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Fábrica – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:50:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Projeto ‘Na Fábrica’ visita indústria de açaí, em Abaetetuba https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/08/30/projeto-na-fabrica-visita-industria-de-acai-em-abaetetuba/ Fri, 30 Aug 2024 18:22:58 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13371

O projeto ‘Na Fábrica’ realizou no dia 30/08 uma visita às novas instalações da Palamaz, indústria de processamento de açaí localizada no município de Abaetetuba. Foi a retomada do projeto, que tem como objetivo fortalecer o diálogo do governo estadual com o setor produtivo, para assegurar um ambiente de negócio atrativo e competitivo às empresas paraenses. O ‘Na Fábrica’ é promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e a Companhia de Desenvolvimento do Pará (Codec).

Contemplada com incentivo fiscal pelo Estado, a Palamaz, empresa totalmente automatizada, tem capacidade instalada para processar até 200 toneladas de produto acabado por dia, além de infraestrutura para armazenagem de mais de 6 mil toneladas. O proprietário da empresa, Francisco Ferreira, diz que a aproximação de agentes com poder de decisão é fundamental para a expansão dos negócios na região. “A gente faz de tudo pra fazer o melhor, pra colocar o Pará na vanguarda da produção industrial, então essas concessões dadas pelo Governo é um fator preponderante para a nossa competitividade, pois permite que a gente reinvista esse recurso na melhoria da indústria, gerando mais empregos, gerando mais renda e fazendo circular mais dinheiro no estado, inclusive, indiretamente, contribuindo com a arrecadação de impostos”, destaca o empresário.

O ‘Na Fábrica’ iniciou em 2020 e, de lá pra cá, já atendeu diversas indústrias, de variados segmentos e regiões do Estado. A iniciativa consiste em visitas às unidades fabris, com a intenção de conhecer e entender a estrutura produtiva e de competitividade de cada uma. A partir daí inicia-se um canal de relacionamento para que as ações de políticas públicas sejam efetivadas na região. “As inovações nessa indústria já são resultado do programa, a partir dos incentivos fiscais fornecidas pelo Governo do Estado. O mais importante é a gente vê que todo o maquinário da empresa é desenvolvido pela própria empresa, o que ajuda a fomentar a geração de emprego e renda para o Estado”, diz Carlos Ledo, Secretário Adjunto da Sedeme.

“A cada nova edição do Projeto ‘Na Fábrica’, confirmamos ainda mais a importância dessa iniciativa, que estreita os laços entre empresários e o governo estadual. Isso fortalece o Sistema FIEPA na defesa do setor e na proposição de políticas públicas alinhadas às necessidades reais. A inovação tecnológica apresentada hoje na Palamaz demonstra que, com apoio, nossas empresas são competitivas”, conclui José Maria Mendonça, presidente do Conselho de Infraestrutura da FIEPA.

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Indústrias do Pará investem e mostram força https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/06/27/industrias-do-para-investem-e-mostram-forca/ Tue, 27 Jun 2023 18:56:28 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=9454

Crescimento da indústria impacta positivamente a sociedade

Notável nos setores de mineração, pecuária, energia, madeira e móveis, frutas e muitos outros, o Pará vai além de uma terra de possibilidades: é um local de realizações, onde indústrias crescem e ajudam a sustentar o desenvolvimento econômico e social. De acordo com a pesquisa Perfil da Indústria, publicada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor é responsável por 1/3 do Produto Interno Bruto do Pará. Essa participação no PIB estadual cresceu 11,3% entre 2009 e 2019, período analisado na pesquisa.

Com este crescimento, a sociedade ganha de diversas formas, conforme destaca o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Conrado Santos. “A indústria é importante para a sociedade em geral, uma vez que produz praticamente tudo o que utilizamos no nosso dia a dia, como alimentos, bebidas, vestuário, móveis, eletrônicos, eletrodomésticos, carros, barcos, aviões, casas, prédios e uma infinidade de outros produtos. Além disso, o setor é responsável pela geração de empregos, renda e pela contribuição na arrecadação de impostos”, diz.

 

Mesmo com as dificuldades da pandemia – que, de acordo com José Conrado Santos, afetou negativamente 90% das indústrias do Pará – houve espaço para crescimento de empresas de todos os tamanhos no estado.

A FORÇA DAS PEQUENAS EMPRESAS

Segundo o Perfil da Indústria CNI, do total de indústrias no Pará, 91,7% são micro e pequenas empresas. Juntas, elas correspondem a 1/4 dos 179 mil empregos gerados por indústrias no estado. A Perfini Móveis é uma delas. Há 30 anos no mercado de madeira e móveis, a empresa possui capacidade produtiva de 10m³ de madeira ao mês, 12 trabalhadores diretos, uma fábrica de 4.300m² no Distrito Industrial de Icoaraci e uma loja própria no centro de Belém.

“Produzimos móveis de estilo contemporâneo de alto padrão, principalmente em madeira, com destaque para mesas de jantar. Atendemos Belém do Pará por meio da loja física, e on-line outras cidades do Brasil”, relata o sócio e diretor industrial da Perfini Móveis, Fernando Guimarães. As peças fabricadas pela empresa utilizam madeira oriunda de manejo florestal, que garante o uso sustentável de recursos naturais e a floresta em pé.

As peças fabricadas pela empresa utilizam madeira oriunda de manejo florestal, que garante o uso sustentável de recursos naturais e a floresta em pé.

