invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027 mostra que Logística, Construção, Manutenção e Metalmecânica serão as áreas com maior demanda por novos profissionais
Para atender a demanda da indústria do Pará nos próximos três anos, será necessário qualificar 286 mil profissionais entre 2025 e 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. O número contempla a necessidade de formação de 47 mil novos profissionais e de requalificação de 239 mil que já estão no mercado. A projeção leva em conta o crescimento da economia e do mercado de trabalho. O levantamento é elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo é uma importante ferramenta de inteligência para subsidiar as ações de planejamento de oferta do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (18), durante entrevista coletiva com o diretor do SENAI Pará, Dário Lemos, e com o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas.
Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, o estado precisará de 47 mil trabalhadores com uma nova formação para atender o ritmo de criação de empregos e a reposição de trabalhadores que deixarão o mercado de trabalho formal. As projeções para o Pará também mostram que 239 mil trabalhadores precisarão de treinamento e desenvolvimento para atualizarem as competências nas funções que já desempenham na indústria e que também são demandadas por outros setores no Brasil.
A atualização envolve o desenvolvimento de competências em dimensões como hard skills (habilidades técnicas como domínio de máquinas, equipamentos e softwares), soft skills (competências comportamentais como pensamento crítico, inteligência emocional, criatividade e inovação) e ações de saúde e segurança no trabalho (como inspeção de instalações, normas e regulamentos), para que os trabalhadores contem com as habilidades necessárias para desempenhar as funções de maneira eficaz e segura.
“A demanda por qualificação no Pará, identificada pelo Mapa do Trabalho Industrial, reflete o crescimento acelerado de setores estratégicos da economia. Estamos empenhados em preparar profissionais capacitados para atender essas necessidades e garantir que a indústria local continue a se expandir de forma competitiva e sustentável. A requalificação de trabalhadores também será essencial para que eles possam acompanhar as transformações tecnológicas e de mercado, mantendo-se relevantes e produtivos “, destaca o diretor regional do SENAI Pará, Dário Lemos.
Logística e Construção lideram em demanda por profissionais
De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, entre 2025 e 2027, as áreas com maior demanda por profissionais serão:
Metodologia do MTI 2025-2027
Para este Mapa do Trabalho Industrial, o Observatório dividiu o levantamento de dados por etapas:
As ocupações correlatas são categorizadas pelo caráter transversal e pela relevância para os diferentes setores, como cientistas de dados e engenheiros da computação.
Acesse os dados do Mapa do Trabalho Industrial na íntegra





Ação inédita do Observatório da Indústria da FIEPA projeta cenários para os próximos dez anos
O Observatório da Indústria do Pará, iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), realizou no dia 08 de agosto, a sua primeira edição do encontro “Painel de Especialistas” para identificar estratégias e propor soluções para o aprimoramento e desenvolvimento da indústria. O painel em Belém foi direcionado ao setor da construção, um dos que mais empregam no Estado, sendo responsável por injetar quase R$ 9 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) paraense.
Promovido em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria, da Confederação Nacional de Indústria (CNI), o painel em Belém reuniu especialistas, sindicatos da indústria, empresários e acadêmicos para trocas de experiências e discussões prospectivas focadas em análises e projeções para os próximos cinco a dez anos, permitindo a identificação de tendências e demandas estratégicas do setor. Segundo Felipe Freitas, gerente do Observatório da Indústria do Pará, o painel é uma iniciativa importante para subsidiar o trabalho desenvolvido pela Federação junto às indústrias, e no atendimento às demandadas de toda a cadeia produtiva do setor da construção civil, no Estado.
“A cadeia produtiva da construção foi escolhida por seu papel essencial no desenvolvimento socioeconômico do Pará, destacando-se pela capacidade de gerar empregos e contribuir estrategicamente para a infraestrutura e habitação do Estado. O painel permitiu que grupos de trabalho qualificados analisassem o cenário local e global, propondo estratégias para fortalecer o setor, elevar a competitividade e preparar a mão de obra para desafios futuros e os resultados obtidos vão atualizar os serviços do Sistema FIEPA e orientar novos cursos para atender as demandas das indústrias locais, numa perspectiva de médio e longo prazos”, afirmou Freitas.
