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indústrias extrativas – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Thu, 23 Jul 2026 18:47:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Com emprego em alta e arrecadação estável, indústria do Pará mostra poder de reação em 2026 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/07/23/com-emprego-em-alta-e-arrecadacao-estavel-industria-do-para-mostra-poder-de-reacao-em-2026/ Thu, 23 Jul 2026 18:39:49 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15320

A indústria do Estado do Pará encerrou os primeiros cinco meses de 2026 mostrando uma retomada do emprego formal, apesar de registrar também uma oscilação típica de uma economia muito dependente das cotações globais. De acordo com o boletim desenvolvido pelo Observatório da Indústria da FIEPA, entre altos e baixos na produção física e na arrecadação tributária, o setor consolidou sinais claros de recuperação, impulsionado principalmente por grandes projetos de infraestrutura, mineração e construção civil no interior do estado.   

De janeiro a maio, a arrecadação de ICMS da indústria ampla (que envolve extração, transformação, construção, energia e saneamento) somou R$ 4,66 bilhões. O valor representa uma alta nominal de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo-se praticamente estável quando descontada a inflação (-0,4%). O resultado aponta para uma base de negócios resiliente, que consegue resistir ao cenário macroeconômico mesmo sem registrar um crescimento explosivo.   

O mercado de trabalho é o grande destaque positivo de 2026. Apenas no mês de maio, a indústria paraense gerou 1.864 novos postos de trabalho com carteira assinada. Esse foi o melhor resultado mensal do ano, consolidando uma retomada que ganhou força desde fevereiro.  

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o saldo de contratações alcançou 2.777 novas vagas formais. Esse fôlego na geração de empregos se concentrou em três pilares fundamentais ligados ao ciclo de grandes investimentos no estado: indústrias extrativas, com abertura de 940 vagas; saneamento e gestão de resíduos, com 918 novos empregos; e construção civil, que registrou saldo de 724 vagas.  

Canaã dos Carajás lidera o mapa do desenvolvimento 

A força da atividade industrial paraense está fortemente ancorada no interior. No topo do ranking de contratações industriais do estado, Canaã dos Carajás desponta isolada na liderança, sendo responsável pela criação de 514 vagas formais no acumulado do ano.  O protagonismo do sudeste paraense é reforçado por Parauapebas, que aparece na segunda posição estadual com 399 postos criados.  

A capital Belém garantiu o terceiro lugar com 264 vagas, seguida por Tomé-Açu (250) e Oriximiná (211), mostrando que o desenvolvimento tem se distribuído por polos estratégicos do estado.  

Produção industrial 

Apesar do otimismo no emprego, o volume de produção física da indústria local acendeu um sinal de alerta. Em abril (dado mais recente do IBGE), a produção industrial do Pará registrou recuo de 5% na comparação com o mês anterior. A indústria paraense operou com índice de 95,1 pontos (tendo 2022 como base 100), patamar inferior à média nacional de 101,9. Essa oscilação evidencia a alta exposição do estado a poucos setores.  

No entanto, a fabricação de celulose, papel e produtos de papel disparou expressivos 44,4% na comparação com abril do ano passado, sustentando a liderança folgada de crescimento no acumulado de 2026 (+27,1%).  Na outra ponta, os segmentos mais afetados pelas flutuações de preços internacionais e demanda interna foram a fabricação de produtos de madeira (-10,1%), de minerais não metálicos (-9,3%) e a indústria de alimentos (-9,1%). 

Arrecadação por setores 

A dinâmica tributária do estado também reflete essa concentração produtiva. O recolhimento de ICMS industrial de maio (R$ 938,2 milhões) ficou concentrado em três grandes pilares, que juntos respondem por 60% de toda a arrecadação da indústria ampla no Pará: eletricidade e gás (R$ 231,7 milhões); coque e derivados de petróleo [refino] (R$ 223,5 milhões); extração de minerais metálicos (R$ 112,2 milhões).   

