Notice: A função _load_textdomain_just_in_time foi chamada incorretamente. O carregamento da tradução para o domínio invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114

Warning: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php:6114) in /var/www/wordpress/wp-includes/feed-rss2.php on line 8
geração de empregos – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 15 Sep 2026 17:57:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.9 Estudo inédito do Observatório da FIEPA aponta caminhos para ampliar a competitividade da indústria paraense https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/09/15/estudo-inedito-do-observatorio-da-fiepa-aponta-caminhos-para-ampliar-a-competitividade-da-industria-paraense/ Tue, 15 Sep 2026 17:54:15 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15365

A cadeia produtiva de alimentos e bebidas responde por praticamente 20% do emprego industrial do Pará e apresenta potencial de expansão a partir da industrialização e da agregação de valor aos produtos regionais. Esse foi o ponto de partida do evento “Cadeias Produtivas – Alimentos e Bebidas”, realizado nesta segunda-feira (14) pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio do Observatório da Indústria, em parceria com o SENAI e a Rede de Observatórios do Sistema Indústria, em Belém. 

A iniciativa apresentou dados, diagnósticos e análises sobre o setor, com foco nas cadeias de açaí, cacau, mandioca, carne bovina e dendê. O mapeamento possibilitou identificar oportunidades de crescimento, desafios, tendências de mercado e possibilidades de inovação, contribuindo para a formulação de estratégias que ampliem a competitividade da indústria paraense e agreguem valor à produção. 

De acordo com dados do Observatório da Indústria da FIEPA, a divisão de fabricação de produtos alimentícios concentra 17,9% dos 253.791 vínculos industriais do estado, o equivalente a 45.350 empregos. O segmento lidera o ranking entre as 35 divisões industriais analisadas, enquanto bebidas ocupam a 14ª posição. Somadas, as duas atividades superam qualquer outro segmento industrial do Pará. 

O levantamento também aponta que a cadeia apresenta crescimento estável, diferentemente de outras divisões econômicas sujeitas a oscilações sazonais. Os maiores grupos, como carne, outros produtos alimentícios, óleos e gorduras e conservas de frutas e vegetais, concentram 79,3% do emprego do setor. A composição evidencia a conexão da indústria com a base agropecuária e extrativa do estado, incluindo pecuária, fruticultura, pescado e oleaginosas. 

Verticalização e pesquisa aplicada 

Para o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, o mapeamento representa uma oportunidade de identificar caminhos para a verticalização da produção paraense, com maior incorporação de processos industriais e conhecimento tecnológico. 

“Nós entendemos a importância de trazer essa oportunidade de verticalização. Nós identificamos o potencial do Pará na agregação de valor, trazendo o atributo da industrialização dos nossos produtos”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa também deve aproximar a pesquisa aplicada das cadeias produtivas que representam vocações econômicas do estado. 

A proposta envolve a articulação entre indústria, instituições de apoio, especialistas e demais atores do ecossistema produtivo. A intenção é ampliar o conhecimento sobre os diferentes elos das cadeias e apoiar decisões voltadas ao desenvolvimento industrial. 

O diretor regional do SENAI Pará e superintendente do SESI Pará, Dário Lemos, destacou a necessidade de ampliar o reconhecimento sobre o potencial produtivo da Amazônia. “Nós sabemos o potencial que tem no estado e na Amazônia em si. E isso nunca foi visto. Nunca foi observado, nem por nós e principalmente por quem não é da região. E nós estamos aqui dando a oportunidade para que todos os segmentos voltados a alimentos e bebidas sejam indutores do desenvolvimento de toda a região. São aqueles produtos que nós temos com muito mais visibilidade.” 

Cadeia estratégica para a economia paraense 

O gerente do Observatório da FIEPA, Felipe Freitas, apresentou os fatores que justificam a escolha do setor como ponto de partida do projeto de mapeamento das cadeias produtivas. Entre eles estão a relevância na geração de empregos, o crescimento acima da média, a capilaridade territorial e a inserção consolidada no mercado externo. 

“Primeiro, é o maior empregador da indústria. Segundo, o crescimento acima da média. É um setor perene, estável e que apresenta crescimento”, explicou. 

Freitas também ressaltou a presença de indústrias de diferentes portes nos 144 municípios paraenses, o que confere à cadeia ampla distribuição territorial. A demanda internacional por produtos regionais, por sua vez, reforça a importância estratégica do segmento para a economia do estado. 