Para Fabrizio Gonçalves, presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon/PA), o painel foi um marco para a construção civil, reunindo dados essenciais sobre meio ambiente, economia e crescimento. “Esses dados detalhados vão fornecer uma base sólida para que o nosso sindicato tome decisões mais seguras e bem embasadas, fortalecendo a capacidade das nossas empresas de prosperarem. Nesse sentido, o painel trará um novo nível de precisão e visão estratégica, essencial para o desenvolvimento sustentável da construção civil no Estado do Pará. Juntos, podemos transformar essas informações em ações concretas, contribuindo para o avanço da nossa indústria e, consequentemente, para o crescimento econômico da região. Este é o nosso compromisso com o futuro da indústria da construção”, afirmou o presidente do Sinduscon.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Marcello Pio, que também é responsável pelo Núcleo de Prospectiva do Observatório Nacional da Indústria, afirma que o evento serviu para posicionar o Observatório da Indústria do Pará, como um importante centro de conhecimento para as empresas locais. “Como uma das primeiras iniciativas do Observatório, esse evento foi essencial para posicioná-lo como um centro de conhecimento estratégico para as empresas e para todo o Sistema FIEPA. Porque não se trata apenas de fornecer dados, mas de transformá-los em conhecimento útil para o planejamento estratégico e a tomada de decisões. E como uma ação voltada para a prospectiva e estudos de futuro, isso é fundamental para que as empresas possam se preparar para novas demandas, tanto de mão de obra quanto de planejamento”.
Metodologia
Os painéis de especialistas são encontros estruturados que buscam a interação entre especialistas para alcançar um determinado grau de consenso sobre um dado conjunto de dados/informações ou cenários/temas investigados.
Sua estruturação passa pela aplicação de questionários ou perguntas previamente concebidas, além do estabelecimento de regras específicas de trabalho. Tem como principal objetivo identificar as possíveis ações estratégicas e futuras demandas empresariais por soluções educacionais e serviços, em um horizonte temporal de 5 a 10 anos e as tendências para o setor ou segmento em questão.
Os resultados obtidos são utilizados para a elaboração de ações para o desenvolvimento setorial, defesa de interesses da indústria e atualização de portfólios das entidades do Sistema Indústria.
Principais produtos gerados no Painel de Especialistas:







O SESI Pará foi o terceiro colocado no Prêmio de Boas Práticas em Mineração no Brasil. A cerimônia de premiação ocorreu no dia 10/09, durante a Exposibram 2024, e destacou o robô de inspeção veicular, na categoria de Saúde Ocupacional – Operações em Máquinas e Equipamentos Móveis. O prêmio teve mais de 90 trabalhos inscritos de empresas de todo o Brasil. Participaram da premiação a gerente executiva de Segurança e Saúde na Indústria do SESI Pará, Jacilaine Souza; a gerente do SESI Parauapebas, Shyrlen Sousa; e a engenheira do Trabalho do SESI, Poliana Moreno.
Iniciativa pioneira, o robô de inspeção veicular denominado ‘Jabuti’ é uma inovação desenvolvida em um projeto de Gerenciamento de Riscos e Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) realizado em Parauapebas, região sudeste paraense. A tecnologia garante um relatório técnico mais ágil e preciso, com fácil inclusão na rotina laboral. Entre os ganhos estão a maior agilidade no processo, qualidade no atendimento e eliminação dos riscos aos quais os técnicos estariam expostos durante a atividade.
De acordo com a gerente de Segurança e Saúde na Indústria do SESI Pará, Jacilaine Souza, o projeto em gerenciamento de riscos ocupacionais é um exemplo de como o trabalho realizado de maneira integrada, com foco na prevenção e na inteligência, tende a trazer resultados positivos para as empresas. “Hoje, o SESI possui um portfólio extenso de soluções que levam às empresas ferramentas exclusivas e metodologias inovadoras para atuar tanto no fator prevencionista quanto no cumprimento da legislação em SST. Essa experiência mostra o valor imensurável de atuar para a redução de riscos de acidentes de trabalho, para a prevenção de afastamentos e para a promoção da qualidade de vida do trabalhador”, comemora a gestora.
