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SENAI – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Comitiva da CNI visita espaços da COP em Belém  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/comitiva-da-cni-visita-espacos-da-cop-em-belem/ Mon, 24 Mar 2025 12:39:18 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14051 Representantes da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) visitaram, no dia 18 de março, os espaços que receberão a programação da Conferência das Nações Unidas sobre o clima, a COP 30, em novembro. A visita foi acompanhada por integrantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e da Jornada COP+.

A CNI estará presente na Conferência a partir da Sustainable Business COP 30, a SB COP, iniciativa que quer garantir o papel do setor privado nas negociações climáticas globais. O secretário-executivo da SB COP e superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bontempo, destacou a importância do projeto para uma nova agenda na indústria. “A SB COP é uma oportunidade dentro de todo esse ambiente de mostrar que a indústria, ela é parte da solução climática. Nas COPs podemos mostrar o que as empresas têm feito para a transição para uma economia de baixo carbono”, enfatizou.

Os propósitos da SB COP estão alinhados à Jornada COP+, movimento coletivo pela transição energética justa e desenvolvimento sustentável da Amazônia realizado pela FIEPA. Para o presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da Federação, Deryck Martins, todas as ações caminham para um objetivo comum: a participação qualificada da indústria frente à agenda climática global. “Tanto a Jornada COP+, quanto a SB COP têm esse marco da Conferência 30, mas continuam pra além dela. Principalmente com o objetivo de que a indústria alcance uma economia de baixo carbono, que a gente tenha uma indústria cada vez mais adequada às agendas climáticas, aos desafios globais que são colocados”, destacou.

O primeiro local visitado foi o Parque da Cidade. O espaço com mais de 552 mil m2 e que abrigava um antigo aeroclube está sendo construído para ser o principal palco da conferência. A obra que contém equipamentos como áreas esportivas, espaços de economia criativa, teatro, centros de gastronomia e ecoturismo terá soluções sustentáveis como sistema de reuso de água, energia solar e jardins filtrantes para o sistema de esgoto.

Responsável pela apresentação do espaço, a gerente de Meio ambiente e Relacionamento da Vale, Daniela Genu, destacou a importância de receber a comitiva. “Além de acompanharem todo o processo da obra, os visitantes trazem para a gente também um outro olhar, com outras ideias, outras propostas que quando é possível a gente inclui no projeto”, afirmou.

A equipe da Fiepa também apresentou para a comitiva da CNI as dependências do Teatro do Sesi, do Sesi Almirante Barroso e do Senai Getúlio Vargas. Os espaços devem receber programações da indústria durante a Cop 30. “Estamos muito felizes em poder contribuir com todas as ideias, com toda a inovação e tudo que a indústria vai trazer para que essa seja uma das melhores Cops”, destacou Elen Néris, gestora executiva da Jornada Cop+.

A Jornada COP+ tem o apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinadora master a mineradora Vale.

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Sistema FIEPA supera desafios e avança no atendimento às indústrias do Estado  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/sistema-fiepa-supera-desafios-e-avanca-no-atendimento-as-industrias-do-estado/ Mon, 23 Dec 2024 12:07:06 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14017
O ano de 2024 foi marcado por desafios e conquistas para o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA). Em dezembro, a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que restabeleceu a diretoria eleita trouxe estabilidade à entidade, permitindo a continuidade de ações estratégicas. Apesar do contratempo, a entidade faz um balanço positivo das iniciativas realizadas durante o ano para promover a sustentabilidade, a inovação e a competitividade da indústria da Amazônia. Também destaca o protagonismo alcançado frente aos principais debates relacionados ao desenvolvimento socioeconômico da região.

“Foi um ano atípico, que exigiu de todos um esforço extra para que a nossa Federação se mantivesse firme em seu propósito de entregar o melhor atendimento e as melhores soluções para a indústria e para a população do nosso Estado. Felizmente, restauramos o clima de harmonia, o bem-estar e a estabilidade necessários para darmos prosseguimento ao trabalho sério, que ao longo dos anos vem sendo construído por pessoas muito competentes, e que faz dessa entidade uma referência no apoio à indústria, com projetos inovadores, e na busca por melhores condições socioeconômicas para o nosso Estado.” – Alex Carvalho, presidente do Sistema FIEPA.

