implementar políticas de desenvolvimento econômico, mineração e energia no Estado do Pará de forma sustentável. “Isso envolve a definição de estratégias e a formação de parcerias com outras instituições, como a FIEPA, que ao longo de 2024 atuou em parceria com a Sedeme, implementando ações estratégicas para a atração de novos investimentos, a criação de um ambiente de negócios seguro, a instalação de novas indústrias com foco no desenvolvimento econômico sustentável e no fortalecimento do setor industrial no Estado do Pará”, ressaltou Bengtson.







Em 2024, o Centro Internacional de Negócios da FIEPA consolidou sua atuação como o maior colaborador no convênio entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a ApexBrasil, promovendo iniciativas que fortaleceram a presença do Pará no cenário global. Entre as principais ações estiveram a rodada internacional de negócios Amazon Trade e a participação de indústrias paraenses em feiras de relevância mundial, como a SIAL Paris e o Salon du Chocolat, ambos na França, além do Chocolat Festival, em Portugal.
Direcionada ao setor de alimentos e bebidas derivados da bioeconomia amazônica e brasileira, a Amazon Trade foi organizada e realizada pela FIEPA CIN, entre os dias 08 e 10 de outubro. Em formato híbrido, contou com encontros presenciais em Belém e reuniões online por meio de uma plataforma fornecida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento conectou mais de 60 empresas locais e nacionais a 11 compradores internacionais interessados em produtos do bioma amazônico. Os compradores internacionais também participaram de visitas técnicas em indústrias da bioeconomia paraense.
“O apoio às empresas, especialmente as pequenas e médias, é essencial para fortalecer a bioeconomia e promover a verticalização da produção no Pará. Essas ações não apenas ampliam o alcance dos nossos produtos, mas também diversificam as exportações e agregam valor à produção local, contribuindo diretamente para o desenvolvimento socioeconômico do estado e reforçando o protagonismo do Pará no mercado internacional”, afirma Cassandra Lobato, coordenadora executiva da FIEPA CIN.
A atuação da FIEPA CIN também incluiu a preparação de indústrias paraenses para missões internacionais promovidas pela CNI e ApexBrasil. Na SIAL Paris, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, que ocorreu entre os dias 19 e 23 de outubro, os empresários tiveram suporte em reuniões de negócios e visitas técnicas, ampliando o acesso a mercados como Europa, Oriente Médio e América do Norte.
Também em Paris, a FIEPA CIN esteve ao lado das indústrias do Pará durante a missão comercial à 29ª edição do Salon du Chocolat 2024, que aconteceu de 30 de outubro a 3 de novembro. O evento é referência mundial em culinária e pâtisserie, reunindo um público especializado do setor, além de empresas globais para a troca de experiências e networking.
Na missão comercial ORIGEM BRASIL, a FIEPA CIN forneceu suporte à 29 empresas paraenses durante Chocolat Festival Portugal, na cidade do Porto, em Portugal. A feira reúne diversos setores empresariais, entre os quais alimentos e bebidas, moda e acessórios, artigos de decoração, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Durante o evento, os empresários visitam o showroom de produtos, e participaram de encontros de negócios com potenciais compradores, importadores e distribuidores convidados dos mercados de Portugal, Espanha, Reino Unido e Holanda; além de workshops, visitas e encontros técnicos com especialistas no mercado.
“O trabalho conjunto com a FIEPA, por meio do Centro Internacional de Negócios, é fundamental para conectarmos as empresas paraenses aos mercados internacionais. Através de eventos como a Amazon Trade, conseguimos aumentar a competitividade dos produtos da bioeconomia amazônica e fomentar novas oportunidades de negócios. Essas iniciativas são cruciais para o fortalecimento das exportações brasileiras, ampliando a presença de nossos produtos em mercados estratégicos”, destaca Essio Lanfredi, gestor do Escritório Norte da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).



Para destacar o melhor da produção industrial regional, conectando inovação, sustentabilidade e desenvolvimento, o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA) inaugurou, no dia 12/09, a “Vitrine da Indústria na Amazônia”, espaço de exposição localizado na sede da entidade, em Belém. Nesta primeira edição, ficarão expostos produtos do setor de cosméticos e fitoterápicos paraenses, de empresas que compõem o projeto Amazônia na Pele, mantido pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos, Petroquímicos, Farmacêuticos e de Perfumaria (Sinquifarma).