Sobre a Premiação – A premiação teve quatro categorias: Saúde e Segurança Ocupacional; e Segurança de Processos; e como novidade as de Eficiência Energética e de Normas Técnicas. O Prêmio Boas Práticas na Mineração do Brasil busca promover a conscientização sobre a importância da mineração responsável ao desenvolvimento socioeconômico do país. Realizado bianualmente, desde 2012, o Prêmio reconhece e valoriza as empresas que se destacam por suas práticas sustentáveis, inovadoras, socialmente responsáveis e relacionadas à melhoria contínua dos processos industriais da mineração.
Em carta endereçada ao presidente da FIEPA, Alex Carvalho, o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Luís Gordon, anunciou que o banco vai ampliar o seu apoio à inovação nas regiões Norte e Nordeste. Para isso, aprovou em maio deste ano a redução de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões no limite mínimo de financiamento em operações diretas no âmbito do Programa BNDES Mais Inovação, para empresas das duas regiões.
O Plano Mais Inovação, operado pelo BNDES, faz parte do Plano Mais Produção, braço de financiamento do Nova Indústria Brasil, que tem a inovação como um pilar fundamental da neoindustrialização brasileira. Desde que foi lançado, em setembro do ano passado, o Mais Inovação já aprovou financiamentos no valor de R$ 53 bilhões em 270 operações. Seu objetivo é apoiar a implantação de investimentos e projetos voltados para inovação e digitalização, operando financiamentos com custo financeiro pela Taxa Referencial (TR), conforme aprovado pela lei nº 14.592 de 30 de maio de 2023.
Os projetos aprovados contemplam diferentes segmentos da indústria, como projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e plantas pioneiras, alinhados às missões da Nova Política Industrial brasileira. Entre eles, estão iniciativas de empresas de diferentes setores de alta tecnologia, como semicondutores, telecomunicações, saúde, mobilidade, biocombustíveis, equipamentos e motores elétricos.
Mais informações no link: https://bit.ly/programa_bnds
Informações repassadas pelo BNDES.
O Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM), localizado em Belém, foi um dos quatro centros de pesquisa da região Norte credenciados pela EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial e Inovação). O anúncio foi feito durante a 27ª Conferência do Clima da ONU (COP-27), no Egito, e a assinatura do termo de cooperação ocorreu no final de maio, durante o “Inova+ Indústria Digital e Sustentável | Bioeconomia Florestal”, evento realizado pela EMBRAPII e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em Belém.
Serão destinados R$ 9,6 milhões para projetos de inovação industrial sustentável desenvolvidos no Norte do país. Os recursos são oriundos de parcerias estabelecidas pela EMBRAPII com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com os Ministérios de Ciência e Tecnologia, Educação e Economia. Estarão disponíveis para investimento em soluções inovadoras nas áreas de bioeconomia florestal e economia circular.
O credenciamento do ISI-TM possibilitará o desenvolvimento de projetos mais robustos para o setor mineral, principalmente quanto à implementação dos conceitos de economia circular e sustentabilidade na mineração, através da reutilização e valorização de resíduos e estéreis da mineração como matérias-primas para o desenvolvimento de novos produtos para a agricultura, construção civil, siderurgia e outras cadeias industriais.
Para o diretor Regional do SENAI Pará, Dário Lemos, o credenciamento do ISI-TM pelo EMBRAPII fortalece a inovação na região Norte do país. “É uma conquista que nos dá a oportunidade de estar trabalhando o desenvolvimento da região amazônica através da economia circular, dentro do conceito da sustentabilidade, alinhado com o que os demais Institutos SENAI realizam em todo o Brasil”, diz o diretor. “O SENAI tem toda a estrutura física e humana para desenvolver os projetos atendidos pela EMBRAPII, além de ter a expertise de saber atender as empresas. E é isso que nós precisamos, de instituições com a capacidade de entregar inovação na ponta”, complementa o diretor de Planejamento e Relações Institucionais da Embrapii, Fábio Stallivieri.
