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sustentabilidade industrial – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:48:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 COP histórica fortalece transição para indústria de baixo carbono na Amazônia https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/12/15/cop-historica-fortalece-transicao-para-industria-de-baixo-carbono-na-amazonia/ Mon, 15 Dec 2025 14:55:20 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14384

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, terminou há uma semana em Belém com uma série de avanços que seguirão orientando debates e negociações pelos próximos meses

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, terminou há uma semana em Belém com uma série de avanços que seguirão orientando debates e negociações pelos próximos meses. Entre os resultados, está a aprovação do Pacote de Belém, composto por 29 documentos que tratam de temas como transição justa, financiamento da adaptação climática, comércio, gênero e tecnologia. Outros marcos foram a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, além do início das discussões sobre um Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis. A conferência também reafirmou o papel estratégico do setor produtivo na construção de um futuro sustentável e resiliente, deixando caminhos e novos desafios para o setor.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, o pós COP é de adaptação, transição e avanço.

“No momento em que o setor produtivo se coloca como aliado, isso se torna um compromisso social, pois a ganância cede lugar para projeto e planejamento”. Segundo o presidente, a indústria paraense já havia entendido seu papel, incorporando sustentabilidade às suas práticas e ações e protagonizando a transição justa, com a criação do movimento multissetorial Jornada COP+, liderado pela FIEPA.

“A jornada sela um esforço nosso, com responsabilidade e engajamento, para entregar de volta à sociedade – seja à comunidade industrial, seja à sociedade civil – estes compromissos para que, de fato, a gente possa gerar mais capacidades em financiamento climático, disseminar uma economia de baixo carbono e evidencia, por meio de dados, os verdadeiros potenciais de uma sociobioeconomia”, destacou.
Pacote de Belém acelera a ação climática

A aprovação unânime dos 29 documentos pelos 195 países presentes na capital paraense é vista como um marco no compromisso global de enfrentamento às mudanças climáticas. O presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPA, Deryck Martins, avalia o Pacote de Belém como um marco significativo no compromisso global contra as mudanças climáticas, que traz desafios e oportunidades para o setor produtivo. “Para a indústria, ele sinaliza a necessidade de transição para práticas mais sustentáveis, com foco em tecnologias de descarbonização, redução de emissões e cadeias produtivas rastreáveis”, afirmou. Os países incluíram no Pacote de Belém o compromisso de triplicar o financiamento da adaptação às mudanças climáticas até 2035 e a ênfase na necessidade de os países desenvolvidos aumentarem o financiamento para nações em desenvolvimento. Para Martins, estes avanços são necessários para que o Brasil possa se posicionar como líder na economia de baixo carbono. “As metas climáticas precisam vir acompanhadas de incentivos econômicos e regulatórios que garantam competitividade ao setor produtivo”, destacou. O especialista também destaca a triplicação de financiamento para a adaptação às mudanças climáticas. “A gente está falando de 120 bilhões de dólares por ano e espera-se que chegue a um trilhão”, pontuou.

Outro grande resultado da COP30 é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, do inglês Tropical Forest Forever Facility), que cria uma forma inédita de pagamento para que países mantenham as florestas tropicais em pé. Segundo o governo brasileiro, investidores serão remunerados em taxas compatíveis com o mercado, enquanto contribuem para conservação florestal e redução de emissões. Ao menos 63 países já endossaram a ideia. O fundo já mobilizou, segundo a presidência da COP30, US$6,7 bilhões. Para Deryck Martins, o Fundo deve estimular iniciativas de conservação e rastreabilidade no setor produtivo. “Quem manteve suas florestas pode ser recompensado por isso, e a gente pretende discutir como isso se relaciona com a atividade industrial, com as concessões florestais e com o manejo florestal, por exemplo”, pontuou.

Metas climáticas e métricas globais ganham mais força

A COP terminou com a apresentação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) de 122 países. As NDC são as metas e os compromissos assumidos pelas partes para a redução de emissões de gases do efeito estufa e devem ser atualizadas a cada cinco anos. Além disso, a conferência também recebeu 59 indicadores voluntários para monitorar o progresso sob a Meta Global de Adaptação. Os indicadores envolvem setores como água, alimentação, saúde, ecossistemas, infraestrutura e meios de subsistência; e integram questões transversais como finanças, tecnologia e capacitação. Para Deryck Martins, essas métricas globais representam um grande avanço. “A gente precisa ter metas para poder avaliar avanços e retrocessos de como os países podem se adaptar às mudanças climáticas e em que nível eles estão dentro desse grande esforço”, explica.

Mapa do caminho propõe transição energética realista

A COP30 também iniciou a discussão sobre o Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis, uma das prioridades do governo brasileiro, mas que não entrou na lista de consensos. Para Alex Carvalho, a iniciativa é estratégica. “Um movimento muito inteligente da liderança brasileira, porque quebra o discurso vazio de que com um passe de mágica o mundo pode abrir mão dos combustíveis fósseis, o que coloca o Brasil em fragilidade diante de uma oportunidade que tem de ser uma liderança de uma transição justa. Já que não é possível lidar com os combustíveis fósseis, então vamos fazer uma transição da melhor maneira possível”, afirmou.

