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IBGE – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Thu, 21 May 2026 15:38:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Observatório da Indústria da FIEPA lança estudo sobre desigualdade de gênero e mercado de trabalho no Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/05/21/observatorio-da-industria-da-fiepa-lanca-estudo-sobre-desigualdade-de-genero-e-mercado-de-trabalho-no-para/ Thu, 21 May 2026 15:34:32 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14541

O Observatório da Indústria da FIEPA lançou o estudo “Paradoxo da Qualificação: Uma Análise da Inserção Feminina na Economia do Pará (2008–2024)”, levantamento que analisa a participação das mulheres no mercado de trabalho formal paraense e os desafios relacionados à renda, qualificação, empregabilidade e liderança profissional.

A publicação reúne dados da RAIS, Novo CAGED, IBGE, INEP e Receita Federal para traçar um panorama sobre a inserção feminina na economia do estado. Entre os principais resultados, o estudo aponta que as mulheres possuem níveis de escolaridade superiores aos dos homens, mas continuam concentradas em setores historicamente menos valorizados economicamente e com menor presença em áreas industriais, técnicas e de gestão.
 
O material também aborda temas como disparidade salarial, segregação ocupacional, empreendedorismo feminino, mercado formal, educação e os impactos das responsabilidades domésticas e da mobilidade na trajetória profissional das mulheres.
Além do diagnóstico, o estudo destaca a importância de políticas voltadas à equidade de gênero, incentivo à participação feminina em áreas de ciência e tecnologia e ampliação da presença de mulheres em cargos estratégicos e setores de maior valor agregado da economia paraense.
 
 
 
 
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Pará lidera crescimento industrial no Brasil no primeiro quadrimestre de 2025 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/06/13/para-lidera-crescimento-industrial-no-brasil-no-primeiro-quadrimestre-de-2025/ Fri, 13 Jun 2025 13:19:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14123

Estado registra o maior avanço industrial entre os estados, com alta de 10%

As indústrias do Pará registraram um crescimento de 10% no acumulado de janeiro a abril de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior e apresentaram o melhor resultado do país, conforme a última Pesquisa Industrial Mensal (PIM) regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), nesta quarta-feira (11/06). De acordo com o Observatório da Indústria do Pará – uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), os números refletem o dinamismo do setor industrial local, que se consolida como um dos principais motores da economia paraense.

Neste indicador, o Pará destaca-se com o melhor desempenho industrial entre as unidades federativas, posicionando-se à frente de estados do Sul, como Santa Catarina e Paraná, que ficaram na segunda e terceira colocações com 6,4% e 5,3%, respectivamente.

Os resultados foram impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas no Pará (minérios de manganês, de cobre e de ferro – em bruto ou beneficiados). Contudo, destacaram-se também, neste período, as atividades de fabricação de produtos de madeira e de metalurgia, as quais, respectivamente, apresentaram crescimento de 16,3% e 13% em relação ao mesmo período acumulado de 2024.

“O desempenho da indústria paraense neste início de ano reforça o papel estratégico do setor produtivo no estado, com destaque para segmentos que agregam valor à nossa pauta econômica, como a metalurgia e a transformação de produtos de madeira. Os dados refletem não apenas a força das indústrias extrativas, mas também uma diversificação gradual da atividade industrial no Pará”, destaca Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria da FIEPA.

Crescimento
Na avaliação dos últimos 12 meses correntes, o avanço acumulado da indústria paraense foi de 9%. Neste contexto, o grande destaque vai para a metalurgia, a qual apresentou, nos últimos 12 meses, crescimento de 20,9%.

Comparando o mês de abril deste ano com abril de 2024, a indústria paraense apresentou um crescimento de 27,3%, com destaque para a indústria extrativa, que apresentou crescimento de 32,2% em relação a abril de 2024.

Após dois meses consecutivos de crescimento, a produção industrial do Pará registrou uma leve retração de -0,8% na análise entre março e abril de 2025. O desempenho interrompe uma sequência positiva observada em fevereiro e março, quando o setor havia avançado 2,4% e 4,6%, respectivamente. Nos demais Estados, as quedas mais expressivas foram no Ceará (-3,9%); Espírito Santo (-3,5%); Rio de Janeiro (-1,9%); São Paulo (-1,7%); Mato Grosso (-1,4%) e Amazonas (-1,3%).