Mesmo durante a pandemia, a empresa manteve seu quadro de colaboradores e realizou investimentos para crescer. “Lançamos novos produtos que atenderam e atendem o usuário durante e após a pandemia, pois as pessoas redescobriram que o lar é o local mais importante para melhor qualidade de vida. Fizemos investimentos em maquinário com alta tecnologia para melhorar e aumentar a produção com uma expectativa de crescimento de 5% em 2022. E, consequentemente, mais vagas serão ofertadas ao mercado de trabalho”, afirma Fernando Guimarães, sócio e diretor industrial da Perfini Móveis.

TECNOLOGIA, PRODUTIVIDADE E CRESCIMENTO

Localizado em Inhangapi, o grupo empresarial Cerâmica Vermelha produz 44 modelos de tijolos para construções de alvenaria estrutural e racionalizada. Com mais de 20 anos, a empresa possui 130 trabalhadores diretos e capacidade produtiva de 4.000 toneladas por mês, abastecendo compradores do Pará e parte do Maranhão.

Em 2022, a Cerâmica Vermelha concluiu um projeto de modernização de seu parque industrial, com novos equipamentos alinhados ao conceito de Indústria 4.0. “Substituímos fornos antigos por um equipamento moderno, totalmente informatizado e automatizado. Ele faz a queima do produto automaticamente, eliminando qualquer risco de falha humana”, relata Rivanildo Hardman, proprietário da empresa.

Além da etapa de queima, o grupo também investiu em automação da carga e descarga com braços robóticos, além da automação da alimentação dos fornos com madeira picada de resíduos de serrarias. As melhorias aceleraram o tempo de produção dos blocos cerâmicos e elevaram a qualidade. “O ganho de produtividade é de 30% e de eficiência é 80%. Antigamente, nós trabalhávamos com secagem e transporte, que durava de 10 a 12 dias, de acordo com a velocidade da fábrica. Hoje, o tempo total de produção caiu para 72 horas”, explica Hardman.

Junto com a indústria, as pessoas também crescem. Nadilson Teixeira Silva atua há 10 anos na Cerâmica Vermelha como auxiliar administrativo. Nesse tempo, ele observou vários momentos de evolução da empresa. “Quando eu cheguei, a Cerâmica Vermelha estava se organizando para sair de uma olaria para uma indústria. Agora, ela está se transformando, novamente, para Indústria 4.0, e junto com isso vem também um investimento em capacitação, para que os colaboradores que já estão com a gente também entrem nessa mentalidade do 4.0, especializados e capacitados para lidar com as máquinas”, observa o profissional.

Além dos aprendizados técnicos na área de vendas, Nadilson também obteve conquistas pessoais a partir da experiência na indústria. “Cheguei aqui sem nada e hoje tenho o sustento da minha família, um apartamento, um veículo, tudo isso foi conquistado aqui. Também é uma realização profissional para mim, pois tenho um bom ambiente de trabalho, com liberdade para me expressar”, diz o auxiliar administrativo

DO PARÁ PARA O MUNDO

Produzindo há mais de 20 anos em Barcarena, no Pará, o Grupo Alubar é líder de mercado na produção de cabos elétricos de alumínio da América Latina e o maior fabricante de vergalhões de alumínio do continente americano. Em seus primeiros anos, a empresa fabricava apenas os vergalhões. Com o tempo, expandiu sua capacidade produtiva e portfólio de produtos a partir do Pará, oferecendo soluções ao setor elétrico com clientes em todas as regiões do Brasil.

Hoje, a empresa possui fábricas no Rio Grande do Sul, no Canadá e nos Estados Unidos, além de um escritório de gestão global em São Paulo. Contudo, a planta de Barcarena continua sendo a maior unidade em capacidade produtiva e número de pessoas, com alta relevância para a estratégia global do Grupo.

“Temos cerca de 1000 colaboradores diretos em Barcarena, sendo mais de 90% deles oriundos da própria região. Esta unidade é especial para nós não apenas pela estrutura e história que carrega, mas também por concentrar profissionais de grande conhecimento técnico, que compartilham suas experiências com as plantas mais recentes do Grupo”, afirma Maurício Gouvea, Diretor Executivo da Alubar.

A fábrica do Pará recebeu em 2021 um investimento que triplicou a capacidade de produção dos cabos elétricos para o mercado de distribuição e energia renovável. “Observamos uma forte tendência de crescimento nesses mercados no Brasil nos próximos anos e Barcarena é muito relevante para o que planejamos para o futuro do Grupo Alubar”, destaca Maurício Gouvea, Diretor Executivo da empresa.

OPORTUNIDADES E ENTRAVES

A indústria paraense continuará mostrando sua força ao longo desta década. De acordo com a REDES, iniciativa do Sistema FIEPA, até 2026 o estado deverá receber R$ 31,6 bilhões em investimentos nas áreas de infraestrutura, logística, energia e mineração – o que trará novas oportunidades para toda a cadeia de fornecimento.

Para o presidente da FIEPA, José Conrado Santos, apesar das oportunidades, há pontos no ambiente de negócios do Pará que devem ser levados em consideração. “O nosso setor produtivo enfrenta cotidianamente diversos desafios que comprometem o seu desenvolvimento, e podemos citar alguns, como a falta de investimentos em infraestrutura, o confuso e burocrático sistema tributário brasileiro, a demora na concessão de licenciamentos ambientais, a competição com produtos de fora e a dificuldade de acesso a crédito para novos investimentos”, explica.

Nesse cenário, o Sistema FIEPA promove diversas ações junto às esferas governamentais para apoiar na defesa dos interesses das indústrias do Estado. Também oferta soluções para o desenvolvimento dos negócios da região, por meio de treinamentos; consultorias empresariais; gestão da inovação; pesquisas e sondagens; recrutamento e seleção para estágio e emprego; esporte, cultura e lazer; saúde e segurança do trabalhador da indústria e educação profissional, regular e de jovens e adultos.

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