Entre os avanços, o mais recente foi a conquista do primeiro lugar no Prêmio de Excelência Sindical 2024, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no qual a FIEPA foi a única a inscrever 13 projetos, chegando à final com quatro cases voltados ao fortalecimento do setor sindical e das indústrias paraenses. Ainda no primeiro semestre, a FIEPA, o SESI, o SENAI e o IEL receberam a certificação global Great Place To Work, que reconhece o compromisso das empresas com uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação.

“São reconhecimentos importantes que reafirmam o papel do Sistema FIEPA como uma liderança sólida no Estado e referência nacional no fortalecimento dos seus sindicatos, na prestação de serviços inovadores e no impulso da indústria do Norte do país.” – Alex Carvalho, presidente do Sistema FIEPA.

Na área de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), o SESI conquistou o 3º lugar no Prêmio de Boas Práticas em Mineração, com o robô de inspeção veicular “Jabuti”. No campo da educação, realizou um feito inédito com três escolas certificadas simultaneamente pelo Microsoft Showcase Schools, pelo uso de tecnologias inovadoras para melhorar a aprendizagem e gestão escolar. No período, cinco escolas SESI do Pará receberam o Selo de Qualidade do Programa SESI de Gestão Escolar (PSGE), e escolas municipais conveniadas ao SESI também obtiveram desempenho positivo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Outro avanço foi a implementação da robótica educacional em comunidades indígenas de Altamira e Vitória do Xingu.

Em outubro, como já é tradição, o Teatro do SESI promoveu o Festival SESI Cultura de Fé, iniciativa que nasceu com o objetivo de reforçar o fomento à cultura e ao entretenimento. Em 2024, a programação foi ampliada para englobar, além de espetáculos teatrais e shows musicais, uma rodada de painéis com profissionais locais e nacionais para discutir a economia criativa.

Em 2024, o SENAI Pará registrou quase 84 mil matrículas em cursos de qualificação profissional, superando a meta de 70 mil, das quais 57.355 foram gratuitas. Além disso, o Mundo SENAI 2024 atraiu quase 26 mil visitantes, enquanto as unidades móveis ampliaram o atendimento educacional pelo estado. Outra iniciativa importante foi a criação de um polo avançado de formação profissional em Ourilândia do Norte, no sul do Pará, com o objetivo de fortalecer a indústria local.

“No decorrer desse ano, reafirmamos nosso compromisso com a inclusão social e a geração de emprego com ações voltadas para indígenas, quilombolas, e para garantir maior autonomia econômica para as mulheres. Fortalecemos parcerias que resultaram em ações de extrema relevância tanto na área da educação básica quanto na qualificação profissional, com cases de sucesso como a ‘Escola de Eletricistas’ em parceria com a Equatorial, o ‘Capacita COP 30’ do Governo do Estado, que qualificou mais de mil alunos, o ‘Donas de Si’ com a prefeitura de Belém, que já certificou mais 500 mulheres, e a parceria com o Governo Federal para cadastrar empresas no Brasil Mais Produtivo.” – Dário Lemos, diretor do SENAI/PA e superintendente do SESI/PA.

De forma complementar, com ações direcionadas à preparação e inserção de jovens talentos no mercado de trabalho, o IEL superou os números de 2023 e regularizou mais de 2.500 estagiários em empresas do Estado. Além disso, o Pará se destacou conquistando o segundo lugar na etapa nacional do Prêmio IEL de Talentos. Na área de gestão empresarial, o Instituto focou no aperfeiçoamento de indústrias sindicalizadas da FIEPA, por meio de consultorias do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi). Também foi um ano de expansão das ações de capacitação na modalidade in company, com cursos realizados em indústrias dos principais polos econômicos do Estado.

