invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114A indústria do Pará atravessou o segundo trimestre de 2025 sob influência direta do cenário internacional das commodities, que segue determinante para o desempenho do setor no Estado. Levantamento do Observatório da Indústria da FIEPA, com base em dados da Fapespa, mostra que o comportamento do período esteve associado, sobretudo, às oscilações de preços no mercado externo, especialmente do minério de ferro, principal produto da pauta mineral paraense.
Entre abril e junho, segmentos relevantes da indústria apresentaram variações distintas, com destaque para eletricidade e gás e para a indústria extrativa, atividade de maior peso na composição do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado. A extrativa, sozinha, responde pelo maior valor agregado da indústria paraense, somando cerca de R$ 8,28 milhões no período, o que faz com que qualquer movimento nos preços internacionais tenha impacto direto sobre o resultado agregado do setor.
O principal vetor dessa dinâmica foi o comportamento do minério de ferro. No segundo trimestre de 2025, o preço médio da commodity recuou para US$ 99,1, o menor nível desde 2024. A redução afeta o valor nominal da produção mineral, ainda que os volumes extraídos permaneçam em patamares elevados. Na prática, o desempenho do PIB industrial reflete mais a variação de preços do que mudanças estruturais na capacidade produtiva instalada no estado.
Segundo Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria da FIEPA, o resultado deve ser interpretado dentro desse contexto internacional. “O que observamos no segundo trimestre é um ajuste conjuntural. A base produtiva da indústria paraense segue sólida, mas o valor do PIB é sensível ao comportamento das commodities. Quando o preço do minério recua, o impacto aparece nos indicadores, mesmo sem alteração relevante no nível de produção física”, explica.
Essa característica ajuda a entender por que a indústria não reproduziu, no mesmo período, o ritmo observado na agropecuária, por exemplo. Enquanto o agro é influenciado por fatores internos, como clima, safra e produtividade, a indústria mineral responde majoritariamente a ciclos globais de demanda e cotação. São lógicas distintas, que explicam movimentos diferentes entre setores sem indicar perda de competitividade industrial.
No campo dos investimentos, a construção civil manteve trajetória de expansão e registrou crescimento de 19,57% no segundo trimestre, impulsionada por obras de infraestrutura e pelos projetos associados à preparação do Estado para a COP30. O avanço do segmento sinaliza a capacidade de mobilização do ambiente produtivo local, ainda que seus efeitos se distribuam ao longo do tempo e não se concentrem em um único trimestre.
Na comparação com o mesmo período de 2024, a leitura é mais favorável. A indústria contribuiu para a elevação do PIB do Pará em 5,72%, evidenciando que, apesar das oscilações de curto prazo, o setor mantém trajetória consistente no horizonte anual. A diferença entre o resultado trimestral e o anual reforça o peso do fator preço na análise econômica, sobretudo em economias com forte presença do setor mineral.
Felipe Freitas avalia que o segundo semestre tende a apresentar um ambiente mais construtivo. “As projeções indicam uma recuperação gradual dos preços do minério de ferro, o que deve se refletir no valor da produção e no desempenho do PIB industrial. Com esse movimento, a expectativa é de os números reflitam um fechamento de ano mais equilibrado para a indústria paraense”, afirma.
Os dados apontam para preços médios do minério em torno de US$ 104 no terceiro trimestre e US$ 107 no quarto trimestre, cenário que pode devolver maior tração ao setor industrial do estado ao longo de 2025.
Apesar das oscilações registradas no encerramento do ano, o mercado de trabalho formal, no recorte da indústria e construção civil paraense, terminou 2025 com saldo positivo na geração de empregos. No acumulado de janeiro a dezembro, os dois setores somaram 5.125 novas vagas com carteira assinada, mantendo o resultado positivo, ainda que em ritmo mais moderado que o observado em 2024.