O mapeamento inicial contempla cinco cadeias produtivas. A seleção reúne atividades associadas à produção e ao processamento de alimentos, incluindo o abate de carne bovina, identificado como o maior empregador entre os grupos analisados, além de produtos com relevância regional e potencial de processamento, como mandioca, dendê, cacau e açaí. 

A abordagem do projeto considera a cadeia produtiva de forma integrada, desde a obtenção da matéria-prima até a comercialização dos produtos. Segundo Claudio Rodrigues, coordenador estratégico do Instituto SENAI de Tecnologia – Alimentos e Bebidas, essa perspectiva permite compreender a realidade do setor para além da produção industrial. 

“Esse é um projeto que vai trazer não apenas o know-how, mas também uma visão diferente da realidade que a gente enfrenta na área de alimentos e bebidas. Ele parte da produção da matéria-prima, seja pelo extrativismo ou pela agricultura, até chegar à etapa final, que envolve a comercialização.” 

Com o mapeamento, a FIEPA e as instituições parceiras buscam reunir informações capazes de orientar ações de desenvolvimento, inovação e fortalecimento da indústria de alimentos e bebidas no Pará, considerando as características produtivas do estado e as oportunidades de agregação de valor aos produtos regionais. 

]]>
Estudo do Observatório da FIEPA mede relação entre confiança empresarial e emprego no Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/09/10/estudo-do-observatorio-da-fiepa-mede-relacao-entre-confianca-empresarial-e-emprego-no-para/ Thu, 10 Sep 2026 18:04:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15341

Quanto a confiança do empresário influencia a decisão de contratar? Um novo estudo do Observatório da Indústria do Pará, da FIEPA, investiga essa relação e dimensiona como mudanças nas expectativas empresariais estão associadas à geração de empregos formais no estado.

Intitulado “Confiança que vira carteira assinada”, o levantamento analisa 72 meses, de janeiro de 2020 a dezembro de 2025, combinando o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) e dados das Sondagens Industrial e da Indústria da Construção, realizadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL Pará), com os registros de admissões e desligamentos do Novo CAGED.

A novidade está em ir além do acompanhamento isolado desses indicadores. Por meio de modelos econométricos, o estudo busca identificar em que medida e com que velocidade mudanças na confiança se refletem no emprego, revelando comportamentos distintos entre a indústria e a construção.

Os resultados mostram uma relação mais forte e imediata na construção. Na indústria, embora a resposta estimada também seja positiva, ela é menor e estatisticamente imprecisa. Essa diferença está relacionada às características de cada atividade, enquanto a construção consegue ajustar suas equipes mais rapidamente ao início e ao encerramento de obras, a indústria paraense possui forte presença de grandes plantas ligadas à mineração e à transformação mineral, com decisões influenciadas também por contratos de longo prazo e pelo mercado internacional.

Outro dado chama atenção: na construção, a relação apresenta sinais de funcionar em duas direções. As expectativas se relacionam com as contratações, mas o desempenho do emprego também ajuda a antecipar o comportamento futuro da confiança empresarial, indicando um processo de retroalimentação entre percepção e atividade econômica.

A análise ganha relevância diante do cenário observado em 2025. Em dezembro, o ICEI da construção caiu para 34,2 pontos, o menor resultado dos 72 meses analisados e inferior até ao registrado no pior momento da pandemia no setor.

Mais do que apresentar números conjunturais, “Confiança que vira carteira assinada” propõe uma nova leitura sobre os indicadores empresariais no Pará, mostrando como as expectativas podem ajudar a compreender movimentos concretos do mercado de trabalho e o porquê essa relação assume intensidades diferentes conforme a estrutura de cada setor.

O estudo completo apresenta a dimensão estimada desses efeitos, sua duração, as diferenças entre indústria e construção e os possíveis desdobramentos da deterioração recente da confiança. O material está disponível para download no site do Observatório.

ACESSE O MATERIAL AQUI. 

