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Inhangapi – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:50:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 A potência logística do arco Norte https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/07/13/a-potencia-logistica-do-arco-norte-2/ Thu, 13 Jul 2023 17:02:00 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=10880

Em um estudo concluído em 2019 pela consultoria Bain & Company, na próxima década, o Brasil poderá suprir 45% do aumento das importações mundiais de soja e milho, sendo que quase 60% dessa capacidade adicional sairá do país por portos da região Norte. No chamado Arco Norte, o Pará é o único estado que possui uma característica de intermodalidade para o desenvolvimento das operações de transporte, pois alcança os portos por vias rodoviárias, aquaviárias, aeroviárias e, futuramente, com a Ferrogrão, também pela via ferroviária. Com isso, o estado será capaz de desenvolver plataformas de negócios para exportação e importação.

“Desde 2016, com a ampliação do Canal do Panamá, nós estamos muito mais próximos dos principais mercados globais consumidores de grãos, como o mercado asiático, do que os portos do eixo Sul e Sudeste. Por isso, houve essa ligação, por conta da geração de escala, da economia de custo de frete, pelo posicionamento geográfico estratégico e pela infraestrutura natural de calados, que é a profundidade de cais para ancorar navios de grande porte no Arco Norte. O maior porto no Brasil e América Latina é o Porto de Santos, que tem um calado de 12,6 metros. Apesar das dificuldades que temos no Pará, estamos alcançando um calado de 14 metros, portanto, nós também saímos na frente nesse quesito”, explicou Alexandre Araújo, especialista em Logística, Navegação e Portos, presidente da Associação dos Profissionais de Logística da Amazônia e diretor executivo do Movimento Pró-Logística do Pará.

Segundo Alexandre, o grande potencial da região Norte é o modal aquaviário. “O advento do uso das hidrovias possui um efeito multiplicador para a economia do Pará e municípios bases dos corredores aquaviários, causando um efeito exponencial. A indústria naval também é uma das responsáveis pelo aumento dessa economia. Com a multiplicação de transportes como barcaças e empurradores, atrairíamos novos investimentos e estaleiros para a construção desses transportes. Para cada emprego gerado na indústria naval, são gerados mais cinco empregos indiretos”, afirmou Alexandre.

De acordo com o diretor executivo da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica, Flávio Acatauassú, a logística privilegia preço, volume e depois o prazo. E dentro desse conceito, a logística é determinante para que o produto tenha um preço competitivo no mercado internacional e até no nacional. “Você precisa encontrar o caminho menos dispendioso. E esse caminho feito por dentro d’água, seja pelas hidrovias, seja pelas navegações de longo curso, é o mais barato. O que fez as pessoas começarem a vislumbrar a possibilidade de escoamento pelos portos da Amazônia, lá em 2010, é pelo fato de grande parte dessa logística ser por navegação interior”, relatou.

De acordo com Flávio, a navegação interior é mais barata que a rodoviária, pois ela tem a capacidade de transportar um maior volume de cargas com os mesmos custos. “Um caminhão leva no máximo 25 toneladas de soja, um comboio leva 50 mil toneladas. Ou seja, em um único comboio, são levadas quase 2 mil carretas. Além disso, nesse transporte haverá o mesmo número de pessoas envolvidas se fosse para um caminhão. A quantidade de combustível que será usada, cerca de uma tonelada por quilômetro, vai ser duas mil vezes mais barata do que o transporte de 50 mil toneladas por via rodoviária. Cada vez que você tem em sua logística o modal hidroviário, seu custo com transporte despenca”, disse o diretor.

SUPERANDO DESAFIOS

Apesar do grande potencial que a região oferece, entre as maiores dificuldades está o processo de licenciamento ambiental para empreendimentos que precisam executar intervenções, como construções de portos privativos ou públicos. Neste ponto, os especialistas concordam que os processos deveriam ocorrer de forma mais acelerada, com uma modernização na legislação, pois quanto maior for o tempo de espera pela liberação, maior o impacto negativo no crescimento da exportação.

“O Pará é o estado que vai ser a solução logística nacional. A logística do que eu chamo Arco Amazônico é fundamental para o crescimento do Brasil. Os gargalos estão aí para serem resolvidos e enfrentados. Nossas hidrovias desaguam na maior hidrovia do mundo, que é natural. Não há hidrovia mais bem-feita que o Rio Amazonas. Só o fato da rodovia BR-163 ter sido asfaltada já reduziu o frete em todo o país. A nossa produção agrícola é mais barata do que a americana, mas quando a gente emprega um sistema de logística ruim, nossos produtos chegam mais caros à China do que o americano. Com uma logística boa, as hidrovias e estradas funcionando, nosso produto chega muito mais barato. Esse aperfeiçoamento da logística não é bom só para o Pará, mas é excepcional para todo o Brasil”, declarou José Maria Mendonça, vice-presidente da FIEPA e presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA.