O desempenho reflete uma trajetória de crescimento durante o ano. Os dados foram levantados pelo Observatório da Indústria do Pará, a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Ao longo de 2025, o mercado de trabalho apresentou desempenho mais favorável entre fevereiro e setembro, período em que houve estabilidade e crescimento moderado, com pico de 3.137 vagas em setembro. Até então, o saldo acumulado superava 15 mil postos de trabalho. No entanto, o desempenho geral do ano foi puxado pela queda nos meses de outubro (-912), novembro (-1.901) e, principalmente, dezembro (-7.793). Na comparação anual, o saldo final de 2025 ficou 54% abaixo de 2024, quando o Estado havia criado 11.147 vagas nos dois segmentos.
De acordo com as análises do Observatório, a retração de dezembro foi puxada, sobretudo, pelo setor da Construção, que perdeu 6.557 empregos formais no mês. As maiores quedas ocorreram nas atividades de Construção de Rodovias e Ferrovias (-1.645) e Construção de Edifícios (-1.143), refletindo a conclusão de etapas de grandes obras no Estado. Entre as ocupações, destacaram-se as perdas de Servente de Obras (-1.249) e Pedreiro (-485).
Em contrapartida, alguns segmentos ligados à infraestrutura básica apresentaram desempenho positivo, como Água e Esgoto (+161) e Indústrias Extrativas (+154), além de funções técnicas como Operador de Estação de Tratamento de Água (+106).
No recorte territorial, a desmobilização concentrou-se nos principais polos econômicos. Belém liderou as perdas (-1.677), seguida por Parauapebas (-1.272) e Canaã dos Carajás (-942), municípios fortemente ligados à construção civil e a grandes projetos de infraestrutura. Ainda assim, alguns municípios registraram saldos positivos, como Bragança (+70), Curuçá (+25) e Tucuruí (+24).
O último trimestre do ano foi marcado por uma retração mais intensa, fenômeno associado à sazonalidade típica do período no Pará. Em dezembro, a construção e a indústria apresentaram saldo negativo de 7.793 postos de trabalho, resultado de 7.296 admissões contra 15.089 desligamentos. O volume de contratações caiu 31,05% em relação a novembro.
Segundo o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas, esse movimento não foge do padrão histórico. “Esse comportamento é esperado. A sazonalidade do fim do ano já é observada historicamente, com encerramento de contratos e conclusão de ciclos produtivos. Em 2025, esse efeito pode ter sido mais intenso, especialmente por causa da dinâmica das obras ligadas à COP30”, explica.
Para o Observatório, os dados mostram que a dinâmica do emprego no Pará está fortemente conectada aos ciclos da construção e de grandes obras. Embora a retração de dezembro tenha reduzido o ritmo do crescimento anual, o saldo positivo de 2025 demonstra que o Estado manteve a capacidade de geração de empregos ao longo do ano.
“O desafio está em ampliar a retenção de mão de obra e reduzir a volatilidade provocada pelo encerramento concentrado de contratos, especialmente nos grandes projetos”, avalia Felipe Freitas.
TEXTO: Emilly Melo / Comunicação FIEPA
A balança comercial do Pará registrou saldo positivo no acumulado do primeiro semestre deste ano. O superávit no Estado foi de aproximadamente US$ 9,6 bilhões entre janeiro e junho de 2025, com variação positiva de 0,45% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os números são resultados dos esforços da indústria paraense para atender às demandas do comércio exterior, avalia Cassandra Lobato, gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEPA (FIEPA CIN).
No ranking das unidades federativas, o Pará se posicionou como o terceiro Estado com o maior saldo na balança comercial, ficando atrás apenas do Mato Grosso e Minas Gerais. Por valor exportado, o Pará consolidou-se na sexta colocação do país, com cerca de US$ 10,9 bilhões neste ano.
Nas categorias de exportações, os produtos considerados não tradicionais, como soja, carnes de bovinos e outros bovinos vivos, tiveram um desempenho de US$ 1,72 bilhão, enquanto os tradicionais, como pimenta, suco de frutas e pimenta, somaram US$ 294,6 milhões.