Ainda no âmbito da bioeconomia, o Sistema FIEPA inaugurou a “Vitrine da Indústria na Amazônia”, um espaço criado para destacar o melhor da produção industrial regional, conectando inovação, sustentabilidade e desenvolvimento.

“Com o apoio fundamental da FIEPA, conseguimos avançar em várias frentes. Nossa participação na FIPA foi um marco importante, pois aproximou as empresas e deu mais visibilidade ao nosso trabalho. A credibilidade conquistada atraiu novas empresas, e conseguimos implementar capacitações que resultaram na aprovação de contrapartidas importantes para o setor. A parceria com o IEL, SENAI e SESI foi essencial para o nosso planejamento estratégico. A consultoria nos apontou áreas de melhoria, e retomaremos nossas atividades em janeiro com novo fôlego, além de parcerias para apoiar o crescimento das empresas.” – Fátima Chamma, empresária e vice-presidente do Sinquifarma.

Na área de inteligência de negócios, a inauguração do Observatório da Indústria foi um marco para a Federação e para as indústrias do Estado, oferecendo informações para a tomada de decisão no setor produtivo.

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FIEPA Redes promove fóruns estratégicos no Pará e fortalece mercado industrial https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/fiepa-redes-promove-foruns-estrategicos-no-para-e-fortalece-mercado-industrial/ Mon, 23 Dec 2024 11:50:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13996

Entre os dias 6 e 8 de novembro, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio da Redes, realizou uma série de fóruns em cidades estratégicas do Estado, como Itaituba, Canaã dos Carajás e Altamira. Os eventos reuniram empresários, autoridades e profissionais para debater desenvolvimento sustentável, inovação, geração de empregos e competitividade industrial, com destaque para as oportunidades criadas pela proximidade da COP 30.

Em Itaituba, o fórum “Fortalecendo o Mercado Industrial na Amazônia” discutiu eficiência operacional, sustentabilidade e marketing digital, destacando soluções práticas para o fortalecimento do setor. Em parceria com instituições como Brazauro Recursos Minerais, da Associação Empresarial, Comercial e Industrial de Itaituba (ACEII) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o evento integrou a Jornada COP+, iniciativa da FIEPA voltada para transformar o mercado local por meio de uma nova agenda econômica, social e ambiental, e apresentou iniciativas para capacitação profissional e integração de empresários locais às cadeias produtivas. Paulo Loch, consultor de negócios da Redes FIEPA em Itaituba, destacou a importância do evento para que os empresários consigam vencer desafios e aproveitar as oportunidades que devem surgir com a COP 30. “O desenvolvimento industrial traz desafios e grandes oportunidades para toda a Amazônia. Com a proximidade da COP 30, é fundamental que os empresários estejam preparados para aproveitar essas oportunidades. O fórum mostrou soluções práticas para melhorar a eficiência operacional e aumentar a competitividade, gerando empregos e qualidade de vida”, afirmou o consultor da FIEPA Redes.

Já em Canaã dos Carajás, o “Fórum da Mineração – Desenvolvimento e Sustentabilidade” reuniu mais de 400 participantes durante a FENECAN, destacando o papel do setor mineral no fortalecimento da economia local. Três painéis temáticos abordaram compras locais, empregabilidade e responsabilidade social, com a participação de empresas como Vale, Oz Minerals e ERO Brasil Tucumã. “Para nós, da Oz Minerals, é essencial participar destes eventos, pois são uma oportunidade de compartilhar experiências e apresentar as oportunidades que nossos projetos de mineração trazem para a região. Estamos comprometidos com o desenvolvimento local e buscamos gerar impactos positivos para a comunidade em que atuamos. Vemos o evento como uma chance de fortalecer parcerias, identificar novos talentos e consolidar fornecedores locais, colaborando para o sucesso sustentável das nossas operações”, afirmou Bianca Cabral, coordenadora de Licenciamento Ambiental de Projetos da Oz Minerals.