]]>
Com emprego em alta e arrecadação estável, indústria do Pará mostra poder de reação em 2026 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/07/23/com-emprego-em-alta-e-arrecadacao-estavel-industria-do-para-mostra-poder-de-reacao-em-2026/ Thu, 23 Jul 2026 18:39:49 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15320

A indústria do Estado do Pará encerrou os primeiros cinco meses de 2026 mostrando uma retomada do emprego formal, apesar de registrar também uma oscilação típica de uma economia muito dependente das cotações globais. De acordo com o boletim desenvolvido pelo Observatório da Indústria da FIEPA, entre altos e baixos na produção física e na arrecadação tributária, o setor consolidou sinais claros de recuperação, impulsionado principalmente por grandes projetos de infraestrutura, mineração e construção civil no interior do estado.   

De janeiro a maio, a arrecadação de ICMS da indústria ampla (que envolve extração, transformação, construção, energia e saneamento) somou R$ 4,66 bilhões. O valor representa uma alta nominal de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo-se praticamente estável quando descontada a inflação (-0,4%). O resultado aponta para uma base de negócios resiliente, que consegue resistir ao cenário macroeconômico mesmo sem registrar um crescimento explosivo.   

O mercado de trabalho é o grande destaque positivo de 2026. Apenas no mês de maio, a indústria paraense gerou 1.864 novos postos de trabalho com carteira assinada. Esse foi o melhor resultado mensal do ano, consolidando uma retomada que ganhou força desde fevereiro.  

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o saldo de contratações alcançou 2.777 novas vagas formais. Esse fôlego na geração de empregos se concentrou em três pilares fundamentais ligados ao ciclo de grandes investimentos no estado: indústrias extrativas, com abertura de 940 vagas; saneamento e gestão de resíduos, com 918 novos empregos; e construção civil, que registrou saldo de 724 vagas.  

Canaã dos Carajás lidera o mapa do desenvolvimento 

A força da atividade industrial paraense está fortemente ancorada no interior. No topo do ranking de contratações industriais do estado, Canaã dos Carajás desponta isolada na liderança, sendo responsável pela criação de 514 vagas formais no acumulado do ano.  O protagonismo do sudeste paraense é reforçado por Parauapebas, que aparece na segunda posição estadual com 399 postos criados.  

A capital Belém garantiu o terceiro lugar com 264 vagas, seguida por Tomé-Açu (250) e Oriximiná (211), mostrando que o desenvolvimento tem se distribuído por polos estratégicos do estado.  

Produção industrial 

Apesar do otimismo no emprego, o volume de produção física da indústria local acendeu um sinal de alerta. Em abril (dado mais recente do IBGE), a produção industrial do Pará registrou recuo de 5% na comparação com o mês anterior. A indústria paraense operou com índice de 95,1 pontos (tendo 2022 como base 100), patamar inferior à média nacional de 101,9. Essa oscilação evidencia a alta exposição do estado a poucos setores.  

No entanto, a fabricação de celulose, papel e produtos de papel disparou expressivos 44,4% na comparação com abril do ano passado, sustentando a liderança folgada de crescimento no acumulado de 2026 (+27,1%).  Na outra ponta, os segmentos mais afetados pelas flutuações de preços internacionais e demanda interna foram a fabricação de produtos de madeira (-10,1%), de minerais não metálicos (-9,3%) e a indústria de alimentos (-9,1%). 

Arrecadação por setores 

A dinâmica tributária do estado também reflete essa concentração produtiva. O recolhimento de ICMS industrial de maio (R$ 938,2 milhões) ficou concentrado em três grandes pilares, que juntos respondem por 60% de toda a arrecadação da indústria ampla no Pará: eletricidade e gás (R$ 231,7 milhões); coque e derivados de petróleo [refino] (R$ 223,5 milhões); extração de minerais metálicos (R$ 112,2 milhões).   

Das três grandes fontes, apenas a extração mineral registrou ganho real relevante (+6%), enquanto o setor de refino de petróleo teve recuo de 7,5% no mês.  A queda simultânea na arrecadação de gigantes como a metalurgia (-24,8%) e o refino de petróleo explica por que o faturamento real do estado no mês fechou em terreno levemente negativo (-3,6%), mesmo com avanços expressivos de setores menores, como máquinas e materiais elétricos (+41,5%) e produtos químicos (+20,3%).  

Apesar dos desafios globais, a disposição do paraense em empreender continua ativa. O estado mantém uma média consistente de abertura de novos negócios, registrando picos expressivos no início do ano, como a abertura de 1.517 novas empresas industriais em janeiro de 2026. 