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Produto da bioeconomia, a castanha é do Pará, mas precisa de investimentos  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/produto-da-bioeconomia-a-castanha-e-do-para-mas-precisa-de-investimentos/ Mon, 24 Mar 2025 12:49:13 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14061

A Jornada COP+ está rastreando as principais cadeias produtivas do Pará, dentro do Programa de Sociobioeconomia do projeto. O movimento coletivo pela transição justa na Amazônia Brasileira, liderado pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), está criando plataforma digital que vai medir o valor da sociobioeconomia no estado. A plataforma servirá como um mapa das cadeias de produtores, associações, cooperativas e indústrias que compõem o ecossistema da sociobioeconomia do estado. Para divulgar estas iniciativas, criamos a série  “Bio Valor: os caminhos da socioboeconomia no Pará”, com reportagens mensais em que abordaremos histórias e informações dos principais produtos da sociobioeconomia. Veja nessa reportagem iniciativas, desafios e soluções para a produção da castanha-do-pará no estado.

Uma panela de pressão de 30 litros, um fogão industrial, máquinas manuais de segunda mão e um forno a lenha. Esse era todo o material que o produtor Zeno Gemaque tinha quando começou a fazer o beneficiamento da castanha-do-Pará na cidade de Acará, nordeste do estado, há treze anos.

Zeno nasceu e cresceu na zona rural do município, às margens do Rio Acará, a cerca de 100 km de Belém, e começou a trabalhar com a castanha seguindo os passos do pai, que tinha uma pequena produção de castanheiras, da qual extraía o ouriço e vendia in natura para feiras e indústrias da região. Porém Zeno percebeu que a família podia ganhar mais dinheiro com outra etapa desse processo: o beneficiamento da castanha. “Naquela época o quilo da castanha in natura estava a 2 reais e 50 centavos e um sachê com 100 gramas dela processada já estava por volta de 8 reais no supermercado”, conta.

Com um investimento de R$2500 e sem acesso a máquinas industriais, Zeno criou a fábrica improvisada para beneficiar a castanha. “O secador rotativo não tinha, então secava ao sol. Fazia o processo do autoclave na panela de pressão, descascava nas máquinas manuais e desidratava num fogão a lenha. Foi assim que eu comecei em 2012 e a experiência deu certo”, relata Zeno.

Três anos depois, conseguiu formalizar a empresa, fundando a Zeno Nativo. Em seguida, comprou máquinas e reformou a pequena fábrica para ficar em padrão semi industrial. Hoje a castanha processada por Zeno é vendida no Mercado Ver-o-peso, empórios e moinhos da região, e também para outros estados como São Paulo, Maranhão e Ceará. “A gente consegue vender toda nossa produção. É um mercado bom, é um produto que se você tiver um bom produto é fácil de vender e você consegue vender bem”, explica o produtor.

Para ele, o problema não está no mercado e sim na cadeia. Zeno compra a castanha in natura de áreas nativas e preservadas de várias regiões do Pará, só que a oferta está cada vez mais instável, principalmente com as mudanças do clima.  “Tem anos que dá uma safra boa, tem anos que dá ruim. Esse ano, por exemplo, a safra está muito escassa porque nos últimos tempos a estiagem tem sido muito alta e isso afeta diretamente na produção da castanha”, explica o produtor que também se mostra preocupado com o futuro da produção. “Ainda tem em abundância, mas no ritmo que estamos indo daqui a pouquinho não vai ter mais”, conclui.

Fortalecimento da cadeia precisa começar com o plantio, diz especialista

Planta originária da Amazônia, a castanheira (Bertholletia excelsa) é uma das maiores espécies do bioma, podendo atingir até 50 metros de altura. A árvore dá frutos conhecidos como ouriços. Semelhantes a um coco, eles podem pesar até 2kg e possuir de 8 a 24 sementes. Os ouriços são quebrados e as sementes separadas e beneficiadas para serem comercializadas. Rica em selênio e outros nutrientes, a castanha-do-pará é recomendada por nutricionistas e ajuda a compor outros produtos como óleos e leites vegetais.

Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que a cadeia da castanha-do-pará no Brasil envolve mais de 60 mil famílias de povos e comunidades tradicionais, cerca de 100 organizações comunitárias, entre cooperativas, associações e agroindústrias, e aproximadamente 60 empresas de beneficiamento e comercialização nacionais. A demanda pelo produto no mercado global aumentou em 700% nos últimos 15 anos e essa produção movimenta de US$ 300 a US$ 400 milhões (R$ 1,5 a R$ 2,0 bilhões) por ano.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que em 2023, o Pará produziu 9.390 toneladas da semente, o que representa um valor superior a R$ 31 milhões em produção. O estado foi o terceiro maior produtor da castanha que leva seu nome, ficando atrás do Amazonas (11.291 toneladas) e do Acre (9.473 toneladas).

Pesquisas da Embrapa mostram que ao longo da história, os processos de ocupação e colonização da Amazônia, como aberturas de estrada, afetaram diretamente a plantação da castanha, fazendo com que o Pará deixasse de ser o principal produtor da semente. Só entre os anos de 1984 a 1997, 70% dos castanhais foram destruídos na região sudeste do Pará, segundo Alfredo Homma, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e um dos principais estudiosos sobre o assunto. Atualmente, são os municípios de Óbidos, Oriximiná e Alenquer, todos no oeste paraense, os maiores produtores.

Homma explica que o plantio de castanhas não tem sido priorizado porque a produção demora a dar retorno, visto que a castanheira leva de 15 a 20 anos para chegar à fase adulta e só após esse tempo é possível extrair o ouriço. Mas que já existem tecnologias, inclusive na própria Embrapa, para produção de mudas com qualidade e com retorno mais rápido. “É preciso incentivar e popularizar o plantio e ter paciência, entendendo que é algo que vai gerar resultados a longo prazo. Num momento em que se discute a bioeconomia, é preciso pensar nos produtos que têm poder de mercado como a castanha, o bacuri, e o pau-rosa que é muito procurado para cosméticos, como sabonetes e perfumes”, destaca.

Para Homma, a castanha-do-pará tem as mesmas condições de chegar ao nível da castanha do caju. “Hoje a participação da castanha-do-Pará no mercado das castanhas não chega a 1% e é dezessete vezes menor que a da castanha de caju, mas isso pode ser igualado, se houver incentivo.”

O pesquisador defende a existência de programa de plantação de castanheiras em áreas de reserva legal e de preservação permanente que precisam ser recuperadas. “A castanha tem um grande mercado, o mundo inteiro conhece e gosta da castanha-do-Pará. Mas a oferta extrativista já chegou ao seu limite. Temos um passivo ambiental muito grande. Essas áreas podem ser usadas para a plantação de castanheiras. É preciso também um programa que incentive a criação de viveiro de mudas que possam ser distribuídas gratuitamente ou vendidas a preço de custo”, destaca.

Com os desafios do mercado internacional, indústrias tradicionais se reinventam

A castanha-do-pará ganhou esse nome entre o século XVIII e XIX, batizada pelos visitantes da Amazônia. Além de ser produzida no estado, era dos portos paraenses que a castanha era exportada ainda in natura, principalmente a partir da década de 1920, como uma forma de substituir a cadeia da borracha.

Hoje, a produção da castanha-do-pará se concentra em três países da Amazônia: Bolívia, Brasil e Peru. Em 2023, o Brasil produziu 35.351 toneladas do produto, de acordo com o IBGE. O país é o segundo maior produtor mundial, ficando atrás da Bolívia, que também detém a maior parte do mercado internacional.

Empresas paraenses tradicionais no beneficiamento do produto tentam se reposicionar no mercado internacional. É o caso da Mutran Exportadora, empresa familiar com mais de 50 anos de história no setor. Assim como a trajetória de Zeno, na família Mutran a produção da castanha também foi repassada entre gerações. Começou com o plantio de castanhais em Marabá, no sudeste do Pará, depois passou para o beneficiamento com a aquisição de usina de processamento no bairro da Pratinha, em Belém.