Fechando a programação, Altamira sediou o “1º Fórum de Oportunidades do Xingu: Fortalecendo o Mercado Industrial na Amazônia”, em parceria com a Norte Energia e Belo Sun. O evento abordou temas como empregabilidade, responsabilidade social e capacitação, além de apresentar aos empresários os benefícios de integrar a Plataforma +Negócios e atender às demandas das indústrias locais.

Esses encontros reforçam o compromisso do Sistema FIEPA com o fortalecimento da indústria paraense, promovendo integração entre atores regionais e preparando o mercado para as oportunidades futuras.

“O objetivo dos encontros foi estabelecer um espaço de diálogo colaborativo e transparente para tratar os desafios do setor industrial. Uma oportunidade para estreitar o relacionamento entre a indústria e a comunidade desses municípios e alinhar ações de desenvolvimento socioeconômico, fortalecendo as compras locais, aprimorando as indústrias e dinamizando o mercado de trabalho, rumo a um futuro sustentável”, explicou Marcel Souza, gestor da FIEPA Redes.

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Pará precisa qualificar 286 mil profissionais até 2027, segundo SENAI https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/23/para-precisa-qualificar-286-mil-profissionais-ate-2027-segundo-senai/ Wed, 23 Oct 2024 19:59:20 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13923

Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027 mostra que Logística, Construção, Manutenção e Metalmecânica serão as áreas com maior demanda por novos profissionais

Para atender a demanda da indústria do Pará nos próximos três anos, será necessário qualificar 286 mil profissionais entre 2025 e 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. O número contempla a necessidade de formação de 47 mil novos profissionais e de requalificação de 239 mil que já estão no mercado. A projeção leva em conta o crescimento da economia e do mercado de trabalho. O levantamento é elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo é uma importante ferramenta de inteligência para subsidiar as ações de planejamento de oferta do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (18), durante entrevista coletiva com o diretor do SENAI Pará, Dário Lemos, e com o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas.

Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, o estado precisará de 47 mil trabalhadores com uma nova formação para atender o ritmo de criação de empregos e a reposição de trabalhadores que deixarão o mercado de trabalho formal. As projeções para o Pará também mostram que 239 mil trabalhadores precisarão de treinamento e desenvolvimento para atualizarem as competências nas funções que já desempenham na indústria e que também são demandadas por outros setores no Brasil.

A atualização envolve o desenvolvimento de competências em dimensões como hard skills (habilidades técnicas como domínio de máquinas, equipamentos e softwares), soft skills (competências comportamentais como pensamento crítico, inteligência emocional, criatividade e inovação) e ações de saúde e segurança no trabalho (como inspeção de instalações, normas e regulamentos), para que os trabalhadores contem com as habilidades necessárias para desempenhar as funções de maneira eficaz e segura.

“A demanda por qualificação no Pará, identificada pelo Mapa do Trabalho Industrial, reflete o crescimento acelerado de setores estratégicos da economia. Estamos empenhados em preparar profissionais capacitados para atender essas necessidades e garantir que a indústria local continue a se expandir de forma competitiva e sustentável. A requalificação de trabalhadores também será essencial para que eles possam acompanhar as transformações tecnológicas e de mercado, mantendo-se relevantes e produtivos “, destaca o diretor regional do SENAI Pará, Dário Lemos.

Logística e Construção lideram em demanda por profissionais

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, entre 2025 e 2027, as áreas com maior demanda por profissionais serão:

  • Logística e Transporte (65 mil), com oportunidades para técnicos de controle da produção, motoristas de veículos de cargas, almoxarifes e armazenistas, entre outros;
  • Construção (48 mil), para atuar como profissionais na operação de máquinas de terraplanagem, ajudante de obras civis, trabalhadores de estruturas de alvenaria, fundações, entre outros;
  • Manutenção e Reparação (28 mil), para mecânicos de manutenção de veículos automotores, trabalhadores operacionais de conversação de vias permanentes (exceto trilhos), eletricistas de manutenção eletroeletrônica, e muito mais;
  • Operação Industrial (23 mil), com vagas para alimentadores de linhas de produção, trabalhadores de embalagem e de etiquetagem, de cargas e descargas de mercadoria, gerentes de produção e operações em empresa da indústria extrativa, de transformação e de serviços de utilidade pública, entre outros;
  • Metalmecânica (20 mil), com necessidade de trabalhadores de soldagem e corte de ligas metálicas, preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais, trabalhadores de caldeiraria e serralheria, entre outros.

