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Produtividade – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Israel quer ampliar relação comercial com o Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/06/25/israel-quer-ampliar-relacao-comercial-com-o-para/ Tue, 25 Jun 2024 18:16:42 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13360

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 25/06 a visita do embaixador de Israel, Daniel Zohar Zonahine. O objetivo da reunião, solicitada pelo diplomata, foi conhecer as possibilidades de cooperação econômica entre o país e o Estado do Pará, além das necessidades e preparações para a COP 30, que ocorrerá em Belém, em 2025. O encontro aconteceu no Observatório da Indústria, na sede da Federação, em Belém.

Segundo dados apresentados pelo Centro Internacional de Negócios (FIEPA/CIN) durante a reunião, entre os estados brasileiros, o Pará é o quarto que mais exporta para Israel. Em 2023, foram US$ 74 milhões, com destaque para a exportação de produtos como carnes, soja e semente de gergelim. Nos últimos dez anos, essas exportações apresentaram um crescimento de 785%. Em contrapartida, entre cloreto de potássio, superfosfato, aparelhos e máquinas, o Estado comprou US$ 102 milhões de Israel, que hoje aparece como o 26º no ranking de países compradores de produtos do Estado.

Para o vice-presidente executivo da federação, Clóvis Carneiro, que conduziu a reunião em Belém, o Estado do Pará e Israel têm muito a colaborar economicamente, seja por meio das exportações, seja pelo intercâmbio de inovação e tecnologia para a indústria. “Nós temos interesse em tecnologias para a indústria 4.0, já que Israel é muito adiantado na parte de softwares de gestão e de produtividade industrial, e interesse na indústria de saneamento, pela questão social toda existente na Amazônia e no tratamento de efluentes industriais, que em Israel também é um setor bem avançado. E aqui, nas nossas exportações, podemos ainda ampliar a venda de carnes e cereais porque nós temos uma boa possibilidade de crescimento no comércio internacional nessas áreas”, avaliou Clóvis Carneiro.

Pela primeira vez no Pará, o embaixador de Israel, Daniel Zohar Zonahine, afirmou que a visita à FIEPA serviu para conhecer a economia do Estado e as oportunidades que devem surgir com a COP 30. “Entre as metas da minha visita, foi conhecer e entender melhor algumas das coisas que acontecem aqui, do ponto de vista da economia, e as possibilidades, o potencial de cooperação entre Israel e o Estado de Pará e com um especial enfoque sobre assuntos de COP 30, seja do movimento de Israel na área de sustentabilidade, de preservação de floresta e crédito de carbono e coisas que se deve fazer como a infraestrutura e a logística de hospedagem da COP 30. Este encontro aqui na sede da FIEPA foi interessante e acredito que teremos muitas ligações e contatos para o futuro para melhorar nossa aproximação”, explicou o diplomata.

O encontro contou com as presenças de empresários, presidentes dos sindicatos industriais, do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA, do Centro das Indústrias do Pará, além de gestores da FIEPA, SESI, SENAI e Centro Internacional de Negócios (FIEPA/CIN).

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Empresas paraenses podem participar do programa Brasil + Produtivo https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/05/07/empresas-paraenses-podem-participar-do-programa-brasil-produtivo/ Tue, 07 May 2024 20:47:08 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13220

Até o final do ano, empresas paraenses de micro, pequeno e médio portes do setor industrial poderão se inscrever no programa Novo Brasil Mais Produtivo. De iniciativa do Governo Federal e executado no estado pelo SENAI, o Programa visa otimizar processos, aumentar a produtividade e promover a transformação digital nas empresas.

A expectativa é chegar a um total de 96 empresas atendidas, apenas no Pará, até o final de 2024. O programa prevê destinar, nos próximos quatro anos, R$ 2 bilhões para investir na melhoria da produtividade das micro, pequenas e médias (MPME) empresas nacionais.

Lançado em novembro do ano passado, o programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em uma parceria inédita entre o SENAI, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa Brasileira de Inovação Industrial (Embrapii) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).

Na indústria, a retomada do Programa Brasil Mais Produtivo está associada ao movimento da neoindustrialização, proposto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo MDIC. O objetivo é trabalhar para assegurar a retomada do processo de modernização e evolução da indústria, enfatizando inovação, compromisso ambiental e integração com cadeias produtivas internacionais.

As empresas interessadas em participar dessa jornada de transformação digital poderão participar do novo Brasil Mais Produtivo por meio do site do MDIC (https://brasilmaisprodutivo.mdic.gov.br/), onde serão direcionadas para as modalidades do programa.

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Inteligência artificial aumenta produtividade e segurança na indústria https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/08/21/inteligencia-artificial-aumenta-produtividade-e-seguranca-na-industria/ Mon, 21 Aug 2023 19:31:20 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13203

Hoje, uma dúvida entre os profissionais é se um dia serão totalmente substituídos por máquinas em suas funções e se tornarão obsoletos e sem emprego. É fácil entender esse pensamento quando, nos últimos anos, a tecnologia de ponta tem se tornado mais acessível e eficiente, levando empresas a investirem cada vez mais em ferramentas como a Inteligência Artificial (AI) e robôs, para melhorar resultados de automação e os processos produtivos.