A exposição reúne um mix de produtos, como sabonetes, xampus, hidratantes, óleos corporais, óleos naturais, fitoterápicos, esfoliantes e cremes, fabricados a partir de diversas matérias primas da floresta. “É um espaço para que a sociedade possa conhecer o que nós temos produzido aqui no Estado. Com o apoio da FIEPA, nós conseguimos consolidar esse grupo de 15 empresas sindicalizadas, dentro do projeto Amazônia na Pele. É muito bom poder apresentar o potencial dessas empresas da Amazônia, com insumos daqui, gerando renda e verticalizando a produção. Aqui tem empresa com mais de 100 anos, assim como tem outras novas indústrias, startups, com ideias e experiências inovadoras”, explica Fatima Chamma, diretora da FIEPA e vice-presidente do Sinquifarma.
O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, afirma que o espaço faz parte das diversas iniciativas da entidade, preparatórias para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), e deve permanecer após o evento global, como forma de divulgação e valorização do trabalho executado pelo Sistema Indústria, pelos sindicatos e pelas empresas dos diversos segmentos industriais. “Este espaço nasce verdadeiramente como uma vitrine daquilo que nós temos de melhor da indústria no território amazônico, no território do nosso estado, com as nossas potencialidades, com preservação e sustentabilidade ambiental, inclusão social e desenvolvimento de uma cadeia de valor que internalize riquezas e traga, não só a geração de empregos, mas a qualificação desses empregos e a verticalização dessa produção”, afirmou o presidente da Federação.
“Esse projeto é fundamental porque a gente tem que mostrar o que a gente tem de bom, porque como eu falo, as pessoas todas querem usufruir da Amazônia, mas não devolvem. A gente devolve, a gente beneficia, a gente gera a mão de obra, e os nossos produtos são 100% Amazônia. A gente une forças para levar a experiência verdadeiramente amazônica para o mundo”, comemorou a empresária Tatiana Sinimbú, da empresa Jambú Sinimbú, expositora que participa do projeto.
O presidente do Sinquifarma, Nilson Azevedo, reforçou a importância de um trabalho conjunto entre as instituições e as empresas. “Nós temos um mercado excelente que tem feito várias incursões para outros países, mas ainda temos muitos desafios aqui na região, com altos custos para as empresas que querem empreender, vender seus produtos, então acredito que a saída é sempre nos unirmos para buscar soluções para vencer os desafios e fortalecer as nossas indústrias”, afirmou Azevedo.
De acordo com dados do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, no primeiro semestre de 2024, o Pará exportou US$ 1.265.577 milhões e 676,64 toneladas de produtos higiene pessoal, cosméticos e perfumaria. Os principais produtos foram sabões, óleos, bálsamos naturais e papel higiênico, que tiveram como principais destinos países como o Paraguai, Venezuela, Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Reino Unido, México, França, China e Países Baixos (Holanda), respectivamente.



Rodadas de negócios conectaram empresários do setor de alimentos e bebidas dos biomas brasileiros a 11 compradores internacionais
Entre os dias 08 e 10 de outubro, mais de 60 empresas participaram da Amazon Trade, rodada internacional de negócios do setor de alimentos e bebidas (A&B) derivados da bioeconomia amazônica e brasileira. Realizada de forma híbrida, a rodada contou com encontros online nos dois primeiros dias, encerrando nesta quinta-feira (10), com reuniões presenciais dentro da programação da Feira SuperNorte, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém. A iniciativa conectou os empresários brasileiros a 11 compradores internacionais interessados em fazer negócios com indústrias do setor.
Com uma expectativa inicial de gerar US$ 15 milhões (dólares) em negócios, além das rodadas, os compradores internacionais também participaram de visitas técnicas em indústrias da bioeconomia paraense. No dia 11, uma comitiva foi até a fábrica da Bellamazon, em Marituba, onde conheceram o plantio e os produtos feitos a partir do açaí amazônico. No sábado, 12, visitaram a fábrica da cachaçaria Meu Garoto, que utiliza insumos da floresta como o jambú, na produção de suas bebidas.
O evento foi promovido pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA CIN), pela Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Contou com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e colaboração de 16 Federações de Indústrias do país.