Metodologia do MTI 2025-2027

Para este Mapa do Trabalho Industrial, o Observatório dividiu o levantamento de dados por etapas:

  • Projeção do emprego formal até 2027: estima-se o nível de emprego formal por área de atuação profissional e setor. As projeções utilizam modelos de séries temporais, testando diferentes especificações e selecionando a de melhor ajuste para cada série. Os dados são analisados em conjunto para garantir a consistência em relação ao comportamento do emprego e às expectativas futuras.
  • Delimitação do emprego na indústria e em ocupações correlatas em outros setores da economia: seleciona-se o volume de vínculos formais projetados para a indústria como um todo, incluindo a indústria extrativa, de transformação, construção e energia e saneamento, além de ocupações correlatas em outros setores econômicos, como agropecuária, serviços e administração pública.

As ocupações correlatas são categorizadas pelo caráter transversal e pela relevância para os diferentes setores, como cientistas de dados e engenheiros da computação.

  • Estimativa da demanda por formação industrial: com base na estrutura do emprego formal projetado e na necessidade de formação de profissionais, estima-se a demanda por qualificação na área industrial e correlatas:
  • Formação inicial: considera o volume de novas vagas geradas na economia, a reposição de trabalhadores que deixam o mercado formal e o potencial estoque de profissionais já formados que poderiam ocupar essas vagas. Essa análise é fundamentada em microdados da RAIS/MTE, avaliando a trajetória profissional dos trabalhadores.
  • Treinamento e desenvolvimento: estima a necessidade de atualização e formação complementar para profissionais já empregados. Os valores são derivados de pesquisa primária com empresários da indústria, que relataram o percentual de trabalhadores treinados anualmente.

 Acesse os dados do Mapa do Trabalho Industrial na íntegra

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Festival da BioAmazônia fomenta negócios com inovação e sustentabilidade https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/23/festival-da-bioamazonia-fomenta-negocios-com-inovacao-e-sustentabilidade/ Wed, 23 Oct 2024 19:22:26 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13905

Iniciativa da FIEPA fará parte da “Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias”, promovida pelo Ibram entre os dias 6 e 8 de novembro, no Hangar

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI PA) e do Serviço Social da Indústria (SESI PA), realizam o “Festival da BioAmazônia: Inovação e Sustentabilidade”. O evento acontecerá em paralelo à “Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias”, promovida pelo IBRAM entre os dias 6 e 8 de novembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras, em Belém (PA). As inscrições são gratuitas, no site: https://ibram-eventos.com.br/enrollment/F/festival-bioamazonia-inovacao-e-sustentabilidade/94

O Festival abrigará a Feira da Bioeconomia, que reunirá empresas locais e nacionais que apresentarão produtos e tecnologias voltadas para o desenvolvimento sustentável. Com uma programação diversificada, o evento também terá apresentação de cases de sucesso, rodadas de negócio e de crédito e oficina de internacionalização. Serão apresentadas iniciativas e tecnologias voltadas para o aproveitamento sustentável dos recursos amazônicos, com foco em expandir o impacto econômico e ambiental desse setor. Além disso, os participantes terão acesso a sessões de capacitação e espaços dedicados ao networking, fortalecendo parcerias estratégicas e promovendo o diálogo entre empresários, investidores e acadêmicos.

O Festival da BioAmazônia faz parte do projeto “Jornada COP+”, liderado pela FIEPA, que visa construir uma nova agenda econômica, social e ambiental para a indústria na região. O objetivo é proporcionar uma ampla discussão sobre inovação e sustentabilidade, com atividades voltadas tanto para o setor empresarial quanto para a academia e o público interessado na temática da bioeconomia.

