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Sustentabilidade – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:48:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Setor industrial brasileiro lança ação empresarial pelo desenvolvimento sustentável  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/setor-industrial-brasileiro-lanca-acao-empresarial-pelo-desenvolvimento-sustentavel/ Mon, 24 Mar 2025 12:53:33 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14068

Uma nova agenda climática para a indústria e que esteja comprometida com a transição para uma economia de baixo carbono. É o que propõe a Sustainable Business COP30 (SB COP) lançada, no dia 10/03, em Brasília. Promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a iniciativa quer construir um grupo de representatividade internacional nos moldes do que já existe no âmbito do G20 e do Brics. Com isso, a ideia é garantir um papel estruturado e influente do setor privado nas negociações climáticas globais, além de levar recomendações do setor à Conferência pelo Clima das Nações Unidas, a COP 30, que será realizada em novembro, em Belém.

O lançamento da Sustainable Business ocorre em consonância com o chamado do presidente da COP 30, o embaixador André Corrêa do Lago, por um mutirão urgente contra as mudanças climáticas. Divulgada nesta segunda-feira, 10, a primeira carta do presidente da conferência destaca a necessidade de cooperação internacional para acelerar a adaptação climática, além de soluções urgentes que façam deste momento uma virada de chave em todos os setores. Corrêa do Lago também participou do lançamento da SB COP nesta segunda-feira, e destacou a importância do setor produtivo para este mutirão. “O setor privado, além de ser o retrato de um país, é no fundo, quem vai executar a maior parte das decisões que aqueles governos estão tomando. Nós precisamos do setor privado na Cop 30 mais do que em outras Cops. Será também uma oportunidade do Brasil mostrar seu setor produtivo para o mundo. Nós temos muitos casos e exemplos de sucesso”, afirmou o presidente.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e da Jornada COP +, Alex Carvalho, integra a equipe de engajamento da iniciativa, que pretende mobilizar lideranças de empresas, associações, sindicatos, federações e confederações, nacionais e internacionais em prol do desenvolvimento sustentável. “Com a SB COP, além de mobilizar empresas e investidores para ações climáticas concretas, também iremos estabelecer uma ferramenta permanente de engajamento empresarial que esteja comprometida com a criação de um futuro sustentável no setor”, destacou Alex.

A SB COP terá seis eixos com grupos temáticos: transição energética, economia circular e materiais, bioeconomia, transição justa, financiamento climático e segurança alimentar. Estes eixos estão inseridos em três metas: elaborar recomendações aos líderes governamentais para as negociações da COP30; formalizar compromissos do setor privado para reduzir as emissões de gases do efeito-estufa; e desenvolver iniciativas voltadas à ação para avançar em uma agenda climática positiva.

A Confederação Nacional das Indústrias participa há mais de uma década das Conferências do Clima. A iniciativa de criar um grupo empresarial para liderar o setor privado ganhou força após a participação na COP29, sediada em Baku, no Azerbaijão. A inspiração para a SB COP veio do B20, fórum de representação do setor privado dos países que compõem o G20, presidido pelo Brasil em 2024. Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a criação deste espaço é necessária, pois o enfrentamento das mudanças climáticas só terá efeito com a participação do setor produtivo. “O setor privado é um catalisador e o nosso objetivo é de complementaridade, somando e garantindo entregas. A nossa entrega é a percepção de um Brasil diferente do que existe e a certeza de que o setor empresarial brasileiro tem excelentes cases, excelentes projetos”, destacou Alban.

O lançamento também contou com a presença virtual do governador do Pará, Helder Barbalho, que destacou a importância do protagonismo do setor produtivo do Pará para a adaptação climática. “O olhar transversal se faz necessário para que nós possamos fazer com que essa COP em Belém, na Amazônia e no Brasil possa deixar legados ambientais e um novo paradigma para as relações multissetoriais, para que nós possamos apresentar cases de sucesso de um estado que fez a escolha da transição para um modelo que preserve a floresta e isso só é possível a partir do envolvimento da iniciativa privada. Preservar produzindo e produzir preservando deve ser o conceito para balizar todos nós nessa jornada”, enfatizou o governador.

A conclusão dos trabalhos da SB COP resultará em uma agenda de recomendações que será apresentada pelo setor produtivo à Presidência da COP e ao governo, com a perspectiva de garantir o compromisso do setor privado com as metas para redução das emissões de gases do efeito estufa. Segundo o presidente da Fiepa, a proposta é que a Sustainable Business não se limite à COP 30. “Será um espaço oficial para participação empresarial que começa nesta COP, mas que irá se estender para as edições futuras. Construiremos parcerias estratégicas e que realmente tenham impacto na discussão mundial sobre o clima”, conclui Alex Carvalho.