TRANSPORTES BERTOLINI

Fundada por Irani Bertolini, quando era motorista autônomo de caminhão, a Transportes Bertolini Ltda. chegou ao Pará em 1978, quando se especializou em transporte para a Amazônia, após Irani transportar uma carga do Rio Grande do Sul para Manaus. O fundador aproveitou a estadia na cidade e, ao visitar o comércio local, ofereceu aos comerciantes transportar móveis e entregar em suas portas, ação que era muito difícil no município na época. Iniciando apenas com o transporte de cargas por rodovias, nos anos 80 a empresa também aderiu ao transporte hidroviário e hoje opera com atividade pecuária, possuindo propriedades em Paragominas, Santo Antônio do Tauá e Inhangapi, atuando com cria, recria e engorda de bovinos.

“A logística na região Norte ainda é muito difícil. Temos, por exemplo, localidades no sul do Pará que ficam muito distantes umas das outras e estradas muito complicadas. Ainda assim, é uma terra com muitas possibilidades. A Bertolini permanece investindo. O Pará é o estado onde a nossa empresa tem o maior número de filiais e onde temos feito os maiores investimentos, não somente em transportes”, relatou Daniel Bertolini, diretor da empresa.

Com o crescimento da Transportes Bertolini, nos anos 80 foram adquiridas as primeiras embarcações. “Dependíamos de outras companhias para atravessar até Manaus e achávamos que o serviço poderia ser melhor, mas não podíamos oferecer por depender dessas outras companhias. Então, compramos os primeiros barcos e balsas. Com a região sempre em crescimento, fomos acompanhando e fazendo investimentos cada vez maiores. A Bertolini tem hoje 290 embarcações navegando na Bacia Amazônica, empregando diretamente, só no Pará, 1.200 pessoas”, completou Daniel.

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Indústrias do Pará investem e mostram força https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/06/27/industrias-do-para-investem-e-mostram-forca/ Tue, 27 Jun 2023 18:56:28 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=9454

Crescimento da indústria impacta positivamente a sociedade

Notável nos setores de mineração, pecuária, energia, madeira e móveis, frutas e muitos outros, o Pará vai além de uma terra de possibilidades: é um local de realizações, onde indústrias crescem e ajudam a sustentar o desenvolvimento econômico e social. De acordo com a pesquisa Perfil da Indústria, publicada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor é responsável por 1/3 do Produto Interno Bruto do Pará. Essa participação no PIB estadual cresceu 11,3% entre 2009 e 2019, período analisado na pesquisa.

Com este crescimento, a sociedade ganha de diversas formas, conforme destaca o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Conrado Santos. “A indústria é importante para a sociedade em geral, uma vez que produz praticamente tudo o que utilizamos no nosso dia a dia, como alimentos, bebidas, vestuário, móveis, eletrônicos, eletrodomésticos, carros, barcos, aviões, casas, prédios e uma infinidade de outros produtos. Além disso, o setor é responsável pela geração de empregos, renda e pela contribuição na arrecadação de impostos”, diz.

 

Mesmo com as dificuldades da pandemia – que, de acordo com José Conrado Santos, afetou negativamente 90% das indústrias do Pará – houve espaço para crescimento de empresas de todos os tamanhos no estado.

A FORÇA DAS PEQUENAS EMPRESAS

Segundo o Perfil da Indústria CNI, do total de indústrias no Pará, 91,7% são micro e pequenas empresas. Juntas, elas correspondem a 1/4 dos 179 mil empregos gerados por indústrias no estado. A Perfini Móveis é uma delas. Há 30 anos no mercado de madeira e móveis, a empresa possui capacidade produtiva de 10m³ de madeira ao mês, 12 trabalhadores diretos, uma fábrica de 4.300m² no Distrito Industrial de Icoaraci e uma loja própria no centro de Belém.

“Produzimos móveis de estilo contemporâneo de alto padrão, principalmente em madeira, com destaque para mesas de jantar. Atendemos Belém do Pará por meio da loja física, e on-line outras cidades do Brasil”, relata o sócio e diretor industrial da Perfini Móveis, Fernando Guimarães. As peças fabricadas pela empresa utilizam madeira oriunda de manejo florestal, que garante o uso sustentável de recursos naturais e a floresta em pé.

As peças fabricadas pela empresa utilizam madeira oriunda de manejo florestal, que garante o uso sustentável de recursos naturais e a floresta em pé.

Mesmo durante a pandemia, a empresa manteve seu quadro de colaboradores e realizou investimentos para crescer. “Lançamos novos produtos que atenderam e atendem o usuário durante e após a pandemia, pois as pessoas redescobriram que o lar é o local mais importante para melhor qualidade de vida. Fizemos investimentos em maquinário com alta tecnologia para melhorar e aumentar a produção com uma expectativa de crescimento de 5% em 2022. E, consequentemente, mais vagas serão ofertadas ao mercado de trabalho”, afirma Fernando Guimarães, sócio e diretor industrial da Perfini Móveis.

TECNOLOGIA, PRODUTIVIDADE E CRESCIMENTO

Localizado em Inhangapi, o grupo empresarial Cerâmica Vermelha produz 44 modelos de tijolos para construções de alvenaria estrutural e racionalizada. Com mais de 20 anos, a empresa possui 130 trabalhadores diretos e capacidade produtiva de 4.000 toneladas por mês, abastecendo compradores do Pará e parte do Maranhão.