Principais atrações do Festival da BioAmazônia:

  • Feira da Bioeconomia: estandes de empresas locais apresentando produtos e tecnologias inovadoras voltadas para o desenvolvimento da bioeconomia.
  • Conferências para estudantes: palestras e workshops com especialistas, discutindo a aplicação da bioeconomia em diversos setores, além de sessões interativas focadas nos desafios e oportunidades da Amazônia.
  • Oficina de Internacionalização: capacitação de empresas para a expansão de seus negócios em mercados internacionais, com suporte estratégico e técnico.
  • Rodadas de Crédito: iniciativa que visa facilitar o acesso ao crédito por meio de instituições financeiras, que apresentarão suas linhas de financiamento específicas para o setor.
  • Arena Cases de Sucesso: apresentações de projetos bem-sucedidos na aplicação da bioeconomia na Amazônia, mostrando o impacto positivo da inovação.
  • Rodadas de Negócios: encontros entre empreendedores e investidores, promovendo parcerias e incentivando novos investimentos no setor.
  • Roadshow Inovação Aberta: uma plataforma para a apresentação de tecnologias e pesquisas inovadoras, conectando a ciência com os desafios da bioeconomia na região.
  • Espaço Networking: um ambiente dedicado ao encontro de empreendedores, acadêmicos, investidores e autoridades, facilitando o diálogo e o desenvolvimento de novas parcerias estratégicas.

Serviço:

Evento: Festival da BioAmazônia: Inovação e Sustentabilidade
Data: 6 a 8 de novembro de 2024
Local: Hangar Convenções & Feiras da Amazônia – Salão B – Belém PA
Horários:
6 de novembro: 14h às 21h
7 e 8 de novembro: 10h às 21h

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Israel quer ampliar relação comercial com o Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/06/25/israel-quer-ampliar-relacao-comercial-com-o-para/ Tue, 25 Jun 2024 18:16:42 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13360

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 25/06 a visita do embaixador de Israel, Daniel Zohar Zonahine. O objetivo da reunião, solicitada pelo diplomata, foi conhecer as possibilidades de cooperação econômica entre o país e o Estado do Pará, além das necessidades e preparações para a COP 30, que ocorrerá em Belém, em 2025. O encontro aconteceu no Observatório da Indústria, na sede da Federação, em Belém.

Segundo dados apresentados pelo Centro Internacional de Negócios (FIEPA/CIN) durante a reunião, entre os estados brasileiros, o Pará é o quarto que mais exporta para Israel. Em 2023, foram US$ 74 milhões, com destaque para a exportação de produtos como carnes, soja e semente de gergelim. Nos últimos dez anos, essas exportações apresentaram um crescimento de 785%. Em contrapartida, entre cloreto de potássio, superfosfato, aparelhos e máquinas, o Estado comprou US$ 102 milhões de Israel, que hoje aparece como o 26º no ranking de países compradores de produtos do Estado.

Para o vice-presidente executivo da federação, Clóvis Carneiro, que conduziu a reunião em Belém, o Estado do Pará e Israel têm muito a colaborar economicamente, seja por meio das exportações, seja pelo intercâmbio de inovação e tecnologia para a indústria. “Nós temos interesse em tecnologias para a indústria 4.0, já que Israel é muito adiantado na parte de softwares de gestão e de produtividade industrial, e interesse na indústria de saneamento, pela questão social toda existente na Amazônia e no tratamento de efluentes industriais, que em Israel também é um setor bem avançado. E aqui, nas nossas exportações, podemos ainda ampliar a venda de carnes e cereais porque nós temos uma boa possibilidade de crescimento no comércio internacional nessas áreas”, avaliou Clóvis Carneiro.

