invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114Ação inédita do Observatório da Indústria da FIEPA projeta cenários para os próximos dez anos
O Observatório da Indústria do Pará, iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), realizou no dia 08 de agosto, a sua primeira edição do encontro “Painel de Especialistas” para identificar estratégias e propor soluções para o aprimoramento e desenvolvimento da indústria. O painel em Belém foi direcionado ao setor da construção, um dos que mais empregam no Estado, sendo responsável por injetar quase R$ 9 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) paraense.
Promovido em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria, da Confederação Nacional de Indústria (CNI), o painel em Belém reuniu especialistas, sindicatos da indústria, empresários e acadêmicos para trocas de experiências e discussões prospectivas focadas em análises e projeções para os próximos cinco a dez anos, permitindo a identificação de tendências e demandas estratégicas do setor. Segundo Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria do Pará, o painel é uma iniciativa importante para subsidiar o trabalho desenvolvido pela Federação junto às indústrias, e no atendimento às demandadas de toda a cadeia produtiva do setor da construção civil, no Estado.
“A cadeia produtiva da construção foi escolhida por seu papel essencial no desenvolvimento socioeconômico do Pará, destacando-se pela capacidade de gerar empregos e contribuir estrategicamente para a infraestrutura e habitação do Estado. O painel permitiu que grupos de trabalho qualificados analisassem o cenário local e global, propondo estratégias para fortalecer o setor, elevar a competitividade e preparar a mão de obra para desafios futuros e os resultados obtidos vão atualizar os serviços do Sistema FIEPA e orientar novos cursos para atender as demandas das indústrias locais, numa perspectiva de médio e longo prazos”, afirmou Freitas.
Para Fabrizio Gonçalves, presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon/PA), o painel foi um marco para a construção civil, reunindo dados essenciais sobre meio ambiente, economia e crescimento. “Esses dados detalhados vão fornecer uma base sólida para que o nosso sindicato tome decisões mais seguras e bem embasadas, fortalecendo a capacidade das nossas empresas de prosperarem. Nesse sentido, o painel trará um novo nível de precisão e visão estratégica, essencial para o desenvolvimento sustentável da construção civil no Estado do Pará. Juntos, podemos transformar essas informações em ações concretas, contribuindo para o avanço da nossa indústria e, consequentemente, para o crescimento econômico da região. Este é o nosso compromisso com o futuro da indústria da construção”, afirmou o presidente do Sinduscon.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Marcello Pio, que também é responsável pelo Núcleo de Prospectiva do Observatório Nacional da Indústria, afirma que o evento serviu para posicionar o Observatório da Indústria do Pará, como um importante centro de conhecimento para as empresas locais. “Como uma das primeiras iniciativas do Observatório, esse evento foi essencial para posicioná-lo como um centro de conhecimento estratégico para as empresas e para todo o Sistema FIEPA. Porque não se trata apenas de fornecer dados, mas de transformá-los em conhecimento útil para o planejamento estratégico e a tomada de decisões. E como uma ação voltada para a prospectiva e estudos de futuro, isso é fundamental para que as empresas possam se preparar para novas demandas, tanto de mão de obra quanto de planejamento”.
Metodologia
Os painéis de especialistas são encontros estruturados que buscam a interação entre especialistas para alcançar um determinado grau de consenso sobre um dado conjunto de dados/informações ou cenários/temas investigados.
Sua estruturação passa pela aplicação de questionários ou perguntas previamente concebidas, além do estabelecimento de regras específicas de trabalho. Tem como principal objetivo identificar as possíveis ações estratégicas e futuras demandas empresariais por soluções educacionais e serviços, em um horizonte temporal de 5 a 10 anos e as tendências para o setor ou segmento em questão.
Os resultados obtidos são utilizados para a elaboração de ações para o desenvolvimento setorial, defesa de interesses da indústria e atualização de portfólios das entidades do Sistema Indústria.
Principais produtos gerados no Painel de Especialistas:







No início do segundo semestre deste ano, o Governo Federal anunciou investimentos da ordem de R$ 1,7 trilhão no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em todo o país, sendo R$ 1,4 trilhão até 2026 e R$ 320,5 bilhões após 2026. Ao Pará, serão destinados valores superiores a R$ 76,5 bilhões este ano para investimentos e projetos. O anúncio do programa era bastante esperado pelos diversos segmentos da economia brasileira e gera boas expectativas aos setores produtivos e na população de um modo geral.
Os investimentos contemplam ações em programas de transferência de renda como o Bolsa Família, saúde, educação, cultura, esporte e infraestrutura. No pacote de investimentos do PAC estão inclusas a retomada de obras que estavam paradas Novo PAC: expectativas de novas oportunidades para a indústria e a aceleração de outras em andamento, além de novos empreendimentos. Entre os investimentos em infraestrutura no Pará, destacam-se as seguintes obras e serviços: ponte sobre o Rio Xingu BR-230, duplicação da BR-316 (Castanhal – Trevo de Salinas), pavimentação da BR-308 (entre Viseu e Bragança); derrocagem do Pedral do Lourenço e moradias do programa Minha Casa, Minha Vida.
Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Dias Carvalho, o anúncio veio como uma boa notícia para a indústria, sobretudo por conta das obras de infraestrutura que devem aumentar a competitividade do setor e da movimentação das cadeias de fornecimento. “O PAC não só melhora a infraestrutura, como movimenta toda uma cadeia da economia, que envolve aquisição de equipamentos, materiais, bens e serviços, além de impulsionar geração de emprego e qualificação de mão de obra necessária para as ações previstas. Outro destaque importante são os investimentos em áreas como educação, saneamento e acesso à internet, vitais para o desenvolvimento do Estado e do país”, reforça.
Contudo, o presidente da FIEPA destaca que esses projetos, para que de fato se concretizem em benefícios, não podem ficar travados em burocracias que desconsiderem as necessidades da própria região. “Nossa expectativa é que as obras de fato não esbarrem em outros entraves ou burocracias, pois, uma vez paradas, se tornam uma janela para o desperdício de recursos e impedem que a população tenha acesso a todas essas melhorias que o PAC deve trazer por meio dos investimentos previstos”, disse Alex Carvalho.
Ainda relacionado à infraestrutura, o Programa contemplou obras voltadas para melhorias na urbanização das cidades, como as relacionadas a serviços sanitários, de abastecimento de água, resíduos sólidos e construções para os setores da saúde, educação, cultura e esporte.
José Maria Mendonça, presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA, ressalta a importância de algumas obras previstas no Novo PAC para a economia e competitividade do setor produtivo. “Destaco como fundamental a Ferrogrão, porque vai permitir que os grãos do Mato Grosso saiam pelo Arco Amazônico através do Porto de Vila do Conde. Isso é um ganho muito considerável para o Estado, porque leva a uma política do ganha-ganha em toda a região Oeste do Pará. Outra obra de infraestrutura importante é o derrocamento do Pedral do Lourenço, porque permitirá que a hidrovia do Tocantins funcione normalmente nos 12 meses do ano, já que as eclusas estão prontas. Existem apenas pequenos pontos de dragagem que foram contemplados também nesse PAC”, pontua.
Quando a indústria cresce, os demais setores da economia são impulsionados. Esse “efeito dominó” ou multiplicador, reforça a importância do setor para o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Isso porque é a indústria que fornece insumos para outras áreas da economia, além de desenvolver inovação e tecnologia. “Toda vez que se impacta a indústria, ela atinge fundamentalmente o serviço e o comércio. No caso particular, os investimentos que serão feitos pelo Novo PAC vão atingir a agricultura também, porque a Ferrogrão vai passar por uma região do Pará que já tem um certo avanço agropecuário, o qual é o plantio de soja, que está subindo ali margeando o Tapajós e a gente acredita que tem um impacto em todos os setores. Pontuando, toda vez que existe um crescimento industrial, ele é abrangente, abraça todos os setores”, analisa José Maria Mendonça.
Uma obra muito aguardada e que deverá ser retomada é a pavimentação da rodovia BR-308 no trecho BragançaViseu. O asfaltamento da via facilitará o trânsito dos moradores, a integração do estado e o escoamento da produção e transporte de mercadorias.
A obra de 750 metros de extensão vai facilitar a travessia de passageiros e o escoamento da produção na BR-230, a Transamazônica. Isso porque se tornará uma alternativa rodoviária à travessia de balsa entre Altamira e Anapu. De acordo com o projeto, será construída uma ponte estaiada, com 424 metros de vão central, para diminuir o tempo de viagem e proporcionar mais segurança aos moradores da área de influência.
Após a conclusão da obra será possível a navegação na extensão dos rios Araguaia e Tocantins. A quebra e remoção das rochas localizadas ao longo de mais de 30 quilômetros de rios tem o objetivo de permitir a construção da hidrovia Araguaia-Tocantins, no município de Itupiranga, no sudeste do Pará. O projeto está em licenciamento ambiental e as obras estão previstas para começar em 2024. Depois da conclusão, a região de Marabá deverá entrar para a restrita lista das regiões brasileiras a ter quatro modais logísticos: rodoviário, ferroviário, aeroviário e hidroviário
Apesar do avanço com o Novo PAC, ainda há demandas em estudo. Entre elas estão o Plano de Monitoramento Hidroviário (PMH) dos rios Tocantins (trecho de Cametá e Tucuruí) e Tapajós (trechos de Santarém e Itaituba), além da Ferrogrão, via férrea para ligar o Porto de Miritituba, em Itaituba, no sudoeste do Pará, ao município de Sinop, no Mato Grosso
DUPLICAÇÃO DA BR-316Após paralisações anteriores, a continuação da duplicação da BR-316 beneficiará municípios da Região Metropolitana de Belém e da Região Nordeste do Pará, como Castanhal, Igarapé-Açu, São Francisco do Pará e Santa Maria do Pará. As obras de duplicação da BR-316 foram iniciadas em 2020 e abrangem um trecho de 45 km, entre Castanhal e o trevo de acesso a Salinópolis. A duplicação proporcionará maior segurança para o trânsito ao longo da via