A inteligência artificial, pertencente ao campo da ciência da computação, busca criar sistemas e algoritmos capazes de realizar tarefas onde normalmente se exigiria o intelecto humano. Sua utilização envolve principalmente o desenvolvimento de algoritmos de aprendizagem de máquina e redes neurais, capazes de serem treinados em grandes quantidades de dados para realizarem tarefas complexas, tornando-as menos repetitivas e mais eficientes.

Segundo o artigo “Inteligência Artificial: o uso da robótica na indústria 4.0” — publicado em 2021 pelos pesquisadores Hudson Amaral e Angelita Gasparotto na Revista Interface Tecnológica — em países como o Brasil e o México, os robôs industriais possuem grande utilidade e são até mesmo responsáveis por mudar significativamente a cadeia produtiva, transformando projetos, fabricação de produtos, estrutura das empresas e a comunicação entre clientes e fornecedores. A robótica no ambiente fabril também tem sido usada para evitar a permanência humana em locais perigosos e insalubres.

No atual cenário, as automações adquiridas por meio da IA e da robótica nos setores industriais não representam a substituição total da mão de obra humana, mas sim uma soma de eficiência e eficácia para os processos nos quais essas tecnologias são empregadas. No Pará, onde a indústria é responsável por 34,3% do PIB do Estado, essa relação amistosa entre humanos e tecnologia está se tornando realidade. Um dos exemplos é a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que está implantando tecnologia de ponta no resfriamento de suas turbinas. Outro caso de sucesso é a utilização da inteligência artificial pela indústria mineral, importante atividade econômica do Estado.

UHE DE TUCURUÍ

Para modernizar e digitalizar os processos no sistema de resfriamento das unidades geradoras de energia, em Tucuruí, a central hidrelétrica está implementando o Sistema de Resfriamento Inteligente (SiRI). O projeto foi idealizado em novembro de 2020, durante a I Maratona de Inovação Tecnológica da Diretoria de Operação da Eletronorte, em parceria com o SENAI e o Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM), que conta com uma equipe de Indústria 4.0 especializada em criar softwares e algoritmos de inteligência artificial, seguindo as exigências do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica da ANEEL.

Iniciado em fevereiro de 2022, o projeto piloto será executado durante três anos. Ao ser instalado, o sistema atuará diretamente em quatro turbinas para evitar o superaquecimento dos ativos, desligamentos forçados, impactos na geração de energia e o desgaste prematuro dos equipamentos. A tecnologia emitirá ainda informações em tempo real, permitindo a realização da manutenção preditiva, ou seja, antes do problema ocorrer.

“O uso de inteligência artificial no desenvolvimento e resultado do projeto proporcionará um ambiente controlado, muito mais eficiente e seguro aos equipamentos, trabalhadores e processos de resfriamento”, considera Camila Corassa de Ávila, gerente do projeto pela Eletronorte.

Segundo o diretor do ISI-TM, Adriano Lucheta, o sistema de resfriamento permitirá a antecipação de falhas e vai garantir mais segurança operacional e aumento da produtividade. “Aqui, no Instituto, projetos com uso de inteligências artificiais são voltados principalmente para as áreas de gestão e manutenção, como é o caso da Eletronorte. Mas é também possível fazer o emprego dessas ferramentas para garantir a saúde e a segurança do trabalhador, algo de extrema importância para qualquer empresa”, explica Lucheta.

IA E MINERAÇÃO

No campo da mineração, as inteligências artificiais já são recursos fundamentais nas etapas de extração, processamento e venda dos produtos. Isso se dá pela maior interação entre trabalhadores e a tecnologia, que proporciona benefícios como eficiência e segurança no trabalho. É possível, por exemplo, usar um equipamento para monitorar um processo na mina sem estar presencialmente em meio às grandes máquinas de britagem, reduzindo risco de acidentes. Tarefas como carregamento de caminhões, navios ou trens, que antes eram diretamente executadas por pessoas, hoje são feitas de forma remota via computadores, o que resultou em uma maior otimização de tempo e, consequentemente, maior lucratividade para a indústria.

O cientista do ISI-TM, Bruno Ferreira, destaca que o uso da Inteligência Artificial possibilita processar dados acumulados, analisar informações e criar métricas capazes de entender os novos cenários. “Muitas empresas possuem planilhas de Excel preenchidas manualmente. Então, a Indústria 4.0 chega para otimizar legados de 10 ou 20 anos que estão acumulados, por exemplo, para fazer análise de como era no passado, como tem evoluído e, talvez assim, tentar prever o futuro”, afirma.

Para o engenheiro de controle e automação do ISI-TM, Tarcísio Pinheiro, uma das principais características da Indústria 4.0 é a captação na nuvem. “Com essas tecnologias, você pode transferir os dados para que eles não fiquem mais restritos a determinados locais ou empresas. Eles saem de lá e acabam sendo compartilhados para melhorar logística e resolver gargalos de produção”, explica.

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