As microempresas respondem por impressionantes 81,36% do total de negócios ativos do estado (133.883 registros), atuando principalmente na construção civil e nas indústrias de transformação.   

“Embora esse predomínio confira grande flexibilidade à economia local, o estudo técnico alerta que essas pequenas empresas ainda enfrentam barreiras severas de competitividade, acesso a crédito e inserção em mercados nacionais e internacionais.  O grande desafio estratégico do Pará a médio e longo prazo continua sendo a capacidade de atrair investimentos que agreguem valor localmente aos recursos minerais e florestais, reduzindo a dependência histórica do estado aos ciclos de preços internacionais”, avalia o gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, Felipe Freitas. 

CONFIRA O BOLETIM COMPLETO

]]>
Indústria mantém protagonismo no mercado de trabalho paraense, mesmo com retração sazonal em janeiro https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/03/13/industria-mantem-protagonismo-no-mercado-de-trabalho-paraense-mesmo-com-retracao-sazonal-em-janeiro/ Fri, 13 Mar 2026 11:55:09 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14500
O mercado de trabalho formal no Pará iniciou 2026 com leve retração na geração de empregos. Em janeiro, o estado registrou saldo negativo de 591 vagas formais, resultado de 11.624 admissões e 12.215 desligamentos, segundo dados do Novo CAGED analisados pelo Observatório da Indústria da FIEPA.
 
Apesar do resultado negativo no primeiro mês do ano, movimento comum após o período de contratações temporárias de fim de ano, o desempenho recente reforça a relevância da indústria como um dos principais vetores de geração de empregos no estado.
 
Em 2025, a Indústria de Transformação liderou a criação de vagas no Pará, com 6.539 novos postos de trabalho, consolidando-se como o principal motor de expansão do emprego formal no período. Entretanto, no início de 2026, o segmento apresentou retração de 466 vagas em janeiro, refletindo o movimento de desaceleração observado no mercado de trabalho estadual. Ainda assim, outros ramos industriais apresentaram desempenho positivo. As Indústrias Extrativas, por exemplo, mantiveram trajetória de crescimento e registraram saldo positivo de 247 vagas no primeiro mês do ano, reforçando a resiliência do setor diante de um cenário econômico mais moderado.
 
Para o gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, Felipe Freitas, os dados indicam uma inflexão pontual após um ciclo recente de expansão industrial, mas mantêm sinais importantes de dinamismo no setor.
 
“A indústria paraense teve papel decisivo na geração de empregos ao longo de 2025, especialmente a indústria de transformação. O resultado de janeiro reflete um ajuste natural e sazonal após o encerramento de contratos temporários e a reorganização de cadeias produtivas. Ainda assim, a manutenção de saldos positivos em segmentos como a indústria extrativa e a abertura de vagas em ocupações industriais indicam que a base produtiva do estado segue ativa e com capacidade de retomada ao longo do ano”, avalia.
 
Mesmo com retração em funções ligadas à dinâmica produtiva e logística, como motoristas de caminhão (-144 vagas), soldadores (-115) e operadores de máquinas fixas (-88), algumas atividades industriais registraram expansão relevante. Entre elas, destacam-se alimentadores de linha de produção (+223 vagas), eletricistas de instalações (+124) e operadores de processo de moagem (+76).
 
No recorte territorial, municípios com forte presença industrial e mineral também apresentaram movimentos distintos. Marabá manteve saldo positivo de empregos em janeiro (+123 vagas), enquanto Oriximiná registrou recuperação, com +103 postos de trabalho após perdas no ano anterior. Por outro lado, Parauapebas (-171) e Barcarena (-263) iniciaram o ano com retração no número de vínculos formais.
 
Mesmo diante das oscilações mensais, indicadores estruturais apontam crescimento da atividade industrial no estado. Estimativas com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o nível de ocupação na indústria geral do Pará cresceu 9,59% em 2025, evidenciando a expansão do setor frente ao ano anterior.
 