Segundo Cassandra Lobato, coordenadora executiva do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, o evento teve como objetivo aumentar a visibilidade dos produtos com identidade geográfica dos biomas brasileiros, fomentar negócios, e preparar empresários para as oportunidades em eventos globais, como a COP30, que será realizada em Belém, em 2025. “O evento teve a participação maciça das nossas indústrias e de compradores internacionais qualificados com grande potencial de negócios para o setor de alimentos e bebidas da bioeconomia amazônica e brasileira. É uma iniciativa que visa, além de expandir a presença dos produtos regionais no exterior, reforçar a necessidade de aliar crescimento econômico e sustentabilidade, agregando valor aos nossos produtos, e acredito que estamos no caminho certo para mostrar ao mundo a riqueza e a qualidade e o diferencial da nossa produção industrial”, afirmou a gestora.
Carlos Cedrón Delaude, diretor geral da CCD Representaciones, sediada em Lima, no Peru, o evento serviu para conhecer os produtos brasileiros com potencial de negócios. “Estou muito feliz e agradecido pelo convite porque essa foi uma grande oportunidade para ter contato com os provedores e ver bons produtos, além do contato com os organizadores que são muito atenciosos, e de conhecer compradores de outros países. Já tenho pelo menos três produtos que vamos começar a importar para o Peru e fazer o desenvolvimento de marca, sempre levando a marca do Brasil para os nossos mercados”, comentou o comprador internacional Carlos Cedrón.
Para o empresário Júlio Lobato, representante da Amazon Flavors, indústria paraense de produtos feitos a partir de insumos da floresta, como jambu, cumaru, açaí, castanha-do-Pará e tucupi, a rodada foi uma oportunidade para apresentar produtos e prospectar novos mercados interessados nos produtos da Amazônia. “Somos uma indústria genuinamente amazônica, e este evento nos oferece uma oportunidade incrível de explorar novos mercados e mostrar ao mundo os sabores únicos da nossa região. Participamos de cinco rodadas de negócios com empresas de diversos países, e a receptividade foi excelente. Nossa cachaça de jambu e nosso realçador de sabor, por exemplo, despertaram grande interesse. Os participantes estão muito curiosos e entusiasmados com os produtos amazônicos, o que nos motiva a continuar mostrando ao mundo o imenso potencial que nossa região tem para oferecer. Espero que a Amazon Trade continue abrindo portas para a nossa bioeconomia em muitas outras edições”, afirmou o empresário.







A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 20/06 o Embaixador do Canadá, Emmanuel Kamarianakis, para discutir estratégias com o objetivo de estreitar as relações econômicas entre o Pará e o país da América do Norte. Durante a reunião foram tratados temas de interesse bilateral como bioeconomia, exportação, mineração, transição energética, inovação tecnológica e investimentos. O encontro ocorreu no Observatório da Indústria, na sede da Federação, em Belém, e contou com a presença de sindicatos da indústria e empresários.
Para Emmanuel Kamarianakis, o Brasil é um parceiro globalmente importante, e o Pará pode significar a ampliação dessa relação comercial. “O Brasil é um parceiro onde temos muitos anos de trabalho juntos e queremos fortalecer não só as relações com o Pará, mas diretamente com todo o Brasil. Essa é a minha terceira visita aqui em Belém e temos interesse de falar não só com o governo daqui, mas também com empresários, com a indústria e com a FIEPA para fortalecer um pouco mais essas relações bilaterais comerciais que temos com esse estado”, afirmou o embaixador do Canadá.
O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, falou sobre o perfil econômico do Estado e sobre as potencialidades regionais para o desenvolvimento de projetos e negócios em diversos segmentos, com destaque para a bioeconomia. “Nós temos aqui cada vez mais um trabalho de fortalecimento dessa pluralidade, pois a gente tem muito a aprender com o Canadá, que é um país extremamente desenvolvido, exemplo de educação, exemplo de qualidade de vida, exemplo de uma série de atributos que levam ao desenvolvimento sustentável. E nós queremos fazer com que aqui dentro do nosso território nós também sejamos capazes de fazer uso dos nossos recursos naturais com a responsabilidade que nós sabemos que precisamos ter e o compromisso de fazer com que a internalização dessas receitas seja percebida pela população”, afirmou o presidente da Federação.
