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Serviços – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:50:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Canadá quer fortalecer relação bilateral comercial com o Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/06/20/canada-quer-fortalecer-relacao-bilateral-comercial-com-o-para/ Thu, 20 Jun 2024 17:11:02 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13326

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu no dia 20/06 o Embaixador do Canadá, Emmanuel Kamarianakis, para discutir estratégias com o objetivo de estreitar as relações econômicas entre o Pará e o país da América do Norte. Durante a reunião foram tratados temas de interesse bilateral como bioeconomia, exportação, mineração, transição energética, inovação tecnológica e investimentos. O encontro ocorreu no Observatório da Indústria, na sede da Federação, em Belém, e contou com a presença de sindicatos da indústria e empresários.

Para Emmanuel Kamarianakis, o Brasil é um parceiro globalmente importante, e o Pará pode significar a ampliação dessa relação comercial. “O Brasil é um parceiro onde temos muitos anos de trabalho juntos e queremos fortalecer não só as relações com o Pará, mas diretamente com todo o Brasil. Essa é a minha terceira visita aqui em Belém e temos interesse de falar não só com o governo daqui, mas também com empresários, com a indústria e com a FIEPA para fortalecer um pouco mais essas relações bilaterais comerciais que temos com esse estado”, afirmou o embaixador do Canadá.

O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, falou sobre o perfil econômico do Estado e sobre as potencialidades regionais para o desenvolvimento de projetos e negócios em diversos segmentos, com destaque para a bioeconomia. “Nós temos aqui cada vez mais um trabalho de fortalecimento dessa pluralidade, pois a gente tem muito a aprender com o Canadá, que é um país extremamente desenvolvido, exemplo de educação, exemplo de qualidade de vida, exemplo de uma série de atributos que levam ao desenvolvimento sustentável. E nós queremos fazer com que aqui dentro do nosso território nós também sejamos capazes de fazer uso dos nossos recursos naturais com a responsabilidade que nós sabemos que precisamos ter e o compromisso de fazer com que a internalização dessas receitas seja percebida pela população”, afirmou o presidente da Federação.

Segundo dados apresentados pelo Centro Internacional de Negócios da FIEPA, em 2023 o Pará exportou para o Canadá US$ 642 milhões em produtos da cadeia mineral, entre os quais alumina e bauxita, o que coloca o Estado como o quinto do país que mais exporta para o Canadá, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Bahia. Outros produtos que também aparecem na pauta de exportações do estado para o Canadá são as carnes desossadas e congeladas de bovino e madeira. Com relação à importação, os produtos que o Estado mais compra do Canadá são cloretos de potássio, reboques e semirreboques, máquinas de sondagem rotativas autopropulsadas.

Segundo o embaixador, a ideia é ampliar o diálogo com o país para estabelecer um relacionamento em outras áreas de negócios. “Estamos falando com parceiros aqui no Brasil sobre temas como transição energética, mineração estratégica, agronegócio, infraestrutura. E hoje aqui falamos do setor de agronegócio, de carne, de diferentes produtos que queremos melhorar a importação e exportação, mas também investimento e colaboração em geral”.

COP 30 – Um dos assuntos em pauta durante o encontro foi a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em 2025, em Belém. O presidente da FIEPA apresentou a Jornada COP+, que prevê ações da entidade para qualificar o debate durante o evento e perenizar seus resultados. “Queremos buscar através disso parcerias de sucesso que venham trazer essa robustez e a perenização de uma atividade industrial responsável, inclusiva, que promova cada vez mais inovação, crescimento sustentável e que possa abrir portas para outros mercados. E entendemos que seria importante a participação efetiva da indústria, da academia, do governo, de organizações não governamentais, do terceiro setor e de organismos internacionais, como os do Canadá, com os quais temos a intenção de estabelecer uma maior proximidade para que essa jornada possa ser realmente profícua e producente”, explicou Carvalho.

Sobre o tema, o embaixador afirmou que o Canadá tem buscado estabelecer parcerias para participar ativamente do evento. “Estamos muito contentes de haver uma COP aqui em um país como o Brasil e vamos estar aqui com uma presença muito forte de canadenses, da parte do governo canadense, mas também da sociedade civil, povos indígenas, ONG, então queremos muito fortalecer essa colaboração no setor de mudanças climáticas, biodiversidade e outras coisas também”, comentou Kamarianakis.

Canadá e Brasil – Segundo informações da embaixada canadense, o Brasil é o terceiro maior parceiro comercial do Canadá nas Américas, depois dos EUA e do México. O comércio de mercadorias entre Canadá e Brasil totalizou US$ 133 bilhões em 2023, um aumento de quase 6% em relação ao ano anterior. As principais exportações canadenses de mercadorias para o Brasil incluem fertilizantes (621%), máquinas e partes (114%), combustíveis minerais, óleos, ceras e substâncias betuminosas (41%) e máquinas e peças elétricas e eletrônicas (20%).