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Produto da bioeconomia, a castanha é do Pará, mas precisa de investimentos  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/produto-da-bioeconomia-a-castanha-e-do-para-mas-precisa-de-investimentos/ Mon, 24 Mar 2025 12:49:13 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14061

A Jornada COP+ está rastreando as principais cadeias produtivas do Pará, dentro do Programa de Sociobioeconomia do projeto. O movimento coletivo pela transição justa na Amazônia Brasileira, liderado pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), está criando plataforma digital que vai medir o valor da sociobioeconomia no estado. A plataforma servirá como um mapa das cadeias de produtores, associações, cooperativas e indústrias que compõem o ecossistema da sociobioeconomia do estado. Para divulgar estas iniciativas, criamos a série  “Bio Valor: os caminhos da socioboeconomia no Pará”, com reportagens mensais em que abordaremos histórias e informações dos principais produtos da sociobioeconomia. Veja nessa reportagem iniciativas, desafios e soluções para a produção da castanha-do-pará no estado.

Uma panela de pressão de 30 litros, um fogão industrial, máquinas manuais de segunda mão e um forno a lenha. Esse era todo o material que o produtor Zeno Gemaque tinha quando começou a fazer o beneficiamento da castanha-do-Pará na cidade de Acará, nordeste do estado, há treze anos.

Zeno nasceu e cresceu na zona rural do município, às margens do Rio Acará, a cerca de 100 km de Belém, e começou a trabalhar com a castanha seguindo os passos do pai, que tinha uma pequena produção de castanheiras, da qual extraía o ouriço e vendia in natura para feiras e indústrias da região. Porém Zeno percebeu que a família podia ganhar mais dinheiro com outra etapa desse processo: o beneficiamento da castanha. “Naquela época o quilo da castanha in natura estava a 2 reais e 50 centavos e um sachê com 100 gramas dela processada já estava por volta de 8 reais no supermercado”, conta.

Com um investimento de R$2500 e sem acesso a máquinas industriais, Zeno criou a fábrica improvisada para beneficiar a castanha. “O secador rotativo não tinha, então secava ao sol. Fazia o processo do autoclave na panela de pressão, descascava nas máquinas manuais e desidratava num fogão a lenha. Foi assim que eu comecei em 2012 e a experiência deu certo”, relata Zeno.

Três anos depois, conseguiu formalizar a empresa, fundando a Zeno Nativo. Em seguida, comprou máquinas e reformou a pequena fábrica para ficar em padrão semi industrial. Hoje a castanha processada por Zeno é vendida no Mercado Ver-o-peso, empórios e moinhos da região, e também para outros estados como São Paulo, Maranhão e Ceará. “A gente consegue vender toda nossa produção. É um mercado bom, é um produto que se você tiver um bom produto é fácil de vender e você consegue vender bem”, explica o produtor.

Para ele, o problema não está no mercado e sim na cadeia. Zeno compra a castanha in natura de áreas nativas e preservadas de várias regiões do Pará, só que a oferta está cada vez mais instável, principalmente com as mudanças do clima.  “Tem anos que dá uma safra boa, tem anos que dá ruim. Esse ano, por exemplo, a safra está muito escassa porque nos últimos tempos a estiagem tem sido muito alta e isso afeta diretamente na produção da castanha”, explica o produtor que também se mostra preocupado com o futuro da produção. “Ainda tem em abundância, mas no ritmo que estamos indo daqui a pouquinho não vai ter mais”, conclui.

Fortalecimento da cadeia precisa começar com o plantio, diz especialista

Planta originária da Amazônia, a castanheira (Bertholletia excelsa) é uma das maiores espécies do bioma, podendo atingir até 50 metros de altura. A árvore dá frutos conhecidos como ouriços. Semelhantes a um coco, eles podem pesar até 2kg e possuir de 8 a 24 sementes. Os ouriços são quebrados e as sementes separadas e beneficiadas para serem comercializadas. Rica em selênio e outros nutrientes, a castanha-do-pará é recomendada por nutricionistas e ajuda a compor outros produtos como óleos e leites vegetais.

Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que a cadeia da castanha-do-pará no Brasil envolve mais de 60 mil famílias de povos e comunidades tradicionais, cerca de 100 organizações comunitárias, entre cooperativas, associações e agroindústrias, e aproximadamente 60 empresas de beneficiamento e comercialização nacionais. A demanda pelo produto no mercado global aumentou em 700% nos últimos 15 anos e essa produção movimenta de US$ 300 a US$ 400 milhões (R$ 1,5 a R$ 2,0 bilhões) por ano.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que em 2023, o Pará produziu 9.390 toneladas da semente, o que representa um valor superior a R$ 31 milhões em produção. O estado foi o terceiro maior produtor da castanha que leva seu nome, ficando atrás do Amazonas (11.291 toneladas) e do Acre (9.473 toneladas).

Pesquisas da Embrapa mostram que ao longo da história, os processos de ocupação e colonização da Amazônia, como aberturas de estrada, afetaram diretamente a plantação da castanha, fazendo com que o Pará deixasse de ser o principal produtor da semente. Só entre os anos de 1984 a 1997, 70% dos castanhais foram destruídos na região sudeste do Pará, segundo Alfredo Homma, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e um dos principais estudiosos sobre o assunto. Atualmente, são os municípios de Óbidos, Oriximiná e Alenquer, todos no oeste paraense, os maiores produtores.