Segundo dados apresentados pelo Centro Internacional de Negócios da FIEPA, em 2023 o Pará exportou para o Canadá US$ 642 milhões em produtos da cadeia mineral, entre os quais alumina e bauxita, o que coloca o Estado como o quinto do país que mais exporta para o Canadá, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Bahia. Outros produtos que também aparecem na pauta de exportações do estado para o Canadá são as carnes desossadas e congeladas de bovino e madeira. Com relação à importação, os produtos que o Estado mais compra do Canadá são cloretos de potássio, reboques e semirreboques, máquinas de sondagem rotativas autopropulsadas.
Segundo o embaixador, a ideia é ampliar o diálogo com o país para estabelecer um relacionamento em outras áreas de negócios. “Estamos falando com parceiros aqui no Brasil sobre temas como transição energética, mineração estratégica, agronegócio, infraestrutura. E hoje aqui falamos do setor de agronegócio, de carne, de diferentes produtos que queremos melhorar a importação e exportação, mas também investimento e colaboração em geral”.
COP 30 – Um dos assuntos em pauta durante o encontro foi a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em 2025, em Belém. O presidente da FIEPA apresentou a Jornada COP+, que prevê ações da entidade para qualificar o debate durante o evento e perenizar seus resultados. “Queremos buscar através disso parcerias de sucesso que venham trazer essa robustez e a perenização de uma atividade industrial responsável, inclusiva, que promova cada vez mais inovação, crescimento sustentável e que possa abrir portas para outros mercados. E entendemos que seria importante a participação efetiva da indústria, da academia, do governo, de organizações não governamentais, do terceiro setor e de organismos internacionais, como os do Canadá, com os quais temos a intenção de estabelecer uma maior proximidade para que essa jornada possa ser realmente profícua e producente”, explicou Carvalho.
Sobre o tema, o embaixador afirmou que o Canadá tem buscado estabelecer parcerias para participar ativamente do evento. “Estamos muito contentes de haver uma COP aqui em um país como o Brasil e vamos estar aqui com uma presença muito forte de canadenses, da parte do governo canadense, mas também da sociedade civil, povos indígenas, ONG, então queremos muito fortalecer essa colaboração no setor de mudanças climáticas, biodiversidade e outras coisas também”, comentou Kamarianakis.
Canadá e Brasil – Segundo informações da embaixada canadense, o Brasil é o terceiro maior parceiro comercial do Canadá nas Américas, depois dos EUA e do México. O comércio de mercadorias entre Canadá e Brasil totalizou US$ 133 bilhões em 2023, um aumento de quase 6% em relação ao ano anterior. As principais exportações canadenses de mercadorias para o Brasil incluem fertilizantes (621%), máquinas e partes (114%), combustíveis minerais, óleos, ceras e substâncias betuminosas (41%) e máquinas e peças elétricas e eletrônicas (20%).
As principais importações de mercadorias do Canadá no Brasil incluem pedras e metais preciosos (242%), produtos químicos inorgânicos (190%), peças de aeronaves e naves espaciais (109%), açúcar e produtos de açúcar (95%) e máquinas (59%). O comércio bilateral de serviços em 2023 foi de quase US$ 17 bilhões, com exportações de serviços de US$ 11 bilhões e importações de serviços de US$ 575 milhões.
O investimento direto canadense no Brasil ficou em US$ 253 bilhões em 2023, um aumento de 201% em relação a 2022. O estoque de investimento estrangeiro direto do Brasil no Canadá, por país investidor final, foi de US$ 206 bilhões em 2023, tornando-se o 2º maior investidor do Canadá no hemisfério ocidental (depois dos EUA) e o 8º globalmente.
Ao longo dos anos, o Estado tem conseguido apresentar o seu potencial de negócios para importantes compradores internacionais
O Pará é uma terra de superlativos: e o segundo maior estado da federação em extensão territorial; e o estado mais populoso da Região Norte; possui uma das maiores capacidades de geração de energia hidrelétrica do país; apresenta uma posição geográfica estratégica para o comercio exterior e conta com uma característica que o torna único: a biodiversidade da maior floresta tropical do planeta, a Amazonia.
Ao longo dos anos, o Estado tem buscado desenvolver e apresentar ao mercado global todo o seu potencial de negócios, como um parceiro confiável e capacitado para fornecer produtos de qualidade e com diferencial competitivo. Para isso, a Federação das Indústrias do Estado do Para (FIEPA), por meio do seu Centro Internacional de Negócios (CIN), com o apoio e fomento de importantes parceiros, vem desenvolvendo um trabalho no sentido de promover a adequação de produtos e empresas paraenses para inserção no mercado internacional. Como resultado, e possível notar mudanças no cenário do comercio exterior do Estado, com o surgimento de novos produtos na balança comercial e maior diversificação da pauta de exportações.