O ISI-TM atua na execução de Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) para empresas do setor mineral. Parte da rede nacional de 28 Institutos SENAI de Inovação (ISI), dos quais 18 são credenciados como Unidade Embrapii. O objetivo é oferecer soluções inovadoras, de forma ágil e orientada pelos interesses da Indústria.
Crescimento da indústria impacta positivamente a sociedade
Notável nos setores de mineração, pecuária, energia, madeira e móveis, frutas e muitos outros, o Pará vai além de uma terra de possibilidades: é um local de realizações, onde indústrias crescem e ajudam a sustentar o desenvolvimento econômico e social. De acordo com a pesquisa Perfil da Indústria, publicada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor é responsável por 1/3 do Produto Interno Bruto do Pará. Essa participação no PIB estadual cresceu 11,3% entre 2009 e 2019, período analisado na pesquisa.
Com este crescimento, a sociedade ganha de diversas formas, conforme destaca o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Conrado Santos. “A indústria é importante para a sociedade em geral, uma vez que produz praticamente tudo o que utilizamos no nosso dia a dia, como alimentos, bebidas, vestuário, móveis, eletrônicos, eletrodomésticos, carros, barcos, aviões, casas, prédios e uma infinidade de outros produtos. Além disso, o setor é responsável pela geração de empregos, renda e pela contribuição na arrecadação de impostos”, diz.
Mesmo com as dificuldades da pandemia – que, de acordo com José Conrado Santos, afetou negativamente 90% das indústrias do Pará – houve espaço para crescimento de empresas de todos os tamanhos no estado.
Segundo o Perfil da Indústria CNI, do total de indústrias no Pará, 91,7% são micro e pequenas empresas. Juntas, elas correspondem a 1/4 dos 179 mil empregos gerados por indústrias no estado. A Perfini Móveis é uma delas. Há 30 anos no mercado de madeira e móveis, a empresa possui capacidade produtiva de 10m³ de madeira ao mês, 12 trabalhadores diretos, uma fábrica de 4.300m² no Distrito Industrial de Icoaraci e uma loja própria no centro de Belém.
“Produzimos móveis de estilo contemporâneo de alto padrão, principalmente em madeira, com destaque para mesas de jantar. Atendemos Belém do Pará por meio da loja física, e on-line outras cidades do Brasil”, relata o sócio e diretor industrial da Perfini Móveis, Fernando Guimarães. As peças fabricadas pela empresa utilizam madeira oriunda de manejo florestal, que garante o uso sustentável de recursos naturais e a floresta em pé.
As peças fabricadas pela empresa utilizam madeira oriunda de manejo florestal, que garante o uso sustentável de recursos naturais e a floresta em pé.
Mesmo durante a pandemia, a empresa manteve seu quadro de colaboradores e realizou investimentos para crescer. “Lançamos novos produtos que atenderam e atendem o usuário durante e após a pandemia, pois as pessoas redescobriram que o lar é o local mais importante para melhor qualidade de vida. Fizemos investimentos em maquinário com alta tecnologia para melhorar e aumentar a produção com uma expectativa de crescimento de 5% em 2022. E, consequentemente, mais vagas serão ofertadas ao mercado de trabalho”, afirma Fernando Guimarães, sócio e diretor industrial da Perfini Móveis.
Localizado em Inhangapi, o grupo empresarial Cerâmica Vermelha produz 44 modelos de tijolos para construções de alvenaria estrutural e racionalizada. Com mais de 20 anos, a empresa possui 130 trabalhadores diretos e capacidade produtiva de 4.000 toneladas por mês, abastecendo compradores do Pará e parte do Maranhão.
Em 2022, a Cerâmica Vermelha concluiu um projeto de modernização de seu parque industrial, com novos equipamentos alinhados ao conceito de Indústria 4.0. “Substituímos fornos antigos por um equipamento moderno, totalmente informatizado e automatizado. Ele faz a queima do produto automaticamente, eliminando qualquer risco de falha humana”, relata Rivanildo Hardman, proprietário da empresa.
Além da etapa de queima, o grupo também investiu em automação da carga e descarga com braços robóticos, além da automação da alimentação dos fornos com madeira picada de resíduos de serrarias. As melhorias aceleraram o tempo de produção dos blocos cerâmicos e elevaram a qualidade. “O ganho de produtividade é de 30% e de eficiência é 80%. Antigamente, nós trabalhávamos com secagem e transporte, que durava de 10 a 12 dias, de acordo com a velocidade da fábrica. Hoje, o tempo total de produção caiu para 72 horas”, explica Hardman.
