Notice: A função _load_textdomain_just_in_time foi chamada incorretamente. O carregamento da tradução para o domínio invera foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6114

Warning: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /var/www/wordpress/wp-includes/functions.php:6114) in /var/www/wordpress/wp-includes/feed-rss2.php on line 8
Vestuário – Observatório FIEPA https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net Tue, 10 Mar 2026 11:50:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 INDÚSTRIAS PARAENSES ADOTAM O UPCYCLING PARA REDUZIR DESPERDÍCIO https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2024/07/01/industrias-paraenses-adotam-o-upcycling-para-reduzir-desperdicio/ Mon, 01 Jul 2024 17:31:19 +0000 https://observatorio.fiepa.org.br/?p=13342

Bolsas criadas a partir de resíduos industriais e móveis escolares produzidos de madeira que iria para o lixo são exemplos cotidianos de upcycling, conceito que, apesar de não ser novo, vem ganhando destaque por conta das técnicas sustentáveis e processo ambientalmente correto que promove. Basicamente, o upcycling consiste em dar um novo propósito a materiais que seriam descartados, com criatividade e qualidade igual ou até melhor que a do produto original.

Ao contrário da reciclagem, que envolve a criação de um novo ciclo para um produto que atingiu o fim de sua vida útil, o upcycling valoriza o próprio ciclo do produto. Ou seja, a técnica utiliza o produto já existente, dispensando qualquer necessidade de passar por processos industriais para modificação. A única mudança é que o produto passa a ter uma função diferente em relação ao seu uso original.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), das 27,7 milhões de toneladas anuais de resíduos recicláveis produzidos no Brasil, menos de 4% passa por reciclagem. Dentro do setor industrial, a prática do upcycling é considerada fundamental para o equilíbrio da produção em grande escala. “O upcycling é uma das formas de dar uma destinação mais nobre para os resíduos, evitando a destinação inadequada ou a geração de lixo. Com isso, você evita que o resíduo vá parar em um rio, nas ruas, em contaminação do solo e das águas e garante uma longevidade ao ciclo de vida de determinado produto”, explica Deryck Martins, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPA.

Upcycling no Pará

Empresas do setor moveleiro, em parceria com o Sindicato da Indústria de Marcenaria do Pará (Sindmóveis), vêm realizando um importante trabalho de reaproveitamento de materiais para conscientizar a população e beneficiar famílias e instituições que precisam de novos móveis ou de reparos a partir do uso de madeiras que seriam descartadas.

A Indústria Rio Capim Modulados, precursora dessa iniciativa em Belém, atua desde 2014 transformando resíduos do setor madeireiro em novos objetos, principalmente, para creches e escolas. “A gente transforma laterais de armários sem utilidade em mesas para as crianças; painéis em desuso viram prateleiras; peças de madeira prestes a ir para o lixo, a gente pega pra fazer reparos ou até mesmo novas cadeiras”, explica o proprietário da Rio Capim, Irã Pantoja.

Para o presidente do Sindmóveis, Marcos Martins, esse tipo de iniciativa é fundamental para criar uma cultura sustentável e diminuir o descarte de resíduos no setor. “Todo o resíduo da madeira pode ser reaproveitado, mas como o setor gera muito, é necessário multiplicarmos os esforços para estender o ciclo de vida dos produtos. Nós temos discutido e avançado em projetos junto com a FIEPA, o governo e municípios para diminuir ainda mais esse desperdício”, pondera Martins.

Na MLX Uniformes, indústria do ramo do vestuário localizada no município de Ananindeua, o upcycling é parte dos esforços para dar destinação mais sustentável aos resíduos. Além de fazer parcerias com cooperativas voltadas para a reutilização, a empresa transforma as sobras de sua produção em subprodutos como, por exemplo, puffs, luvas e bolsas, agregando valor à marca.

“Já faz tempo que me incomodo com a questão dos nossos resíduos e há dois anos comecei a buscar parcerias que nos ajudem, enquanto setor, a diminuir esse descarte sem aproveitamento. Nosso segmento é o terceiro que mais polui no mundo, então o desafio é muito grande. Queremos fazer dar certo, não somente dizer que somos empresa sustentável porque está na moda”, diz Priscilla Vieira, proprietária da MLX Uniformes e diretora da FIEPA.

Segundo a empresária, com as ações de upcycling, sua indústria consegue reaproveitar metade dos resíduos diretos em subprodutos. “Pela quantidade de resíduos que a gente gera, 50% de destinação sustentável é para ser celebrado, mas sabemos que há um árduo trabalho pela frente, que depende de parcerias que envolvam cooperativas, as próprias empresas, o setor público e o privado. Upcycling é uma questão de consciência e cada um faz parte desse processo”, destaca.

SENAI

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/ PA) é um dos parceiros da MLX Uniformes na pauta da sustentabilidade. No Polo de Vestuário do SENAI, em Belém, há, inclusive, um curso específico de Upcycling, que contribui para a formação de novos profissionais conscientes e para amenizar o desperdício na indústria do segmento.