Homma explica que o plantio de castanhas não tem sido priorizado porque a produção demora a dar retorno, visto que a castanheira leva de 15 a 20 anos para chegar à fase adulta e só após esse tempo é possível extrair o ouriço. Mas que já existem tecnologias, inclusive na própria Embrapa, para produção de mudas com qualidade e com retorno mais rápido. “É preciso incentivar e popularizar o plantio e ter paciência, entendendo que é algo que vai gerar resultados a longo prazo. Num momento em que se discute a bioeconomia, é preciso pensar nos produtos que têm poder de mercado como a castanha, o bacuri, e o pau-rosa que é muito procurado para cosméticos, como sabonetes e perfumes”, destaca.

Para Homma, a castanha-do-pará tem as mesmas condições de chegar ao nível da castanha do caju. “Hoje a participação da castanha-do-Pará no mercado das castanhas não chega a 1% e é dezessete vezes menor que a da castanha de caju, mas isso pode ser igualado, se houver incentivo.”

O pesquisador defende a existência de programa de plantação de castanheiras em áreas de reserva legal e de preservação permanente que precisam ser recuperadas. “A castanha tem um grande mercado, o mundo inteiro conhece e gosta da castanha-do-Pará. Mas a oferta extrativista já chegou ao seu limite. Temos um passivo ambiental muito grande. Essas áreas podem ser usadas para a plantação de castanheiras. É preciso também um programa que incentive a criação de viveiro de mudas que possam ser distribuídas gratuitamente ou vendidas a preço de custo”, destaca.

Com os desafios do mercado internacional, indústrias tradicionais se reinventam

A castanha-do-pará ganhou esse nome entre o século XVIII e XIX, batizada pelos visitantes da Amazônia. Além de ser produzida no estado, era dos portos paraenses que a castanha era exportada ainda in natura, principalmente a partir da década de 1920, como uma forma de substituir a cadeia da borracha.

Hoje, a produção da castanha-do-pará se concentra em três países da Amazônia: Bolívia, Brasil e Peru. Em 2023, o Brasil produziu 35.351 toneladas do produto, de acordo com o IBGE. O país é o segundo maior produtor mundial, ficando atrás da Bolívia, que também detém a maior parte do mercado internacional.

Empresas paraenses tradicionais no beneficiamento do produto tentam se reposicionar no mercado internacional. É o caso da Mutran Exportadora, empresa familiar com mais de 50 anos de história no setor. Assim como a trajetória de Zeno, na família Mutran a produção da castanha também foi repassada entre gerações. Começou com o plantio de castanhais em Marabá, no sudeste do Pará, depois passou para o beneficiamento com a aquisição de usina de processamento no bairro da Pratinha, em Belém.

Inicialmente o foco era apenas a exportação, mas a mudança no mercado internacional exigiu novas estratégias.  “A partir dos anos 1990/2000, a Bolívia passou a dominar o mercado internacional, tendo passado por um processo de modernização e mecanização do processamento duas décadas antes das empresas brasileiras. Isso fez com que perdêssemos a relevância no mercado internacional e passássemos a vender quase que a totalidade da nossa produção no mercado nacional brasileiro. Por sorte, esse período coincidiu com o aumento no consumo da castanha nacionalmente e com a sua utilização cada vez maior como ingrediente em produtos da indústria alimentícia”, conta Victória Mutran, diretora da exportadora. Hoje, a castanha beneficiada pela empresa vira insumo para pães, doces, barras de cereais, granolas, entre outros produtos.

Em 2024, a empresa processou mais de 5.000 toneladas de Castanha do Pará in natura, gerando mais de 1.500 toneladas de produto acabado. Quarenta por cento dessa produção foi exportada para países da América, da Europa e da Ásia. “Nossa presença nas exportações tem aumentado à medida que aumentamos a nossa produção anual. Ao longo dos anos, também tivemos grande aumento nas exigências de controle de qualidade e segurança de alimentos e a necessidade de obter certificações internacionais para abrir portas de grandes indústrias e mercados mais exigentes”, destaca Mutran.

A redução na disponibilidade de castanhas no sudeste do Pará também impactou a produção e a indústria precisou buscar outros fornecedores em outras regiões do estado e também no Amazonas, Roraima e Acre. Mas os desafios da cadeia ainda são muitos. “A castanha demanda grande esforço financeiro e logístico para sair das áreas de mata mais densas e chegar até Belém para só depois serem processadas e comercializadas para o Brasil e para o mundo”, afirma Victória.