Das três grandes fontes, apenas a extração mineral registrou ganho real relevante (+6%), enquanto o setor de refino de petróleo teve recuo de 7,5% no mês.  A queda simultânea na arrecadação de gigantes como a metalurgia (-24,8%) e o refino de petróleo explica por que o faturamento real do estado no mês fechou em terreno levemente negativo (-3,6%), mesmo com avanços expressivos de setores menores, como máquinas e materiais elétricos (+41,5%) e produtos químicos (+20,3%).  

Apesar dos desafios globais, a disposição do paraense em empreender continua ativa. O estado mantém uma média consistente de abertura de novos negócios, registrando picos expressivos no início do ano, como a abertura de 1.517 novas empresas industriais em janeiro de 2026. 

As microempresas respondem por impressionantes 81,36% do total de negócios ativos do estado (133.883 registros), atuando principalmente na construção civil e nas indústrias de transformação.   

“Embora esse predomínio confira grande flexibilidade à economia local, o estudo técnico alerta que essas pequenas empresas ainda enfrentam barreiras severas de competitividade, acesso a crédito e inserção em mercados nacionais e internacionais.  O grande desafio estratégico do Pará a médio e longo prazo continua sendo a capacidade de atrair investimentos que agreguem valor localmente aos recursos minerais e florestais, reduzindo a dependência histórica do estado aos ciclos de preços internacionais”, avalia o gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, Felipe Freitas. 

CONFIRA O BOLETIM COMPLETO

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Indústria mantém protagonismo no mercado de trabalho paraense, mesmo com retração sazonal em janeiro https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/03/13/industria-mantem-protagonismo-no-mercado-de-trabalho-paraense-mesmo-com-retracao-sazonal-em-janeiro/ Fri, 13 Mar 2026 11:55:09 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14500
O mercado de trabalho formal no Pará iniciou 2026 com leve retração na geração de empregos. Em janeiro, o estado registrou saldo negativo de 591 vagas formais, resultado de 11.624 admissões e 12.215 desligamentos, segundo dados do Novo CAGED analisados pelo Observatório da Indústria da FIEPA.
 
Apesar do resultado negativo no primeiro mês do ano, movimento comum após o período de contratações temporárias de fim de ano, o desempenho recente reforça a relevância da indústria como um dos principais vetores de geração de empregos no estado.
 
Em 2025, a Indústria de Transformação liderou a criação de vagas no Pará, com 6.539 novos postos de trabalho, consolidando-se como o principal motor de expansão do emprego formal no período. Entretanto, no início de 2026, o segmento apresentou retração de 466 vagas em janeiro, refletindo o movimento de desaceleração observado no mercado de trabalho estadual. Ainda assim, outros ramos industriais apresentaram desempenho positivo. As Indústrias Extrativas, por exemplo, mantiveram trajetória de crescimento e registraram saldo positivo de 247 vagas no primeiro mês do ano, reforçando a resiliência do setor diante de um cenário econômico mais moderado.
 
Para o gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, Felipe Freitas, os dados indicam uma inflexão pontual após um ciclo recente de expansão industrial, mas mantêm sinais importantes de dinamismo no setor.
 
“A indústria paraense teve papel decisivo na geração de empregos ao longo de 2025, especialmente a indústria de transformação. O resultado de janeiro reflete um ajuste natural e sazonal após o encerramento de contratos temporários e a reorganização de cadeias produtivas. Ainda assim, a manutenção de saldos positivos em segmentos como a indústria extrativa e a abertura de vagas em ocupações industriais indicam que a base produtiva do estado segue ativa e com capacidade de retomada ao longo do ano”, avalia.
 
