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Inovação – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 15 Sep 2026 17:57:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.9 Estudo inédito do Observatório da FIEPA aponta caminhos para ampliar a competitividade da indústria paraense https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/09/15/estudo-inedito-do-observatorio-da-fiepa-aponta-caminhos-para-ampliar-a-competitividade-da-industria-paraense/ Tue, 15 Sep 2026 17:54:15 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15365

A cadeia produtiva de alimentos e bebidas responde por praticamente 20% do emprego industrial do Pará e apresenta potencial de expansão a partir da industrialização e da agregação de valor aos produtos regionais. Esse foi o ponto de partida do evento “Cadeias Produtivas – Alimentos e Bebidas”, realizado nesta segunda-feira (14) pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio do Observatório da Indústria, em parceria com o SENAI e a Rede de Observatórios do Sistema Indústria, em Belém. 

A iniciativa apresentou dados, diagnósticos e análises sobre o setor, com foco nas cadeias de açaí, cacau, mandioca, carne bovina e dendê. O mapeamento possibilitou identificar oportunidades de crescimento, desafios, tendências de mercado e possibilidades de inovação, contribuindo para a formulação de estratégias que ampliem a competitividade da indústria paraense e agreguem valor à produção. 

De acordo com dados do Observatório da Indústria da FIEPA, a divisão de fabricação de produtos alimentícios concentra 17,9% dos 253.791 vínculos industriais do estado, o equivalente a 45.350 empregos. O segmento lidera o ranking entre as 35 divisões industriais analisadas, enquanto bebidas ocupam a 14ª posição. Somadas, as duas atividades superam qualquer outro segmento industrial do Pará. 

O levantamento também aponta que a cadeia apresenta crescimento estável, diferentemente de outras divisões econômicas sujeitas a oscilações sazonais. Os maiores grupos, como carne, outros produtos alimentícios, óleos e gorduras e conservas de frutas e vegetais, concentram 79,3% do emprego do setor. A composição evidencia a conexão da indústria com a base agropecuária e extrativa do estado, incluindo pecuária, fruticultura, pescado e oleaginosas. 

Verticalização e pesquisa aplicada 

Para o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, o mapeamento representa uma oportunidade de identificar caminhos para a verticalização da produção paraense, com maior incorporação de processos industriais e conhecimento tecnológico. 

“Nós entendemos a importância de trazer essa oportunidade de verticalização. Nós identificamos o potencial do Pará na agregação de valor, trazendo o atributo da industrialização dos nossos produtos”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa também deve aproximar a pesquisa aplicada das cadeias produtivas que representam vocações econômicas do estado. 

A proposta envolve a articulação entre indústria, instituições de apoio, especialistas e demais atores do ecossistema produtivo. A intenção é ampliar o conhecimento sobre os diferentes elos das cadeias e apoiar decisões voltadas ao desenvolvimento industrial. 

O diretor regional do SENAI Pará e superintendente do SESI Pará, Dário Lemos, destacou a necessidade de ampliar o reconhecimento sobre o potencial produtivo da Amazônia. “Nós sabemos o potencial que tem no estado e na Amazônia em si. E isso nunca foi visto. Nunca foi observado, nem por nós e principalmente por quem não é da região. E nós estamos aqui dando a oportunidade para que todos os segmentos voltados a alimentos e bebidas sejam indutores do desenvolvimento de toda a região. São aqueles produtos que nós temos com muito mais visibilidade.” 

Cadeia estratégica para a economia paraense 

O gerente do Observatório da FIEPA, Felipe Freitas, apresentou os fatores que justificam a escolha do setor como ponto de partida do projeto de mapeamento das cadeias produtivas. Entre eles estão a relevância na geração de empregos, o crescimento acima da média, a capilaridade territorial e a inserção consolidada no mercado externo. 

“Primeiro, é o maior empregador da indústria. Segundo, o crescimento acima da média. É um setor perene, estável e que apresenta crescimento”, explicou. 

Freitas também ressaltou a presença de indústrias de diferentes portes nos 144 municípios paraenses, o que confere à cadeia ampla distribuição territorial. A demanda internacional por produtos regionais, por sua vez, reforça a importância estratégica do segmento para a economia do estado. 

O mapeamento inicial contempla cinco cadeias produtivas. A seleção reúne atividades associadas à produção e ao processamento de alimentos, incluindo o abate de carne bovina, identificado como o maior empregador entre os grupos analisados, além de produtos com relevância regional e potencial de processamento, como mandioca, dendê, cacau e açaí. 

A abordagem do projeto considera a cadeia produtiva de forma integrada, desde a obtenção da matéria-prima até a comercialização dos produtos. Segundo Claudio Rodrigues, coordenador estratégico do Instituto SENAI de Tecnologia – Alimentos e Bebidas, essa perspectiva permite compreender a realidade do setor para além da produção industrial. 

