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Sedeme – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:48:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Debate sobre sustentabilidade e transição energética marca Dia Estadual da Mineração no Pará  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/debate-sobre-sustentabilidade-e-transicao-energetica-marca-dia-estadual-da-mineracao-no-para/ Mon, 24 Mar 2025 12:43:59 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14054

Na data celebrada no dia 14 de março, empresas, profissionais e instituições apresentaram e discutiram tendências e caminhos para a sustentabilidade no setor. Mineradoras de cobre, alumínio, ouro e minerais industriais, com atuação no Pará, compartilharam práticas de responsabilidade ambiental e discutiram como a mineração pode ser essencial para a transição energética.

Realizado pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), em parceria com Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o Centro das Indústrias do Pará (CIP), o Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) e o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram-PA), o evento teve o apoio da Jornada COP+, iniciativa da FIEPA que está construindo uma nova agenda econômica, social e ambiental do setor produtivo da Amazônia. Para Alex Carvalho, presidente da Fiepa e da Jornada, o debate sobre a sustentabilidade na mineração mostra o amadurecimento do setor mineral no Pará. “A mineração é um segmento muito importante e representativo para a economia, para a sociedade e para a preservação ambiental. E este é um momento para discutir o futuro e os caminhos a serem percorridos, por isso que a Jornada COP+ se faz presente. Até porque a COP vai passar, mas os bons exemplos de sustentabilidade serão perpetuados”, enfatizou.

O segmento é responsável por 4% do PIB brasileiro. Dados do Instituto Brasileiro de Mineração mostram que o setor mineral no Brasil movimentou mais de 43 bilhões de dólares em exportações e gerou mais de 221 mil empregos diretos em 2024. De acordo com o IBRAM, o enfrentamento à emergência climática e a busca pelo cumprimento do Acordo de Paris passam também pela expansão da extração e do uso de bens minerais pois, segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda em insumos minerais para a transição energética, nos próximos vinte anos, pode ser até 6 vezes maior do que a produção atual.

Para o gerente executivo do IBRAM na Amazônia, Anderson Santos, o debate sobre a sustentabilidade na mineração é uma forma de aliar o desenvolvimento às necessidades das gerações atuais e futuras. “Ter as mineradoras apresentando as ações de sustentabilidade que estão sendo praticadas é também uma forma de ajudar a desenvolver outros estados e países. A gente sequer poderia levantar a possibilidade de deixar para as gerações futuras um mundo pior do que aquele que recebemos. Então, é nosso dever buscar formas de deixar não só condições melhores, mas deixar um legado”, ressaltou.

Titular da Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal, o deputado Keninston Braga (MDB), destacou que os caminhos para a sustentabilidade na mineração são desafiadores e precisam contar com o envolvimento de diversos setores e com a criação de novas políticas. “Precisamos modernizar o nosso código minerário e temos um projeto tramitando na Câmara. O mundo hoje clama por uma economia de baixo carbono, o mundo clama por uma transição energética cada vez mais abrangente e mais forte. Não existe transição energética sem minerais críticos, não existe economia de baixo carbono sem transição energética. E nós não podemos perder a oportunidade aqui no Pará, neste ano de COP30, de dizer para todo mundo que nós queremos ser o grande protagonista dessa transição”, afirmou.

O Pará se destaca no setor mineral, é o segundo estado com maior faturamento no segmento, além de líder na produção do ferro, bauxita e ouro. Para o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Paulo Bengtson, ações de sustentabilidade no segmento têm sido cada vez mais necessárias. “O crescimento do setor traz para a sociedade um alerta para um novo tempo na mineração do Pará e do país. Nós estamos em um processo de mudanças climáticas sérias. Há anos atrás, ninguém estaria discutindo sustentabilidade, estaríamos debatendo sobre o preço da tonelada do ferro, do cobre, como aumentar as nossas exportações. E hoje, estamos discutindo como o setor mineral pode contribuir com o meio ambiente, pois é uma discussão urgente”, afirmou.

A Jornada COP+ foi idealizada pela Temple Comunicação e é realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), com apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinadora master a mineradora Vale.

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Sistema FIEPA supera desafios e avança no atendimento às indústrias do Estado  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/sistema-fiepa-supera-desafios-e-avanca-no-atendimento-as-industrias-do-estado/ Mon, 23 Dec 2024 12:07:06 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14017
O ano de 2024 foi marcado por desafios e conquistas para o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA). Em dezembro, a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que restabeleceu a diretoria eleita trouxe estabilidade à entidade, permitindo a continuidade de ações estratégicas. Apesar do contratempo, a entidade faz um balanço positivo das iniciativas realizadas durante o ano para promover a sustentabilidade, a inovação e a competitividade da indústria da Amazônia. Também destaca o protagonismo alcançado frente aos principais debates relacionados ao desenvolvimento socioeconômico da região.