No recorte das cidades brasileiras que mais exportam, Canaã dos Carajás e Parauapebas ficaram na sexta e sétima posições, com US$ 2,8 bilhões e US$ 2,1 bilhões, respectivamente. No comparativo estadual, logo atrás aparece Barcarena (US$ 1,9 bi), Marabá (US$ 1,3 bi) e Paragominas (US$ 350,9 milhões). Belém, por outro lado, ficou em 12º lugar com US$ 112.848.200 milhões.
Apesar do desempenho positivo, o cenário do comércio exterior ainda exige atenção diante do cenário regulatório. Para Cassandra Lobato, é essencial que o ambiente de negociações internacionais preserve a estabilidade das trocas comerciais e incentive relações de longo prazo.
“É fundamental que essas decisões sejam conduzidas com equilíbrio e responsabilidade, de forma a evitar impactos desproporcionais sobre setores mais sensíveis da economia. Defendemos a manutenção de um diálogo diplomático aberto e construtivo entre os países, com o objetivo de preservar os investimentos já realizados, minimizar prejuízos e garantir a continuidade de relações comerciais historicamente consolidadas e benéficas para ambas as partes”, reforça a gerente do FIEPA CIN.
Estado registra o maior avanço industrial entre os estados, com alta de 10%
As indústrias do Pará registraram um crescimento de 10% no acumulado de janeiro a abril de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior e apresentaram o melhor resultado do país, conforme a última Pesquisa Industrial Mensal (PIM) regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), nesta quarta-feira (11/06). De acordo com o Observatório da Indústria do Pará – uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), os números refletem o dinamismo do setor industrial local, que se consolida como um dos principais motores da economia paraense.
Neste indicador, o Pará destaca-se com o melhor desempenho industrial entre as unidades federativas, posicionando-se à frente de estados do Sul, como Santa Catarina e Paraná, que ficaram na segunda e terceira colocações com 6,4% e 5,3%, respectivamente.
Os resultados foram impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas no Pará (minérios de manganês, de cobre e de ferro – em bruto ou beneficiados). Contudo, destacaram-se também, neste período, as atividades de fabricação de produtos de madeira e de metalurgia, as quais, respectivamente, apresentaram crescimento de 16,3% e 13% em relação ao mesmo período acumulado de 2024.
“O desempenho da indústria paraense neste início de ano reforça o papel estratégico do setor produtivo no estado, com destaque para segmentos que agregam valor à nossa pauta econômica, como a metalurgia e a transformação de produtos de madeira. Os dados refletem não apenas a força das indústrias extrativas, mas também uma diversificação gradual da atividade industrial no Pará”, destaca Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria da FIEPA.
Crescimento
Na avaliação dos últimos 12 meses correntes, o avanço acumulado da indústria paraense foi de 9%. Neste contexto, o grande destaque vai para a metalurgia, a qual apresentou, nos últimos 12 meses, crescimento de 20,9%.
Comparando o mês de abril deste ano com abril de 2024, a indústria paraense apresentou um crescimento de 27,3%, com destaque para a indústria extrativa, que apresentou crescimento de 32,2% em relação a abril de 2024.
Após dois meses consecutivos de crescimento, a produção industrial do Pará registrou uma leve retração de -0,8% na análise entre março e abril de 2025. O desempenho interrompe uma sequência positiva observada em fevereiro e março, quando o setor havia avançado 2,4% e 4,6%, respectivamente. Nos demais Estados, as quedas mais expressivas foram no Ceará (-3,9%); Espírito Santo (-3,5%); Rio de Janeiro (-1,9%); São Paulo (-1,7%); Mato Grosso (-1,4%) e Amazonas (-1,3%).