“Esse é um projeto que vai trazer não apenas o know-how, mas também uma visão diferente da realidade que a gente enfrenta na área de alimentos e bebidas. Ele parte da produção da matéria-prima, seja pelo extrativismo ou pela agricultura, até chegar à etapa final, que envolve a comercialização.” 

Com o mapeamento, a FIEPA e as instituições parceiras buscam reunir informações capazes de orientar ações de desenvolvimento, inovação e fortalecimento da indústria de alimentos e bebidas no Pará, considerando as características produtivas do estado e as oportunidades de agregação de valor aos produtos regionais. 

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Pará assume posição estratégica na Rede Nacional de Observatórios da Indústria https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2026/08/24/para-assume-posicao-estrategica-na-rede-nacional-de-observatorios-da-industria/ Mon, 24 Aug 2026 18:45:13 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=15330
O Observatório da Indústria do Pará, do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), conquistou uma vaga na governança da Rede Nacional de Observatórios da Indústria. O Pará foi escolhido nesta quarta-feira (19), ao lado de Mato Grosso e Espírito Santo, e passa a integrar, com Alagoas e Paraíba, o grupo de cinco estados responsável por conduzir as ações da Rede pelos próximos dois anos.
Único representante da região Norte na nova composição, o Pará passa a ocupar um espaço estratégico de articulação nacional, ampliando a presença da Amazônia nas discussões sobre o futuro da indústria. A conquista ocorre pouco mais de dois anos após a inauguração do Observatório paraense, em maio de 2024, e reconhece o avanço da unidade na produção de inteligência estratégica.
Como braço de inteligência do Sistema FIEPA, o Observatório transforma dados econômicos, industriais e do mercado de trabalho em informações que apoiam decisões e ajudam a antecipar tendências. A participação na governança também permitirá maior aproximação com os demais Observatórios Regionais e com o Observatório Nacional, além de possibilitar uma atuação mais ativa do Pará no planejamento das estratégias da Rede para o próximo biênio.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, ocupar esse espaço é também uma oportunidade de ampliar a presença da Amazônia nas estratégias nacionais para a indústria. “Levar o Pará para a governança dessa Rede significa contribuir para que as particularidades, os desafios e, principalmente, as oportunidades da Amazônia estejam cada vez mais presentes nas discussões nacionais. A inteligência produzida a partir dos nossos dados pode apoiar os negócios da região, orientar investimentos e ajudar a construir caminhos para um desenvolvimento industrial conectado às potencialidades da Amazônia”, destaca.
Segundo o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas, a escolha demonstra a evolução alcançada pela unidade e abre novas possibilidades de aprendizado e intercâmbio. “Esta oportunidade representa um reconhecimento do grau de maturidade alcançado pelo Observatório do Pará em seus dois primeiros anos de vida. Além disso, nossa participação na governança da Rede também significa uma excelente oportunidade de aprendizado, a partir das experiências dos demais Observatórios Regionais e do próprio Observatório Nacional”, afirma.
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Setor industrial brasileiro lança ação empresarial pelo desenvolvimento sustentável  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/setor-industrial-brasileiro-lanca-acao-empresarial-pelo-desenvolvimento-sustentavel/ Mon, 24 Mar 2025 12:53:33 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14068

Uma nova agenda climática para a indústria e que esteja comprometida com a transição para uma economia de baixo carbono. É o que propõe a Sustainable Business COP30 (SB COP) lançada, no dia 10/03, em Brasília. Promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a iniciativa quer construir um grupo de representatividade internacional nos moldes do que já existe no âmbito do G20 e do Brics. Com isso, a ideia é garantir um papel estruturado e influente do setor privado nas negociações climáticas globais, além de levar recomendações do setor à Conferência pelo Clima das Nações Unidas, a COP 30, que será realizada em novembro, em Belém.

O lançamento da Sustainable Business ocorre em consonância com o chamado do presidente da COP 30, o embaixador André Corrêa do Lago, por um mutirão urgente contra as mudanças climáticas. Divulgada nesta segunda-feira, 10, a primeira carta do presidente da conferência destaca a necessidade de cooperação internacional para acelerar a adaptação climática, além de soluções urgentes que façam deste momento uma virada de chave em todos os setores. Corrêa do Lago também participou do lançamento da SB COP nesta segunda-feira, e destacou a importância do setor produtivo para este mutirão. “O setor privado, além de ser o retrato de um país, é no fundo, quem vai executar a maior parte das decisões que aqueles governos estão tomando. Nós precisamos do setor privado na Cop 30 mais do que em outras Cops. Será também uma oportunidade do Brasil mostrar seu setor produtivo para o mundo. Nós temos muitos casos e exemplos de sucesso”, afirmou o presidente.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e da Jornada COP +, Alex Carvalho, integra a equipe de engajamento da iniciativa, que pretende mobilizar lideranças de empresas, associações, sindicatos, federações e confederações, nacionais e internacionais em prol do desenvolvimento sustentável. “Com a SB COP, além de mobilizar empresas e investidores para ações climáticas concretas, também iremos estabelecer uma ferramenta permanente de engajamento empresarial que esteja comprometida com a criação de um futuro sustentável no setor”, destacou Alex.