“Foi um ano atípico, que exigiu de todos um esforço extra para que a nossa Federação se mantivesse firme em seu propósito de entregar o melhor atendimento e as melhores soluções para a indústria e para a população do nosso Estado. Felizmente, restauramos o clima de harmonia, o bem-estar e a estabilidade necessários para darmos prosseguimento ao trabalho sério, que ao longo dos anos vem sendo construído por pessoas muito competentes, e que faz dessa entidade uma referência no apoio à indústria, com projetos inovadores, e na busca por melhores condições socioeconômicas para o nosso Estado.” – Alex Carvalho, presidente do Sistema FIEPA.

Entre os avanços, o mais recente foi a conquista do primeiro lugar no Prêmio de Excelência Sindical 2024, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no qual a FIEPA foi a única a inscrever 13 projetos, chegando à final com quatro cases voltados ao fortalecimento do setor sindical e das indústrias paraenses. Ainda no primeiro semestre, a FIEPA, o SESI, o SENAI e o IEL receberam a certificação global Great Place To Work, que reconhece o compromisso das empresas com uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação.

“São reconhecimentos importantes que reafirmam o papel do Sistema FIEPA como uma liderança sólida no Estado e referência nacional no fortalecimento dos seus sindicatos, na prestação de serviços inovadores e no impulso da indústria do Norte do país.” – Alex Carvalho, presidente do Sistema FIEPA.

Na área de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), o SESI conquistou o 3º lugar no Prêmio de Boas Práticas em Mineração, com o robô de inspeção veicular “Jabuti”. No campo da educação, realizou um feito inédito com três escolas certificadas simultaneamente pelo Microsoft Showcase Schools, pelo uso de tecnologias inovadoras para melhorar a aprendizagem e gestão escolar. No período, cinco escolas SESI do Pará receberam o Selo de Qualidade do Programa SESI de Gestão Escolar (PSGE), e escolas municipais conveniadas ao SESI também obtiveram desempenho positivo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Outro avanço foi a implementação da robótica educacional em comunidades indígenas de Altamira e Vitória do Xingu.

Em outubro, como já é tradição, o Teatro do SESI promoveu o Festival SESI Cultura de Fé, iniciativa que nasceu com o objetivo de reforçar o fomento à cultura e ao entretenimento. Em 2024, a programação foi ampliada para englobar, além de espetáculos teatrais e shows musicais, uma rodada de painéis com profissionais locais e nacionais para discutir a economia criativa.

Em 2024, o SENAI Pará registrou quase 84 mil matrículas em cursos de qualificação profissional, superando a meta de 70 mil, das quais 57.355 foram gratuitas. Além disso, o Mundo SENAI 2024 atraiu quase 26 mil visitantes, enquanto as unidades móveis ampliaram o atendimento educacional pelo estado. Outra iniciativa importante foi a criação de um polo avançado de formação profissional em Ourilândia do Norte, no sul do Pará, com o objetivo de fortalecer a indústria local.

“No decorrer desse ano, reafirmamos nosso compromisso com a inclusão social e a geração de emprego com ações voltadas para indígenas, quilombolas, e para garantir maior autonomia econômica para as mulheres. Fortalecemos parcerias que resultaram em ações de extrema relevância tanto na área da educação básica quanto na qualificação profissional, com cases de sucesso como a ‘Escola de Eletricistas’ em parceria com a Equatorial, o ‘Capacita COP 30’ do Governo do Estado, que qualificou mais de mil alunos, o ‘Donas de Si’ com a prefeitura de Belém, que já certificou mais 500 mulheres, e a parceria com o Governo Federal para cadastrar empresas no Brasil Mais Produtivo.” – Dário Lemos, diretor do SENAI/PA e superintendente do SESI/PA.

De forma complementar, com ações direcionadas à preparação e inserção de jovens talentos no mercado de trabalho, o IEL superou os números de 2023 e regularizou mais de 2.500 estagiários em empresas do Estado. Além disso, o Pará se destacou conquistando o segundo lugar na etapa nacional do Prêmio IEL de Talentos. Na área de gestão empresarial, o Instituto focou no aperfeiçoamento de indústrias sindicalizadas da FIEPA, por meio de consultorias do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi). Também foi um ano de expansão das ações de capacitação na modalidade in company, com cursos realizados em indústrias dos principais polos econômicos do Estado.

Ainda no âmbito da bioeconomia, o Sistema FIEPA inaugurou a “Vitrine da Indústria na Amazônia”, um espaço criado para destacar o melhor da produção industrial regional, conectando inovação, sustentabilidade e desenvolvimento.

“Com o apoio fundamental da FIEPA, conseguimos avançar em várias frentes. Nossa participação na FIPA foi um marco importante, pois aproximou as empresas e deu mais visibilidade ao nosso trabalho. A credibilidade conquistada atraiu novas empresas, e conseguimos implementar capacitações que resultaram na aprovação de contrapartidas importantes para o setor. A parceria com o IEL, SENAI e SESI foi essencial para o nosso planejamento estratégico. A consultoria nos apontou áreas de melhoria, e retomaremos nossas atividades em janeiro com novo fôlego, além de parcerias para apoiar o crescimento das empresas.” – Fátima Chamma, empresária e vice-presidente do Sinquifarma.

Na área de inteligência de negócios, a inauguração do Observatório da Indústria foi um marco para a Federação e para as indústrias do Estado, oferecendo informações para a tomada de decisão no setor produtivo.

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