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Transporte – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:49:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Pará precisa qualificar 286 mil profissionais até 2027, segundo SENAI https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/10/23/para-precisa-qualificar-286-mil-profissionais-ate-2027-segundo-senai/ Wed, 23 Oct 2024 19:59:20 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13923

Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027 mostra que Logística, Construção, Manutenção e Metalmecânica serão as áreas com maior demanda por novos profissionais

Para atender a demanda da indústria do Pará nos próximos três anos, será necessário qualificar 286 mil profissionais entre 2025 e 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. O número contempla a necessidade de formação de 47 mil novos profissionais e de requalificação de 239 mil que já estão no mercado. A projeção leva em conta o crescimento da economia e do mercado de trabalho. O levantamento é elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo é uma importante ferramenta de inteligência para subsidiar as ações de planejamento de oferta do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (18), durante entrevista coletiva com o diretor do SENAI Pará, Dário Lemos, e com o gerente do Observatório da Indústria do Pará, Felipe Freitas.

Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, o estado precisará de 47 mil trabalhadores com uma nova formação para atender o ritmo de criação de empregos e a reposição de trabalhadores que deixarão o mercado de trabalho formal. As projeções para o Pará também mostram que 239 mil trabalhadores precisarão de treinamento e desenvolvimento para atualizarem as competências nas funções que já desempenham na indústria e que também são demandadas por outros setores no Brasil.

A atualização envolve o desenvolvimento de competências em dimensões como hard skills (habilidades técnicas como domínio de máquinas, equipamentos e softwares), soft skills (competências comportamentais como pensamento crítico, inteligência emocional, criatividade e inovação) e ações de saúde e segurança no trabalho (como inspeção de instalações, normas e regulamentos), para que os trabalhadores contem com as habilidades necessárias para desempenhar as funções de maneira eficaz e segura.

“A demanda por qualificação no Pará, identificada pelo Mapa do Trabalho Industrial, reflete o crescimento acelerado de setores estratégicos da economia. Estamos empenhados em preparar profissionais capacitados para atender essas necessidades e garantir que a indústria local continue a se expandir de forma competitiva e sustentável. A requalificação de trabalhadores também será essencial para que eles possam acompanhar as transformações tecnológicas e de mercado, mantendo-se relevantes e produtivos “, destaca o diretor regional do SENAI Pará, Dário Lemos.

Logística e Construção lideram em demanda por profissionais

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, entre 2025 e 2027, as áreas com maior demanda por profissionais serão:

  • Logística e Transporte (65 mil), com oportunidades para técnicos de controle da produção, motoristas de veículos de cargas, almoxarifes e armazenistas, entre outros;
  • Construção (48 mil), para atuar como profissionais na operação de máquinas de terraplanagem, ajudante de obras civis, trabalhadores de estruturas de alvenaria, fundações, entre outros;
  • Manutenção e Reparação (28 mil), para mecânicos de manutenção de veículos automotores, trabalhadores operacionais de conversação de vias permanentes (exceto trilhos), eletricistas de manutenção eletroeletrônica, e muito mais;
  • Operação Industrial (23 mil), com vagas para alimentadores de linhas de produção, trabalhadores de embalagem e de etiquetagem, de cargas e descargas de mercadoria, gerentes de produção e operações em empresa da indústria extrativa, de transformação e de serviços de utilidade pública, entre outros;
  • Metalmecânica (20 mil), com necessidade de trabalhadores de soldagem e corte de ligas metálicas, preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais, trabalhadores de caldeiraria e serralheria, entre outros.

Metodologia do MTI 2025-2027

Para este Mapa do Trabalho Industrial, o Observatório dividiu o levantamento de dados por etapas:

  • Projeção do emprego formal até 2027: estima-se o nível de emprego formal por área de atuação profissional e setor. As projeções utilizam modelos de séries temporais, testando diferentes especificações e selecionando a de melhor ajuste para cada série. Os dados são analisados em conjunto para garantir a consistência em relação ao comportamento do emprego e às expectativas futuras.
  • Delimitação do emprego na indústria e em ocupações correlatas em outros setores da economia: seleciona-se o volume de vínculos formais projetados para a indústria como um todo, incluindo a indústria extrativa, de transformação, construção e energia e saneamento, além de ocupações correlatas em outros setores econômicos, como agropecuária, serviços e administração pública.