A SB COP terá seis eixos com grupos temáticos: transição energética, economia circular e materiais, bioeconomia, transição justa, financiamento climático e segurança alimentar. Estes eixos estão inseridos em três metas: elaborar recomendações aos líderes governamentais para as negociações da COP30; formalizar compromissos do setor privado para reduzir as emissões de gases do efeito-estufa; e desenvolver iniciativas voltadas à ação para avançar em uma agenda climática positiva.

A Confederação Nacional das Indústrias participa há mais de uma década das Conferências do Clima. A iniciativa de criar um grupo empresarial para liderar o setor privado ganhou força após a participação na COP29, sediada em Baku, no Azerbaijão. A inspiração para a SB COP veio do B20, fórum de representação do setor privado dos países que compõem o G20, presidido pelo Brasil em 2024. Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a criação deste espaço é necessária, pois o enfrentamento das mudanças climáticas só terá efeito com a participação do setor produtivo. “O setor privado é um catalisador e o nosso objetivo é de complementaridade, somando e garantindo entregas. A nossa entrega é a percepção de um Brasil diferente do que existe e a certeza de que o setor empresarial brasileiro tem excelentes cases, excelentes projetos”, destacou Alban.

O lançamento também contou com a presença virtual do governador do Pará, Helder Barbalho, que destacou a importância do protagonismo do setor produtivo do Pará para a adaptação climática. “O olhar transversal se faz necessário para que nós possamos fazer com que essa COP em Belém, na Amazônia e no Brasil possa deixar legados ambientais e um novo paradigma para as relações multissetoriais, para que nós possamos apresentar cases de sucesso de um estado que fez a escolha da transição para um modelo que preserve a floresta e isso só é possível a partir do envolvimento da iniciativa privada. Preservar produzindo e produzir preservando deve ser o conceito para balizar todos nós nessa jornada”, enfatizou o governador.

A conclusão dos trabalhos da SB COP resultará em uma agenda de recomendações que será apresentada pelo setor produtivo à Presidência da COP e ao governo, com a perspectiva de garantir o compromisso do setor privado com as metas para redução das emissões de gases do efeito estufa. Segundo o presidente da Fiepa, a proposta é que a Sustainable Business não se limite à COP 30. “Será um espaço oficial para participação empresarial que começa nesta COP, mas que irá se estender para as edições futuras. Construiremos parcerias estratégicas e que realmente tenham impacto na discussão mundial sobre o clima”, conclui Alex Carvalho.

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Bioeconomia e sociobioeconomia: desafios e oportunidades para sustentabilidade na Amazônia  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/bioeconomia-e-sociobioeconomia-desafios-e-oportunidades-para-sustentabilidade-na-amazonia/ Mon, 24 Mar 2025 12:29:56 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14043

Em carta divulgada nesta semana, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP 30, destacou o papel das florestas para a ação climática. No documento, o presidente falou da importância de reverter o desmatamento, recuperar o que foi perdido e trazer ecossistemas de volta à vida. Estes, mais saudáveis, “podem oferecer oportunidades para resiliência e bioeconomia, promovendo meios de subsistência locais, criando cadeias de valor sofisticadas e gerando inovações em biotecnologia”, diz a carta.

A mobilização da Indústria: sustentabilidade e biodiversidade nos negócios

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada em 2024, aponta que seis em cada dez empresas adotam práticas relacionadas à biodiversidade nos negócios (58%), como tecnologias, certificações e uso sustentável de recursos.

O Pará e a bioeconomia: da criação de Plano Estadual à proposição de uma Zona Franca

O Governo do Estado criou a Política Estadual de Mudanças Climáticas, o Plano Amazônia Agora, que tem como propósito mudar a relação de uso da floresta, reduzir o desmatamento e tornar o Pará um estado carbono neutro até 2036.

Pequenos e médios negócios precisam ser protagonistas

Empresas de pequeno e médio porte também estão articuladas. Para fortalecer o setor, promover inovação, capacitação e articulação estratégica foi criada, em 2023, a Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia, a AssoBIO, que hoje já conta com 75 associados.

A Jornada COP+ foi idealizada pela Temple Comunicação e é realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), com apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinador master a mineradora Vale.