Inicialmente o foco era apenas a exportação, mas a mudança no mercado internacional exigiu novas estratégias.  “A partir dos anos 1990/2000, a Bolívia passou a dominar o mercado internacional, tendo passado por um processo de modernização e mecanização do processamento duas décadas antes das empresas brasileiras. Isso fez com que perdêssemos a relevância no mercado internacional e passássemos a vender quase que a totalidade da nossa produção no mercado nacional brasileiro. Por sorte, esse período coincidiu com o aumento no consumo da castanha nacionalmente e com a sua utilização cada vez maior como ingrediente em produtos da indústria alimentícia”, conta Victória Mutran, diretora da exportadora. Hoje, a castanha beneficiada pela empresa vira insumo para pães, doces, barras de cereais, granolas, entre outros produtos.

Em 2024, a empresa processou mais de 5.000 toneladas de Castanha do Pará in natura, gerando mais de 1.500 toneladas de produto acabado. Quarenta por cento dessa produção foi exportada para países da América, da Europa e da Ásia. “Nossa presença nas exportações tem aumentado à medida que aumentamos a nossa produção anual. Ao longo dos anos, também tivemos grande aumento nas exigências de controle de qualidade e segurança de alimentos e a necessidade de obter certificações internacionais para abrir portas de grandes indústrias e mercados mais exigentes”, destaca Mutran.

A redução na disponibilidade de castanhas no sudeste do Pará também impactou a produção e a indústria precisou buscar outros fornecedores em outras regiões do estado e também no Amazonas, Roraima e Acre. Mas os desafios da cadeia ainda são muitos. “A castanha demanda grande esforço financeiro e logístico para sair das áreas de mata mais densas e chegar até Belém para só depois serem processadas e comercializadas para o Brasil e para o mundo”, afirma Victória.

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Produção industrial cresce no Pará, no mês de agosto https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/10/producao-industrial-cresce-no-para-no-mes-de-agosto/ Thu, 10 Oct 2024 18:53:00 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13786

Indústria extrativa e de produtos de madeira impulsionaram o resultado

Em agosto, o Pará registrou o segundo melhor desempenho na produção industrial do país, com um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2023, superando a média nacional de 2,2%. O estado ficou atrás apenas do Ceará, que alcançou 17,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, o estado também registrou avanço, com um índice positivo de 6,9%. Os dados são do Observatório da Indústria do Pará, da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), obtidos junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Felipe Freitas, gerente do Observatório, analisa que o crescimento da produção industrial no Estado foi impulsionado pela indústria extrativa que apresentou variação positiva de 18,8% e pelo setor de fabricação de produtos de madeira, que também avançou 14,8% no período. Segundo ele, outros setores também influenciaram o bom desempenho da indústria paraense. “Olhando para os resultados acumulados de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período de 2023, os destaques já são dos setores de metalurgia e de fabricação de produtos alimentícios, que apresentaram, respectivamente, variações positivas de 17% e 8,8%. É importante pontuar que o crescimento da produção industrial, usualmente, vem acompanhado do aumento da empregabilidade. Como exemplos desse padrão de tendência temos a indústria extrativa e de fabricação de alimentos, que nos últimos sete meses geraram 1.041 e 1.210 novos empregos, respectivamente, no nosso Estado”, analisou Freitas.

Os dados do Observatório também apontam que, no comparativo entre os meses de agosto e julho de 2024, a produção industrial do Pará apresentou uma queda de -3,5% o que, segundo Freitas, não impacta no desempenho geral do Estado. “Embora no comparativo mensal entre agosto e julho a produção industrial do Pará tenha ficado abaixo da média nacional, que foi de 0,1%, o desempenho acumulado ao longo de 2024 foi positivo, com um crescimento de 4,5%, ocupando a quarta colocação no ranking nacional”, explica.

“Apesar das dificuldades regionais, o Pará tem mostrado resiliência e mantido uma posição de destaque no cenário nacional, com avanços que superam a média do país. São índices que refletem um cenário de recuperação da nossa indústria, assim como a importância estratégica do setor para o fortalecimento da economia local, gerando oportunidades e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico, principalmente, pelo seu grande potencial na geração de empregos”, afirma o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.

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