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Debate sobre sustentabilidade e transição energética marca Dia Estadual da Mineração no Pará  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/debate-sobre-sustentabilidade-e-transicao-energetica-marca-dia-estadual-da-mineracao-no-para/ Mon, 24 Mar 2025 12:43:59 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14054

Na data celebrada no dia 14 de março, empresas, profissionais e instituições apresentaram e discutiram tendências e caminhos para a sustentabilidade no setor. Mineradoras de cobre, alumínio, ouro e minerais industriais, com atuação no Pará, compartilharam práticas de responsabilidade ambiental e discutiram como a mineração pode ser essencial para a transição energética.

Realizado pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), em parceria com Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o Centro das Indústrias do Pará (CIP), o Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) e o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram-PA), o evento teve o apoio da Jornada COP+, iniciativa da FIEPA que está construindo uma nova agenda econômica, social e ambiental do setor produtivo da Amazônia. Para Alex Carvalho, presidente da Fiepa e da Jornada, o debate sobre a sustentabilidade na mineração mostra o amadurecimento do setor mineral no Pará. “A mineração é um segmento muito importante e representativo para a economia, para a sociedade e para a preservação ambiental. E este é um momento para discutir o futuro e os caminhos a serem percorridos, por isso que a Jornada COP+ se faz presente. Até porque a COP vai passar, mas os bons exemplos de sustentabilidade serão perpetuados”, enfatizou.

O segmento é responsável por 4% do PIB brasileiro. Dados do Instituto Brasileiro de Mineração mostram que o setor mineral no Brasil movimentou mais de 43 bilhões de dólares em exportações e gerou mais de 221 mil empregos diretos em 2024. De acordo com o IBRAM, o enfrentamento à emergência climática e a busca pelo cumprimento do Acordo de Paris passam também pela expansão da extração e do uso de bens minerais pois, segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda em insumos minerais para a transição energética, nos próximos vinte anos, pode ser até 6 vezes maior do que a produção atual.

Para o gerente executivo do IBRAM na Amazônia, Anderson Santos, o debate sobre a sustentabilidade na mineração é uma forma de aliar o desenvolvimento às necessidades das gerações atuais e futuras. “Ter as mineradoras apresentando as ações de sustentabilidade que estão sendo praticadas é também uma forma de ajudar a desenvolver outros estados e países. A gente sequer poderia levantar a possibilidade de deixar para as gerações futuras um mundo pior do que aquele que recebemos. Então, é nosso dever buscar formas de deixar não só condições melhores, mas deixar um legado”, ressaltou.

Titular da Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal, o deputado Keninston Braga (MDB), destacou que os caminhos para a sustentabilidade na mineração são desafiadores e precisam contar com o envolvimento de diversos setores e com a criação de novas políticas. “Precisamos modernizar o nosso código minerário e temos um projeto tramitando na Câmara. O mundo hoje clama por uma economia de baixo carbono, o mundo clama por uma transição energética cada vez mais abrangente e mais forte. Não existe transição energética sem minerais críticos, não existe economia de baixo carbono sem transição energética. E nós não podemos perder a oportunidade aqui no Pará, neste ano de COP30, de dizer para todo mundo que nós queremos ser o grande protagonista dessa transição”, afirmou.

O Pará se destaca no setor mineral, é o segundo estado com maior faturamento no segmento, além de líder na produção do ferro, bauxita e ouro. Para o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Paulo Bengtson, ações de sustentabilidade no segmento têm sido cada vez mais necessárias. “O crescimento do setor traz para a sociedade um alerta para um novo tempo na mineração do Pará e do país. Nós estamos em um processo de mudanças climáticas sérias. Há anos atrás, ninguém estaria discutindo sustentabilidade, estaríamos debatendo sobre o preço da tonelada do ferro, do cobre, como aumentar as nossas exportações. E hoje, estamos discutindo como o setor mineral pode contribuir com o meio ambiente, pois é uma discussão urgente”, afirmou.

A Jornada COP+ foi idealizada pela Temple Comunicação e é realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), com apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinadora master a mineradora Vale.

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Comitiva da CNI visita espaços da COP em Belém  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/comitiva-da-cni-visita-espacos-da-cop-em-belem/ Mon, 24 Mar 2025 12:39:18 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14051 Representantes da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) visitaram, no dia 18 de março, os espaços que receberão a programação da Conferência das Nações Unidas sobre o clima, a COP 30, em novembro. A visita foi acompanhada por integrantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e da Jornada COP+.

A CNI estará presente na Conferência a partir da Sustainable Business COP 30, a SB COP, iniciativa que quer garantir o papel do setor privado nas negociações climáticas globais. O secretário-executivo da SB COP e superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bontempo, destacou a importância do projeto para uma nova agenda na indústria. “A SB COP é uma oportunidade dentro de todo esse ambiente de mostrar que a indústria, ela é parte da solução climática. Nas COPs podemos mostrar o que as empresas têm feito para a transição para uma economia de baixo carbono”, enfatizou.

