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Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Bioeconomia – Em 10 anos, cadeia de fibra de malva https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/11/28/bioeconomia-em-10-anos-cadeia-de-fibra-de-malva/ Tue, 28 Nov 2023 18:57:01 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13191

Com a proximidade da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que será realizada em Belém, em 2025, uma das discussões que vêm à tona é a colaboração da bioeconomia para que o Brasil consiga atingir suas metas de descarbonização. Estudos indicam que ela vai evitar o lançamento de 21 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera até 2050 e que o PIB do Pará referente à bioeconomia pode alcançar R$178 bilhões.

Um exemplo desse potencial da nossa bioeconomia é a da cadeia da fibra de malva no Pará, representada pela Companhia Têxtil de Castanhal (CTC), que em 10 anos capturou mais de 18 mil toneladas de CO2 da atmosfera. A empresa está enviando para serem distribuídas pelo SEBRAE, durante um evento com ministros e secretários de meio ambiente, 300 bolsas exclusivas de malva Amazônica.

Essa fibra vegetal da região é uma cultura de várzea, totalmente integrada ao seu bioma. Com adubação natural deixada pelo húmus acumulado durante as cheias dos rios, sem uso de agrotóxicos e sem causar desmatamento, ela utiliza água da chuva para irrigação, além de gerar renda para milhares de pessoas no coração da região amazônica.

“Sua agregação de valor, da semente de malva aos nossos manufaturados, é toda na Região Norte do Brasil, em uma cadeia com pegada de carbono negativa, resultando em produtos têxteis 100% biodegradáveis distribuídos no Brasil e exterior, no melhor exemplo de economia circular”, afirma Flávio Junqueira Smith, diretor da CTC, empresa que tem fábrica em Castanhal, no Pará, e filiais em Manacapuru (AM) e na cidade de São Paulo (SP).

Em 2022, em parceria com o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (CETIQT) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a CTC realizou um estudo que comprovou a atuação da cadeia – que vai da semente ao produto manufaturado – como fixadora de carbono, ou seja, ela contribui para a redução da concentração do CO2 na atmosfera.

Ao longo das análises realizadas pelo SENAI CETIQT, foi comparado o desempenho das embalagens confeccionadas com malva e fibra de juta com aquelas confeccionadas com papel e outros materiais sintéticos, e comprovou-se que o produto Castanhal é o único capaz de fixar carbono.

Comércio justo – Além de contribuir para a fixação de carbono, a cadeia da malva também valoriza a comunidade local. O Projeto Sementes Castanhal capacita famílias agricultoras para se tornarem produtoras de sementes, transformando uma atividade extrativista em uma cultura profissionalizada com investimento em conhecimento, tecnologia e inovação. Está garantida para eles a compra de 100% da colheita e remuneração justa. “Isso ajuda a fixar esses trabalhadores e suas famílias em suas próprias terras, trabalhando em uma atividade que gera renda nas regiões com poucas alternativas econômicas”, aponta Flávio Junqueira.

Além disso, a empresa emprega mais de 1.100 colaboradores diretos em constante treinamento e desenvolvimento, entre trabalhadores, técnicos de segurança, administradores, agrônomos e diversas outras funções.

De acordo com Flávio, a Amazônia deve ser vista por sua fauna e flora e pelas pessoas que aqui habitam. “São cerca de 30 milhões de habitantes mantendo a floresta em pé, preservando sua enorme biodiversidade. A defesa da Amazônia faz parte da defesa de toda a economia brasileira, especialmente aos olhos dos consumidores das novas gerações que estão chegando em cada vez maior número ao mercado mundial”, observa, acrescentando que é preciso gerar valor para a Amazônia, e o caminho é pelo fomento da bioeconomia.

Fabricação consciente – Na fábrica, as fibras são processadas apenas com aditivos orgânicos e vegetais. Dela, saem sacos de juta agrícolas, ecobags utilizáveis, fios para artesanato, fios para calçado, tabaco, decoração, moda e outros. A Castanhal prioriza o uso de energia solar, além de contratar a carga energética necessária ao funcionamento de sua fábrica e filiais diretamente do mercado livre, de usinas ambientalmente sustentáveis.

Pedaços de tecido excedente são transformados em sacolas ecológicas confeccionadas por mais de 300 artesãos treinados pela Castanhal em parceria com o governo do Pará no projeto socioambiental Usinas da Paz, um dos mais importantes do Brasil. Retalhos maiores viram embalagens para fardos e bobinas e os menores são transformados em feltro para a indústria automobilística, que os utiliza em peças como tampas de porta-malas em substituição a materiais sintéticos.

“Temos que construir um modelo econômico inédito para a região, através do diálogo entre a sustentabilidade social e ambiental. Se não estimularmos ou introduzirmos no mercado mundial os produtos de baixo carbono, positivamente integrados à essa economia amazônica, falharemos na defesa da floresta e seus habitantes. Muitos desses sistemas já existem na região há muitas décadas, de forma abrangente e verticalizada, como a cadeia da fibra de malva”, finaliza Flávio.

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Pará abriga a maior vendedora de energia elétrica do país https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/10/10/para-abriga-a-maior-vendedora-de-energia-eletrica-do-pais/ Tue, 10 Oct 2023 19:09:50 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=13197

No primeiro semestre deste ano, a Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no município de Vitória do Xingu, foi apontada como a maior vendedora entre todas as fontes de energia do país, renováveis e não renováveis. De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Considerando o mercado livre e o regulado, a empresa comercializou 4.412 MW médios, o equivalente a 19.165 GWh, registrando, assim, um resultado bem próximo ao certificado de Garantia Física (GF) da usina, que é de 4.571MW.