As principais importações de mercadorias do Canadá no Brasil incluem pedras e metais preciosos (242%), produtos químicos inorgânicos (190%), peças de aeronaves e naves espaciais (109%), açúcar e produtos de açúcar (95%) e máquinas (59%). O comércio bilateral de serviços em 2023 foi de quase US$ 17 bilhões, com exportações de serviços de US$ 11 bilhões e importações de serviços de US$ 575 milhões.

O investimento direto canadense no Brasil ficou em US$ 253 bilhões em 2023, um aumento de 201% em relação a 2022. O estoque de investimento estrangeiro direto do Brasil no Canadá, por país investidor final, foi de US$ 206 bilhões em 2023, tornando-se o 2º maior investidor do Canadá no hemisfério ocidental (depois dos EUA) e o 8º globalmente.

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Pará receberá mais de R$ 55 bilhões em investimentos até 2027 https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/06/27/para-recebera-mais-de-r-55-bilhoes-em-investimentos-ate-2027/ Tue, 27 Jun 2023 20:40:26 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=9486

Aporte financeiro trará oportunidades para as áreas de infraestrutura, logística e mineração

A economia paraense é conhecida Brasil afora pela predominância de atividades ligadas ao extrativismo, à agropecuária e ao comércio e serviços. De acordo com a REDES, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), até 2027 o estado deverá receber em torno de R$ 55,7 bilhões em novos investimentos nas áreas de infraestrutura, logística, energia e mineração, o que trará novas oportunidades para toda a cadeia de fornecimento.

O gestor executivo da REDES/FIEPA, Marcel Souza, ressalta que esses investimentos, se somados aos projetos já em operação no Estado, representarão em torno de R$ 70 bilhões em oportunidades de compras locais.

“Hoje, as 14 grandes indústrias, mantenedoras da REDES/FIEPA, compram em média no Pará R$ 15 bilhões por ano. Então, a chegada desses novos projetos terá um impacto muito positivo para a economia do Estado, e a mineração será uma grande protagonista neste cenário. A Belo Sun, por exemplo, na região do Xingu, tem um projeto avaliado em mais de R$ 1 bilhão, um investimento que reforça o Pará no ranking mineral do país”, explica.

Outros investimentos para a área são os projetos da Horizonte Minerals, que estão em fase de implantação em Conceição do Araguaia, ultrapassando R$ 3 bilhões, e em Canaã dos Carajás, onde passa por etapa de estudo e viabilidade. Em Itaituba, sudoeste paraense, o projeto ‘Tocantizinho’ da Brazauro Recursos e Minerais está em implantação.

Um dos setores que se beneficia com a chegada desses investimentos é o da construção, em que de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Pará (Sinduscon Pará), Alex Dias Carvalho, enxerga o cenário de forma positiva e acredita no potencial dos investimentos, mas pontua a necessidade de políticas públicas que cooperem para um ambiente de negócios harmônico e convergente. “Enxergamos esse momento como promissor para o setor industrial. Entretanto, para que possamos comemorar conquistas com expressiva relevância, é fundamental compreender que o nosso estado precisa ampliar as políticas públicas, a fim de reduzir o tempo desperdiçado com burocracia e modernizar os instrumentos legais para que a implantação desses novos negócios seja mais rápida e eficiente”, frisa o presidente.

Para o presidente do Sistema FIEPA, José Conrado Santos, medidas estruturantes e de apoio ainda são necessárias para que haja um cenário de pleno desenvolvimento das indústrias no Pará. “O nosso setor produtivo enfrenta cotidianamente diversos desafios que comprometem o seu desenvolvimento, e podemos citar alguns, como a falta de investimentos em infraestrutura, o confuso e burocrático sistema tributário brasileiro, a demora na concessão de licenciamentos ambientais, a competição com produtos de fora e a dificuldade de acesso a crédito para novos investimentos”, elenca José Conrado Santos.

Segundo ele, a indústria é responsável por 34,3% do PIB do Estado e gera cerca de 180 mil postos de trabalhos diretos, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. “Existem projetos previstos que poderiam resolver grandes problemas de municípios no Pará, mas que estão há mais de 10 anos aguardando o início da operação. Muitos deles já têm até a licença prévia e não conseguem iniciar, então precisamos dar atenção a esses casos, porque eles também se refletem nos pequenos e médios empresários que poderiam estar fornecendo para esses grandes projetos”, avalia o presidente da FIEPA.

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