Os propósitos da SB COP estão alinhados à Jornada COP+, movimento coletivo pela transição energética justa e desenvolvimento sustentável da Amazônia realizado pela FIEPA. Para o presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da Federação, Deryck Martins, todas as ações caminham para um objetivo comum: a participação qualificada da indústria frente à agenda climática global. “Tanto a Jornada COP+, quanto a SB COP têm esse marco da Conferência 30, mas continuam pra além dela. Principalmente com o objetivo de que a indústria alcance uma economia de baixo carbono, que a gente tenha uma indústria cada vez mais adequada às agendas climáticas, aos desafios globais que são colocados”, destacou.

O primeiro local visitado foi o Parque da Cidade. O espaço com mais de 552 mil m2 e que abrigava um antigo aeroclube está sendo construído para ser o principal palco da conferência. A obra que contém equipamentos como áreas esportivas, espaços de economia criativa, teatro, centros de gastronomia e ecoturismo terá soluções sustentáveis como sistema de reuso de água, energia solar e jardins filtrantes para o sistema de esgoto.

Responsável pela apresentação do espaço, a gerente de Meio ambiente e Relacionamento da Vale, Daniela Genu, destacou a importância de receber a comitiva. “Além de acompanharem todo o processo da obra, os visitantes trazem para a gente também um outro olhar, com outras ideias, outras propostas que quando é possível a gente inclui no projeto”, afirmou.

A equipe da Fiepa também apresentou para a comitiva da CNI as dependências do Teatro do Sesi, do Sesi Almirante Barroso e do Senai Getúlio Vargas. Os espaços devem receber programações da indústria durante a Cop 30. “Estamos muito felizes em poder contribuir com todas as ideias, com toda a inovação e tudo que a indústria vai trazer para que essa seja uma das melhores Cops”, destacou Elen Néris, gestora executiva da Jornada Cop+.

A Jornada COP+ tem o apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinadora master a mineradora Vale.

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Bioeconomia e sociobioeconomia: desafios e oportunidades para sustentabilidade na Amazônia  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2025/03/24/bioeconomia-e-sociobioeconomia-desafios-e-oportunidades-para-sustentabilidade-na-amazonia/ Mon, 24 Mar 2025 12:29:56 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=14043

Em carta divulgada nesta semana, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP 30, destacou o papel das florestas para a ação climática. No documento, o presidente falou da importância de reverter o desmatamento, recuperar o que foi perdido e trazer ecossistemas de volta à vida. Estes, mais saudáveis, “podem oferecer oportunidades para resiliência e bioeconomia, promovendo meios de subsistência locais, criando cadeias de valor sofisticadas e gerando inovações em biotecnologia”, diz a carta.

A mobilização da Indústria: sustentabilidade e biodiversidade nos negócios

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada em 2024, aponta que seis em cada dez empresas adotam práticas relacionadas à biodiversidade nos negócios (58%), como tecnologias, certificações e uso sustentável de recursos.

O Pará e a bioeconomia: da criação de Plano Estadual à proposição de uma Zona Franca

O Governo do Estado criou a Política Estadual de Mudanças Climáticas, o Plano Amazônia Agora, que tem como propósito mudar a relação de uso da floresta, reduzir o desmatamento e tornar o Pará um estado carbono neutro até 2036.

Pequenos e médios negócios precisam ser protagonistas

Empresas de pequeno e médio porte também estão articuladas. Para fortalecer o setor, promover inovação, capacitação e articulação estratégica foi criada, em 2023, a Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia, a AssoBIO, que hoje já conta com 75 associados.

A Jornada COP+ foi idealizada pela Temple Comunicação e é realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), com apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Ação Pró-Amazônia, SESI, SENAI, IEL e Instituto Amazônia+21. O projeto tem como patrocinador master a mineradora Vale.

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Parceria entre FIEPA e Sedeme impulsiona desenvolvimento industrial no Pará  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/parceria-entre-fiepa-e-sedeme-impulsiona-desenvolvimento-industrial-no-para/ Mon, 23 Dec 2024 11:45:27 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13984

A parceria entre a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) consolidou avanços para a atração de investimentos e o fortalecimento do setor industrial paraense ao longo de 2024. A colaboração promoveu ações estratégicas como a promoção da cultura exportadora, a aprovação de projetos de incentivos fiscais, e o fortalecimento de setores-chave para a economia do Estado.

Entre as iniciativas conjuntas se destacaram o lançamento da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) no Pará, que contou com o apoio do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, e a colaboração em eventos voltados para a promoção das exportações e encontros de negócios com países estratégicos que reforçaram o posicionamento do Estado no mercado internacional. Outro marco importante foi a retomada das atividades do programa “Na Fábrica”, promovido pela FIEPA em parceria com a Sedeme. O programa realiza visitas às indústrias paraenses com o objetivo de estreitar o diálogo entre empresários, investidores, governo e demais atores da cadeia produtiva.