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Sistema FIEPA supera desafios e avança no atendimento às indústrias do Estado  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/sistema-fiepa-supera-desafios-e-avanca-no-atendimento-as-industrias-do-estado/ Mon, 23 Dec 2024 12:07:06 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14017
O ano de 2024 foi marcado por desafios e conquistas para o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA). Em dezembro, a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que restabeleceu a diretoria eleita trouxe estabilidade à entidade, permitindo a continuidade de ações estratégicas. Apesar do contratempo, a entidade faz um balanço positivo das iniciativas realizadas durante o ano para promover a sustentabilidade, a inovação e a competitividade da indústria da Amazônia. Também destaca o protagonismo alcançado frente aos principais debates relacionados ao desenvolvimento socioeconômico da região.

“Foi um ano atípico, que exigiu de todos um esforço extra para que a nossa Federação se mantivesse firme em seu propósito de entregar o melhor atendimento e as melhores soluções para a indústria e para a população do nosso Estado. Felizmente, restauramos o clima de harmonia, o bem-estar e a estabilidade necessários para darmos prosseguimento ao trabalho sério, que ao longo dos anos vem sendo construído por pessoas muito competentes, e que faz dessa entidade uma referência no apoio à indústria, com projetos inovadores, e na busca por melhores condições socioeconômicas para o nosso Estado.” – Alex Carvalho, presidente do Sistema FIEPA.

Entre os avanços, o mais recente foi a conquista do primeiro lugar no Prêmio de Excelência Sindical 2024, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no qual a FIEPA foi a única a inscrever 13 projetos, chegando à final com quatro cases voltados ao fortalecimento do setor sindical e das indústrias paraenses. Ainda no primeiro semestre, a FIEPA, o SESI, o SENAI e o IEL receberam a certificação global Great Place To Work, que reconhece o compromisso das empresas com uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação.

“São reconhecimentos importantes que reafirmam o papel do Sistema FIEPA como uma liderança sólida no Estado e referência nacional no fortalecimento dos seus sindicatos, na prestação de serviços inovadores e no impulso da indústria do Norte do país.” – Alex Carvalho, presidente do Sistema FIEPA.

Na área de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), o SESI conquistou o 3º lugar no Prêmio de Boas Práticas em Mineração, com o robô de inspeção veicular “Jabuti”. No campo da educação, realizou um feito inédito com três escolas certificadas simultaneamente pelo Microsoft Showcase Schools, pelo uso de tecnologias inovadoras para melhorar a aprendizagem e gestão escolar. No período, cinco escolas SESI do Pará receberam o Selo de Qualidade do Programa SESI de Gestão Escolar (PSGE), e escolas municipais conveniadas ao SESI também obtiveram desempenho positivo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Outro avanço foi a implementação da robótica educacional em comunidades indígenas de Altamira e Vitória do Xingu.

Em outubro, como já é tradição, o Teatro do SESI promoveu o Festival SESI Cultura de Fé, iniciativa que nasceu com o objetivo de reforçar o fomento à cultura e ao entretenimento. Em 2024, a programação foi ampliada para englobar, além de espetáculos teatrais e shows musicais, uma rodada de painéis com profissionais locais e nacionais para discutir a economia criativa.

Em 2024, o SENAI Pará registrou quase 84 mil matrículas em cursos de qualificação profissional, superando a meta de 70 mil, das quais 57.355 foram gratuitas. Além disso, o Mundo SENAI 2024 atraiu quase 26 mil visitantes, enquanto as unidades móveis ampliaram o atendimento educacional pelo estado. Outra iniciativa importante foi a criação de um polo avançado de formação profissional em Ourilândia do Norte, no sul do Pará, com o objetivo de fortalecer a indústria local.

“No decorrer desse ano, reafirmamos nosso compromisso com a inclusão social e a geração de emprego com ações voltadas para indígenas, quilombolas, e para garantir maior autonomia econômica para as mulheres. Fortalecemos parcerias que resultaram em ações de extrema relevância tanto na área da educação básica quanto na qualificação profissional, com cases de sucesso como a ‘Escola de Eletricistas’ em parceria com a Equatorial, o ‘Capacita COP 30’ do Governo do Estado, que qualificou mais de mil alunos, o ‘Donas de Si’ com a prefeitura de Belém, que já certificou mais 500 mulheres, e a parceria com o Governo Federal para cadastrar empresas no Brasil Mais Produtivo.” – Dário Lemos, diretor do SENAI/PA e superintendente do SESI/PA.

De forma complementar, com ações direcionadas à preparação e inserção de jovens talentos no mercado de trabalho, o IEL superou os números de 2023 e regularizou mais de 2.500 estagiários em empresas do Estado. Além disso, o Pará se destacou conquistando o segundo lugar na etapa nacional do Prêmio IEL de Talentos. Na área de gestão empresarial, o Instituto focou no aperfeiçoamento de indústrias sindicalizadas da FIEPA, por meio de consultorias do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi). Também foi um ano de expansão das ações de capacitação na modalidade in company, com cursos realizados em indústrias dos principais polos econômicos do Estado.