Em 2022, a Cerâmica Vermelha concluiu um projeto de modernização de seu parque industrial, com novos equipamentos alinhados ao conceito de Indústria 4.0. “Substituímos fornos antigos por um equipamento moderno, totalmente informatizado e automatizado. Ele faz a queima do produto automaticamente, eliminando qualquer risco de falha humana”, relata Rivanildo Hardman, proprietário da empresa.

Além da etapa de queima, o grupo também investiu em automação da carga e descarga com braços robóticos, além da automação da alimentação dos fornos com madeira picada de resíduos de serrarias. As melhorias aceleraram o tempo de produção dos blocos cerâmicos e elevaram a qualidade. “O ganho de produtividade é de 30% e de eficiência é 80%. Antigamente, nós trabalhávamos com secagem e transporte, que durava de 10 a 12 dias, de acordo com a velocidade da fábrica. Hoje, o tempo total de produção caiu para 72 horas”, explica Hardman.

Junto com a indústria, as pessoas também crescem. Nadilson Teixeira Silva atua há 10 anos na Cerâmica Vermelha como auxiliar administrativo. Nesse tempo, ele observou vários momentos de evolução da empresa. “Quando eu cheguei, a Cerâmica Vermelha estava se organizando para sair de uma olaria para uma indústria. Agora, ela está se transformando, novamente, para Indústria 4.0, e junto com isso vem também um investimento em capacitação, para que os colaboradores que já estão com a gente também entrem nessa mentalidade do 4.0, especializados e capacitados para lidar com as máquinas”, observa o profissional.

Além dos aprendizados técnicos na área de vendas, Nadilson também obteve conquistas pessoais a partir da experiência na indústria. “Cheguei aqui sem nada e hoje tenho o sustento da minha família, um apartamento, um veículo, tudo isso foi conquistado aqui. Também é uma realização profissional para mim, pois tenho um bom ambiente de trabalho, com liberdade para me expressar”, diz o auxiliar administrativo

DO PARÁ PARA O MUNDO

Produzindo há mais de 20 anos em Barcarena, no Pará, o Grupo Alubar é líder de mercado na produção de cabos elétricos de alumínio da América Latina e o maior fabricante de vergalhões de alumínio do continente americano. Em seus primeiros anos, a empresa fabricava apenas os vergalhões. Com o tempo, expandiu sua capacidade produtiva e portfólio de produtos a partir do Pará, oferecendo soluções ao setor elétrico com clientes em todas as regiões do Brasil.

Hoje, a empresa possui fábricas no Rio Grande do Sul, no Canadá e nos Estados Unidos, além de um escritório de gestão global em São Paulo. Contudo, a planta de Barcarena continua sendo a maior unidade em capacidade produtiva e número de pessoas, com alta relevância para a estratégia global do Grupo.

“Temos cerca de 1000 colaboradores diretos em Barcarena, sendo mais de 90% deles oriundos da própria região. Esta unidade é especial para nós não apenas pela estrutura e história que carrega, mas também por concentrar profissionais de grande conhecimento técnico, que compartilham suas experiências com as plantas mais recentes do Grupo”, afirma Maurício Gouvea, Diretor Executivo da Alubar.

A fábrica do Pará recebeu em 2021 um investimento que triplicou a capacidade de produção dos cabos elétricos para o mercado de distribuição e energia renovável. “Observamos uma forte tendência de crescimento nesses mercados no Brasil nos próximos anos e Barcarena é muito relevante para o que planejamos para o futuro do Grupo Alubar”, destaca Maurício Gouvea, Diretor Executivo da empresa.

OPORTUNIDADES E ENTRAVES

A indústria paraense continuará mostrando sua força ao longo desta década. De acordo com a REDES, iniciativa do Sistema FIEPA, até 2026 o estado deverá receber R$ 31,6 bilhões em investimentos nas áreas de infraestrutura, logística, energia e mineração – o que trará novas oportunidades para toda a cadeia de fornecimento.

Para o presidente da FIEPA, José Conrado Santos, apesar das oportunidades, há pontos no ambiente de negócios do Pará que devem ser levados em consideração. “O nosso setor produtivo enfrenta cotidianamente diversos desafios que comprometem o seu desenvolvimento, e podemos citar alguns, como a falta de investimentos em infraestrutura, o confuso e burocrático sistema tributário brasileiro, a demora na concessão de licenciamentos ambientais, a competição com produtos de fora e a dificuldade de acesso a crédito para novos investimentos”, explica.

Nesse cenário, o Sistema FIEPA promove diversas ações junto às esferas governamentais para apoiar na defesa dos interesses das indústrias do Estado. Também oferta soluções para o desenvolvimento dos negócios da região, por meio de treinamentos; consultorias empresariais; gestão da inovação; pesquisas e sondagens; recrutamento e seleção para estágio e emprego; esporte, cultura e lazer; saúde e segurança do trabalhador da indústria e educação profissional, regular e de jovens e adultos.

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