Mesmo com retração em funções ligadas à dinâmica produtiva e logística, como motoristas de caminhão (-144 vagas), soldadores (-115) e operadores de máquinas fixas (-88), algumas atividades industriais registraram expansão relevante. Entre elas, destacam-se alimentadores de linha de produção (+223 vagas), eletricistas de instalações (+124) e operadores de processo de moagem (+76).
 
No recorte territorial, municípios com forte presença industrial e mineral também apresentaram movimentos distintos. Marabá manteve saldo positivo de empregos em janeiro (+123 vagas), enquanto Oriximiná registrou recuperação, com +103 postos de trabalho após perdas no ano anterior. Por outro lado, Parauapebas (-171) e Barcarena (-263) iniciaram o ano com retração no número de vínculos formais.
 
Mesmo diante das oscilações mensais, indicadores estruturais apontam crescimento da atividade industrial no estado. Estimativas com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o nível de ocupação na indústria geral do Pará cresceu 9,59% em 2025, evidenciando a expansão do setor frente ao ano anterior.
 
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho paraense ainda enfrenta desafios estruturais, especialmente relacionados à informalidade. Aproximadamente 45,96% dos trabalhadores do setor privado atuam sem carteira assinada, o que reforça a importância da indústria formal como eixo de geração de empregos qualificados e com maior estabilidade.
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Pará lidera crescimento industrial no Brasil no primeiro quadrimestre de 2025 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/06/13/para-lidera-crescimento-industrial-no-brasil-no-primeiro-quadrimestre-de-2025/ Fri, 13 Jun 2025 13:19:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14123

Estado registra o maior avanço industrial entre os estados, com alta de 10%

As indústrias do Pará registraram um crescimento de 10% no acumulado de janeiro a abril de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior e apresentaram o melhor resultado do país, conforme a última Pesquisa Industrial Mensal (PIM) regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), nesta quarta-feira (11/06). De acordo com o Observatório da Indústria do Pará – uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), os números refletem o dinamismo do setor industrial local, que se consolida como um dos principais motores da economia paraense.

Neste indicador, o Pará destaca-se com o melhor desempenho industrial entre as unidades federativas, posicionando-se à frente de estados do Sul, como Santa Catarina e Paraná, que ficaram na segunda e terceira colocações com 6,4% e 5,3%, respectivamente.

Os resultados foram impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas no Pará (minérios de manganês, de cobre e de ferro – em bruto ou beneficiados). Contudo, destacaram-se também, neste período, as atividades de fabricação de produtos de madeira e de metalurgia, as quais, respectivamente, apresentaram crescimento de 16,3% e 13% em relação ao mesmo período acumulado de 2024.

“O desempenho da indústria paraense neste início de ano reforça o papel estratégico do setor produtivo no estado, com destaque para segmentos que agregam valor à nossa pauta econômica, como a metalurgia e a transformação de produtos de madeira. Os dados refletem não apenas a força das indústrias extrativas, mas também uma diversificação gradual da atividade industrial no Pará”, destaca Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria da FIEPA.

Crescimento
Na avaliação dos últimos 12 meses correntes, o avanço acumulado da indústria paraense foi de 9%. Neste contexto, o grande destaque vai para a metalurgia, a qual apresentou, nos últimos 12 meses, crescimento de 20,9%.

Comparando o mês de abril deste ano com abril de 2024, a indústria paraense apresentou um crescimento de 27,3%, com destaque para a indústria extrativa, que apresentou crescimento de 32,2% em relação a abril de 2024.

Após dois meses consecutivos de crescimento, a produção industrial do Pará registrou uma leve retração de -0,8% na análise entre março e abril de 2025. O desempenho interrompe uma sequência positiva observada em fevereiro e março, quando o setor havia avançado 2,4% e 4,6%, respectivamente. Nos demais Estados, as quedas mais expressivas foram no Ceará (-3,9%); Espírito Santo (-3,5%); Rio de Janeiro (-1,9%); São Paulo (-1,7%); Mato Grosso (-1,4%) e Amazonas (-1,3%).

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