Ainda no âmbito da bioeconomia, o Sistema FIEPA inaugurou a “Vitrine da Indústria na Amazônia”, um espaço criado para destacar o melhor da produção industrial regional, conectando inovação, sustentabilidade e desenvolvimento.

“Com o apoio fundamental da FIEPA, conseguimos avançar em várias frentes. Nossa participação na FIPA foi um marco importante, pois aproximou as empresas e deu mais visibilidade ao nosso trabalho. A credibilidade conquistada atraiu novas empresas, e conseguimos implementar capacitações que resultaram na aprovação de contrapartidas importantes para o setor. A parceria com o IEL, SENAI e SESI foi essencial para o nosso planejamento estratégico. A consultoria nos apontou áreas de melhoria, e retomaremos nossas atividades em janeiro com novo fôlego, além de parcerias para apoiar o crescimento das empresas.” – Fátima Chamma, empresária e vice-presidente do Sinquifarma.

Na área de inteligência de negócios, a inauguração do Observatório da Indústria foi um marco para a Federação e para as indústrias do Estado, oferecendo informações para a tomada de decisão no setor produtivo.

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FIEPA vence Prêmio de Excelência Sindical da Indústria 2024 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/fiepa-vence-premio-de-excelencia-sindical-da-industria-2024/ Mon, 23 Dec 2024 11:53:17 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14004

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) foi a grande vencedora da primeira edição do Prêmio Excelência Sindical da Indústria 2024, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O projeto “Redes – Iniciativa do Sistema FIEPA” conquistou o primeiro lugar na categoria Federação, com anúncio feito no dia 27/11 durante o 14º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), em Brasília. Além disso, a FIEPA alcançou um feito inédito: foi a única federação a inscrever 13 projetos, chegando à final com quatro cases voltados ao fortalecimento do setor sindical e das indústrias paraenses.

O projeto Redes, reconhecido por seu impacto ao longo de 24 anos, conecta fornecedores locais às grandes indústrias do Pará, promovendo compras locais e impulsionando negócios regionais. Em 2023, a iniciativa gerou R$ 28 bilhões em compras locais, somando mais de R$ 100 bilhões em negócios desde sua criação. “Esse reconhecimento reforça nosso compromisso com o fortalecimento da indústria paraense e a promoção do desenvolvimento sustentável no Estado”, destacou a FIEPA.

A premiação contou com 307 ações inscritas, sendo 64 de federações e 243 de sindicatos. Com o prêmio, a FIEPA reafirma seu protagonismo na promoção de ações estratégicas e se consolida como referência nacional no fortalecimento do setor industrial.

Sobre o Prêmio – Lançado em abril, o prêmio integra o Programa Excelência Sindical, uma iniciativa estratégica da CNI que busca fortalecer o sistema sindical da indústria no país, por meio de três eixos principais: a Rede Sindical, voltada para a troca de boas práticas e experiências no associativismo; as Capacitações, focadas na disseminação de conhecimento e fortalecimento da representação industrial; e o próprio Prêmio, que reconhece projetos inovadores e de impacto no desenvolvimento sindical em todo o país.

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FIEPA Redes promove fóruns estratégicos no Pará e fortalece mercado industrial https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/fiepa-redes-promove-foruns-estrategicos-no-para-e-fortalece-mercado-industrial/ Mon, 23 Dec 2024 11:50:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13996

Entre os dias 6 e 8 de novembro, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio da Redes, realizou uma série de fóruns em cidades estratégicas do Estado, como Itaituba, Canaã dos Carajás e Altamira. Os eventos reuniram empresários, autoridades e profissionais para debater desenvolvimento sustentável, inovação, geração de empregos e competitividade industrial, com destaque para as oportunidades criadas pela proximidade da COP 30.

Em Itaituba, o fórum “Fortalecendo o Mercado Industrial na Amazônia” discutiu eficiência operacional, sustentabilidade e marketing digital, destacando soluções práticas para o fortalecimento do setor. Em parceria com instituições como Brazauro Recursos Minerais, da Associação Empresarial, Comercial e Industrial de Itaituba (ACEII) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o evento integrou a Jornada COP+, iniciativa da FIEPA voltada para transformar o mercado local por meio de uma nova agenda econômica, social e ambiental, e apresentou iniciativas para capacitação profissional e integração de empresários locais às cadeias produtivas. Paulo Loch, consultor de negócios da Redes FIEPA em Itaituba, destacou a importância do evento para que os empresários consigam vencer desafios e aproveitar as oportunidades que devem surgir com a COP 30. “O desenvolvimento industrial traz desafios e grandes oportunidades para toda a Amazônia. Com a proximidade da COP 30, é fundamental que os empresários estejam preparados para aproveitar essas oportunidades. O fórum mostrou soluções práticas para melhorar a eficiência operacional e aumentar a competitividade, gerando empregos e qualidade de vida”, afirmou o consultor da FIEPA Redes.