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho paraense ainda enfrenta desafios estruturais, especialmente relacionados à informalidade. Aproximadamente 45,96% dos trabalhadores do setor privado atuam sem carteira assinada, o que reforça a importância da indústria formal como eixo de geração de empregos qualificados e com maior estabilidade.
]]>
Mercado de trabalho do Pará fecha 2025 com saldo positivo, apesar de retração sazonal no fim do ano https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/02/04/mercado-de-trabalho-do-para-fecha-2025-com-saldo-positivo-apesar-de-retracao-sazonal-no-fim-do-ano/ Wed, 04 Feb 2026 13:45:54 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14457

Apesar das oscilações registradas no encerramento do ano, o mercado de trabalho formal, no recorte da indústria e construção civil paraense, terminou 2025 com saldo positivo na geração de empregos. No acumulado de janeiro a dezembro, os dois setores somaram 5.125 novas vagas com carteira assinada, mantendo o resultado positivo, ainda que em ritmo mais moderado que o observado em 2024.

O desempenho reflete uma trajetória de crescimento durante o ano. Os dados foram levantados pelo Observatório da Indústria do Pará, a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ao longo de 2025, o mercado de trabalho apresentou desempenho mais favorável entre fevereiro e setembro, período em que houve estabilidade e crescimento moderado, com pico de 3.137 vagas em setembro. Até então, o saldo acumulado superava 15 mil postos de trabalho. No entanto, o desempenho geral do ano foi puxado pela queda nos meses de outubro (-912), novembro (-1.901) e, principalmente, dezembro (-7.793). Na comparação anual, o saldo final de 2025 ficou 54% abaixo de 2024, quando o Estado havia criado 11.147 vagas nos dois segmentos.

Retração na Construção Civil e Impactos Setoriais

De acordo com as análises do Observatório, a retração de dezembro foi puxada, sobretudo, pelo setor da Construção, que perdeu 6.557 empregos formais no mês. As maiores quedas ocorreram nas atividades de Construção de Rodovias e Ferrovias (-1.645) e Construção de Edifícios (-1.143), refletindo a conclusão de etapas de grandes obras no Estado. Entre as ocupações, destacaram-se as perdas de Servente de Obras (-1.249) e Pedreiro (-485).

Em contrapartida, alguns segmentos ligados à infraestrutura básica apresentaram desempenho positivo, como Água e Esgoto (+161) e Indústrias Extrativas (+154), além de funções técnicas como Operador de Estação de Tratamento de Água (+106).

Análise Territorial e Sazonalidade

No recorte territorial, a desmobilização concentrou-se nos principais polos econômicos. Belém liderou as perdas (-1.677), seguida por Parauapebas (-1.272) e Canaã dos Carajás (-942), municípios fortemente ligados à construção civil e a grandes projetos de infraestrutura. Ainda assim, alguns municípios registraram saldos positivos, como Bragança (+70), Curuçá (+25) e Tucuruí (+24).

O último trimestre do ano foi marcado por uma retração mais intensa, fenômeno associado à sazonalidade típica do período no Pará. Em dezembro, a construção e a indústria apresentaram saldo negativo de 7.793 postos de trabalho, resultado de 7.296 admissões contra 15.089 desligamentos. O volume de contratações caiu 31,05% em relação a novembro.

Segundo o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas, esse movimento não foge do padrão histórico. “Esse comportamento é esperado. A sazonalidade do fim do ano já é observada historicamente, com encerramento de contratos e conclusão de ciclos produtivos. Em 2025, esse efeito pode ter sido mais intenso, especialmente por causa da dinâmica das obras ligadas à COP30”, explica.

Perspectivas para o Estado

Para o Observatório, os dados mostram que a dinâmica do emprego no Pará está fortemente conectada aos ciclos da construção e de grandes obras. Embora a retração de dezembro tenha reduzido o ritmo do crescimento anual, o saldo positivo de 2025 demonstra que o Estado manteve a capacidade de geração de empregos ao longo do ano.

“O desafio está em ampliar a retenção de mão de obra e reduzir a volatilidade provocada pelo encerramento concentrado de contratos, especialmente nos grandes projetos”, avalia Felipe Freitas.

TEXTO: Emilly Melo / Comunicação FIEPA

]]>
MRN avança na transição para matriz energética renovável  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/mrn-avanca-na-transicao-para-matriz-energetica-renovavel/ Mon, 23 Dec 2024 12:02:29 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14011

Comprometida com práticas de mineração sustentável na Amazônia, a Mineração Rio do Norte (MRN) obteve, nesta semana, a Licença de Instalação (LI) para o Projeto Linha de Transmissão que vai integrar a empresa ao Sistema Interligado Nacional. Com a adesão à matriz elétrica de fontes mais sustentáveis, a MRN espera reduzir a emissão de gases do efeito estufa em cerca de 90% na geração de energia, o que representa aproximadamente 20% na redução na pegada de carbono da companhia, já a partir de 2027, garantindo uma operação mais eficiente e sustentável. A fase de implantação do projeto, deve gerar aproximadamente 500 novos postos de trabalho temporários durante as obras.