Na data celebrada no dia 14 de março, empresas, profissionais e instituições apresentaram e discutiram tendências e caminhos para a sustentabilidade no setor. Mineradoras de cobre, alumínio, ouro e minerais industriais, com atuação no Pará, compartilharam práticas de responsabilidade ambiental e discutiram como a mineração pode ser essencial para a transição energética.
Realizado pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), em parceria com Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o Centro das Indústrias do Pará (CIP), o Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) e o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram-PA), o evento teve o apoio da Jornada COP+, iniciativa da FIEPA que está construindo uma nova agenda econômica, social e ambiental do setor produtivo da Amazônia. Para Alex Carvalho, presidente da Fiepa e da Jornada, o debate sobre a sustentabilidade na mineração mostra o amadurecimento do setor mineral no Pará. “A mineração é um segmento muito importante e representativo para a economia, para a sociedade e para a preservação ambiental. E este é um momento para discutir o futuro e os caminhos a serem percorridos, por isso que a Jornada COP+ se faz presente. Até porque a COP vai passar, mas os bons exemplos de sustentabilidade serão perpetuados”, enfatizou.
O segmento é responsável por 4% do PIB brasileiro. Dados do Instituto Brasileiro de Mineração mostram que o setor mineral no Brasil movimentou mais de 43 bilhões de dólares em exportações e gerou mais de 221 mil empregos diretos em 2024. De acordo com o IBRAM, o enfrentamento à emergência climática e a busca pelo cumprimento do Acordo de Paris passam também pela expansão da extração e do uso de bens minerais pois, segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda em insumos minerais para a transição energética, nos próximos vinte anos, pode ser até 6 vezes maior do que a produção atual.
Para o gerente executivo do IBRAM na Amazônia, Anderson Santos, o debate sobre a sustentabilidade na mineração é uma forma de aliar o desenvolvimento às necessidades das gerações atuais e futuras. “Ter as mineradoras apresentando as ações de sustentabilidade que estão sendo praticadas é também uma forma de ajudar a desenvolver outros estados e países. A gente sequer poderia levantar a possibilidade de deixar para as gerações futuras um mundo pior do que aquele que recebemos. Então, é nosso dever buscar formas de deixar não só condições melhores, mas deixar um legado”, ressaltou.
Titular da Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal, o deputado Keninston Braga (MDB), destacou que os caminhos para a sustentabilidade na mineração são desafiadores e precisam contar com o envolvimento de diversos setores e com a criação de novas políticas. “Precisamos modernizar o nosso código minerário e temos um projeto tramitando na Câmara. O mundo hoje clama por uma economia de baixo carbono, o mundo clama por uma transição energética cada vez mais abrangente e mais forte. Não existe transição energética sem minerais críticos, não existe economia de baixo carbono sem transição energética. E nós não podemos perder a oportunidade aqui no Pará, neste ano de COP30, de dizer para todo mundo que nós queremos ser o grande protagonista dessa transição”, afirmou.
O Pará se destaca no setor mineral, é o segundo estado com maior faturamento no segmento, além de líder na produção do ferro, bauxita e ouro. Para o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Paulo Bengtson, ações de sustentabilidade no segmento têm sido cada vez mais necessárias. “O crescimento do setor traz para a sociedade um alerta para um novo tempo na mineração do Pará e do país. Nós estamos em um processo de mudanças climáticas sérias. Há anos atrás, ninguém estaria discutindo sustentabilidade, estaríamos debatendo sobre o preço da tonelada do ferro, do cobre, como aumentar as nossas exportações. E hoje, estamos discutindo como o setor mineral pode contribuir com o meio ambiente, pois é uma discussão urgente”, afirmou.
A Jornada COP+ foi idealizada pela Temple Comunicação e é realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), com apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinadora master a mineradora Vale.
Em 2024, o Centro Internacional de Negócios da FIEPA consolidou sua atuação como o maior colaborador no convênio entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a ApexBrasil, promovendo iniciativas que fortaleceram a presença do Pará no cenário global. Entre as principais ações estiveram a rodada internacional de negócios Amazon Trade e a participação de indústrias paraenses em feiras de relevância mundial, como a SIAL Paris e o Salon du Chocolat, ambos na França, além do Chocolat Festival, em Portugal.