Durante o curso, com ênfase na sustentabilidade, os alunos desenvolvem habilidades e técnicas de reaproveitamento de materiais têxteis que seriam incinerados, com foco no desenvolvimento de novos produtos, como roupas, bolsas, brindes e acessórios. Os materiais utilizados nas aulas práticas são resíduos oriundos das indústrias de confecção locais.

A gerente do Polo de Vestuário do SENAI, Clarisse Chagas, destaca a importância do tema na dinâmica da organização. “Nós entendemos que não existe mais alternativa que não seja olhar para este lado da sustentabilidade. O Polo de Vestuário trata do ciclo de vida do produto e a gente entende que depois do descarte ele ainda pode ter um ciclo de vida extra. Então aqui a gente enxerga várias alternativas, e uma delas é o upcycling. A sustentabilidade não é fim, mas é ponte para que alcancemos uma sociedade que tenha uma dinâmica mais sustentável”, conclui.

]]>
Indústrias do Pará investem e mostram força https://app-portal-observatorio-hml.azurewebsites.net/2023/06/27/industrias-do-para-investem-e-mostram-forca/ Tue, 27 Jun 2023 18:56:28 +0000 https://app-portal-observatorio.azurewebsites.net/?p=9454

Crescimento da indústria impacta positivamente a sociedade

Notável nos setores de mineração, pecuária, energia, madeira e móveis, frutas e muitos outros, o Pará vai além de uma terra de possibilidades: é um local de realizações, onde indústrias crescem e ajudam a sustentar o desenvolvimento econômico e social. De acordo com a pesquisa Perfil da Indústria, publicada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor é responsável por 1/3 do Produto Interno Bruto do Pará. Essa participação no PIB estadual cresceu 11,3% entre 2009 e 2019, período analisado na pesquisa.

Com este crescimento, a sociedade ganha de diversas formas, conforme destaca o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Conrado Santos. “A indústria é importante para a sociedade em geral, uma vez que produz praticamente tudo o que utilizamos no nosso dia a dia, como alimentos, bebidas, vestuário, móveis, eletrônicos, eletrodomésticos, carros, barcos, aviões, casas, prédios e uma infinidade de outros produtos. Além disso, o setor é responsável pela geração de empregos, renda e pela contribuição na arrecadação de impostos”, diz.

 

Mesmo com as dificuldades da pandemia – que, de acordo com José Conrado Santos, afetou negativamente 90% das indústrias do Pará – houve espaço para crescimento de empresas de todos os tamanhos no estado.

A FORÇA DAS PEQUENAS EMPRESAS

Segundo o Perfil da Indústria CNI, do total de indústrias no Pará, 91,7% são micro e pequenas empresas. Juntas, elas correspondem a 1/4 dos 179 mil empregos gerados por indústrias no estado. A Perfini Móveis é uma delas. Há 30 anos no mercado de madeira e móveis, a empresa possui capacidade produtiva de 10m³ de madeira ao mês, 12 trabalhadores diretos, uma fábrica de 4.300m² no Distrito Industrial de Icoaraci e uma loja própria no centro de Belém.

“Produzimos móveis de estilo contemporâneo de alto padrão, principalmente em madeira, com destaque para mesas de jantar. Atendemos Belém do Pará por meio da loja física, e on-line outras cidades do Brasil”, relata o sócio e diretor industrial da Perfini Móveis, Fernando Guimarães. As peças fabricadas pela empresa utilizam madeira oriunda de manejo florestal, que garante o uso sustentável de recursos naturais e a floresta em pé.

As peças fabricadas pela empresa utilizam madeira oriunda de manejo florestal, que garante o uso sustentável de recursos naturais e a floresta em pé.

Mesmo durante a pandemia, a empresa manteve seu quadro de colaboradores e realizou investimentos para crescer. “Lançamos novos produtos que atenderam e atendem o usuário durante e após a pandemia, pois as pessoas redescobriram que o lar é o local mais importante para melhor qualidade de vida. Fizemos investimentos em maquinário com alta tecnologia para melhorar e aumentar a produção com uma expectativa de crescimento de 5% em 2022. E, consequentemente, mais vagas serão ofertadas ao mercado de trabalho”, afirma Fernando Guimarães, sócio e diretor industrial da Perfini Móveis.

TECNOLOGIA, PRODUTIVIDADE E CRESCIMENTO

Localizado em Inhangapi, o grupo empresarial Cerâmica Vermelha produz 44 modelos de tijolos para construções de alvenaria estrutural e racionalizada. Com mais de 20 anos, a empresa possui 130 trabalhadores diretos e capacidade produtiva de 4.000 toneladas por mês, abastecendo compradores do Pará e parte do Maranhão.