O projeto, com extensão de 98 km, parte da subestação em Oriximiná até a futura subestação Saracá, dentro do site da MRN, no distrito de Porto Trombetas. O diretor de Implantação da MRN, Leonardo Paiva, explica que a iniciativa é o principal projeto de transição energética da empresa, alinhada ao planejamento de longo prazo e ao compromisso com a sustentabilidade ambiental. “A mudança de matriz elétrica através representa um movimento estratégico para a MRN e um legado para a região. Estamos oficialmente aderindo às metas globais ao reduzir a pegada de carbono e promovendo o desenvolvimento sustentável local”, afirma o executivo.

Operacionalização do projeto

O desenvolvimento da nova matriz elétrica da MRN atende as demandas futuras do Programa Zona Oeste. Na prática, o sistema de transmissão em 230 kV vai conectar as instalações industriais da empresa em Porto Trombetas, no município de Oriximiná à rede básica do SIN, por um circuito simples, com extensão aproximada de 98 km. O traçado possui 34 vértices, contemplando 218 torres metálicas, tendo em vista benefícios técnicos, econômicos e socioambientais. O estudo do projeto foi realizado em duas partes, considerando o trecho normal e o trecho da travessia do rio Trombetas, em função das particularidades de cada um.

Continuidade operacional

A Linha de Transmissão é parte da estratégia de continuidade operacional da MRN na região. Hoje com licença prévia emitida pelo IBAMA, o Projeto Novas Minas permitirá à MRN investir aproximadamente R$ 5 bilhões nos próximos cinco anos, agregando mais sustentabilidade à cadeia do alumínio, utilizado em grande escala para segmentos essenciais como energia, transportes, construção civil, embalagens, dentre outros. O empreendimento será essencial para que a empresa possa dar continuidade à sua operação no Oeste do Pará, mantendo uma produção média de 12,5 milhões de toneladas anuais de bauxita.

]]>
FIEPA Redes promove fóruns estratégicos no Pará e fortalece mercado industrial https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/fiepa-redes-promove-foruns-estrategicos-no-para-e-fortalece-mercado-industrial/ Mon, 23 Dec 2024 11:50:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13996

Entre os dias 6 e 8 de novembro, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio da Redes, realizou uma série de fóruns em cidades estratégicas do Estado, como Itaituba, Canaã dos Carajás e Altamira. Os eventos reuniram empresários, autoridades e profissionais para debater desenvolvimento sustentável, inovação, geração de empregos e competitividade industrial, com destaque para as oportunidades criadas pela proximidade da COP 30.

Em Itaituba, o fórum “Fortalecendo o Mercado Industrial na Amazônia” discutiu eficiência operacional, sustentabilidade e marketing digital, destacando soluções práticas para o fortalecimento do setor. Em parceria com instituições como Brazauro Recursos Minerais, da Associação Empresarial, Comercial e Industrial de Itaituba (ACEII) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o evento integrou a Jornada COP+, iniciativa da FIEPA voltada para transformar o mercado local por meio de uma nova agenda econômica, social e ambiental, e apresentou iniciativas para capacitação profissional e integração de empresários locais às cadeias produtivas. Paulo Loch, consultor de negócios da Redes FIEPA em Itaituba, destacou a importância do evento para que os empresários consigam vencer desafios e aproveitar as oportunidades que devem surgir com a COP 30. “O desenvolvimento industrial traz desafios e grandes oportunidades para toda a Amazônia. Com a proximidade da COP 30, é fundamental que os empresários estejam preparados para aproveitar essas oportunidades. O fórum mostrou soluções práticas para melhorar a eficiência operacional e aumentar a competitividade, gerando empregos e qualidade de vida”, afirmou o consultor da FIEPA Redes.