Já em Canaã dos Carajás, o “Fórum da Mineração – Desenvolvimento e Sustentabilidade” reuniu mais de 400 participantes durante a FENECAN, destacando o papel do setor mineral no fortalecimento da economia local. Três painéis temáticos abordaram compras locais, empregabilidade e responsabilidade social, com a participação de empresas como Vale, Oz Minerals e ERO Brasil Tucumã. “Para nós, da Oz Minerals, é essencial participar destes eventos, pois são uma oportunidade de compartilhar experiências e apresentar as oportunidades que nossos projetos de mineração trazem para a região. Estamos comprometidos com o desenvolvimento local e buscamos gerar impactos positivos para a comunidade em que atuamos. Vemos o evento como uma chance de fortalecer parcerias, identificar novos talentos e consolidar fornecedores locais, colaborando para o sucesso sustentável das nossas operações”, afirmou Bianca Cabral, coordenadora de Licenciamento Ambiental de Projetos da Oz Minerals.

Fechando a programação, Altamira sediou o “1º Fórum de Oportunidades do Xingu: Fortalecendo o Mercado Industrial na Amazônia”, em parceria com a Norte Energia e Belo Sun. O evento abordou temas como empregabilidade, responsabilidade social e capacitação, além de apresentar aos empresários os benefícios de integrar a Plataforma +Negócios e atender às demandas das indústrias locais.

Esses encontros reforçam o compromisso do Sistema FIEPA com o fortalecimento da indústria paraense, promovendo integração entre atores regionais e preparando o mercado para as oportunidades futuras.

“O objetivo dos encontros foi estabelecer um espaço de diálogo colaborativo e transparente para tratar os desafios do setor industrial. Uma oportunidade para estreitar o relacionamento entre a indústria e a comunidade desses municípios e alinhar ações de desenvolvimento socioeconômico, fortalecendo as compras locais, aprimorando as indústrias e dinamizando o mercado de trabalho, rumo a um futuro sustentável”, explicou Marcel Souza, gestor da FIEPA Redes.

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Evento destaca oportunidades de negócios internacionais para indústrias do Pará  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/evento-destaca-oportunidades-de-negocios-internacionais-para-industrias-do-para/ Mon, 23 Dec 2024 11:32:05 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13968

O Centro Internacional de Negócios da FIEPA (FIEPA CIN) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizaram nesta terça-feira (10/12) o encontro “Conexão Internacional” com o objetivo de apresentar aos empresários paraenses as oportunidades de negócios e expansão no mercado internacional em 2025. O evento foi realizado na sede da FIEPA, em Belém, e contou com a participação das empresas locais Horta da Terra, Cachaçaria Meu Garoto e Quri Natural Beauty, que compartilharam suas experiências bem-sucedidas na exportação de produtos do bioma amazônico.

Na abertura do evento, o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, enfatizou a importância de fortalecer as cadeias produtivas e as parcerias estratégicas para aumentar a competitividade das indústrias do Pará. “A parceria da FIEPA CIN com a ApexBrasil tem sido fundamental para reforçar o papel da cadeia produtiva industrial, extremamente relevante para a geração de emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico na nossa região. Esse trabalho conjunto trouxe novas ideias e iniciativas que muitas das empresas presentes aqui hoje já tiveram a oportunidade de participar. O objetivo também é estimular que as grandes indústrias, além de suas responsabilidades econômicas, assumam um papel social e reputacional de incentivar as cadeias produtivas no entorno de suas atividades. Seja na mineração, geração de energia, construção civil ou outros setores bem estabelecidos, essa abordagem busca internalizar a riqueza gerada e beneficiar o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado”, afirmou o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.

A coordenadora executiva da FIEPA, Cassandra Lobato, destacou as ações realizadas em 2024 e as metas para 2025. “Nosso trabalho é direcionado a empresas em processo de exportação, com foco na preparação para a COP30. Para isso, em parceria com Centros Internacionais de Negócios de diferentes estados, atuamos fortemente na capacitação de empresários e profissionais na área de comércio exterior. Também promovemos encontros e rodadas internacionais com compradores de diversas partes do mundo e fornecemos o suporte necessário aos empresários em missões comerciais globais, onde divulgamos a produção industrial da Amazônia. Para 2025, nosso objetivo é ampliar essa qualificação profissional e intensificar as conexões com grandes compradores internacionais, mobilizando ainda mais os empresários paraenses para eventos de destaque, com o propósito de promover os produtos da bioeconomia amazônica e fortalecer a competitividade das nossas indústrias no mercado internacional”, afirmou Lobato.