Mais recentemente, a Comissão de Política de Incentivos, presidida pelo titular da Sedeme, Paulo Bengtson, aprovou oito novos projetos para concessão de fomento nas modalidades de modernização, ampliação e diversificação, além de outros dois projetos nas modalidades renovação e revisão. A Comissão é composta por representantes de órgãos e secretarias de Estado, como a de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), da Fazenda (Sefa) e de Planejamento e Administração (Seplad), e ainda da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Para o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, a parceria com o Governo do Estado tem sido essencial para o crescimento sustentável da indústria paraense. “A FIEPA, como interlocutora da indústria no Pará, busca sempre fortalecer o diálogo com todos os atores que contribuem para o desenvolvimento da nossa região. Nesse sentido, a atuação proativa do secretário Paulo Bengtson e do secretário adjunto Carlos Ledo, à frente da Sedeme, tem sido fundamental na elaboração de ações conjuntas que garantem incentivos fiscais, fomentam a instalação de novas indústrias, ampliam a base exportadora e posicionam o Pará como referência em crescimento industrial sustentável na região Norte”, afirmou Carvalho.

O titular da Sedeme, Paulo Bengtson, destaca que a missão da pasta é desenvolver e implementar políticas de desenvolvimento econômico, mineração e energia no Estado do Pará de forma sustentável. “Isso envolve a definição de estratégias e a formação de parcerias com outras instituições, como a FIEPA, que ao longo de 2024 atuou em parceria com a Sedeme, implementando ações estratégicas para a atração de novos investimentos, a criação de um ambiente de negócios seguro, a instalação de novas indústrias com foco no desenvolvimento econômico sustentável e no fortalecimento do setor industrial no Estado do Pará”, ressaltou Bengtson.

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Evento destaca oportunidades de negócios internacionais para indústrias do Pará  https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/evento-destaca-oportunidades-de-negocios-internacionais-para-industrias-do-para/ Mon, 23 Dec 2024 11:32:05 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13968

O Centro Internacional de Negócios da FIEPA (FIEPA CIN) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizaram nesta terça-feira (10/12) o encontro “Conexão Internacional” com o objetivo de apresentar aos empresários paraenses as oportunidades de negócios e expansão no mercado internacional em 2025. O evento foi realizado na sede da FIEPA, em Belém, e contou com a participação das empresas locais Horta da Terra, Cachaçaria Meu Garoto e Quri Natural Beauty, que compartilharam suas experiências bem-sucedidas na exportação de produtos do bioma amazônico.

Na abertura do evento, o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, enfatizou a importância de fortalecer as cadeias produtivas e as parcerias estratégicas para aumentar a competitividade das indústrias do Pará. “A parceria da FIEPA CIN com a ApexBrasil tem sido fundamental para reforçar o papel da cadeia produtiva industrial, extremamente relevante para a geração de emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico na nossa região. Esse trabalho conjunto trouxe novas ideias e iniciativas que muitas das empresas presentes aqui hoje já tiveram a oportunidade de participar. O objetivo também é estimular que as grandes indústrias, além de suas responsabilidades econômicas, assumam um papel social e reputacional de incentivar as cadeias produtivas no entorno de suas atividades. Seja na mineração, geração de energia, construção civil ou outros setores bem estabelecidos, essa abordagem busca internalizar a riqueza gerada e beneficiar o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado”, afirmou o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.

A coordenadora executiva da FIEPA, Cassandra Lobato, destacou as ações realizadas em 2024 e as metas para 2025. “Nosso trabalho é direcionado a empresas em processo de exportação, com foco na preparação para a COP30. Para isso, em parceria com Centros Internacionais de Negócios de diferentes estados, atuamos fortemente na capacitação de empresários e profissionais na área de comércio exterior. Também promovemos encontros e rodadas internacionais com compradores de diversas partes do mundo e fornecemos o suporte necessário aos empresários em missões comerciais globais, onde divulgamos a produção industrial da Amazônia. Para 2025, nosso objetivo é ampliar essa qualificação profissional e intensificar as conexões com grandes compradores internacionais, mobilizando ainda mais os empresários paraenses para eventos de destaque, com o propósito de promover os produtos da bioeconomia amazônica e fortalecer a competitividade das nossas indústrias no mercado internacional”, afirmou Lobato.

Durante o evento, o gestor do Escritório Norte da ApexBrasil, Essio Lanfredi, explicou o papel da instituição na promoção das exportações brasileiras. “O escritório da Apex Brasil começou a atuar aqui no Pará em 2020 e, nesse período, consolidamos parcerias importantes, como essa com a FIEPA, para promover o potencial exportador das empresas locais. Vinculada ao MDIC e aos setores de promoção comercial das embaixadas brasileiras no exterior, estamos comprometidos em auxiliar as empresas na construção de seus planos de exportação para 2025, oferecendo ferramentas e capacitações em áreas como análise de mercados, adaptação de produtos e posicionamento estratégico. Nosso objetivo é proporcionar avanços concretos no mercado internacional, fortalecendo a imagem do Brasil e do Pará como parceiros confiáveis e competitivos no cenário global”, afirmou Lanfredi.