Já em Canaã dos Carajás, o “Fórum da Mineração – Desenvolvimento e Sustentabilidade” reuniu mais de 400 participantes durante a FENECAN, destacando o papel do setor mineral no fortalecimento da economia local. Três painéis temáticos abordaram compras locais, empregabilidade e responsabilidade social, com a participação de empresas como Vale, Oz Minerals e ERO Brasil Tucumã. “Para nós, da Oz Minerals, é essencial participar destes eventos, pois são uma oportunidade de compartilhar experiências e apresentar as oportunidades que nossos projetos de mineração trazem para a região. Estamos comprometidos com o desenvolvimento local e buscamos gerar impactos positivos para a comunidade em que atuamos. Vemos o evento como uma chance de fortalecer parcerias, identificar novos talentos e consolidar fornecedores locais, colaborando para o sucesso sustentável das nossas operações”, afirmou Bianca Cabral, coordenadora de Licenciamento Ambiental de Projetos da Oz Minerals.

Fechando a programação, Altamira sediou o “1º Fórum de Oportunidades do Xingu: Fortalecendo o Mercado Industrial na Amazônia”, em parceria com a Norte Energia e Belo Sun. O evento abordou temas como empregabilidade, responsabilidade social e capacitação, além de apresentar aos empresários os benefícios de integrar a Plataforma +Negócios e atender às demandas das indústrias locais.

Esses encontros reforçam o compromisso do Sistema FIEPA com o fortalecimento da indústria paraense, promovendo integração entre atores regionais e preparando o mercado para as oportunidades futuras.

“O objetivo dos encontros foi estabelecer um espaço de diálogo colaborativo e transparente para tratar os desafios do setor industrial. Uma oportunidade para estreitar o relacionamento entre a indústria e a comunidade desses municípios e alinhar ações de desenvolvimento socioeconômico, fortalecendo as compras locais, aprimorando as indústrias e dinamizando o mercado de trabalho, rumo a um futuro sustentável”, explicou Marcel Souza, gestor da FIEPA Redes.

]]>
Produção industrial cresce no Pará, no mês de agosto https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/10/producao-industrial-cresce-no-para-no-mes-de-agosto/ Thu, 10 Oct 2024 18:53:00 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13786

Indústria extrativa e de produtos de madeira impulsionaram o resultado

Em agosto, o Pará registrou o segundo melhor desempenho na produção industrial do país, com um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2023, superando a média nacional de 2,2%. O estado ficou atrás apenas do Ceará, que alcançou 17,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, o estado também registrou avanço, com um índice positivo de 6,9%. Os dados são do Observatório da Indústria do Pará, da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), obtidos junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Felipe Freitas, gerente do Observatório, analisa que o crescimento da produção industrial no Estado foi impulsionado pela indústria extrativa que apresentou variação positiva de 18,8% e pelo setor de fabricação de produtos de madeira, que também avançou 14,8% no período. Segundo ele, outros setores também influenciaram o bom desempenho da indústria paraense. “Olhando para os resultados acumulados de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período de 2023, os destaques já são dos setores de metalurgia e de fabricação de produtos alimentícios, que apresentaram, respectivamente, variações positivas de 17% e 8,8%. É importante pontuar que o crescimento da produção industrial, usualmente, vem acompanhado do aumento da empregabilidade. Como exemplos desse padrão de tendência temos a indústria extrativa e de fabricação de alimentos, que nos últimos sete meses geraram 1.041 e 1.210 novos empregos, respectivamente, no nosso Estado”, analisou Freitas.

Os dados do Observatório também apontam que, no comparativo entre os meses de agosto e julho de 2024, a produção industrial do Pará apresentou uma queda de -3,5% o que, segundo Freitas, não impacta no desempenho geral do Estado. “Embora no comparativo mensal entre agosto e julho a produção industrial do Pará tenha ficado abaixo da média nacional, que foi de 0,1%, o desempenho acumulado ao longo de 2024 foi positivo, com um crescimento de 4,5%, ocupando a quarta colocação no ranking nacional”, explica.

“Apesar das dificuldades regionais, o Pará tem mostrado resiliência e mantido uma posição de destaque no cenário nacional, com avanços que superam a média do país. São índices que refletem um cenário de recuperação da nossa indústria, assim como a importância estratégica do setor para o fortalecimento da economia local, gerando oportunidades e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico, principalmente, pelo seu grande potencial na geração de empregos”, afirma o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.

]]>