Pela primeira vez no Pará, o embaixador de Israel, Daniel Zohar Zonahine, afirmou que a visita à FIEPA serviu para conhecer a economia do Estado e as oportunidades que devem surgir com a COP 30. “Entre as metas da minha visita, foi conhecer e entender melhor algumas das coisas que acontecem aqui, do ponto de vista da economia, e as possibilidades, o potencial de cooperação entre Israel e o Estado de Pará e com um especial enfoque sobre assuntos de COP 30, seja do movimento de Israel na área de sustentabilidade, de preservação de floresta e crédito de carbono e coisas que se deve fazer como a infraestrutura e a logística de hospedagem da COP 30. Este encontro aqui na sede da FIEPA foi interessante e acredito que teremos muitas ligações e contatos para o futuro para melhorar nossa aproximação”, explicou o diplomata.

O encontro contou com as presenças de empresários, presidentes dos sindicatos industriais, do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA, do Centro das Indústrias do Pará, além de gestores da FIEPA, SESI, SENAI e Centro Internacional de Negócios (FIEPA/CIN).

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Empresas paraenses podem participar do programa Brasil + Produtivo https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/05/07/empresas-paraenses-podem-participar-do-programa-brasil-produtivo/ Tue, 07 May 2024 20:47:08 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13220

Até o final do ano, empresas paraenses de micro, pequeno e médio portes do setor industrial poderão se inscrever no programa Novo Brasil Mais Produtivo. De iniciativa do Governo Federal e executado no estado pelo SENAI, o Programa visa otimizar processos, aumentar a produtividade e promover a transformação digital nas empresas.

A expectativa é chegar a um total de 96 empresas atendidas, apenas no Pará, até o final de 2024. O programa prevê destinar, nos próximos quatro anos, R$ 2 bilhões para investir na melhoria da produtividade das micro, pequenas e médias (MPME) empresas nacionais.

Lançado em novembro do ano passado, o programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em uma parceria inédita entre o SENAI, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa Brasileira de Inovação Industrial (Embrapii) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).

Na indústria, a retomada do Programa Brasil Mais Produtivo está associada ao movimento da neoindustrialização, proposto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo MDIC. O objetivo é trabalhar para assegurar a retomada do processo de modernização e evolução da indústria, enfatizando inovação, compromisso ambiental e integração com cadeias produtivas internacionais.

As empresas interessadas em participar dessa jornada de transformação digital poderão participar do novo Brasil Mais Produtivo por meio do site do MDIC (https://brasilmaisprodutivo.mdic.gov.br/), onde serão direcionadas para as modalidades do programa.

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Inteligência artificial aumenta produtividade e segurança na indústria https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/08/21/inteligencia-artificial-aumenta-produtividade-e-seguranca-na-industria/ Mon, 21 Aug 2023 19:31:20 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13203

Hoje, uma dúvida entre os profissionais é se um dia serão totalmente substituídos por máquinas em suas funções e se tornarão obsoletos e sem emprego. É fácil entender esse pensamento quando, nos últimos anos, a tecnologia de ponta tem se tornado mais acessível e eficiente, levando empresas a investirem cada vez mais em ferramentas como a Inteligência Artificial (AI) e robôs, para melhorar resultados de automação e os processos produtivos.

A inteligência artificial, pertencente ao campo da ciência da computação, busca criar sistemas e algoritmos capazes de realizar tarefas onde normalmente se exigiria o intelecto humano. Sua utilização envolve principalmente o desenvolvimento de algoritmos de aprendizagem de máquina e redes neurais, capazes de serem treinados em grandes quantidades de dados para realizarem tarefas complexas, tornando-as menos repetitivas e mais eficientes.

Segundo o artigo “Inteligência Artificial: o uso da robótica na indústria 4.0” — publicado em 2021 pelos pesquisadores Hudson Amaral e Angelita Gasparotto na Revista Interface Tecnológica — em países como o Brasil e o México, os robôs industriais possuem grande utilidade e são até mesmo responsáveis por mudar significativamente a cadeia produtiva, transformando projetos, fabricação de produtos, estrutura das empresas e a comunicação entre clientes e fornecedores. A robótica no ambiente fabril também tem sido usada para evitar a permanência humana em locais perigosos e insalubres.