Suco de fruta de açaí, soja, milho, cacau e derivados, cerveja e carne de bovinos são apenas alguns dos produtos que vem ganhando projeção na balança comercial, nos últimos dez anos. Considerados novos, em comparação com produtos tradicionais como minério, madeira e pescados, por exemplo, eles têm apresentado bons resultados nas exportações, sendo cada vez mais valorizados no mercado internacional.
Segundo Cassandra Lobato, coordenadora do Centro Internacional de Negócios da FIEPA (CIN/FIEPA), a partir dos números da balança e possível notar essa mudança. “Para se ter uma ideia, em 2022 o Para conseguiu aumentar em 11,92% a inserção de novos produtos na balança comercial, o que representa um total de 1.287 produtos que até pouco tempo não faziam parte da pauta de exportação do Estado”, explica Cassandra.
Um dos produtos que mais despertou o interesse e ganhou espaço no mercado internacional foi o açaí, que iniciou sua participação na balança comercial paraense em 2012 e teve um crescimento de mais de 16 mil por cento em comparação com o início de suas exportações.
Segundo Cassandra, o aumento se deve a alguns fatores, como os esforços da indústria da fruticultura, por meio de investimentos em inovação; a expansão do mix de produtos oriundos do açaí que, além do suco da fruta em tambores, passou a comercializar outros itens com maior valor agregado; e o manejo sustentável e ambientalmente responsável empregado em toda a cadeia produtiva do açaí, que atende as exigências do mercado internacional e atrai cada vez mais compradores.
Para Victor Brandao, coordenador de
exportações da Amazon Polpas, localizada na cidade de Castanhal, as propriedades nutricionais do açaí também são responsáveis pelo sucesso da fruta amazônica no exterior. “Acredito que esse aumento das exportações se deve principalmente pela difusão das propriedades do açaí, que é energético e bom para a saúde”, avalia Brandao.
A empresa começou a exportar em 2015, ainda em pouca quantidade, entre três e cinco containers. Em 2020, já exportava em torno de 100 containers, para mercados nos Estrados Unidos, Japão, Europa e América Latina, com um mix de produtos que contribuiu para a expansão dos negócios. “Cada mercado tem uma demanda diferente: nos EUA e mais a polpa de açaí com guaraná, no Japão e sorbet de açaí com banana, na Europa sorbet de açaí com guaraná e na América Latina a preferência e pela polpa da fruta”, explica o coordenador de exportações.
Tendo como principal destino o Japão, o cacau paraense teve um salto no seu desempenho de exportação. No topo do ranking, o cacau do Para tem como diferencial uma expansão sustentável, na qual 70% do cultivo e feito majoritariamente por agricultores familiares e em sistemas agroflorestais benéficos para a Amazonia, integrando geração de emprego e renda a preservação da floresta.
Os números da balança comercial reforçam a trajetória de sucesso do cacau paraense. Se em 2012 o volume exportado foi de US$ 676 milhões, em 2022, fechou o ano com um total de US$ 1.663 bilhão e mais de 500 toneladas do fruto. Segundo Cassandra, a verticalização da amêndoa do cacau em produtos derivados como o chocolate, que tem um maior valor agregado, e importante para a expansão da pauta exportadora do Estado. “A qualidade, o aroma e o sabor do cacau paraense são únicos e precisam ser divulgados. Então, nosso objetivo como entidade do setor produtivo e ampliar cada vez mais essa divulgação, e o que temos feito por meio do apoio de missões empresariais como o Salon Du Chocolat de Paris, por exemplo, na qual empresários locais puderam fazer networking, identificar potenciais parceiros e conhecer tecnologias e tendencias do setor”, explica Cassandra.
Para falar em diversificação da pauta de exportações, e necessário também destacar o desempenho da soja, que cresceu mais de 600% no Estado. De um volume exportado de US$ 182 milhões, em 2012, passou para quase US$ 1.400 bilhão, em 2022. “Estes resultados demonstram todo o esforço das nossas indústrias e do agronegócio em prol dessa diversificação que nos permite ampliar o mix de produtos a serem oferecidos ao mercado internacional, o que torna nossa pauta menos dependente de um único produto”, analisa Lobato.