As ocupações correlatas são categorizadas pelo caráter transversal e pela relevância para os diferentes setores, como cientistas de dados e engenheiros da computação.

  • Estimativa da demanda por formação industrial: com base na estrutura do emprego formal projetado e na necessidade de formação de profissionais, estima-se a demanda por qualificação na área industrial e correlatas:
  • Formação inicial: considera o volume de novas vagas geradas na economia, a reposição de trabalhadores que deixam o mercado formal e o potencial estoque de profissionais já formados que poderiam ocupar essas vagas. Essa análise é fundamentada em microdados da RAIS/MTE, avaliando a trajetória profissional dos trabalhadores.
  • Treinamento e desenvolvimento: estima a necessidade de atualização e formação complementar para profissionais já empregados. Os valores são derivados de pesquisa primária com empresários da indústria, que relataram o percentual de trabalhadores treinados anualmente.

 Acesse os dados do Mapa do Trabalho Industrial na íntegra

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A potência logística do arco Norte https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/07/13/a-potencia-logistica-do-arco-norte-2/ Thu, 13 Jul 2023 17:02:00 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=10880

Em um estudo concluído em 2019 pela consultoria Bain & Company, na próxima década, o Brasil poderá suprir 45% do aumento das importações mundiais de soja e milho, sendo que quase 60% dessa capacidade adicional sairá do país por portos da região Norte. No chamado Arco Norte, o Pará é o único estado que possui uma característica de intermodalidade para o desenvolvimento das operações de transporte, pois alcança os portos por vias rodoviárias, aquaviárias, aeroviárias e, futuramente, com a Ferrogrão, também pela via ferroviária. Com isso, o estado será capaz de desenvolver plataformas de negócios para exportação e importação.

“Desde 2016, com a ampliação do Canal do Panamá, nós estamos muito mais próximos dos principais mercados globais consumidores de grãos, como o mercado asiático, do que os portos do eixo Sul e Sudeste. Por isso, houve essa ligação, por conta da geração de escala, da economia de custo de frete, pelo posicionamento geográfico estratégico e pela infraestrutura natural de calados, que é a profundidade de cais para ancorar navios de grande porte no Arco Norte. O maior porto no Brasil e América Latina é o Porto de Santos, que tem um calado de 12,6 metros. Apesar das dificuldades que temos no Pará, estamos alcançando um calado de 14 metros, portanto, nós também saímos na frente nesse quesito”, explicou Alexandre Araújo, especialista em Logística, Navegação e Portos, presidente da Associação dos Profissionais de Logística da Amazônia e diretor executivo do Movimento Pró-Logística do Pará.

Segundo Alexandre, o grande potencial da região Norte é o modal aquaviário. “O advento do uso das hidrovias possui um efeito multiplicador para a economia do Pará e municípios bases dos corredores aquaviários, causando um efeito exponencial. A indústria naval também é uma das responsáveis pelo aumento dessa economia. Com a multiplicação de transportes como barcaças e empurradores, atrairíamos novos investimentos e estaleiros para a construção desses transportes. Para cada emprego gerado na indústria naval, são gerados mais cinco empregos indiretos”, afirmou Alexandre.

De acordo com o diretor executivo da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica, Flávio Acatauassú, a logística privilegia preço, volume e depois o prazo. E dentro desse conceito, a logística é determinante para que o produto tenha um preço competitivo no mercado internacional e até no nacional. “Você precisa encontrar o caminho menos dispendioso. E esse caminho feito por dentro d’água, seja pelas hidrovias, seja pelas navegações de longo curso, é o mais barato. O que fez as pessoas começarem a vislumbrar a possibilidade de escoamento pelos portos da Amazônia, lá em 2010, é pelo fato de grande parte dessa logística ser por navegação interior”, relatou.