Durante o evento, o gestor do Escritório Norte da ApexBrasil, Essio Lanfredi, explicou o papel da instituição na promoção das exportações brasileiras. “O escritório da Apex Brasil começou a atuar aqui no Pará em 2020 e, nesse período, consolidamos parcerias importantes, como essa com a FIEPA, para promover o potencial exportador das empresas locais. Vinculada ao MDIC e aos setores de promoção comercial das embaixadas brasileiras no exterior, estamos comprometidos em auxiliar as empresas na construção de seus planos de exportação para 2025, oferecendo ferramentas e capacitações em áreas como análise de mercados, adaptação de produtos e posicionamento estratégico. Nosso objetivo é proporcionar avanços concretos no mercado internacional, fortalecendo a imagem do Brasil e do Pará como parceiros confiáveis e competitivos no cenário global”, afirmou Lanfredi.

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Festival da BioAmazônia fomenta negócios com inovação e sustentabilidade https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/23/festival-da-bioamazonia-fomenta-negocios-com-inovacao-e-sustentabilidade/ Wed, 23 Oct 2024 19:22:26 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13905

Iniciativa da FIEPA fará parte da “Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias”, promovida pelo Ibram entre os dias 6 e 8 de novembro, no Hangar

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI PA) e do Serviço Social da Indústria (SESI PA), realizam o “Festival da BioAmazônia: Inovação e Sustentabilidade”. O evento acontecerá em paralelo à “Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias”, promovida pelo IBRAM entre os dias 6 e 8 de novembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras, em Belém (PA). As inscrições são gratuitas, no site: https://ibram-eventos.com.br/enrollment/F/festival-bioamazonia-inovacao-e-sustentabilidade/94

O Festival abrigará a Feira da Bioeconomia, que reunirá empresas locais e nacionais que apresentarão produtos e tecnologias voltadas para o desenvolvimento sustentável. Com uma programação diversificada, o evento também terá apresentação de cases de sucesso, rodadas de negócio e de crédito e oficina de internacionalização. Serão apresentadas iniciativas e tecnologias voltadas para o aproveitamento sustentável dos recursos amazônicos, com foco em expandir o impacto econômico e ambiental desse setor. Além disso, os participantes terão acesso a sessões de capacitação e espaços dedicados ao networking, fortalecendo parcerias estratégicas e promovendo o diálogo entre empresários, investidores e acadêmicos.

O Festival da BioAmazônia faz parte do projeto “Jornada COP+”, liderado pela FIEPA, que visa construir uma nova agenda econômica, social e ambiental para a indústria na região. O objetivo é proporcionar uma ampla discussão sobre inovação e sustentabilidade, com atividades voltadas tanto para o setor empresarial quanto para a academia e o público interessado na temática da bioeconomia.

Principais atrações do Festival da BioAmazônia:

  • Feira da Bioeconomia: estandes de empresas locais apresentando produtos e tecnologias inovadoras voltadas para o desenvolvimento da bioeconomia.
  • Conferências para estudantes: palestras e workshops com especialistas, discutindo a aplicação da bioeconomia em diversos setores, além de sessões interativas focadas nos desafios e oportunidades da Amazônia.
  • Oficina de Internacionalização: capacitação de empresas para a expansão de seus negócios em mercados internacionais, com suporte estratégico e técnico.
  • Rodadas de Crédito: iniciativa que visa facilitar o acesso ao crédito por meio de instituições financeiras, que apresentarão suas linhas de financiamento específicas para o setor.
  • Arena Cases de Sucesso: apresentações de projetos bem-sucedidos na aplicação da bioeconomia na Amazônia, mostrando o impacto positivo da inovação.
  • Rodadas de Negócios: encontros entre empreendedores e investidores, promovendo parcerias e incentivando novos investimentos no setor.
  • Roadshow Inovação Aberta: uma plataforma para a apresentação de tecnologias e pesquisas inovadoras, conectando a ciência com os desafios da bioeconomia na região.
  • Espaço Networking: um ambiente dedicado ao encontro de empreendedores, acadêmicos, investidores e autoridades, facilitando o diálogo e o desenvolvimento de novas parcerias estratégicas.