Parcerias e bioeconomia guiam os passos pós COP

Deryck Martins aponta que os próximos passos envolvem investir em inovação, ampliar parcerias estratégicas e aprofundar o diálogo com governos. “Também é essencial valorizar o papel da Amazônia no desenvolvimento sustentável, explorando o potencial da bioeconomia e das soluções baseadas na natureza para atrair investimentos globais e impulsionar o desenvolvimento sustentável industrial”. Já Alex Carvalho destaca que, para o Brasil sair fortalecido no pós-COP, será necessário criar condições seguras e equilibradas para o setor produtivo. “O setor público tem muito dever de casa para fazer. Agora, se nós não tivermos um ambiente de negócios equilibrado e harmônico, o Brasil vai perder força. Porque quem paga a conta e faz as coisas acontecerem é o setor produtivo. É o setor privado que implementa a agenda de sustentabilidade e investe em descarbonização”, concluiu.

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FIEPA Redes promove fóruns estratégicos no Pará e fortalece mercado industrial https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/fiepa-redes-promove-foruns-estrategicos-no-para-e-fortalece-mercado-industrial/ Mon, 23 Dec 2024 11:50:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13996

Entre os dias 6 e 8 de novembro, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio da Redes, realizou uma série de fóruns em cidades estratégicas do Estado, como Itaituba, Canaã dos Carajás e Altamira. Os eventos reuniram empresários, autoridades e profissionais para debater desenvolvimento sustentável, inovação, geração de empregos e competitividade industrial, com destaque para as oportunidades criadas pela proximidade da COP 30.

Em Itaituba, o fórum “Fortalecendo o Mercado Industrial na Amazônia” discutiu eficiência operacional, sustentabilidade e marketing digital, destacando soluções práticas para o fortalecimento do setor. Em parceria com instituições como Brazauro Recursos Minerais, da Associação Empresarial, Comercial e Industrial de Itaituba (ACEII) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o evento integrou a Jornada COP+, iniciativa da FIEPA voltada para transformar o mercado local por meio de uma nova agenda econômica, social e ambiental, e apresentou iniciativas para capacitação profissional e integração de empresários locais às cadeias produtivas. Paulo Loch, consultor de negócios da Redes FIEPA em Itaituba, destacou a importância do evento para que os empresários consigam vencer desafios e aproveitar as oportunidades que devem surgir com a COP 30. “O desenvolvimento industrial traz desafios e grandes oportunidades para toda a Amazônia. Com a proximidade da COP 30, é fundamental que os empresários estejam preparados para aproveitar essas oportunidades. O fórum mostrou soluções práticas para melhorar a eficiência operacional e aumentar a competitividade, gerando empregos e qualidade de vida”, afirmou o consultor da FIEPA Redes.

Já em Canaã dos Carajás, o “Fórum da Mineração – Desenvolvimento e Sustentabilidade” reuniu mais de 400 participantes durante a FENECAN, destacando o papel do setor mineral no fortalecimento da economia local. Três painéis temáticos abordaram compras locais, empregabilidade e responsabilidade social, com a participação de empresas como Vale, Oz Minerals e ERO Brasil Tucumã. “Para nós, da Oz Minerals, é essencial participar destes eventos, pois são uma oportunidade de compartilhar experiências e apresentar as oportunidades que nossos projetos de mineração trazem para a região. Estamos comprometidos com o desenvolvimento local e buscamos gerar impactos positivos para a comunidade em que atuamos. Vemos o evento como uma chance de fortalecer parcerias, identificar novos talentos e consolidar fornecedores locais, colaborando para o sucesso sustentável das nossas operações”, afirmou Bianca Cabral, coordenadora de Licenciamento Ambiental de Projetos da Oz Minerals.

Fechando a programação, Altamira sediou o “1º Fórum de Oportunidades do Xingu: Fortalecendo o Mercado Industrial na Amazônia”, em parceria com a Norte Energia e Belo Sun. O evento abordou temas como empregabilidade, responsabilidade social e capacitação, além de apresentar aos empresários os benefícios de integrar a Plataforma +Negócios e atender às demandas das indústrias locais.

Esses encontros reforçam o compromisso do Sistema FIEPA com o fortalecimento da indústria paraense, promovendo integração entre atores regionais e preparando o mercado para as oportunidades futuras.

“O objetivo dos encontros foi estabelecer um espaço de diálogo colaborativo e transparente para tratar os desafios do setor industrial. Uma oportunidade para estreitar o relacionamento entre a indústria e a comunidade desses municípios e alinhar ações de desenvolvimento socioeconômico, fortalecendo as compras locais, aprimorando as indústrias e dinamizando o mercado de trabalho, rumo a um futuro sustentável”, explicou Marcel Souza, gestor da FIEPA Redes.

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