De acordo com Flávio, a navegação interior é mais barata que a rodoviária, pois ela tem a capacidade de transportar um maior volume de cargas com os mesmos custos. “Um caminhão leva no máximo 25 toneladas de soja, um comboio leva 50 mil toneladas. Ou seja, em um único comboio, são levadas quase 2 mil carretas. Além disso, nesse transporte haverá o mesmo número de pessoas envolvidas se fosse para um caminhão. A quantidade de combustível que será usada, cerca de uma tonelada por quilômetro, vai ser duas mil vezes mais barata do que o transporte de 50 mil toneladas por via rodoviária. Cada vez que você tem em sua logística o modal hidroviário, seu custo com transporte despenca”, disse o diretor.

SUPERANDO DESAFIOS

Apesar do grande potencial que a região oferece, entre as maiores dificuldades está o processo de licenciamento ambiental para empreendimentos que precisam executar intervenções, como construções de portos privativos ou públicos. Neste ponto, os especialistas concordam que os processos deveriam ocorrer de forma mais acelerada, com uma modernização na legislação, pois quanto maior for o tempo de espera pela liberação, maior o impacto negativo no crescimento da exportação.

“O Pará é o estado que vai ser a solução logística nacional. A logística do que eu chamo Arco Amazônico é fundamental para o crescimento do Brasil. Os gargalos estão aí para serem resolvidos e enfrentados. Nossas hidrovias desaguam na maior hidrovia do mundo, que é natural. Não há hidrovia mais bem-feita que o Rio Amazonas. Só o fato da rodovia BR-163 ter sido asfaltada já reduziu o frete em todo o país. A nossa produção agrícola é mais barata do que a americana, mas quando a gente emprega um sistema de logística ruim, nossos produtos chegam mais caros à China do que o americano. Com uma logística boa, as hidrovias e estradas funcionando, nosso produto chega muito mais barato. Esse aperfeiçoamento da logística não é bom só para o Pará, mas é excepcional para todo o Brasil”, declarou José Maria Mendonça, vice-presidente da FIEPA e presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA.

TRANSPORTES BERTOLINI

Fundada por Irani Bertolini, quando era motorista autônomo de caminhão, a Transportes Bertolini Ltda. chegou ao Pará em 1978, quando se especializou em transporte para a Amazônia, após Irani transportar uma carga do Rio Grande do Sul para Manaus. O fundador aproveitou a estadia na cidade e, ao visitar o comércio local, ofereceu aos comerciantes transportar móveis e entregar em suas portas, ação que era muito difícil no município na época. Iniciando apenas com o transporte de cargas por rodovias, nos anos 80 a empresa também aderiu ao transporte hidroviário e hoje opera com atividade pecuária, possuindo propriedades em Paragominas, Santo Antônio do Tauá e Inhangapi, atuando com cria, recria e engorda de bovinos.

“A logística na região Norte ainda é muito difícil. Temos, por exemplo, localidades no sul do Pará que ficam muito distantes umas das outras e estradas muito complicadas. Ainda assim, é uma terra com muitas possibilidades. A Bertolini permanece investindo. O Pará é o estado onde a nossa empresa tem o maior número de filiais e onde temos feito os maiores investimentos, não somente em transportes”, relatou Daniel Bertolini, diretor da empresa.

Com o crescimento da Transportes Bertolini, nos anos 80 foram adquiridas as primeiras embarcações. “Dependíamos de outras companhias para atravessar até Manaus e achávamos que o serviço poderia ser melhor, mas não podíamos oferecer por depender dessas outras companhias. Então, compramos os primeiros barcos e balsas. Com a região sempre em crescimento, fomos acompanhando e fazendo investimentos cada vez maiores. A Bertolini tem hoje 290 embarcações navegando na Bacia Amazônica, empregando diretamente, só no Pará, 1.200 pessoas”, completou Daniel.

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