Serviço:

Evento: Festival da BioAmazônia: Inovação e Sustentabilidade
Data: 6 a 8 de novembro de 2024
Local: Hangar Convenções & Feiras da Amazônia – Salão B – Belém PA
Horários:
6 de novembro: 14h às 21h
7 e 8 de novembro: 10h às 21h

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Especialistas discutem soluções para impulsionar a indústria da construção, no Pará  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/23/especialistas-discutem-solucoes-para-impulsionar-a-industria-da-construcao-no-para/ Wed, 23 Oct 2024 13:28:12 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13889

Ação inédita do Observatório da Indústria da FIEPA projeta cenários para os próximos dez anos

O Observatório da Indústria do Pará, iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), realizou no dia 08 de agosto, a sua primeira edição do encontro “Painel de Especialistas” para identificar estratégias e propor soluções para o aprimoramento e desenvolvimento da indústria. O painel em Belém foi direcionado ao setor da construção, um dos que mais empregam no Estado, sendo responsável por injetar quase R$ 9 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) paraense.

Promovido em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria, da Confederação Nacional de Indústria (CNI), o painel em Belém reuniu especialistas, sindicatos da indústria, empresários e acadêmicos para trocas de experiências e discussões prospectivas focadas em análises e projeções para os próximos cinco a dez anos, permitindo a identificação de tendências e demandas estratégicas do setor. Segundo Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria do Pará, o painel é uma iniciativa importante para subsidiar o trabalho desenvolvido pela Federação junto às indústrias, e no atendimento às demandadas de toda a cadeia produtiva do setor da construção civil, no Estado.

“A cadeia produtiva da construção foi escolhida por seu papel essencial no desenvolvimento socioeconômico do Pará, destacando-se pela capacidade de gerar empregos e contribuir estrategicamente para a infraestrutura e habitação do Estado. O painel permitiu que grupos de trabalho qualificados analisassem o cenário local e global, propondo estratégias para fortalecer o setor, elevar a competitividade e preparar a mão de obra para desafios futuros e os resultados obtidos vão atualizar os serviços do Sistema FIEPA e orientar novos cursos para atender as demandas das indústrias locais, numa perspectiva de médio e longo prazos”, afirmou Freitas.

Para Fabrizio Gonçalves, presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon/PA), o painel foi um marco para a construção civil, reunindo dados essenciais sobre meio ambiente, economia e crescimento. “Esses dados detalhados vão fornecer uma base sólida para que o nosso sindicato tome decisões mais seguras e bem embasadas, fortalecendo a capacidade das nossas empresas de prosperarem. Nesse sentido, o painel trará um novo nível de precisão e visão estratégica, essencial para o desenvolvimento sustentável da construção civil no Estado do Pará. Juntos, podemos transformar essas informações em ações concretas, contribuindo para o avanço da nossa indústria e, consequentemente, para o crescimento econômico da região. Este é o nosso compromisso com o futuro da indústria da construção”, afirmou o presidente do Sinduscon.

O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Marcello Pio, que também é responsável pelo Núcleo de Prospectiva do Observatório Nacional da Indústria, afirma que o evento serviu para posicionar o Observatório da Indústria do Pará, como um importante centro de conhecimento para as empresas locais. “Como uma das primeiras iniciativas do Observatório, esse evento foi essencial para posicioná-lo como um centro de conhecimento estratégico para as empresas e para todo o Sistema FIEPA. Porque não se trata apenas de fornecer dados, mas de transformá-los em conhecimento útil para o planejamento estratégico e a tomada de decisões. E como uma ação voltada para a prospectiva e estudos de futuro, isso é fundamental para que as empresas possam se preparar para novas demandas, tanto de mão de obra quanto de planejamento”.

Metodologia

Os painéis de especialistas são encontros estruturados que buscam a interação entre especialistas para alcançar um determinado grau de consenso sobre um dado conjunto de dados/informações ou cenários/temas investigados.

Sua estruturação passa pela aplicação de questionários ou perguntas previamente concebidas, além do estabelecimento de regras específicas de trabalho. Tem como principal objetivo identificar as possíveis ações estratégicas e futuras demandas empresariais por soluções educacionais e serviços, em um horizonte temporal de 5 a 10 anos e as tendências para o setor ou segmento em questão.

Os resultados obtidos são utilizados para a elaboração de ações para o desenvolvimento setorial, defesa de interesses da indústria e atualização de portfólios das entidades do Sistema Indústria.

Principais produtos gerados no Painel de Especialistas:

  • A ampliação de percepção e conhecimento de um determinado setor industrial quanto ao seu contexto tecnológico futuro, melhorando sua capacidade de tomada de decisão no longo prazo.
  • A elaboração de ações estratégicas para as empresas, associações setoriais, governos e demais stakeholders na busca pelo aumento da competitividade do setor estudado.
  • Lista de cursos que poderão ser demandados pelas empresas de um determinado setor para preparação da mão de obra para incorporação das tendências apresentadas.
  • Lista de serviços de tecnologia e inovação, bem como os serviços de segurança e saúde, que poderão ser demandados pelas empresas de um determinado setor para incorporação das tendências apresentadas ou como consequência da incorporação dessas.
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