Direcionada ao setor de alimentos e bebidas derivados da bioeconomia amazônica e brasileira, a Amazon Trade foi organizada e realizada pela FIEPA CIN, entre os dias 08 e 10 de outubro. Em formato híbrido, contou com encontros presenciais em Belém e reuniões online por meio de uma plataforma fornecida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento conectou mais de 60 empresas locais e nacionais a 11 compradores internacionais interessados em produtos do bioma amazônico. Os compradores internacionais também participaram de visitas técnicas em indústrias da bioeconomia paraense.
“O apoio às empresas, especialmente as pequenas e médias, é essencial para fortalecer a bioeconomia e promover a verticalização da produção no Pará. Essas ações não apenas ampliam o alcance dos nossos produtos, mas também diversificam as exportações e agregam valor à produção local, contribuindo diretamente para o desenvolvimento socioeconômico do estado e reforçando o protagonismo do Pará no mercado internacional”, afirma Cassandra Lobato, coordenadora executiva da FIEPA CIN.
A atuação da FIEPA CIN também incluiu a preparação de indústrias paraenses para missões internacionais promovidas pela CNI e ApexBrasil. Na SIAL Paris, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, que ocorreu entre os dias 19 e 23 de outubro, os empresários tiveram suporte em reuniões de negócios e visitas técnicas, ampliando o acesso a mercados como Europa, Oriente Médio e América do Norte.
Também em Paris, a FIEPA CIN esteve ao lado das indústrias do Pará durante a missão comercial à 29ª edição do Salon du Chocolat 2024, que aconteceu de 30 de outubro a 3 de novembro. O evento é referência mundial em culinária e pâtisserie, reunindo um público especializado do setor, além de empresas globais para a troca de experiências e networking.
Na missão comercial ORIGEM BRASIL, a FIEPA CIN forneceu suporte à 29 empresas paraenses durante Chocolat Festival Portugal, na cidade do Porto, em Portugal. A feira reúne diversos setores empresariais, entre os quais alimentos e bebidas, moda e acessórios, artigos de decoração, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Durante o evento, os empresários visitam o showroom de produtos, e participaram de encontros de negócios com potenciais compradores, importadores e distribuidores convidados dos mercados de Portugal, Espanha, Reino Unido e Holanda; além de workshops, visitas e encontros técnicos com especialistas no mercado.
“O trabalho conjunto com a FIEPA, por meio do Centro Internacional de Negócios, é fundamental para conectarmos as empresas paraenses aos mercados internacionais. Através de eventos como a Amazon Trade, conseguimos aumentar a competitividade dos produtos da bioeconomia amazônica e fomentar novas oportunidades de negócios. Essas iniciativas são cruciais para o fortalecimento das exportações brasileiras, ampliando a presença de nossos produtos em mercados estratégicos”, destaca Essio Lanfredi, gestor do Escritório Norte da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).



Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027 mostra que Logística, Construção, Manutenção e Metalmecânica serão as áreas com maior demanda por novos profissionais
Para atender a demanda da indústria do Pará nos próximos três anos, será necessário qualificar 286 mil profissionais entre 2025 e 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. O número contempla a necessidade de formação de 47 mil novos profissionais e de requalificação de 239 mil que já estão no mercado. A projeção leva em conta o crescimento da economia e do mercado de trabalho. O levantamento é elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo é uma importante ferramenta de inteligência para subsidiar as ações de planejamento de oferta do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (18), durante entrevista coletiva com o diretor do SENAI Pará, Dário Lemos, e com o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas.
Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, o estado precisará de 47 mil trabalhadores com uma nova formação para atender o ritmo de criação de empregos e a reposição de trabalhadores que deixarão o mercado de trabalho formal. As projeções para o Pará também mostram que 239 mil trabalhadores precisarão de treinamento e desenvolvimento para atualizarem as competências nas funções que já desempenham na indústria e que também são demandadas por outros setores no Brasil.
A atualização envolve o desenvolvimento de competências em dimensões como hard skills (habilidades técnicas como domínio de máquinas, equipamentos e softwares), soft skills (competências comportamentais como pensamento crítico, inteligência emocional, criatividade e inovação) e ações de saúde e segurança no trabalho (como inspeção de instalações, normas e regulamentos), para que os trabalhadores contem com as habilidades necessárias para desempenhar as funções de maneira eficaz e segura.
“A demanda por qualificação no Pará, identificada pelo Mapa do Trabalho Industrial, reflete o crescimento acelerado de setores estratégicos da economia. Estamos empenhados em preparar profissionais capacitados para atender essas necessidades e garantir que a indústria local continue a se expandir de forma competitiva e sustentável. A requalificação de trabalhadores também será essencial para que eles possam acompanhar as transformações tecnológicas e de mercado, mantendo-se relevantes e produtivos “, destaca o diretor regional do SENAI Pará, Dário Lemos.
Logística e Construção lideram em demanda por profissionais
De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, entre 2025 e 2027, as áreas com maior demanda por profissionais serão:
Metodologia do MTI 2025-2027
Para este Mapa do Trabalho Industrial, o Observatório dividiu o levantamento de dados por etapas:
As ocupações correlatas são categorizadas pelo caráter transversal e pela relevância para os diferentes setores, como cientistas de dados e engenheiros da computação.
Acesse os dados do Mapa do Trabalho Industrial na íntegra





Ação inédita do Observatório da Indústria da FIEPA projeta cenários para os próximos dez anos
O Observatório da Indústria do Pará, iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), realizou no dia 08 de agosto, a sua primeira edição do encontro “Painel de Especialistas” para identificar estratégias e propor soluções para o aprimoramento e desenvolvimento da indústria. O painel em Belém foi direcionado ao setor da construção, um dos que mais empregam no Estado, sendo responsável por injetar quase R$ 9 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) paraense.
Promovido em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria, da Confederação Nacional de Indústria (CNI), o painel em Belém reuniu especialistas, sindicatos da indústria, empresários e acadêmicos para trocas de experiências e discussões prospectivas focadas em análises e projeções para os próximos cinco a dez anos, permitindo a identificação de tendências e demandas estratégicas do setor. Segundo Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria do Pará, o painel é uma iniciativa importante para subsidiar o trabalho desenvolvido pela Federação junto às indústrias, e no atendimento às demandadas de toda a cadeia produtiva do setor da construção civil, no Estado.
“A cadeia produtiva da construção foi escolhida por seu papel essencial no desenvolvimento socioeconômico do Pará, destacando-se pela capacidade de gerar empregos e contribuir estrategicamente para a infraestrutura e habitação do Estado. O painel permitiu que grupos de trabalho qualificados analisassem o cenário local e global, propondo estratégias para fortalecer o setor, elevar a competitividade e preparar a mão de obra para desafios futuros e os resultados obtidos vão atualizar os serviços do Sistema FIEPA e orientar novos cursos para atender as demandas das indústrias locais, numa perspectiva de médio e longo prazos”, afirmou Freitas.