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Belo Monte celebra 5 anos de operação plena https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/12/23/belo-monte-celebra-5-anos-de-operacao-plena/ Mon, 23 Dec 2024 11:16:04 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13950
Usina atende 10% da demanda do país, colabora na reserva nacional de energia e em momentos de pico de consumo

Usina atende 10% da demanda do país, colabora na reserva nacional de energia e em momentos de pico de consumo

A Norte Energia celebra, nesta terça-feira (19), cinco anos de operação plena da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, quando a 18ª Unidade Geradora foi colocada em funcionamento, consolidando Belo Monte como a maior usina 100% brasileira e a quinta maior do mundo. Produzindo energia limpa e renovável, a hidrelétrica tem capacidade de atender 60 milhões de pessoas, é responsável por suprir 10% da demanda do país e atua como uma bateria natural do sistema energético, ajudando na reserva nacional e em momentos alta demanda de energia.

Com capacidade instalada de 11.233,1 MW e garantia física média de 4.571 MW de geração de energia, Belo Monte permite a recuperação dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste durante períodos de alta geração. Mesmo diante dos efeitos do El Niño, que reduziu as chuvas na região Norte, a usina continuou a gerar energia de forma consistente nos horários de pico de consumo. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), Belo Monte foi responsável, sozinha, por garantir 12% da carga nacional em março desse ano.

O Complexo Belo Monte, composto pela Usina Hidrelétrica Belo Monte e a Usina Hidrelétrica Pimental, garante ainda 1.700 empregos diretos e indiretos na região e atua como o agente de desenvolvimento socioeconômico e sustentável no médio Xingu. Por exemplo, como consequência das melhorias levadas pela usina, o percentual de moradores abaixo da linha de pobreza em Altamira, de 25%, em 2010, (Censo IBGE) caiu para 3%, em 2023.

Agenda de descarbonização e foco no desenvolvimento sustentável

Para além da energia limpa e renovável, a concessionária de Belo Monte tem investido em uma série de iniciativas inovadoras, como o desenvolvimento de barcos elétricos, para promover a mobilidade fluvial sustentável na Amazônia. Estes projetos contribuem para a redução das emissões de CO2 e para a melhoria da qualidade de vida das populações ribeirinhas.

Através dos projetos de reflorestamento no Médio Xingu, utilizando mão de obra local, a empresa restabeleceu 2,4 mil hectares de floresta amazônica, o que representa 3 mil campos de futebol. Foram plantadas 1,5 milhão de mudas nativas e a meta da companhia é plantar 5,5 milhões de mudas, recuperando 7,6 mil hectares até 2045.

Desde o início da implantação de Belo Monte, em 2010, a Norte Energia investiu, até o momento, R$ 8 bilhões em ações socioambientais.

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Festival da BioAmazônia fomenta negócios com inovação e sustentabilidade https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/23/festival-da-bioamazonia-fomenta-negocios-com-inovacao-e-sustentabilidade/ Wed, 23 Oct 2024 19:22:26 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13905

Iniciativa da FIEPA fará parte da “Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias”, promovida pelo Ibram entre os dias 6 e 8 de novembro, no Hangar

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI PA) e do Serviço Social da Indústria (SESI PA), realizam o “Festival da BioAmazônia: Inovação e Sustentabilidade”. O evento acontecerá em paralelo à “Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias”, promovida pelo IBRAM entre os dias 6 e 8 de novembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras, em Belém (PA). As inscrições são gratuitas, no site: https://ibram-eventos.com.br/enrollment/F/festival-bioamazonia-inovacao-e-sustentabilidade/94

O Festival abrigará a Feira da Bioeconomia, que reunirá empresas locais e nacionais que apresentarão produtos e tecnologias voltadas para o desenvolvimento sustentável. Com uma programação diversificada, o evento também terá apresentação de cases de sucesso, rodadas de negócio e de crédito e oficina de internacionalização. Serão apresentadas iniciativas e tecnologias voltadas para o aproveitamento sustentável dos recursos amazônicos, com foco em expandir o impacto econômico e ambiental desse setor. Além disso, os participantes terão acesso a sessões de capacitação e espaços dedicados ao networking, fortalecendo parcerias estratégicas e promovendo o diálogo entre empresários, investidores e acadêmicos.

O Festival da BioAmazônia faz parte do projeto “Jornada COP+”, liderado pela FIEPA, que visa construir uma nova agenda econômica, social e ambiental para a indústria na região. O objetivo é proporcionar uma ampla discussão sobre inovação e sustentabilidade, com atividades voltadas tanto para o setor empresarial quanto para a academia e o público interessado na temática da bioeconomia.