A excelente colocação da Norte Energia reflete a nova estratégia de venda que a empresa passou a adotar em 2022. Segundo Paulo Roberto Ribeiro Pinto, diretor presidente da empresa, a UHE Belo Monte é a quinta maior hidrelétrica do mundo e a maior usina hidrelétrica 100% brasileira, e que tem importância estratégica para a segurança energética do país. “Temos 70% da nossa energia voltada para contratos de longo prazo com distribuidoras, além de 10% para autoprodutores e 20% para negociação no mercado livre. Esse posicionamento diferenciado no mercado se deve à nossa tônica de adoção das melhores estratégias, negociação, procura permanente dos bons clientes com garantia, com segurança”, ressalta Paulo Roberto Pinto. A produção de Belo Monte no primeiro semestre deste ano correspondeu a 9,4% (29.125 GWh) de toda a energia utilizada no país, o equivalente ao consumo de 30 milhões de residências.

PEÇA-CHAVE PARA A SEGURANÇA ENERGÉTICA

Além de empregar 1.800 pessoas, entre colaboradores diretos e indiretos, o Complexo Hidrelétrico Belo Monte é estratégico para o setor elétrico nacional. Isso porque 70% dos reservatórios das hidrelétricas do país estão no Sudeste e Centro-Oeste e dependem de um bom volume de água para gerar a energia necessária para essas regiões. Em períodos de seca, quando esses reservatórios precisam ser poupados para que voltem aos níveis ideais de água, a usina paraense está no período úmido da Amazônia. Isso significa dizer que, enquanto Belo Monte gera o máximo das suas turbinas e injeta energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), os reservatórios das demais bacias armazenam água para atender ao mercado nacional durante o período seco.

“Para você ter uma ideia, em 2021, quando houve uma ameaça ao fornecimento de energia, a Norte Energia contribuiu com um terço do enchimento dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste. Então, ela tem um papel fundamental para a segurança do sistema interligado”, comenta o diretor-presidente da Norte Energia. A energia gerada pela UHE Belo Monte atende a 6% de todo o consumo nacional. A maior parte, 70%, é comercializada para 45 distribuidoras espalhadas por todos os estados brasileiros e 10% é destinada aos autoprodutores, sócios diretos ou indiretos da Companhia. Dos 20% remanescentes, a maior parte é comercializada para o mercado livre e uma pequena parte compensa perdas sistêmicas naturais.

Hoje, caso não existisse a UHE Belo Monte, o Brasil teria que acionar fontes não renováveis de energia com mais frequência, recorrendo às usinas termoelétricas, que consomem combustíveis fósseis. Esse tipo de energia, além de custar mais caro, é responsável por emissões significativas de gases que contribuem para o aquecimento global. “Eu imagino, hoje, que, se não tivéssemos Belo Monte no sistema, nós teríamos que colocar uma termoelétrica rodando, o que poderia representar de quatro a seis milhões de metros cúbicos de CO2 na atmosfera”, avalia Pinto.

Belo Monte é a hidrelétrica que mais gerou energia renovável e limpa para o Brasil no primeiro semestre de 2023. “Mais do que nunca, o mundo tem debatido a importância de fontes renováveis para abastecer os grandes centros urbanos, movimentar a economia e garantir o funcionamento dos serviços públicos essenciais sem comprometer o meio ambiente”, diz Pinto.

RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL

A Norte Energia atua na região de Belo Monte por meio de uma Política de Sustentabilidade pautada em três pilares estratégicos: desenvolvimento socioeconômico regional, geração de energia renovável e proteção ambiental da Bacia do Rio Xingu.

Entre as iniciativas de desenvolvimento socioeconômico, destaca-se a contratação de mão de obra local e o investimento em programas de aprendizagem e trainee, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em Altamira, voltado para pessoas da própria região. “Hoje, 40% do quadro da empresa é próprio e os serviços terceirizados de mão de obra de apoio e segurança são todos locais. Resolvemos primarizar toda a operação da usina. Além disso, acabamos de fazer um programa de trainee só para pessoas da região com nível médio. Foram 26 vagas preenchidas, das quais, nove por mulheres. Eles acabaram de se formar na parte teórica, agora estão aprendendo a prática com o pessoal mais experiente da usina, também já estão recebendo plano de saúde e um salário que deverá ser triplicado a partir do ano que vem, com a conclusão da formação”, enumera Paulo Roberto Pinto.

Já na parte de investimentos em preservação ambiental, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Norte Energia, Energisa e Fundo Vale lançaram, em setembro deste ano, o edital Xingu no âmbito do programa Floresta Viva, que destinará até R$ 26,7 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos de restauração de áreas degradadas e fortalecimento de cadeias produtivas da bacia hidrográfica do rio Xingu, na região amazônica. O edital, que será executado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), vai apoiar até nove projetos. Além disso, na ocasião dos estudos ambientais prévios sobre a Usina, uma matriz de impactos foi gerada e foram previstas medidas para monitorar e mitigar a ocorrência de tais impactos, junto com a participação e orientação do órgão ambiental competente, que fiscaliza e acompanha, bem como direciona a forma de implementação dos projetos e medidas de compensação. A Norte Energia já realizou investimentos socioambientais na região do Xingu da ordem de R$ 6,8 bilhões.

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