Para Fabrizio Gonçalves, presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon/PA), o painel foi um marco para a construção civil, reunindo dados essenciais sobre meio ambiente, economia e crescimento. “Esses dados detalhados vão fornecer uma base sólida para que o nosso sindicato tome decisões mais seguras e bem embasadas, fortalecendo a capacidade das nossas empresas de prosperarem. Nesse sentido, o painel trará um novo nível de precisão e visão estratégica, essencial para o desenvolvimento sustentável da construção civil no Estado do Pará. Juntos, podemos transformar essas informações em ações concretas, contribuindo para o avanço da nossa indústria e, consequentemente, para o crescimento econômico da região. Este é o nosso compromisso com o futuro da indústria da construção”, afirmou o presidente do Sinduscon.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Marcello Pio, que também é responsável pelo Núcleo de Prospectiva do Observatório Nacional da Indústria, afirma que o evento serviu para posicionar o Observatório da Indústria do Pará, como um importante centro de conhecimento para as empresas locais. “Como uma das primeiras iniciativas do Observatório, esse evento foi essencial para posicioná-lo como um centro de conhecimento estratégico para as empresas e para todo o Sistema FIEPA. Porque não se trata apenas de fornecer dados, mas de transformá-los em conhecimento útil para o planejamento estratégico e a tomada de decisões. E como uma ação voltada para a prospectiva e estudos de futuro, isso é fundamental para que as empresas possam se preparar para novas demandas, tanto de mão de obra quanto de planejamento”.
Metodologia
Os painéis de especialistas são encontros estruturados que buscam a interação entre especialistas para alcançar um determinado grau de consenso sobre um dado conjunto de dados/informações ou cenários/temas investigados.
Sua estruturação passa pela aplicação de questionários ou perguntas previamente concebidas, além do estabelecimento de regras específicas de trabalho. Tem como principal objetivo identificar as possíveis ações estratégicas e futuras demandas empresariais por soluções educacionais e serviços, em um horizonte temporal de 5 a 10 anos e as tendências para o setor ou segmento em questão.
Os resultados obtidos são utilizados para a elaboração de ações para o desenvolvimento setorial, defesa de interesses da indústria e atualização de portfólios das entidades do Sistema Indústria.
Principais produtos gerados no Painel de Especialistas:







Indústria extrativa e de produtos de madeira impulsionaram o resultado
Em agosto, o Pará registrou o segundo melhor desempenho na produção industrial do país, com um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2023, superando a média nacional de 2,2%. O estado ficou atrás apenas do Ceará, que alcançou 17,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, o estado também registrou avanço, com um índice positivo de 6,9%. Os dados são do Observatório da Indústria do Pará, da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), obtidos junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Felipe Freitas, gerente do Observatório, analisa que o crescimento da produção industrial no Estado foi impulsionado pela indústria extrativa que apresentou variação positiva de 18,8% e pelo setor de fabricação de produtos de madeira, que também avançou 14,8% no período. Segundo ele, outros setores também influenciaram o bom desempenho da indústria paraense. “Olhando para os resultados acumulados de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período de 2023, os destaques já são dos setores de metalurgia e de fabricação de produtos alimentícios, que apresentaram, respectivamente, variações positivas de 17% e 8,8%. É importante pontuar que o crescimento da produção industrial, usualmente, vem acompanhado do aumento da empregabilidade. Como exemplos desse padrão de tendência temos a indústria extrativa e de fabricação de alimentos, que nos últimos sete meses geraram 1.041 e 1.210 novos empregos, respectivamente, no nosso Estado”, analisou Freitas.
Os dados do Observatório também apontam que, no comparativo entre os meses de agosto e julho de 2024, a produção industrial do Pará apresentou uma queda de -3,5% o que, segundo Freitas, não impacta no desempenho geral do Estado. “Embora no comparativo mensal entre agosto e julho a produção industrial do Pará tenha ficado abaixo da média nacional, que foi de 0,1%, o desempenho acumulado ao longo de 2024 foi positivo, com um crescimento de 4,5%, ocupando a quarta colocação no ranking nacional”, explica.
“Apesar das dificuldades regionais, o Pará tem mostrado resiliência e mantido uma posição de destaque no cenário nacional, com avanços que superam a média do país. São índices que refletem um cenário de recuperação da nossa indústria, assim como a importância estratégica do setor para o fortalecimento da economia local, gerando oportunidades e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico, principalmente, pelo seu grande potencial na geração de empregos”, afirma o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.