No atual cenário, as automações adquiridas por meio da IA e da robótica nos setores industriais não representam a substituição total da mão de obra humana, mas sim uma soma de eficiência e eficácia para os processos nos quais essas tecnologias são empregadas. No Pará, onde a indústria é responsável por 34,3% do PIB do Estado, essa relação amistosa entre humanos e tecnologia está se tornando realidade. Um dos exemplos é a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que está implantando tecnologia de ponta no resfriamento de suas turbinas. Outro caso de sucesso é a utilização da inteligência artificial pela indústria mineral, importante atividade econômica do Estado.

UHE DE TUCURUÍ

Para modernizar e digitalizar os processos no sistema de resfriamento das unidades geradoras de energia, em Tucuruí, a central hidrelétrica está implementando o Sistema de Resfriamento Inteligente (SiRI). O projeto foi idealizado em novembro de 2020, durante a I Maratona de Inovação Tecnológica da Diretoria de Operação da Eletronorte, em parceria com o SENAI e o Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM), que conta com uma equipe de Indústria 4.0 especializada em criar softwares e algoritmos de inteligência artificial, seguindo as exigências do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica da ANEEL.

Iniciado em fevereiro de 2022, o projeto piloto será executado durante três anos. Ao ser instalado, o sistema atuará diretamente em quatro turbinas para evitar o superaquecimento dos ativos, desligamentos forçados, impactos na geração de energia e o desgaste prematuro dos equipamentos. A tecnologia emitirá ainda informações em tempo real, permitindo a realização da manutenção preditiva, ou seja, antes do problema ocorrer.

“O uso de inteligência artificial no desenvolvimento e resultado do projeto proporcionará um ambiente controlado, muito mais eficiente e seguro aos equipamentos, trabalhadores e processos de resfriamento”, considera Camila Corassa de Ávila, gerente do projeto pela Eletronorte.

Segundo o diretor do ISI-TM, Adriano Lucheta, o sistema de resfriamento permitirá a antecipação de falhas e vai garantir mais segurança operacional e aumento da produtividade. “Aqui, no Instituto, projetos com uso de inteligências artificiais são voltados principalmente para as áreas de gestão e manutenção, como é o caso da Eletronorte. Mas é também possível fazer o emprego dessas ferramentas para garantir a saúde e a segurança do trabalhador, algo de extrema importância para qualquer empresa”, explica Lucheta.

IA E MINERAÇÃO

No campo da mineração, as inteligências artificiais já são recursos fundamentais nas etapas de extração, processamento e venda dos produtos. Isso se dá pela maior interação entre trabalhadores e a tecnologia, que proporciona benefícios como eficiência e segurança no trabalho. É possível, por exemplo, usar um equipamento para monitorar um processo na mina sem estar presencialmente em meio às grandes máquinas de britagem, reduzindo risco de acidentes. Tarefas como carregamento de caminhões, navios ou trens, que antes eram diretamente executadas por pessoas, hoje são feitas de forma remota via computadores, o que resultou em uma maior otimização de tempo e, consequentemente, maior lucratividade para a indústria.

O cientista do ISI-TM, Bruno Ferreira, destaca que o uso da Inteligência Artificial possibilita processar dados acumulados, analisar informações e criar métricas capazes de entender os novos cenários. “Muitas empresas possuem planilhas de Excel preenchidas manualmente. Então, a Indústria 4.0 chega para otimizar legados de 10 ou 20 anos que estão acumulados, por exemplo, para fazer análise de como era no passado, como tem evoluído e, talvez assim, tentar prever o futuro”, afirma.

Para o engenheiro de controle e automação do ISI-TM, Tarcísio Pinheiro, uma das principais características da Indústria 4.0 é a captação na nuvem. “Com essas tecnologias, você pode transferir os dados para que eles não fiquem mais restritos a determinados locais ou empresas. Eles saem de lá e acabam sendo compartilhados para melhorar logística e resolver gargalos de produção”, explica.

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