Principais atrações do Festival da BioAmazônia:

  • Feira da Bioeconomia: estandes de empresas locais apresentando produtos e tecnologias inovadoras voltadas para o desenvolvimento da bioeconomia.
  • Conferências para estudantes: palestras e workshops com especialistas, discutindo a aplicação da bioeconomia em diversos setores, além de sessões interativas focadas nos desafios e oportunidades da Amazônia.
  • Oficina de Internacionalização: capacitação de empresas para a expansão de seus negócios em mercados internacionais, com suporte estratégico e técnico.
  • Rodadas de Crédito: iniciativa que visa facilitar o acesso ao crédito por meio de instituições financeiras, que apresentarão suas linhas de financiamento específicas para o setor.
  • Arena Cases de Sucesso: apresentações de projetos bem-sucedidos na aplicação da bioeconomia na Amazônia, mostrando o impacto positivo da inovação.
  • Rodadas de Negócios: encontros entre empreendedores e investidores, promovendo parcerias e incentivando novos investimentos no setor.
  • Roadshow Inovação Aberta: uma plataforma para a apresentação de tecnologias e pesquisas inovadoras, conectando a ciência com os desafios da bioeconomia na região.
  • Espaço Networking: um ambiente dedicado ao encontro de empreendedores, acadêmicos, investidores e autoridades, facilitando o diálogo e o desenvolvimento de novas parcerias estratégicas.

Serviço:

Evento: Festival da BioAmazônia: Inovação e Sustentabilidade
Data: 6 a 8 de novembro de 2024
Local: Hangar Convenções & Feiras da Amazônia – Salão B – Belém PA
Horários:
6 de novembro: 14h às 21h
7 e 8 de novembro: 10h às 21h

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“Vitrine da Indústria na Amazônia” destaca a produção de negócios do setor industrial do Pará https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/15/vitrine-da-industria-na-amazonia-destaca-a-producao-de-negocios-do-setor-industrial-do-para/ Tue, 15 Oct 2024 19:41:59 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13860

Para destacar o melhor da produção industrial regional, conectando inovação, sustentabilidade e desenvolvimento, o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA) inaugurou, no dia 12/09, a “Vitrine da Indústria na Amazônia”, espaço de exposição localizado na sede da entidade, em Belém. Nesta primeira edição, ficarão expostos produtos do setor de cosméticos e fitoterápicos paraenses, de empresas que compõem o projeto Amazônia na Pele, mantido pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos, Petroquímicos, Farmacêuticos e de Perfumaria (Sinquifarma).

A exposição reúne um mix de produtos, como sabonetes, xampus, hidratantes, óleos corporais, óleos naturais, fitoterápicos, esfoliantes e cremes, fabricados a partir de diversas matérias primas da floresta. “É um espaço para que a sociedade possa conhecer o que nós temos produzido aqui no Estado. Com o apoio da FIEPA, nós conseguimos consolidar esse grupo de 15 empresas sindicalizadas, dentro do projeto Amazônia na Pele. É muito bom poder apresentar o potencial dessas empresas da Amazônia, com insumos daqui, gerando renda e verticalizando a produção. Aqui tem empresa com mais de 100 anos, assim como tem outras novas indústrias, startups, com ideias e experiências inovadoras”, explica Fatima Chamma, diretora da FIEPA e vice-presidente do Sinquifarma.

O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, afirma que o espaço faz parte das diversas iniciativas da entidade, preparatórias para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), e deve permanecer após o evento global, como forma de divulgação e valorização do trabalho executado pelo Sistema Indústria, pelos sindicatos e pelas empresas dos diversos segmentos industriais. “Este espaço nasce verdadeiramente como uma vitrine daquilo que nós temos de melhor da indústria no território amazônico, no território do nosso estado, com as nossas potencialidades, com preservação e sustentabilidade ambiental, inclusão social e desenvolvimento de uma cadeia de valor que internalize riquezas e traga, não só a geração de empregos, mas a qualificação desses empregos e a verticalização dessa produção”, afirmou o presidente da Federação.

“Esse projeto é fundamental porque a gente tem que mostrar o que a gente tem de bom, porque como eu falo, as pessoas todas querem usufruir da Amazônia, mas não devolvem. A gente devolve, a gente beneficia, a gente gera a mão de obra, e os nossos produtos são 100% Amazônia. A gente une forças para levar a experiência verdadeiramente amazônica para o mundo”, comemorou a empresária Tatiana Sinimbú, da empresa Jambú Sinimbú, expositora que participa do projeto.

O presidente do Sinquifarma, Nilson Azevedo, reforçou a importância de um trabalho conjunto entre as instituições e as empresas. “Nós temos um mercado excelente que tem feito várias incursões para outros países, mas ainda temos muitos desafios aqui na região, com altos custos para as empresas que querem empreender, vender seus produtos, então acredito que a saída é sempre nos unirmos para buscar soluções para vencer os desafios e fortalecer as nossas indústrias”, afirmou Azevedo.

De acordo com dados do Centro Internacional de Negócios da FIEPA, no primeiro semestre de 2024, o Pará exportou US$ 1.265.577 milhões e 676,64 toneladas de produtos higiene pessoal, cosméticos e perfumaria. Os principais produtos foram sabões, óleos, bálsamos naturais e papel higiênico, que tiveram como principais destinos países como o Paraguai, Venezuela, Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Reino Unido, México, França, China e Países Baixos (Holanda), respectivamente.

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