Em 2022, a Cerâmica Vermelha concluiu um projeto de modernização de seu parque industrial, com novos equipamentos alinhados ao conceito de Indústria 4.0. “Substituímos fornos antigos por um equipamento moderno, totalmente informatizado e automatizado. Ele faz a queima do produto automaticamente, eliminando qualquer risco de falha humana”, relata Rivanildo Hardman, proprietário da empresa.

Além da etapa de queima, o grupo também investiu em automação da carga e descarga com braços robóticos, além da automação da alimentação dos fornos com madeira picada de resíduos de serrarias. As melhorias aceleraram o tempo de produção dos blocos cerâmicos e elevaram a qualidade. “O ganho de produtividade é de 30% e de eficiência é 80%. Antigamente, nós trabalhávamos com secagem e transporte, que durava de 10 a 12 dias, de acordo com a velocidade da fábrica. Hoje, o tempo total de produção caiu para 72 horas”, explica Hardman.

Junto com a indústria, as pessoas também crescem. Nadilson Teixeira Silva atua há 10 anos na Cerâmica Vermelha como auxiliar administrativo. Nesse tempo, ele observou vários momentos de evolução da empresa. “Quando eu cheguei, a Cerâmica Vermelha estava se organizando para sair de uma olaria para uma indústria. Agora, ela está se transformando, novamente, para Indústria 4.0, e junto com isso vem também um investimento em capacitação, para que os colaboradores que já estão com a gente também entrem nessa mentalidade do 4.0, especializados e capacitados para lidar com as máquinas”, observa o profissional.

Além dos aprendizados técnicos na área de vendas, Nadilson também obteve conquistas pessoais a partir da experiência na indústria. “Cheguei aqui sem nada e hoje tenho o sustento da minha família, um apartamento, um veículo, tudo isso foi conquistado aqui. Também é uma realização profissional para mim, pois tenho um bom ambiente de trabalho, com liberdade para me expressar”, diz o auxiliar administrativo

DO PARÁ PARA O MUNDO

Produzindo há mais de 20 anos em Barcarena, no Pará, o Grupo Alubar é líder de mercado na produção de cabos elétricos de alumínio da América Latina e o maior fabricante de vergalhões de alumínio do continente americano. Em seus primeiros anos, a empresa fabricava apenas os vergalhões. Com o tempo, expandiu sua capacidade produtiva e portfólio de produtos a partir do Pará, oferecendo soluções ao setor elétrico com clientes em todas as regiões do Brasil.

Hoje, a empresa possui fábricas no Rio Grande do Sul, no Canadá e nos Estados Unidos, além de um escritório de gestão global em São Paulo. Contudo, a planta de Barcarena continua sendo a maior unidade em capacidade produtiva e número de pessoas, com alta relevância para a estratégia global do Grupo.

“Temos cerca de 1000 colaboradores diretos em Barcarena, sendo mais de 90% deles oriundos da própria região. Esta unidade é especial para nós não apenas pela estrutura e história que carrega, mas também por concentrar profissionais de grande conhecimento técnico, que compartilham suas experiências com as plantas mais recentes do Grupo”, afirma Maurício Gouvea, Diretor Executivo da Alubar.

A fábrica do Pará recebeu em 2021 um investimento que triplicou a capacidade de produção dos cabos elétricos para o mercado de distribuição e energia renovável. “Observamos uma forte tendência de crescimento nesses mercados no Brasil nos próximos anos e Barcarena é muito relevante para o que planejamos para o futuro do Grupo Alubar”, destaca Maurício Gouvea, Diretor Executivo da empresa.

OPORTUNIDADES E ENTRAVES

A indústria paraense continuará mostrando sua força ao longo desta década. De acordo com a REDES, iniciativa do Sistema FIEPA, até 2026 o estado deverá receber R$ 31,6 bilhões em investimentos nas áreas de infraestrutura, logística, energia e mineração – o que trará novas oportunidades para toda a cadeia de fornecimento.

Para o presidente da FIEPA, José Conrado Santos, apesar das oportunidades, há pontos no ambiente de negócios do Pará que devem ser levados em consideração. “O nosso setor produtivo enfrenta cotidianamente diversos desafios que comprometem o seu desenvolvimento, e podemos citar alguns, como a falta de investimentos em infraestrutura, o confuso e burocrático sistema tributário brasileiro, a demora na concessão de licenciamentos ambientais, a competição com produtos de fora e a dificuldade de acesso a crédito para novos investimentos”, explica.

Nesse cenário, o Sistema FIEPA promove diversas ações junto às esferas governamentais para apoiar na defesa dos interesses das indústrias do Estado. Também oferta soluções para o desenvolvimento dos negócios da região, por meio de treinamentos; consultorias empresariais; gestão da inovação; pesquisas e sondagens; recrutamento e seleção para estágio e emprego; esporte, cultura e lazer; saúde e segurança do trabalhador da indústria e educação profissional, regular e de jovens e adultos.

]]>