Junto com a indústria, as pessoas também crescem. Nadilson Teixeira Silva atua há 10 anos na Cerâmica Vermelha como auxiliar administrativo. Nesse tempo, ele observou vários momentos de evolução da empresa. “Quando eu cheguei, a Cerâmica Vermelha estava se organizando para sair de uma olaria para uma indústria. Agora, ela está se transformando, novamente, para Indústria 4.0, e junto com isso vem também um investimento em capacitação, para que os colaboradores que já estão com a gente também entrem nessa mentalidade do 4.0, especializados e capacitados para lidar com as máquinas”, observa o profissional.
Além dos aprendizados técnicos na área de vendas, Nadilson também obteve conquistas pessoais a partir da experiência na indústria. “Cheguei aqui sem nada e hoje tenho o sustento da minha família, um apartamento, um veículo, tudo isso foi conquistado aqui. Também é uma realização profissional para mim, pois tenho um bom ambiente de trabalho, com liberdade para me expressar”, diz o auxiliar administrativo
Produzindo há mais de 20 anos em Barcarena, no Pará, o Grupo Alubar é líder de mercado na produção de cabos elétricos de alumínio da América Latina e o maior fabricante de vergalhões de alumínio do continente americano. Em seus primeiros anos, a empresa fabricava apenas os vergalhões. Com o tempo, expandiu sua capacidade produtiva e portfólio de produtos a partir do Pará, oferecendo soluções ao setor elétrico com clientes em todas as regiões do Brasil.
Hoje, a empresa possui fábricas no Rio Grande do Sul, no Canadá e nos Estados Unidos, além de um escritório de gestão global em São Paulo. Contudo, a planta de Barcarena continua sendo a maior unidade em capacidade produtiva e número de pessoas, com alta relevância para a estratégia global do Grupo.
“Temos cerca de 1000 colaboradores diretos em Barcarena, sendo mais de 90% deles oriundos da própria região. Esta unidade é especial para nós não apenas pela estrutura e história que carrega, mas também por concentrar profissionais de grande conhecimento técnico, que compartilham suas experiências com as plantas mais recentes do Grupo”, afirma Maurício Gouvea, Diretor Executivo da Alubar.
A fábrica do Pará recebeu em 2021 um investimento que triplicou a capacidade de produção dos cabos elétricos para o mercado de distribuição e energia renovável. “Observamos uma forte tendência de crescimento nesses mercados no Brasil nos próximos anos e Barcarena é muito relevante para o que planejamos para o futuro do Grupo Alubar”, destaca Maurício Gouvea, Diretor Executivo da empresa.
A indústria paraense continuará mostrando sua força ao longo desta década. De acordo com a REDES, iniciativa do Sistema FIEPA, até 2026 o estado deverá receber R$ 31,6 bilhões em investimentos nas áreas de infraestrutura, logística, energia e mineração – o que trará novas oportunidades para toda a cadeia de fornecimento.
Para o presidente da FIEPA, José Conrado Santos, apesar das oportunidades, há pontos no ambiente de negócios do Pará que devem ser levados em consideração. “O nosso setor produtivo enfrenta cotidianamente diversos desafios que comprometem o seu desenvolvimento, e podemos citar alguns, como a falta de investimentos em infraestrutura, o confuso e burocrático sistema tributário brasileiro, a demora na concessão de licenciamentos ambientais, a competição com produtos de fora e a dificuldade de acesso a crédito para novos investimentos”, explica.
Nesse cenário, o Sistema FIEPA promove diversas ações junto às esferas governamentais para apoiar na defesa dos interesses das indústrias do Estado. Também oferta soluções para o desenvolvimento dos negócios da região, por meio de treinamentos; consultorias empresariais; gestão da inovação; pesquisas e sondagens; recrutamento e seleção para estágio e emprego; esporte, cultura e lazer; saúde e segurança do trabalhador da indústria e educação profissional, regular e de jovens e adultos.